1.6. İş Ahlakına Kuramsal Yaklaşımlar
1.7.2. Hristiyan İş Ahlakı
1.7.2.1. Prüten Ahlak
A cultura tecnológica é o fenômeno decorrente das experiências da sociedade atual com o uso das tecnologias como meios de comunicação, que vêm mudando os relacionamentos sociais basicamente a partir de dois fatores. O primeiro fator ocorreu quando o homem conseguiu desenvolver a tecnologia ao ponto de fazer a máquina reagir à informação, com isso, ao criar interações pela linguagem binária, a máquina deixou de ser um utensílio e passou a automatizar rotinas através do processamento de informações. No segundo fator, o avanço da tecnologia expandiu essa interação entre as máquinas, transferindo informações entre elas, desencadeando toda uma sofisticação no universo da comunicação humana conhecida hoje como novas tecnologias de informação e comunicação – NTICs, que dispensou a presença física e alterou a estrutura do espaço e tempo nas interações comunicativas.
Esse fenômeno encontra-se em fase de estruturação cujas definições e conceitos característicos ainda estão sendo construídos, por isto, a pesquisa ao compor este tema, busca identificar as definições de tecnologias e as suas relações com o processo da comunicação, esperando com isto, formar um panorama das estruturas criadoras da cultura tecnológica com os novos meios de relacionamentos sociais.
As tecnologias, embora tenham um sentido abrangente nestes tempos, têm servido para referenciar o fenômeno da revolução tecnológica que alterou o modo de relacionamento entre as pessoas, ao reduzir as distâncias e aumentar as
velocidades de interações no processo da comunicação, eliminando as fronteiras e se apresentando em tempo real.
Nesse tempo real, essa revolução tecnológica afetou todos os setores sociais, estendendo suas influências também para a sala de aula e mudando os perfis tradicionais dos seus atores, por isso, despertou o nosso interesse neste trabalho na busca pela identificação dos parâmetros que alteraram e continuam a alterar o modo de se relacionar e de aprender com o uso dos recursos tecnológicos que se incorporam no modo de vida das pessoas. Com isso, afetaram as relações sociais e a própria relação de ensino na atividade docente.
Quando falamos em tecnologia, nossa mente nos remete às ideias de instrumentos avançados, complexos, com designs sofisticados, como se o termo fosse um sinônimo de instrumentos de vanguarda da sociedade tecnológica. Com isso, “as pessoas começam a pensar nos espaços apresentados em romances e filmes de ficção científica que exploram a oposição entre nossa natureza humana e a 'máquina', forma concreta com que a tecnologia é popularmente reconhecida” (KENSKI, 2012, p. 17). No entanto, seu papel real é servir como recurso de extensão humana, material ou intelectual, pois ela consiste “na produção de algo artificial, de um 'arte-fato'. O artefato não precisa ser todavia uma coisa (por exemplo, uma bicicleta, ou um remédio), podendo tratar-se também da modificação do estado de um sistema natural” (CUPANI, 2004, p. 495).
Por sua vez, artificial é compreendido como “toda coisa, estado ou processo controlado ou feito deliberadamente com ajuda de algum conhecimento aprendido, e utilizável por outros” (BUNGE apud CUPANI, 2004, p. 495). Portanto, podemos perceber com isso que, desde os tempos mais remotos, o homem utiliza- se de artefatos na sua vida:
O homem iniciou seu processo de humanização, ou seja, a diferenciação de seus comportamentos em relação aos dos demais animais, a partir do momento m que utilizou os recursos existentes na natureza em benefício próprio. Pedras, ossos, galhos e troncos de árvores foram transformados em ferramentas pelos nossos ancestrais pré-históricos (SIMONDON apud KENSKI (2012, p. 20).
Essa produção humana de algo, ou artefato consiste de técnica ou tecnologias, que não foram produzidas pela natureza mas sim pelo homem, como, por exemplo, são técnicas a cura do paciente pelo médico, a organização de um time de futebol, o fogão para cozinhar, etc.
A definição de tecnologia não dispõe de unanimidades, sendo interpretada em diversos contextos, por isto, para melhor atender aos propósitos desta pesquisa, adotamos o conceito de Mario Bunge nos enfoques apresentados por Alberto Cupani (2004) cujas definições apresentamos a seguir.
Técnica e tecnologias têm em comum a criação pelo homem de um artefato, no entanto, são termos com significados distintos. Para Bunge, a técnica compreende “o controle ou a transformação da natureza pelo homem, o qual faz uso de conhecimentos pré-científicos” (CUPANI, 2004, p. 495), ou seja, o artífice que aplica seus conhecimentos a partir do senso comum. “A técnica serve-se do saber vulgar tradicional, eventualmente impregnado de saber científico que não é reconhecido como tal” (ibid. p. 495).
Por sua vez, a tecnologia, implica no uso da técnica, mas, com bases científicas é definida como:
“O campo de conhecimento relativo ao desenho de artefatos e à planificação da sua realização, operação, ajuste, manutenção e monitoramento à luz do conhecimento científico. Ou, resumidamente: o estudo científico do artificial” (BUNGE apud CUPANI, 2004, p. 496).
A tecnologia nas definições desenvolvidas por Bunge, é dotada de planejamento e planificação. O planejamento consiste no desenho antecipado do
artefato, constituído de conhecimento científico. A planificação, por sua vez, compreende a articulação de sub-rotinas ou tarefas com o fim de se alcançar o objetivo planejado, podendo, essa articulação receber modificações que alteram o resultado esperado inicialmente:
Em todo caso, o desenho e a planificação tecnológicos repousam no conhecimento científico. Trata-se de leis ou fragmentos de teorias que devem ser traduzidas em “enunciados nomo-pragmáticos”, que fundamentam, por sua vez, as regras práticas. Num exemplo simples: a lei (“enunciado nomológico”) que afirma “A água ferve a 100° celsius” fundamenta o enunciado nomo-pragmático “Se a água é esquentada a 100° C, então ela ferve”, o qual, por sua vez, fundamenta regras tecnológicas tais como: “Para ferver água, esquente-a até 100° C”, “Para evitar que a água ferva, mantenha-se sua temperatura abaixo de 100° C” etc (CUPANI, 2004, p. 497)
A compreensão destes conceitos basilares nos possibilita assimilar os processos evolutivos da revolução tecnológica em que as tecnologias tanto são produzidas para uso (desenho), como também são articuladas para se transformarem em novas tecnologias (planificadas), percebendo-se com isso, também, os seus efeitos sociais de acordo com os avanços promovidos por essa revolução. Além disso, acabam por nos evidenciar que, em sala de aula, o objeto de ensino, ao ter por objetivo a produção do conhecimento, vale-se tanto da técnica quanto da tecnologia, pois o professor na prática docente aplica suas técnicas de ensino que podem se tornar tecnologias.