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Belgede Pozitif liderlik modeli (sayfa 30-35)

Van Zon e Muysken (2001) focaram a teoria do crescimento endógeno na formação do capital humano e na incorporação do conhecimento nas pessoas, sugerindo a integração do caráter de crescimento da produção da saúde e dos serviços geradores do crescimento através da acumulação do capital humano no quadro do crescimento endógeno. Seu estudo mostra que uma diminuição do crescimento pode ser explicada pela preferência à saúde, influenciada positivamente pelo aumento da renda per capita ou pelo avanço da idade da população. O crescimento pode desaparecer virtualmente nos países com altos índices de diminuição da saúde, baixa produtividade desse setor ou altas taxas de desconto.

Os autores lembram que, atualmente, os custos da saúde nas economias ocidentais estão em torno de 8% a 9% do PNB, ao passo que as verbas para a educação somam de 6% a 7%. As despesas com educação são geralmente motivadas pelo insight de que ela contribui fortemente para o crescimento econômico. Os gastos em saúde, por sua vez, têm sido objeto de grande atenção, especialmente por causa do caráter autônomo e permanente

de aumentos nos custos correspondentes. Isto ocorre porque uma parte significativa dos recursos destinados à saúde está associada à prevenção, e não à cura. Os investimentos em prevenção mostram uma tendência ascendente, principalmente em função do avanço da idade da população. No entanto, não se deve esquecer que a saúde também é um fator preponderante no crescimento econômico.

Van Zon e Muysken apontam que o impacto da educação no crescimento econômico tem sido reconhecido há mais de uma década na teoria econômica. Eles citam o modelo de crescimento endógeno de Lucas (1988), o qual discute a importância da formação do capital humano para o crescimento e o desenvolvimento de modo relativamente direto.

A proposta de Van Zon e Muysken compartilha algumas características do modelo de Barro (1990), o qual considera a contribuição dos gastos do governo diretamente sobre o bem-estar e o crescimento da produtividade no plano AK . Mas, diferente de Barro, eles interpretam a incorporação do capital humano nos indivíduos e a provisão dos serviços de saúde como meios da sociedade melhorar os efeitos produtivos e os efeitos diretos do bem- estar, já que seu resultado seria uma população saudável. O “quadro de promoção do trabalho” de Lucas (1988) propicia um ponto de partida “natural” para a análise dos autores.

Em seu modelo, os autores distinguem entre a parte ativa e a parte inativa da população. Esta última aumenta com a longevidade ocasionada pela melhora na saúde, mas isto também expande a demanda por serviços nessa área. Eles entendem que a provisão do trabalho pela parte ativa da população depende do nível médio de saúde da força de trabalho e da quantidade de capital humano por trabalhador com saúde. A idéia é que a deterioração da saúde reduz o número de dias de trabalho efetivos incorporados no indivíduo e, portanto, na população. Diante desta perspectiva, a saúde e o capital humano são complementares, de modo que um status baixo de saúde leva a uma oferta pequena de serviços de capital humano, ceteris paribus. Contudo, da perspectiva da geração dos serviços de capital humano efetivo, a provisão dos serviços de saúde também é substituto direto da geração de capital humano. Os autores mostram que seu modelo define um mix ótimo da provisão de saúde e da acumulação de capital humano que depende dos parâmetros que descrevem as características de toda a economia, incluindo-se o setor saúde.

A abordagem de Van Zon e Muysken tem três características distintas. A primeira, seguindo Lucas (1988), refere-se à “solução do planejador social”. Na ausência de externalidades, ela coincide com a “solução de mercado”, na qual os agentes consomem, produzem e acumulam em resposta aos preços de mercado. No entanto, o modelo inclui várias externalidades que são ignoradas na tomada de decisão individual. A concentração é na “solução do planejador social”.

A segunda característica é a limitação da análise às situações de estado estacionário com crescimento equilibrado. Isto é, discute-se como os trade-offs considerados acima levam a uma situação de longo prazo na qual o crescimento e a saúde dependem de parâmetros fundamentais, refletindo a tecnologia e as preferências. A ênfase das diferenças nas situações de estado estacionário está em linha com a história dos estudos de crescimento comparado, a qual nos ensinou que a convergência condicional, sujeita a situações diferentes de estado-estacionário, é mais plausível que a convergência absoluta. Mas a transição para a situação de estado-estacionário não é parte da análise. Conforme os autores, isto é analiticamente impossível sem recorrer a métodos numéricos, ao passo que os insights ganhos pelo exercício pouco contribuem para a análise proposta das conseqüências dos trade-offs.

E por fim, como decorrência da segunda característica, os autores colocam que, no estado-estacionário, a saúde média e a idade da população são constantes. Entretanto, elas são geradas pelo modelo e dependem dos parâmetros fundamentais que refletem a tecnologia e as preferências. Pode-se então analisar como as diferenças na tecnologia e nas preferências levam a diferenças não apenas na performance do crescimento, mas também no estado de saúde e na idade da população. Em decorrência disso, a produtividade exógena aumenta na geração dos serviços de saúde juntamente com o aumento da eficiência endógena da acumulação de capital humano, ou um aumento exógeno na preferência por saúde pode ser usado para explicar as mudanças de longo-prazo no estado de saúde e na idade da população. Neste ponto, os autores deixam a endogenização do processo diante destas mudanças de parâmetro para pesquisas futuras.

Neste artigo, utiliza-se um modelo simples de crescimento endógeno baseado no modelo de Lucas (1988), no qual uma boa saúde funciona como condição necessária para as pessoas poderem ofertar serviços de saúde. Ao mesmo tempo, a saúde é produzida em

condições de rendimentos descendentes, ao passo que o capital humano é produzido em condições de rendimentos crescentes. Considerando-se o impacto da saúde na longevidade como uma externalidade, podemos reconhecer que o setor saúde tem um porte consistente face ao crescimento econômico máximo. Neste caso, a saúde é um complemento puro do crescimento, e qualquer realocação de trabalho nesse setor para a acumulação de capital humano causaria um declínio no crescimento.

Ainda com relação a este modelo, os autores internalizam o impacto da saúde na longevidade, já que parte do bem-estar total no nível da população se dá sob essa forma. Para resolver os valores de estado-estacionário resultantes do crescimento e da saúde, é apresentada uma solução gráfica que permite a visualização do avanço da demanda por serviços de saúde, causado pelo aumento da idade da população, cujo crescimento é afetado. Além de complementares, saúde e crescimento podem ser considerados substitutos. Isto leva à versão dinâmica de Baumol com respeito ao setor saúde, em particular quando a preferência pelo bem-estar aumenta com o padrão de vida.

Em vista dessas conclusões, pertinentes ao objetivo deste trabalho, tem-se que, conforme se observa a produtividade do processo de acumulação do capital humano, a produtividade do setor saúde é um determinante importante do crescimento, uma vez que a taxa de crescimento em estado-estacionário aumenta linearmente no nível de saúde médio da população.

Finalmente, eles apontam que, em algumas circunstâncias, a provisão de serviços de saúde e a expectativa de vida tornam difícil o crescimento econômico. Nos países em desenvolvimento, o auxílio destinado à melhora da produtividade do setor saúde ou a disponibilidade dos recursos de capital humano para atividades que não a saúde podem levar ao crescimento em si. Este pode tornar-se auto-sustentado, se a taxa de desconto cair, e a elasticidade intertemporal de substituição pode aumentar mediante os ganhos estruturais da expectativa de vida.

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