2. KURAMSAL VE KAVRAMSAL BİLGİLER
2.7. Ölçme ve Değerlendirme
2.8.2. Blomm Taksonomisi İle İlgili Çalışmalar
A apresentação do livro “A que sabe a lua?” foi realizada na aula de Língua Portuguesa. Sendo um livro desconhecido por parte das crianças, procedeu-se à análise da capa e contracapa do livro. Visto que “Uma imagem vale mais do que mil palavras” (Confúcio), tentou-se perceber o que aconteceria na história a partir das imagens e do título que se apresentava. Igualmente, procedeu-se à análise da primeira imagem da história que continha mais alguns elementos que poderiam ajudar na imaginação do enredo da história. As crianças demonstraram entusiasmo e elaboraram uma série de enredos possíveis, muitos deles baseados e comparados a histórias que já tinham lido.
Em seguida, iniciei a leitura da história que, segundo Hohmann e Weikart (2003), este tipo de atividades , ao servirem de introdução e motivação para as
seguintes, criarão um laço emocional e pessoal com as crianças, fazendo-as relacionarem-se prazerosamente com as histórias e a leitura. Augusto Cury (2003) também incita a que se contem histórias como recurso de transmissão de mensagens, sendo um modo prazeroso e eficaz à reflexão por parte das crianças. Ao invés de lhes gritar e dar sermões porque elas “(…) poderão esquecer das suas críticas e regras (…)” (Cury, 2003, p. 135), o conto de histórias será mais produtivo pois, nunca esquecerão uma história que lhes fez refletir sobre o assunto, criando assim os seus próprios ideais, distinguindo o certo do errado.
Após a leitura e reconto da história recorreu-se ao registo de alguns aspetos da história numa ficha de interpretação (ver apêndice 26). Ao saberem deste registo previamente (ver figura 79), os alunos focaram a sua atenção na história e evitaram distrair-se, sendo esta uma boa forma de manter os alunos atentos na leitura. Finalmente, seguiu-se uma pequena reflexão sobre a moral da história e a sugestão da possibilidade de toda a turma participar numa representação da mesma.
Figura 79 - Ficha de interpretação
Após a deliberação dos alunos face à dramatização e ao modo como iriam apresentar a história, foi decidido que seria realizado com recurso a teatro de sombras, devido à timidez de alguns e ao fascínio de outros face a esta técnica de representação. Esta dramatização implicaria um encadeamento de ações em que os alunos teriam o papel de desempenhar uma personagem sendo uma ocasião de desenvolvimento da imaginação e da linguagem verbal e não verbal (ME, 1997, p. 60).
Devido ao gosto que os alunos em geral sentiam por histórias inventadas ou lidas pelos mesmos, sugeri a criação da Pasta das Histórias onde cada um poderia acrescentar as suas histórias e ler as dos colegas. Esta pasta seria um modo de partilha de informações entre alunos, uma forma de respeitarem e valorizarem o trabalho e as opiniões uns dos outros, além de incentivar à leitura, à escrita e ao uso da imaginação.
De maneira a incentivar o início do uso desta Pasta, participei com a minha contribuição inserindo uma cópia em texto da história “A que sabe a lua?” e entregando uma a cada aluno, permitindo que os mesmos continuassem a estudá-la para a dramatização.
Para os alunos tomarem maior conhecimento das personagens da história, interliguei a matéria de Estudo do Meio e pedi que criassem um texto com o título “Se eu fosse um (animal) a lua saberia-me a (alimento)”. Neste texto escolheriam o animal e o alimento correspondente e redigiriam o modo como se alimentavam e a forma de como chegariam à lua para prová-la, tal como as personagens da história que se alimentaram da lua e esta soube-lhes ao que eles mais gostavam. Acabando os textos, escolheria um deles para proceder ao seu melhoramento (ver figura 80).
Figura 80 - Melhoramento de texto "Se eu fosse um (animal) a lua saberia-me a (alimento)
De acordo com Santana (2007), esta situação de revisão e reescrita dos textos realizados pelos alunos, fruto da sua imaginação, estão cheios de significado tornando- se poderosos andaimes para o desenvolvimento e aprendizagem. Nestes momentos “recolhem-se sugestões de melhoria e desenvolvimento do texto tendo em vista selecionar os recursos gramaticais de coesão textual e construir a coerência discursiva mais adequada” (Niza, 1998, p.17) fomentando a evolução na escrita dos alunos. Achei curioso o facto de um aluno escrever o texto sobre um desenho animado, criado e baseado nos dinossauros, pelo qual era fã. Tanto foi o entusiasmo e a vontade de descrever as caraterísticas do suposto animal que fez um desenho, só para que eu e a professora soubéssemos qual seria o “animal” que ele estava a descrever (ver figura 81).
Figura 81 – Ilustração do texto de um aluno
Um outro texto foi pedido e melhorado, já com o tema das caraterísticas dos animais, matéria de Estudo do meio. O objetivo da escrita deste texto, além da revisão, também seria o de usar os adjetivos, conteúdos abordados e recentemente aprendidos na aula de Língua Portuguesa. No momento de “participar na reescrita do texto, confrontando hipóteses múltiplas, tendo em vista o seu aperfeiçoamento (organização das ideias, supressão de repetições desnecessárias, adequação do vocabulário, adjetivação, formas básicas da ortografia, da acentuação, do discurso direto)” (ME, 2004, p.153) os alunos puderam desenvolver o vocabulário, a capacidade de argumentação e comunicação, através do fornecimento de ideias e opiniões e desenvolver capacidades ao nível da escrita e da leitura.
De modo a que os alunos conseguissem dramatizar corretamente a história “A que sabe a lua?”, recorri a um exercício de revisão (ver figura 82). Os alunos, em conjunto, passariam o texto narrativo para texto dramático e leriam e ensaiariam nos próximos dias. Este exercício foi um modo dos alunos cooperarem entre si e desmonstrarem a capacidade de imaginar as falas dos animais, sem fugirem ao enredo da história original.
Após termos o texto da peça de teatro pronto (ver apêndice 29), seguiu-se a escolha dos personagens. Visto que a turma em geral tinha dificuldade na expressão na leitura, recorri a um exercício já realizado pela professora cooperante: o texto seria lido em conjunto, por filas e, cada uma, teria de ler consoante uma expressão previamente escolhida. Após algumas leituras, seriam escolhidos os alunos mais expressivos para as personagens da história. Os restantes fariam vozes de incentivo quando as personagens estivessem a “escalar a montanha de animais”.
Ainda houve a oportunidade de comparar a história com um texto do manual de Língua Portuguesa “O Mundo da Carochinha”. O texto intitulava-se “O circo da lua” e este centrava-se em volta de uma lua que estaria muito perto do planeta onde viviam as personagens. A partir deste texto pudemos realizar uma leitura expressiva e os exercícios de interpretação e ainda comparar as caraterísticas da lua do texto com a da história.