2. KURAMSAL VE KAVRAMSAL BİLGİLER
2.7. Ölçme ve Değerlendirme
2.8.3. PİSA Uygulaması İle İlgili Çalışmalar
Por forma a terminar este capítulo, no qual fiz referência ao processo de intervenção prática em contexto do 1.º CEB, realizo esta reflexão sobre os momentos mais relevantes que marcaram a minha prática nesta componente do estágio. Tenho como objetivo ponderar as minhas ações face às situações enfrentadas, aprender com os erros e manter ou melhorar o que fiz corretamente. Tal como Nóvoa (1992) refere “O profissional competente actua refletindo na ação, criando uma nova realidade, experimentando, corrigindo e inventado através do diálogo que estabelece com essa mesma realidade.” (p.110).
O estágio pedagógico nesta valência foi realizado numa turma de 2.º ano na Escola Básica de 1.º Ciclo com Pré-Escolar dos Ilhéus. Ao saber que iria, novamente, intervir numa turma de 2.º ano fiquei um pouco desanimada pois, já tinha tido esta experiência por mais de uma vez e estava esperando algo mais desafiador e diferente, como uma turma de 1.º ou 3.º ano. O aspeto desafiador, afinal, se revelou quando soube que a turma tinha quase trinta alunos, incluindo alguns com dificuldades de aprendizagem. A princípio, fiquei receosa porque uma das dificuldades que senti quando realizei aulas práticas no 1.º CEB foi o controle da turma. O facto de serem muitos torna-se sempre difícil manter o volume das conversas num nível adequado e a organização das atividades tem de ser bem planeada, caso contrário poderá levar à indisciplina. Conforme o que Lopes (2002) recomenda, desde cedo, salientei e refleti com os alunos um regulamento de convivência com pontos “(…) explícitos e implícitos, que [governasse] as relações entre os indivíduos.” (p.151), de modo a prevenir o surgimento de comportamentos inadequados aquando fosse a minha vez de realizar a intervenção prática. Esta ação revelou-se algo eficiente na medida em que os próprios sentiam-se responsáveis por autocontrolarem-se, desenvolvendo a autonomia (Carita & Fernandes, 1997, p.76).
Chegando a altura da intervenção pedagógica, conversei imenso com a professora cooperante sobre a matéria a ser lecionada. Discuti com ela sobre diversos tipos de atividades e quais os que seriam mais adequados à turma. De igual forma, abordei os interesses, os comportamentos e as dificuldades de cada aluno de maneira a que conseguisse adaptar as atividades às diferentes caraterísticas e estar atenta àqueles que necessitassem mais de ajuda.
Desde o início da minha intervenção prática tive como objetivo diversificar as aulas, fugindo ao uso corrente dos manuais escolares. Assim como Alarcão (1995) não creio que os manuais devam ser seguidos à risca, sendo considerados “bíblias”. Apesar de serem bons guias para orientar os docentes na matéria a lecionar e fornecerem exercícios e informação essencial à educação dos alunos, por vezes não complementam totalmente o que é exigido e, algumas vezes contêm erros, incoerências e exercícios mal formulados. Desta maneira e como forma de fugir à rotina, elaborei atividades baseadas em histórias diversas e textos dos alunos; exercícios baseados em atividades do quotidiano; experiências; jogos e debates e outro tipo de atividades, dentro e fora da sala de aula. Sendo assim, não só estaria a realizar aprendizagens significativas e diversas, mas também a interdisciplinaridade, tal como se prevê na OCPEB onde se visa “a realização de aprendizagens significativas e a formação integral dos alunos, através da articulação e da contextualização dos saberes” (ME, 2004, p.17).
Contando que um dos meus objetivos principais era ajudar a solucionar problemas e dificuldades das crianças, teria sido fortuito realizar um projeto de investigação-ação, tal como realizei em contexto de EPE. Por serem problemas diversos e alguns bastantes específicos, decidi ir colmatando-os pontualmente com diversas atividades ou auxiliando com maior incidência aquando a sua realização. Como refere Grave-Resendes & Soares (2002), os alunos aprendem melhor quando o professor atenta às caraterísticas específicas de cada um.
