3. ÜÇÜNCÜ BÖLÜM
3.4. Araştırma 3 ( Pozitif Liderlik Modellerini Kurma)
3.4.3. Araştırmanın Hipotezleri ve Modeli
Em seu artigo, Fuchs (1998) ilustra as forças e as limitações da economia, ao explicar o fenômeno da influência do governo no setor saúde.
O autor expõe algumas notas históricas sobre o envolvimento do governo e apresenta um resumo dos argumentos teóricos usados como suporte pelos economistas. Ele aponta Irving Fischer como o maior economista americano do século XX e comenta, à luz das percepções atuais, sobre o grande interesse do estudioso pelo setor e pelas políticas de saúde. Fuchs examina também a variedade de regras existentes em determinados países, como, por exemplo, nos Estados Unidos, e discorre sobre a habilidade dos economistas na
explicação dessas regras. A seguir, empreende uma análise das conseqüências do envolvimento do governo na área da saúde, sobre os gastos em atendimento médico e sobre a estabilidade política e social. Por fim, o artigo faz uma revisão das novas tendências mundiais em política de saúde e comenta sobre algumas justificativas prováveis para essas tendências.
Fuchs considera a aceleração do envolvimento do governo a partir do século XX. Anteriormente a esse período, as intervenções correspondiam a medidas de saúde pública destinadas unicamente à prevenção e limitação do alastramento das doenças infecciosas. Mais tarde, a ênfase foi dirigida para a expansão do acesso ao atendimento médico pessoal. A teoria econômica fornece várias contribuições acerca do envolvimento do governo na saúde, as quais, em grande parte, apontam para a eliminação das ineficiências resultantes das falhas de mercado.
Outro aspecto destacado pelo autor é a eficiência, a qual se insere na teoria oferecida pelos economistas em suporte à ação do governo no setor saúde.
Freqüentemente, os favoráveis ao envolvimento governamental alertam para os objetivos redistributivos. Discute-se que a renda, fator primordial no acesso à maioria dos bens e serviços, não deveria determinar o acesso à vida. Apesar de, na maior parte dos casos, o tratamento de saúde não envolver a vida ou a morte, o argumento tem peso considerável, uma vez que o tipo de procedimento adequado ao prolongamento da vida seja uma questão dificilmente determinável.
Alguns economistas acreditam que a redistribuição atrelada a algumas mercadorias, como o atendimento médico, é ainda menos eficiente que a redistribuição de renda. Sob o aspecto da eficiência, a redistribuição relativa ao atendimento médico só é válida numa economia equilibrada com respeito a essa redistribuição. A sociedade pode ter a intenção de fornecer recursos adicionais a um indivíduo que adoece. No entanto, para realizar seu intuito por meio da transferência de dinheiro, seria preciso definir o grau de gravidade da doença e o nível de redistribuição requerido para o restabelecimento do equilíbrio. A partir daí, seriam necessários dois sistemas paralelos de atendimento médico, ou seja, um para estabelecer a quantia a ser disponibilizada e outro para fornecer o atendimento escolhido pelo indivíduo. Além disso, é difícil determinar, diante de uma doença, a parcela de redistribuição adequada, de modo que este processo continuaria na base iterativa.
Fuchs aponta duas características que dominaram a relação entre o governo e a saúde no século XX. A primeira foi o maior envolvimento do governo em todos os países industrializados. Seu papel inclui a disponibilidade de instalações e de atendimento, o subsídio de seguros, a regulamentação de medicamentos, o licenciamento de profissionais, a promoção da saúde e a regulamentação do mercado de seguros. Estas iniciativas ocorrem, na maioria das vezes, através de meios tributários de financiamento. A segunda característica é a forma de intervenção do governo na saúde, que pode variar de acordo com o país. Alguns financiam o atendimento médico através de receita tributária. Em outros locais, utiliza-se o sistema de earmarked taxes ou criam-se subsídios aos planos de seguro saúde. Da mesma forma, as instituições hospitalares podem ser públicas ou privadas, sendo que os hospitais privados dividem-se em não-lucrativos (a exemplo das Santas Casas) ou lucrativos. Os médicos podem ser empregados do governo ou ter prática privada, recebendo por consultas, por salário ou por alguma forma de captation. O atendimento médico nos Estados Unidos, por exemplo, é particularmente amplo e os arranjos institucionais de financiamento, organização e reembolso incluem diversas possibilidades.
O envolvimento do Estado, teve, sem dúvida, papel fundamental para a melhora na saúde. Os programas de imunização levaram à erradicação de sérias doenças transmissíveis, e medidas sanitárias causaram impacto na diminuição da morbidade e da mortalidade. Alguns esforços do setor público em saúde, contudo, não tiveram sucesso, e parte da melhora nessa área ocorreu como corolário do aumento da renda real dos indivíduos. Apesar disso, os ganhos em saúde nos séculos XIX e XX são atribuídos principalmente aos programas públicos, segundo Fuchs. Mesmo atualmente, nenhum país cogita seriamente desprezar as atividades do setor público em troca da oferta e demanda em um mercado que ignore as externalidades.
Entretanto, o efeito dos programas públicos de seguro saúde é menos evidente. Seus defensores acreditam que essa iniciativa contribui para a saúde da população por aumentar o acesso ao atendimento médico. Por outro lado, argumenta-se que tal sistema é prejudicial por racionalizar a introdução de novas tecnologias e restringir o comportamento de médicos e de hospitais. Os benefícios do seguro saúde nacional dependem do produto de duas elasticidades: a) a resposta da quantidade de atendimento médico disponível e b) a resposta
da saúde a mudanças na quantidade de atendimento médico. Na concepção de Fuchs, o produto destas duas situações é mínimo nos países desenvolvidos.
O autor considera que, independentemente das especulações teóricas acerca do tema, os economistas não têm dado contribuições significativas para a explicação do envolvimento do governo na saúde, ou da grande variedade de formas que tal envolvimento assume. Para que haja avanço com relação a estas questões, as abordagens teóricas e empíricas devem ser combinadas com pesquisas, cujo foco sejam a história e as instituições. As novas vertentes da política de saúde – análise quantitativa da prática médica, explicitação de prioridades e reversão das tendências igualitárias no longo prazo – apresentam desafios adicionais ao estudo da posição do governo diante desse setor.
Mediante o ponto de vista de Fuchs, e dando seqüência à justificativa da atuação do Estado no setor saúde através das novas teorias da ciência econômica, é possível considerar os resultados empíricos de um modelo de crescimento econômico que torne efetivo o investimento preventivo do governo na saúde, gerando uma variação positiva na renda daquela economia.
Faz-se necessário, portanto, considerar o gasto do governo como uma das variáveis contidas no modelo de renda da economia.