4. TRAKYA KALKINMA AJANSI ÖRNEĞİ
4.3. Planlama Programlama ve Koordinasyon Faaliyetleri
Este tema tem sido objeto de ampla discussão na Teologia moderna. Na maioria dos casos, porém, tanto o túmulo vazio quanto as aparições, são considerados “sinais” que confirmam a fé na ressurreição. No entanto, enquanto sinais possuem diferente grau de importância. O consenso é de que o sepulcro vazio, considerado separadamente, não constitui uma prova da Ressurreição. Há elementos suficientes nas narrações evangélicas que corroboram essa conclusão.
À primeira vista, as narrativas mostram que ao depararem com o túmulo vazio, as reações foram diversas: medo, pranto, desconfiança, perplexidade. Supunham até mesmo que
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tivessem roubado o corpo de Jesus (cf. Mt 28,7; Lc 24,12; Jo 20,13). Isso significa que a simples visão do sepulcro vazio é ambígua, ou seja, dá margem a várias interpretações. Para João (cf. Jo 20,9), o túmulo vazio foi gerador de fé, mas apenas quando este compreendeu a Escritura, segundo a qual Jesus devia levantar-se dentre os mortos. O significado do túmulo vazio para Sesboüé é que “a figura deste mundo não é sua realidade última e que a lei da corrupção não é a última palavra da condição humana, porque na pessoa de Jesus o cosmos já conheceu uma destruição escatológica” 360.
Ainda que o relato do túmulo pareça ambíguo, devemos ao menos dar-lhe o mérito que lhe é devido por ter sido o lugar onde se deu, pela primeira vez, o anúncio que serviria de base e continuidade para a fé cristã de todos os tempos, ou seja, o anúncio da ressurreição de Jesus. Apenas quando o anjo faz tal proclamação, é que o olhar para o túmulo vazio assume a dimensão de confirmação da ressurreição. Baseado nisso, Gesché considera que a questão do túmulo vazio, assim como das aparições, está ao nível de revelação, ou seja, de teofanias. Para o referido autor, o núcleo prévio da “revelabilidade” do Cristo foi sua vida pública e a cruz, o que os companheiros de Jesus puderam pressentir de sua convivência com ele. Sem esse núcleo, afirma, não haveria ressurreição. “A Ressurreição teve seu princípio na cruz” 361.
Não se pode, portanto, deter-se no túmulo e nas aparições, que são apenas um primeiro momento; É preciso ir além. Essas narrativas são o lugar da surpresa, de indicador de revelação, de um despertar para mais, que proíbem deter-se aí como em algo absoluto e em que residiria todo o acontecimento em questão 362.
3.5.1.2 As aparições do Ressuscitado
As aparições do Ressuscitado são, antes de mais nada, comunicações. A comunicação de Deus com os homens através do Filho não cessa com a morte de cruz. Ele continua sendo a Palavra Viva de Deus que, após sua ascensão, permanecerá na história dos homens através de seu Espírito. As aparições, portanto, exprimem uma “comunicação inaudita entre corpo „glorioso‟ e corpos não-ressuscitados” 363. Torna-se importante que não se confunda as
aparições do Ressuscitado com a própria Ressurreição, pois esta última não é um simples retorno de Jesus à sua vida antiga, à presença dos discípulos. As aparições são, em vista da ressurreição de Jesus, precisamente as manifestações de Alguém que não está passando um
360
SESBOÜÉ, B. Pedagogia do Cristo, p. 140.
361
Ib. p.142.
362
GESCHÉ, A. O Cristo, p.137.
363
tempo, no caso quarenta dias, em alguma dimensão entre céu e terra; são, outrossim, as revelações de Alguém que está no céu e estabelece comunicação com os que ainda estão em uma realidade material condicionada ao tempo e ao espaço. “As aparições são teofanias, manifestações „celestes‟, revelações de Deus e de sua presença ao ser humano em Cristo tornado Senhor e presente à direita do Pai (At 7,55)” 364.