No que respeita às dificuldades em Língua Portuguesa poderei salientar algumas atividades. Das que foram mais marcantes, no que concerne à dificuldade na leitura expressiva, posso referir a que desenvolvi com toda a turma na leitura de diferentes textos e onde cada fila se expressaria de diferente forma. Quanto à escrita, menciono os textos temáticos elaborados pelos alunos e o processo do seu melhoramento que, além de serem oportunidades de debate e partilha de conhecimentos, ainda auxiliam no melhoramento da comunicação e da escrita e proporcionam um aumento de vocabulário. Estes momentos traziam diversão e prazer na leitura e na escrita assim como as OCPEB indicam que “para aprender a escrever e a ler é preciso não só escrever e ler muito, mas, principalmente, é preciso que a prática da escrita e da leitura esteja associada a situações de prazer e de reforço da autoconfiança” (ME, 2004, p.146).
Referindo-me à Matemática, considerei extremamente positivo as crianças terem tido contato com instrumentos de medição (de comprimento, de massa, de capacidade) usados no quotidiano e os terem manuseado e utilizado tanto na medição para a
resolução de exercícios, como na confeção de um bolo, aquando a revisão dos conceitos. O facto de ter elaborado atividades e exercícios baseados em situações do dia a dia dos alunos fez com que não tornasse a Matemática algo inalterável e cumpridora de um programa rígido e inflexível. O uso dos materiais foi “facilitador da compreensão dos conceitos e das ideias matemáticas. No entanto, a simples utilização dos materiais não é suficiente para o desenvolvimento dos conceitos, sendo indispensável registar o trabalho feito e refletir sobre ele” (ME, 2004,p. 14), daí ter sempre exigido um pequeno registo em forma de resumo no caderno, elaborado no fim de cada atividade em conjunto com toda a turma. Também gostaria de referenciar os jogos e desafios matemáticos desenvolvidos em grupos que levaram a que houvesse uma maior partilha de conhecimentos e estratégias de resolução de problemas, assim como o desenvolvimento de uma cooperação forte entre os elementos de cada grupo e entre os grupos. Notou-se que a competição não foi tão valorizada como a ajuda e o incentivo dos elementos que demonstravam ter dificuldades.
Nas atividades de Estudo do Meio faço alusão às experiências, as atividades preferidas dos alunos. Devido à grande agitação, por vezes, era necessário recorrer a um momento de relaxamento (um minuto de silêncio ou deitar a cabeça sobre a mesa) para depois iniciar a atividade experimental. Contudo, foram momentos de constante questionamento, demonstração de criatividade e imaginação, além de debate e argumentação constantes, contribuindo também para o melhoramento da autoestima e da comunicação. Juntamente, reporto-me às atividades de pesquisa realizadas para colheita de dados sobre os animais do Projeto de Expressões “A que sabe a lua?”. Esta serviu como forma de reverem e aprofundarem conhecimentos já lecionados anteriormente pela professora cooperante. Além disso, ainda desenvolveram as capacidades de pesquisa e seleção dos dados essenciais.
Como referi acima, durante este estágio, realizei um Projeto de Expressões denominado “A que sabe a lua?”. Este projeto foi realizado em conjunto com outras duas colegas estagiárias de turmas e escolas diferentes. Este aspeto foi um dos obstáculos sentidos desde o início porque as apresentações de trabalhos a cada uma das turmas seria dificultada pelos horários, distância entre escolas e impossibilidade de transporte. Sendo assim, decidimos servir-nos das tecnologias e partilhar os trabalhos via online. Um outro obstáculo foi a inserção de todas as expressões no projeto e, visto que não poderíamos interromper as aulas dos docentes de expressões, tivemos que realizá-las durante as aulas onde tínhamos a nossa intervenção prática. Felizmente,
conseguimos ter a ajuda de um dos docentes, no que concerne à expressão musical e também pudemos distribuir as expressões pelas três turmas, consoante a disponibilidade. Com este projeto consegui perceber o quão importante é a comunicação e a união entre os docentes das várias áreas, para que todos consigam guiar as crianças na mesma direção. Igualmente, apercebi-me que, apesar da dificuldade de conjugação dos conteúdos das várias áreas, há sempre uma maneira de as interligar, basta ser criativo e persistente.
As apresentações finais dos trabalhos resultantes do Projeto de Expressões serviram como atividade com a comunidade educativa. Conseguimos realizar um “mini- espetáculo” com uma canção e uma dramatização da história “A que sabe a lua?” e apresentá-las aos grupos da Educação Pré-Escolar de uma das escolas. Tivemos pena não ter conseguido arranjar uma melhor lugar que uma das salas de aula das turmas participantes mas, sempre conseguimos proporcionar um bom espetáculo. Também, durante a dramatização, tivemos alunos que se esqueceram das falas devido ao nervosismo porém, conseguiram ultrapassá-lo e improvisaram quando necessário.
