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PLASTİK, REKONSTRÜKTİF ve ESTETİK CERRAHİ

Belgede Tıpta Uzmanlık Tercihi (On-line) (sayfa 127-131)

As hipóteses de pesquisa foram desenvolvidas mediante a aplicação das teorias da regulação (apresentadas no capítulo 3) associadas aos incentivos ao gerenciamento da informação contábil (apresentados no capítulo 2) e às características do mercado de saúde suplementar brasileiro (apresentadas no capítulo 4).

Por questão de praticidade, são apresentadas somente as hipóteses alternativas (Ha). Uma vez que se busca traçar uma relação dicotômica, as hipóteses nulas correspondem à negação das hipóteses alternativas apresentadas a seguir.

5.1.1 Ha1 – As OPS brasileiras “gerenciam” os seus resultados contábeis para evitar reportar prejuízo

Admite-se que as OPS tenham os seguintes incentivos para evitar reportar prejuízo:

─ Os analistas da ANS consideram a estrutura do resultado (análise vertical) ao decidir sobre a situação econômico-financeira das OPS: resposta à regulação;

─ De acordo com a legislação societária brasileira (Lei 6.404/1976, art. 201), quando uma companhia apura prejuízo (e não tem saldo nas contas lucros acumulados, reservas de lucros nem de capital) ela não pode distribuir dividendos aos seus acionistas: resposta à regulação;

─ De acordo com a legislação brasileira de cooperativas (Lei 5.764/1971), quando uma cooperativa apura prejuízo seus cooperados têm que suportar a perda (ressarcir a cooperativa): resposta à regulação;

─ Quando uma OPS divulga prejuízo, seus beneficiários (clientes) podem se preocupar com a continuidade da operadora e migrar para uma outra OPS: resposta à reação do mercado.

Considerando-se que as OPS têm tantos incentivos para não divulgar prejuízo, espera-se que escolham práticas contábeis que as ajudem a divulgar lucro.

5.1.2 Ha2 – As OPS brasileiras “gerenciam” os seus resultados contábeis para sustentar o desempenho recente

Admite-se que as OPS tenham os seguintes incentivos para sustentar o desempenho recente:

─ Os analistas da ANS consideram o comportamento do lucro (análise horizontal) ao decidir sobre a situação econômico-financeira das OPS: resposta à regulação;

─ Planos de remuneração de algumas empresas estabelecem o lucro do período anterior como parâmetro (ponto de partida, ou piso) no cômputo da remuneração dos executivos e diretores: resposta ao plano de remuneração;

─ Se, em determinado momento, uma OPS não está tão bem quanto esteve no passado, seus beneficiários (clientes) podem se preocupar com a continuidade da operadora e migrar para uma outra OPS: resposta à reação do mercado.

Considerando-se que as OPS têm tantos incentivos para sustentar o desempenho recente, espera-se que escolham práticas contábeis que as ajudem a divulgar lucro, pelo menos, no mesmo montante do lucro divulgado no período anterior.

As hipóteses Ha1 e Ha2 são comuns na literatura de gerenciamento de resultados (MENSAH et al., 1994; KANG e SIVARAMAKRISHNAN, 1995; BURGSTAHLER e DICHEV, 1997; DEGEORGE et al., 1999; MARTINEZ, 2001; FUJI, 2004).

5.1.3 Ha3 – As OPS brasileiras “gerenciam” as suas informações contábeis para atingir os parâmetros estabelecidos pela ANS

A terceira hipótese mais freqüentemente analisada na literatura de gerenciamento de resultados que trabalha com estudos descritivos é associada ao incentivo das empresas (e seus gestores) de atingir as projeções de lucro por ação divulgadas pelos analistas do mercado de capitais (DEGEORGE et al., 1999; ABARBANELL e LEHAVY, 2003a). Entretanto, na presente pesquisa, a terceira hipótese (Ha3) é associada ao incentivo das empresas reguladas (OPS) e de seus gestores de atingir os parâmetros de liquidez, endividamento, lucratividade e rentabilidade exigidos pelo respectivo órgão regulador da atividade econômica (ANS).

Admite-se que o temor de sofrer um acompanhamento próximo por parte da ANS seja um incentivo suficiente para as OPS gerenciarem a informação contábil com o objetivo de atingir os parâmetros exigidos pelo órgão regulador (a ANS): resposta à regulação.

Embora a ANS tenha estabelecido parâmetros para dez indicadores econômico-financeiros (tabela 12 – item 5.3.1 deste capítulo), em função das inconsistências do banco de dados, comentadas no item 5.2 deste capítulo, não foi possível analisar todos os dez parâmetros, mas somente cinco deles (Ha3-1 a Ha3-5), e um sexto parâmetro (Ha3-6) não apresentado na tabela 12, porém muito relevante na análise econômico-financeira desenvolvida pelos analistas da DIOPE-ANS, porque as OPS que apresentam Passivo a Descoberto sofrem, no mínimo, o procedimento administrativo mais brando, o Plano de Recuperação (explicado no item 4.1 – capítulo 4).

