5. UYGULAMA
5.3 Problemin Tanımlanması
TRODAT em pacientes com MPP e também qual a influencia do exercício físico (TEM) na densidade desse transportador. Os resultados encontrados demonstraram que o grupo experimental apresentou valores menores no potencial de ligação da densidade do DAT no momento basal na região do putamen esquerdo comparado ao grupo CRTL.
Os nossos resultados confirmam a hipótese de que pacientes com SPI/MPP apresentam uma disfunção do sistema central dopaminérgico.
Alguns estudos realizados com SPECT, utilizando traçadores que se ligam ao receptor dopaminérgico D2, demonstraram uma diminuição do receptor D2 no estriado, nos pacientes que apresentavam a SPI-MPP (4,33). Chiu e colaboradores (2010) (72)
relatam que indivíduos saudáveis, porém, maus dormidores apresentam uma menor disponibilidade DAT pré-sináptica na região do caudado, porém em nossos resultados encontramos uma menor disponibilidade de DAT somente na região do putamen esquerdo no grupo experimental. Nossos dados sugerem que os pacientes com SPI- MPP tem uma perda das concentrações de DAT na região do putamen, que parece ser especifica desta fisiopatologia, uma vez que Chiu e colaboradores (2010) (72) em seu estudo utilizaram maus dormidores sem relato de distubios do sono.
Turjanski e colaboradores(1999) (37) realizaram um estudo com PET utilizando 13 pacientes com SPI. Os resultados do estudo demonstraram uma absorção reduzida do farmaco 18F-dopa na região do putâmen, visto que essa redução se deu nos pacientes com menor ligação de receptores D2 no putamen.
Especula-se que, essa alteração no sistema dopaminérgico nesses pacientes com SPI-MPP se deva ao aumento de DA. O aumento na dopamina endógena geraria um possível aumento de DA na fenda sináptica diminuindo assim a densidade do transportador de DA (33). Outra disfunção fisiológica que poderiam levar a um aumento da concentração de DA na fenda sináptica seria uma diminuição da atividade de monoamina oxidase e/ou de catecol-O-metiltransferase, que são enzimas responsáveis por degradar a DA (33).
E qual seria a influência do exercício físico na densidade do transportador de DA e no padrão de sono de pacientes com SPI-MPP?
Nossa hipótese inicial seria que o exercício físico (TEM) estaria tentando modular a densidade do transportador dopaminérgico. No entanto nossos resultados demonstraram uma diferença na densidade do DAT entre os grupos no momento basal, porém, o TEM não alterou o seu perfil. Sabe-se que durante a prática do exercício físico, existe uma relação entre o efeito da intensidade do exercício físico e a liberação da -endorfina (73). O exercício anaeróbio, incremental e de curta duração como proposto em nosso estudo, pode levar a um aumento dos níveis da -endorfina, visto que os opiáceos endógenos podem ser ativados por uma variedade de fatores estressores (73) tendo como conseqüência uma alteração no sistema dopaminérgico. Um possível mecanismo para modular a ação da -endorfina e a sua relação com os núcleos da base no sistema nervoso central (SNC) vêem sendo descrito na literatura, de forma que, alguns autores relatam existir uma alteração da transmissão dos opióides nessa estrutura nos pacientes que apresentam a SPI-MPP (74,75). Assim, a - endorfina agiria nos núcleos da base inibindo a ação inibitória dos neurônios GABA sob os neurônios dopaminérgicos, alterando dessa maneira esse metabolismo da DA e causando a redução do MPP. No entanto nossos resultados demonstraram que
somente uma sessão de exercício físico não foi suficiente para que essas alterações no SNC se perpetuassem, sugerindo assim, que esse efeito talvez seja exercício crônico dependente.
Em concordância com os dados obtidos neste estudo em relação à redução do MPP após o TEM, trabalhos realizados por nosso grupo, já vem demonstrando que a prática do exercício físico aeróbio reduz o índice de MPP em diferentes populações (8,11). De Mello e colaboradores (1996) (8), observaram, por meio da PSG, que, nos individuos com lesão medular, o exercício físico agudo reduziu significantemente o índice de MPP durante o sono. Esses efeitos não foram diferentes dos produzidos pelo tratamento farmacológico (L-dopa) ao comparar as duas formas de intervenção (tratamento farmacológico e exercício físico aeróbio por 45 dias) (9,10). Esteves e colaboradores (2009) (11) demonstraram uma correlação negativa e significante da porcentagem de liberação da -endorfina após o TEM com os índices do MPP avaliados na PSG, demonstrando uma relação entre os sistemas dopaminérgicos e opiodérgicos.
Já em relação à influência do exercício físico no padrão de sono, a maioria dos estudos relataram o aumento do SOL e o aumento da latência para o sono REM, além da redução do sono REM (56,76). Contudo nossos resultados, que enfocam especificamente o distúrbio do sono MPP, demonstraram um aumento da porcentagem do estagio 1 do sono NREM, no momento basal e após o TEM, tanto para o grupo CRTL quanto para o grupo experimental. Já para o estágio 2 do sono e no SOL foram demonstradas diferenças entre os grupos CRTL e experimental. Essa diferença pode ter ocorrido devido ao grupo experimental apresentar MPP, uma vez que esse grupo apresentou valores maiores para estágio 2 do sono quando comparado com o grupo CRTL. Em contra partida, o grupo CRTL apresentou valores maiores no SOL,
comparado ao grupo experimental. Porém essas diferenças encontradas nos parâmetros polissonográficos estão dentro de um parâmetro de normalidade (77).
No entanto, uma limitação do nosso estudo foi não ter realizado um co-registro das imagens obtidas pelo exame de SPECT cerebral para quantificar com uma melhor acurácia o DAT.
Assim nossos resultados mostram que pacientes com MPP apresentaram uma menor densidade de DAT na região do putâmen esquerdo comparado ao grupo controle e uma sessão de exercício físico agudo (TEM) não alterou este perfil, fornecendo evidências de que essa alteração talvez seja o resultado da prática do exercício físico crônico.
Novos estudos associados à prática de exercício físico crônico devem ser propostos para desvendar os mecanismos dessa fisiopatologia.