Nesta componente do estágio também aliei os jogos à aprendizagem de conteúdos. Estes meios foram essenciais na Matemática, dado que os professores têm como tarefa principal a de conseguirem “ que as crianças, desde cedo, aprendam a gostar de Matemática.” (ME, 2004, p.163). Achei de forma igualmente relevante usá-los como uma maneira de relaxar e acalmar as crianças, fazendo-as ficarem mais atentas antes de lecionar outros conteúdos. As atividades mais usadas para este propósito foram foram o jogo do silêncio e a imitação e repetição de sons ou percussões. No final da minha intervenção prática, ainda me servi dos jogos como forma de diversão, revisão de conteúdos das várias áreas disciplinares e partilha e aprofundamento de conhecimentos. Jogos como a construção de Palavras cruzadas e Palavras em cadeia desafiavam os alunos a aumentarem o vocabulário e a terem em atenção às especificidades das palavras (letras e sílabas) por forma a formularem-nas corretamente e as encaixarem umas nas outras. O dominó da multiplicação e os jogo de cartas Cassino fizeram rever as tabuadas e desenvolver o cálculo mental. O jogo do STOP foi uma oportunidade emocionante para demonstrar cultura geral sobre os diversos temas que os alunos inseriam.
De um modo geral, considero que a minha intervenção nesta turma de 2.º ano foi positiva. Apesar da minha desmotivação e receios iniciais, pude disfrutar de uma turma onde a curiosidade e o gosto por aprender são notórios, apesar do comportamento. Julgo
ter proporcionado oportunidades de desenvolvimento do conhecimento variadas e significativas para os alunos, assim como os mesmos me ofereceram a chance de trabalhar com diversas personalidades e formas de pensar. Valorizo a comunicação e disponibilidade tanto da professora cooperante como da restante comunidade educativa. Tenho pena de não ter realizado mais atividades onde envolvesse os encarregados de educação mas, por ter alunos vindos do Abrigo de Nossa Senhora da Conceição estas atividades poderiam afetá-los emocionalmente.
Sinto que cresci tanto a nível pessoal como profissional mas, ainda tenho que me focar nos elementos da avaliação e ter mais prática em contexto de 1.º e 3.º anos de escolaridade. Visto isto, terei que realizar mais pesquisa e esperar pela oportunidade de contactar com alunos destes anos de escolaridade.
Considerações finais
Chegando ao fim desta fase, torna-se fulcral uma ponderação sobre todo o trabalho desenvolvido durante a intervenção pedagógica de todo o estágio realizado na valência de EPE e no 1.ºCEB. Segundo Alarcão (2010), “a reflexão sobre a ação pressupõe um distanciamento da ação.” (p.54). Desta forma, conseguimos reconstruir mentalmente o que aconteceu, relembrando pontos essenciais e conseguindo analisá-los retrospetivamente e de maneira mais crítica e ponderada.
Sendo assim, torna-se importante salientar que este estágio contribuiu para um crescimento tanto pessoal como profissional, proporcionando uma visão mais concreta e e transparente da futura profissão docente.
Através do contato com a realidade vivida diariamente pelos docentes, tornou-se clara a aplicação prática daquilo que fora aprendido teoricamente. Com isto, conseguimos ter a noção do modo de aplicação de alguns métodos e estratégias, das suas dificuldades e modificações, quando eram necessárias, para que fosse possível oferecer uma oportunidade igual a todas as crianças. Tendo presente as razões pelas quais uma certa ação foi bem ou mal sucedida, ao refletir sobre a mesma, elaboraram-se formas de a melhorar para oferecer uma educação de qualidade pois, segundo Freire (1996) “é pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima prática” (p. 39).
Ao refletir sobre qual a melhor forma de intervir com um grupo de crianças na atualidade, apercebi-me que o acesso ao conhecimento está cada vez mais facilitado, tornando as crianças cada vez mais perspicazes. Logo, os docentes necessitam de uma atualização constante e fundamentada, de modo a conseguirem esclarecê-las no caso de alguma dúvida. Conforme o que Alarcão (2010) indica, já não podemos considerar que os docentes são os únicos e simples transmissores de conhecimentos (p.29).
