2. İKİNCİ BÖLÜM
2.2. Pozitif Liderlik Kavramı
2.2.3. Pozitif Liderlik Bileşenleri
Considerando-se o investimento em saúde uma forma de acumulação de capital humano, alguns aspectos desta teoria devem ser analisados. Enquanto variável do processo produtivo, o capital humano remete aos efeitos de mercado, isto é, à quantidade e qualidade de trabalho necessários para a obtenção de determinado resultado.
Strauss e Thomas (1998) apresentaram os vários motivos da relação entre a saúde e os resultados do mercado de trabalho nos países em desenvolvimento. Dentre eles, estão a ingestão adequada de calorias na proporção direta da produtividade. Esta não concavidade, que reside no centro dos modelos de eficiência dos salários, tem fortes implicações sobre o nível e o consumo da empregabilidade. Os patrões são incentivados a aumentar os salários acima do preço mínimo de oferta de trabalho, excluindo aqueles cuja saúde é mais frágil, pois eles tornam-se caros no decurso do processo produtivo.
Mas os autores não se atêm às não-linearidades específicas implícitas nos modelos de eficiência dos salários, já que isso levaria à perda de um conjunto rico de insights que surgem do estudo sobre a saúde e os retornos do trabalho. Conforme observamos, a melhor saúde resulta em melhor funcionalidade e produtividade, os quais têm importantes implicações no conjunto de comportamentos e investimentos. Apesar de sua relevância, esta questão básica recebeu atenção especial apenas recentemente.
Quanto às comparações entre investimentos em saúde nas economias mundiais, é no contexto dos países em desenvolvimento que encontramos os resultados mais surpreendentes. A produtividade marginal da saúde é maior nessas regiões, se comparada à dos países industrializados. Além de níveis de saúde inferiores, a incidência e natureza das doenças tende a ser diferente nos países em desenvolvimento. Nota-se a maior prevalência da má nutrição e das doenças infecciosas, as quais poderiam ser evitadas por meio de campanhas de prevenção (BANCO MUNDIAL, 1993). Este assunto será tratado com maior particularidade na evolução deste trabalho.
Tal situação relaciona-se com a estrutura etária da população: uma nutrição insuficiente na infância leva a problemas de saúde na fase adulta. As conseqüências funcionais da má saúde são, portanto, sentidas durante toda a vida.
Strauss e Thomas identificam que, em diversas economias, o setor saúde absorve uma fração considerável do investimento público. A aplicação de recursos em infra-estrutura de saúde e intervenções favorece enormemente a produtividade e o crescimento econômico. Por essa razão, esse fator deveria ser melhor avaliado por ocasião do planejamento dos programas de saúde. Este ponto de vista será detalhado com maior precisão no Capítulo 2.
A capacidade de geração de renda por parte das populações carentes pode ser melhorada por investimentos no setor saúde, levando-nos à questão dos efeitos distributivos das políticas. O aspecto da desigualdade foi tratado com o devido rigor no item 2.1.9. O aumento da produtividade eleva a renda, a qual deve ser investida em saúde. Isto cria
feedbacks potencialmente importantes entre saúde e renda.
Na tentativa de encontrar o que chama de “mecanismo” adequado ao estudo do desenvolvimento econômico, Lucas (1988) busca um sistema de equações diferenciais, cuja solução imita algumas das principais características do comportamento econômico observáveis na economia.
O autor emprega um modelo central, cujo sistema contém a taxa de crescimento da população, sem outras forças exógenas. Utiliza ainda dois tipos de capital, ou variáveis de estado no sistema: o capital físico, acumulado e utilizado na produção diante da tecnologia neoclássica, e o capital humano. Este último, além de promover a produtividade, pode também ser responsável pelo trabalho e pelo próprio capital físico, e é acumulado de acordo com uma “lei”, contendo a propriedade crucial de que o nível constante de esforço produz uma taxa de crescimento constante do estoque, independentemente do nível atingido.
Considerando-se uma economia fechada, a dinâmica desse sistema caracteriza-se pelo produto marginal do capital físico tendendo a uma constante e dado essencialmente pela taxa de preferência no tempo. Este fato define o estoque de capital no longo prazo do modelo de dois capitais, ou seja, do plano que contém o capital físico e o capital humano. Partindo-se de qualquer configuração inicial de estoques de capital, o sistema aponta para esta curva, cuja convergência para um ponto particular depende de algumas premissas. As economias inicialmente pobres conservam relativamente essa condição, mas sua taxa de longo prazo do crescimento da renda será a mesma que o das economias inicialmente (e permanentemente) mais ricas. Num universo onde as diversas economias operam
autarquicamente, as taxas de crescimento são uniformes e mantêm uma distribuição perfeitamente estável de renda e de riqueza no tempo.
Ao observar o desenvolvimento das economias no mundo, Lucas chegou a conclusões importantes sobre a grande diversidade de níveis de renda entre os países, sobre o crescimento sustentado das rendas per capita em todos os níveis de renda (e não em cada país ou nível de renda) e sobre a ausência de qualquer tendência de taxas de crescimento que difiram sistematicamente nos vários níveis de renda.
À medida que as populações acumulam produtividade em função do maior acesso a níveis superiores de qualificação, surgem ambientes com grande concentração de capital humano. As pressões são previsíveis, e apenas o movimento dos indivíduos através de migrações poderá amenizá-las. O autor admite, portanto, a possibilidade de diferenças significativas e sustentadas de taxas de crescimento entre os países. Esses desníveis, porém, não devem ser relacionados sistematicamente à capacidade de capital inicial de cada país.
Se bens diferentes assumem potenciais variados no crescimento do capital humano, as considerações sobre vantagem comparativa que determinam a escolha do produto e o local de produção, também ditam a taxa de crescimento desse capital em cada nação.