Para Charpentier, as aparições “oficiais” de Jesus aos Onze “são as mais importantes, pois é sobre o testemunho destes e das primeiras testemunhas que repousará a fé da comunidade e a nossa” 365. No entanto, para que possamos nos aproximar ainda mais do
significado que as aparições de Jesus trazem, não podemos deixar de olhar para o testemunho de Paulo. Tal testemunho torna-se enriquecedor para nós, pois ele fala diretamente do que viu e viveu nesse encontro com o Cristo ressuscitado. Paulo não vivera ou acompanhara Jesus em sua vida terrena como os demais. Isso coloca seu testemunho ainda mais em posição de destaque. Dessa experiência podemos fazer observações relevantes e elucidativas a respeito deste fenômeno. Por primeiro, Paulo em nenhum momento descreve o que viveu como um fenômeno psicológico. Para ele o que aconteceu é uma “graça”, um dom da iniciativa de Deus, ou que se deve à intervenção do Ressuscitado. O desdobramento desta experiência, é que Paulo se sente totalmente e absolutamente conquistado por Cristo. Pagola resume assim a experiência de Paulo:
O Ressuscitado apoderou-se dele, tomou-o como propriedade sua. O que ele está vivendo é “revelação de Jesus Cristo”. Jesus se lhe torna diáfano e luminoso. Em sua vida produz-se uma revolução total de critérios. Paulo se sente “um homem novo”. A partir de sua própria experiência pode proclamar a todos: “Já não vivo eu. É Cristo que vive em mim” 366.
Ao lermos e relermos os relatos evangélicos a respeito das aparições surge inevitavelmente uma interrogação. Causa-nos estranheza, não podemos negar, que se o Ressuscitado é o mesmo Crucificado que outrora caminhara com eles, porque não o reconhecem em primeira instância? A morte e a ressurreição de Jesus marcam a descontinuidade entre o Jesus histórico e a cristologia do cristianismo primitivo. No entanto, é preciso que se diga que a identificação ou continuidade entre o Ressuscitado e o Crucificado é imprescindível para levar à continuidade da própria mensagem de Jesus. Por isso há uma saudável dialética entre continuidade e descontinuidade, e não é de se admirar que Jesus se
364
GESCHÉ, A. O Cristo, p.159.
365
CHARPENTIER, E. Cristo ressuscitou. São Paulo: Paulinas, 1984 p.77.
366
faça reconhecer justamente mostrando algo que liga a sua atual vida de ressuscitado à sua vida histórica.
Nas aparições se vê uma relação dialética entre Ressuscitado e Crucificado, entre refeição pré-pascal e refeição pós-pascal (Eucaristia). A ressurreição aponta para o futuro, como o vimos, mas os discípulos „o reconheceram‟ pelas marcas dos pregos e pelo jeito de tomar o pão. E isso leva ao fato de que quem são testemunhas da ressurreição: são aqueles que viveram com Jesus e foram atraídos por ele, por sua mensagem e causa (Paulo é uma exceção) 367.
As aparições de Jesus têm sua importância, sobretudo, no fato de que, se percebidas dentro do horizonte das expectativas escatológicas, recordam e transmitem a mensagem de Jesus sobre o Reino de Deus; mais do que isso, irão trazer luz sobre o mistério de tal mensagem ao fazer ver que o futuro mantido em aberto e iminente, pela mensagem do Reino, é agora confirmado pelas aparições do Ressuscitado. Moltmann também faz uma observação a respeito da descontinuidade entre a mensagem de Jesus sobre o Reino e a mensagem que a comunidade irá pregar sobre o Reino a partir de Jesus Cristo ressuscitado. A igreja agora tem a única preocupação em anunciar quem é Jesus Cristo e isso só é possível a partir do fim, ou seja, da cruz e das aparições pascais. Desta forma, as aparições são vistas como manifestações prévias daquilo que Deus realizará num futuro escatológico.
Sua morte e sua ressurreição marcam a descontinuidade entre o Jesus histórico e a cristologia do cristianismo primitivo (Cristo da fé). Mas, sua identidade, que consiste em que aquele que apareceu como ressuscitado não é outro senão o Crucificado é, ao mesmo tempo, a ponte para o Jesus histórico, motivo e ocasião para a recordação histórica da mensagem e da atividade de Jesus 368.