Nesse sentido, Ha3 é a hipótese que melhor associa os aspectos teóricos da regulação com os incentivos ao gerenciamento da informação contábil, principalmente, ao incentivo 10 apresentado no quadro 3 (capítulo 2 – item 2.3.1)68. A metodologia para testá-la, conforme comentado na seção 5.3 deste capítulo, é semelhante à empregada em pesquisas que investigavam o gerenciamento de resultados contábeis para atender às projeções dos analistas (DEGEORGE et al., 1999; ABARBANELL e LEHAVY, 2003a).

68

Mensah et al. (1994, p. 78-79) testam essa hipótese indiretamente, ao investigar a relação existente entre a constituição de IBNR e o fato de as OPS (norte-americanas, HMOs) terem atingido os parâmetros exigidos pelo órgão regulador norte-americano (states’ minimum net worth standards). Tais parâmetros não foram publicados. Embora os autores se ofereçam a disponibilizar informação sobre os mesmos, em contato, por correio eletrônico, o autor Yaw Mensah se lamentou por não dispor mais de tal banco de dados, alegando ter trocado de computador e não ter feito back-up do arquivo. Outros trabalhos que investigam o impacto da regulação na escolha de práticas contábeis são: Moyer (1990), Gaver e Paterson (2000) e Bowman e Navissi (2003), mas não associam a escolha de práticas contábeis com parâmetros econômico-financeiros específicos.

A segregação de Ha3 em seis hipóteses (Ha3-1 a Ha3-6) decorre do fato de as OPS não necessariamente conseguirem (ou não terem o interesse de) gerenciar suas informações contábeis para atingir, simultaneamente, a todos os parâmetros na mesma intensidade. Afinal, cada indicador analisado em Ha3 é um parâmetro (threshold) diferente do outro. Portanto, Ha3 compreende as seguintes hipóteses:

─ Ha3-1: As OPS Brasileiras “gerenciam” as suas informações contábeis para atingir o parâmetro de Liquidez Geral (LG) estabelecido pela ANS;

─ Ha3-2: As OPS Brasileiras “gerenciam” as suas informações contábeis para atingir o parâmetro de Liquidez Corrente (LC) estabelecido pela ANS;

─ Ha3-3: As OPS Brasileiras “gerenciam” as suas informações contábeis para atingir o parâmetro de Relação entre as Fontes de Recursos (RFR) estabelecido pela ANS;

─ Ha3-4: As OPS Brasileiras “gerenciam” as suas informações contábeis para atingir o parâmetro de Retorno do Patrimônio Líquido (RPL) estabelecido pela ANS;

─ Ha3-5: As OPS Brasileiras “gerenciam” as suas informações contábeis para atingir o parâmetro de Índice Combinado (COMB) estabelecido pela ANS;

─ Ha3-6: As OPS Brasileiras “gerenciam” as suas informações contábeis para evitar reportar Passivo a Descoberto.

O quadro 6 resume as hipóteses de pesquisa investigadas no presente capítulo.

Quadro 6 - Hipóteses de Pesquisa

Ha1: As OPS Brasileiras “gerenciam” os seus resultados contábeis para evitar reportar prejuízo.

Ha2: As OPS Brasileiras “gerenciam” os seus resultados contábeis para sustentar o desempenho recente.

Ha3: As OPS Brasileiras “gerenciam” as suas informações contábeis para atingir os parâmetros

estabelecidos pela ANS.

Ha3-1: As OPS Brasileiras “gerenciam” as suas informações contábeis para atingir o parâmetro de Liquidez Geral (LG) estabelecido pela ANS.

Ha3-2: As OPS Brasileiras “gerenciam” as suas informações contábeis para atingir o parâmetro de Liquidez Corrente (LC) estabelecido pela ANS.

Ha3-3: As OPS Brasileiras “gerenciam” as suas informações contábeis para atingir o parâmetro de Relação

entre as Fontes de Recursos (RFR) estabelecido pela ANS.

Ha3-4: As OPS Brasileiras “gerenciam” as suas informações contábeis para atingir o parâmetro de Retorno

do Patrimônio Líquido (RPL) estabelecido pela ANS.

Ha3-5: As OPS Brasileiras “gerenciam” as suas informações contábeis para atingir o parâmetro de Índice

Combinado (COMB) estabelecido pela ANS.

Ha3-6: As OPS Brasileiras “gerenciam” as suas informações contábeis para evitar reportar Passivo a Descoberto.

Cada uma dessas hipóteses é investigada para quatro grupos de OPS. Um grupo é formado por todas as OPS (independente do porte), outro formado somente pelas OPS de pequeno porte (com até 20.000 beneficiários), outro formado somente pelas OPS de médio porte (com mais de 20.000 beneficiários e menos de 100.000 beneficiários) e, finalmente, outro formado somente pelas OPS de grande porte (com mais de 100.000 beneficiários). Esses portes são definidos pela ANS que, assim, classifica as OPS.

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