Na intervenção prática tornou-se, portanto, mais adequado o uso de atividades que dessem espaço às crianças para participarem ativamente na construção da sua aprendizagem. Tive a preocupação de incentivá-las à demonstração e partilha de conhecimentos e opiniões que já tivessem, ultrapassando receios e alguma timidez. Da mesma maneira, apostei nos trabalhos de grupo e debates, de forma a que pudessem desenvolver a socialização, a argumentação e a cooperação. Também elaborei atividades diversas com o objetivo de estimular a curiosidade e o pensamento crítico das mesmas, apresentando problemas e desafios onde não haveria só uma resposta correta.
Estas atividades levavam as crianças à investigação e à reflexão crítica e persistente. Tal como enuncia Gambôa (2011) uma criança apropria-se dos conhecimentos, reconstrói- os ou dá-lhes novo significado “numa aprendizagem que faz do sujeito ator, agente com capacidade e direito a pesquisar, pensar por si mesmo num processo de cooperação com os seus pares (p. 72).
A elaboração de atividades diversas e significativas foram uma constante preocupação por forma a fugir à rotina e ao uso frequente dos manuais. A utilização dos jogos, de elementos do quotidiano ou que são familiares às crianças fazem com que elas se sintam motivadas e interessadas na atividade, querendo participar. Além do mais, após a aprendizagem, conseguirão mostrar apreço e orgulho pelo o que aprenderam e conseguirão explicar e passar a informação a outros. A saída da sala, a mudança de ambiente de aprendizagem, igualmente foi uma forma de tornar as experiências diferentes e diversas. Desta maneira, pude demonstrar que o contato com o meio envolvente também nos pode ensinar. Nestas atividades também se aproveitava para desenvolver a observação.
Durante todo o estágio, a elevação da autoestima e o incentivo à autonomia foram algo frequente pois, acredito que uma criança que tem consciência e valoriza as suas capacidades e luta por ganhá-las/melhorá-las, consegue alcançar o sucesso. Desta forma, sempre incentivei as crianças a serem persistentes, a pedirem ajuda quando fosse necessário e a não terem vergonha disso. Quando conseguiam alcançar o seu objetivo, fazia-as terem noção do quanto eram capacitadas se nunca desistissem.
Verifiquei que durante a prática é necessário ter um ambiente harmonioso e uma relação positiva tanto com as crianças como com os profissionais da instituição, com a família e com a comunidade educativa. Só assim se consegue obter apoio e orientar as crianças pelo mesmo caminho, evitando incoerências, instabilidade e confusões.
Os trabalhos desenvolvidos com a família e com a comunidade puderam comprovar que é importante a participação dos mesmos de forma a demonstrar cooperação, interesse e valorização pelos trabalhos das crianças e dos profissionais de educação, criando um ambiente positivo para o processo educacional.
Os projetos desenvolvidos nas duas valências (EPE e 1.ºCEB) foram fatores importantes que nos auxiliaram a desenvolver técnicas e estratégias de investigação e análise de dados. Além disso, proporcionaram-nos uma oportunidade de aprofundar conhecimentos e elaborar estratégias para a resolução de problemas. Contudo, considero
que o tempo de estágio foi escasso para que se desenvolvessem projetos melhor elaborados.
Na intervenção prática das duas valências enfrentei algumas limitações e dificuldades mas, foram ultrapassadas através da persistência e apoio dos docentes cooperantes e restante comunidade educativa. Do meu ponto de vista, essas limitações foram agravadas devido à reduzida presença a estagiar pois, só nos eram concedidos três dias de estágio por semana. Durante o intervalo, senti que perdia um pouco o desenvolvimento dos projetos e o avanço na matéria.
Também achei o tempo de estágio escasso, não só porque não consegui desenvolver os projetos da forma que idealizei, mas também porque quando já começava a ambientar-me e a conhecer melhor as crianças, chegava a hora de ir embora e terminar a intervenção.
Em suma, considero o estágio uma oportunidade única para conhecer a realidade profissional de um docente. É deveras importante para testar o nosso desempenho e aplicar os nossos conhecimentos, além de ampliá-los. O contato com diferentes contextos leva à pesquisa, à investigação, à reflexão e à escolha e elaboração de estratégias, transformando-nos em melhores pessoas e em melhores profissionais. Porém, este processo nunca deve cessar pois, segundo Veiga (1991), a formação do professor “(…) só terá impacto na qualidade da educação que acontece nas escolas se um grande investimento for feito na formação contínua.” (p.212). Assim sendo, considero que a minha formação ainda não terminou, necessitando de mais experiência prática para enfrentar o mundo profissional como uma boa docente.
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