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Pozitif Örgütsel Psikoloji

Belgede Pozitif liderlik modeli (sayfa 35-40)

Os cuidados com saúde conquistaram ganhos significativos no século XX. Segundo dados do Anuário do Banco Mundial de 1993 (BANCO MUNDIAL, 1993), a expectativa

média de vida nos países em desenvolvimento, que era de 40 anos em 1950, aumentou para 63 anos em 1990. Fatores como a melhora em nutrição, saneamento, inovações em tecnologias médicas e infra-estrutura de saúde pública aumentaram gradualmente o tempo de vida dos indivíduos. A contribuição relativa de cada um destes itens depende do nível de desenvolvimento econômico, onde as sinergias entre eles operam de forma complexa. Bhargava et al. (2001) enfatizam o desenvolvimento econômico como o fator mais importante dentre os vários determinantes da expectativa de vida. Porém, uma vez que esta é fortemente influenciada pela mortalidade infantil, as intervenções a baixo custo como a provisão de atendimento pré-natal e os programas de vacinação nos países pobres podem ser instrumentos efetivos no prolongamento do tempo de vida. Em geral, o desenvolvimento econômico depende do nível de qualificação adquirida pela população e da formação de capital. Este último é influenciado pela nutrição infantil, infra-estrutura educacional e recursos no lar, incluindo a saúde física dos pais e a atenção cognitiva. A acumulação de capital depende da taxa de poupança que também é influenciada pela saúde dos adultos.

Os autores propõem a análise das inter-relações entre a saúde e a produtividade econômica conduzidas no nível individual, nos níveis regionais de um país e entre os dados agregados dos países. Nos países em desenvolvimento, existem vários estudos em ciências biológicas e sociais mostrando os benefícios da saúde sobre a produtividade. Nessas áreas, quantificar os indicadores de saúde e a produtividade econômica é fundamental. Por exemplo, a impossibilidade de trabalhar é mais significativa nas ocupações que exigem demanda física e nas quais os salários são baixos. A remuneração de uma grande parcela da população depende da sua saúde geral e do bem-estar, incluindo-se a saúde mental. Enquanto os psicólogos investigam o declínio da idade nos componentes de habilidades cognitivas, os efeitos de tais fatores sobre a produtividade dos indivíduos continuam desconhecidos.

Os dados agregados dos países no período pós-guerra tornaram-se acessíveis através da Penn World Table – PWT (trabalho de Summers e Heston realizado em 1991) e dos indicadores do Banco Mundial. Os dados de painel dos países se tornaram extensivamente usados para elucidar as relações econômicas, a exemplo do trabalho de Barro e Sala-I- Martin (1995). Pelo fato de várias nações terem passado por transições demográficas e de

saúde nesse período, os estudos podem levar a intuições a respeito das variáveis relacionadas ao crescimento econômico. Porém, a qualidade dos dados é pouco ilustrativa nos países menos desenvolvidos, onde muitas das variáveis são “projeções” de modelos estatísticos. Por exemplo, os índices de paridade do poder de compra normalmente usados para a construção das séries do PNB real, na PWT, estão baseados na informação de um grupo de 68 países. Além disso, a maioria dos países tem restrições sócio-econômicas e de infra-estrutura diferentes, tornando difícil aproximar a análise. A compilação de dados entre os países pode levar a resultados espúrios, especialmente se os investigadores falharem ao omitir as propriedades estocásticas da variável dependente na modelagem econométrica. Tais problemas são exacerbados nos modelos que explicam as variáveis agregadas, como o PNB. Ademais, as taxas de crescimento consideradas na média de longos períodos de tempo tendem a descrever a atividade econômica de modo similar ao PNB. Por sua vez, as taxas médias de crescimento de 5 anos analisadas no artigo de Bhargava et al. mostram uma variação considerável, mas têm menos ruído que as taxas de crescimento anual.

O objetivo do artigo de Barro e Sala-I-Martin é modelar os determinantes do crescimento econômico com ênfase nas variáveis que aproximam a saúde da população. Para tanto, os autores desenvolveram um quadro analítico, no qual os temas de transição demográfica, desenvolvimento econômico e formação de capital podem ser discutidos. A modelagem desenvolvida considera os determinantes de aproximação do crescimento econômico em intervalos de 5 anos, usando dados de painel de séries de PNB, baseadas na paridade do poder de compra da PWT e nas conversões de taxa de câmbio do World Development Indicators (WDI).

Para se obter as inferências, foram utilizados estimadores econométricos adequados e testes. Apesar da saúde dos indivíduos numa população ser aproximada em média nacional, os modelos mostraram efeitos significativos da Taxa de Sobrevivência dos Adultos (TSA) sobre as taxas de crescimento econômico nos países de baixa renda. Conforme o estudo, um aumento de 1% na TSA dos países mais pobres estava associado a um aumento de 0,05% na taxa de crescimento. Quando a magnitude deste coeficiente era baixa, um aumento similar de 1% na razão investimento/PNB resultava num aumento de 0,015% na taxa de crescimento. Um aspecto de destaque na análise foi a estimação na qual a TSA teve efeitos desprezíveis sobre as taxas de crescimento. Os intervalos de confiança para o

impacto líquido da TSA refletiram as assimetrias entre os países pobres e os países ricos. Os resultados mostraram efeitos positivos da TSA sobre as taxas de crescimento do PNB nos países de baixa renda. Segundo o PWT, nos dados do PNB para 1990, os parâmetros estimados implicam efeitos positivos da TSA sobre as taxas de crescimento em países como Burkina Faso, Burundi e República Central Africana. Os efeitos positivos também foram significativos para a Índia, Costa do Marfim e Nigéria. Para os países altamente desenvolvidos como os Estados Unidos, França e Suíça, o efeito estimado da TSA sobre as taxas de crescimento foi negativo. Estes resultados empíricos resultaram, em parte, da escolha da forma funcional, das variáveis explicativas disponíveis para a análise e dos desvios padrões dos parâmetros estimados.

Os autores Barro e Sala-I-Martin apontam que, do ponto de vista conceitual, é importante que pesquisas futuras compilem dados mais elaborados sobre os indicadores de saúde. A TSA nos países pobres, por exemplo, reflete níveis de nutrição, taxas de tabagismo, doenças infecciosas, infra-estrutura de saúde e fatores como acidentes que levam à morte prematura. Por sua vez, diferenças na TSA nos países de renda média e alta podem ser influenciadas por fatores genéticos e pelo acesso e custos de atendimento médico preventivo e curativo. Pelo fato dos investimentos na aquisição de qualificação nos países pobres depender da TSA, os dados referentes aos anos nos quais o trabalho qualificado é produtivo, também devem ser importantes para explicar a produtividade econômica. Além disso, seria útil levar em conta estatísticas como as porcentagens de trabalho qualificado e não qualificado, compiladas para os países por medidas de saúde física e mental5. A perda de produtividade por causa das doenças pode ser estimada, por exemplo, através da empregabilidade pela saúde. Medidas de função cognitiva por faixa etária também podem ser úteis na explicação da performance econômica dos países. As análises baseadas em dados elaborados levariam a intuições mais acuradas a respeito do impacto da saúde no crescimento econômico.

Na linha das pesquisas focadas na questão de como o Produto Nacional Líquido pode ser criado para suprir as mudanças de estoque dos recursos naturais, Johansson e Löfgren (1995) consideraram fatores como o tratamento de saúde na forma de capital e o risco da escassez. O problema não é o de controle ótimo, já que a probabilidade da sobrevivência

depende das variáveis de estado. A medida de bem-estar resultante é comparada à medida do PNL convencional. Os autores propõem como desenhar um subsídio para o investimento em saúde, de modo que a economia de mercado propicie um nível ótimo nesse setor.

Belgede Pozitif liderlik modeli (sayfa 35-40)