2. KURAMSAL VE KAVRAMSAL BİLGİLER
2.7. Ölçme ve Değerlendirme
2.7.3. Ölçme Değerlendirme Yaklaşımları
Segundo a Organização Curricular e Programas do 1.º CEB e consoante o programa de estudo do meio, é essencial que os alunos de 2.º ano saibam reconhecer datas e factos significativos e localizá-los numa linha do tempo (ME, 2004, p. 111).
Com a aproximação das celebrações do dia 25 de abril, dia da Liberdade ou da Revolução dos Cravos, quis elaborar uma aula mais dinâmica e significativa, apelando aos conhecimentos de quem presenciou esta data em 1974. Sendo assim, enviei para trabalho de casa um pequeno questionário para os alunos realizarem a adultos que tivessem mais de quarenta e cinco ou cinquenta anos, tal como verificámos ao calcular há quantos anos aconteceu a Revolução de abril de 1974 e quantos anos deveria ter uma pessoa para poder se lembrar de tal acontecimento. O questionário era simples e continha as seguintes questões: “ O que se celebra no dia 25 de abril?”, “O que aconteceu nesse dia?”, “O que mudou?” e “Onde estava quando ocorreu a Revolução?”.
Propus este questionário de forma a que houvesse envolvimento dos familiares ou de alguém próximo dos alunos pois, segundo Marques (2008), “quando as famílias participam na vida das escolas, quando os pais acompanham e ajudam o trabalho dos filhos, estes têm melhores resultados do que colegas com idêntico background, mas cujos pais se mantêm afastados da escola” (p.9).
Sendo assim e já com os questionários preenchidos, iniciei a aula com uma conversa e partilha de informações sobre a Revolução de 25 de abril. Igualmente, levei as vivências dos meus pais e avós e contei as histórias aos alunos. Todos criticaram e questionavam sobre mais informações sobre a ditadura do Estado Novo, o que era a censura, porque antes não havia liberdade, como se vivia com tantas restrições, entre outras questões. De forma a reunir, organizar e acrescentar mais informações, escrevi no quadro e pedi que registassem o mesmo no caderno (ver figura 58 ).
Figura 58 - Informações sobre a Revolução de 25 de abril de 1974
Em seguida, e depois do lanche, distribuí a letra e preparei a música “Somos Livres” de Ermelinda Duarte (ver anexos 12 e 13) para os alunos escutarem. De início, realizei uma leitura modelo, seguida de uma leitura silenciosa por parte dos alunos e sublinhado de palavras desconhecidas. Após a leitura, anotámos no quadro as palavras desconhecidas e fizémos uma procura do seu significado no dicionário. Segundo Krieger (2007), a utilização deste meio no processo de aprendizagem
(...) auxilia, em muito, o desenvolvimento cognitivo do aluno. Entre outros aspetos, podemos destacar a sua contribuição para ampliar o conhecimento; do vocabulário, dos múltiplos significados de palavras e expressões, da norma padrão da língua portuguesa, de aspetos históricos, bem como gramaticais dos itens léxicos, de usos e variações sociolinguísticas (p.298).
Após a leitura e reconhecimento das palavras que os alunos desconheciam, pudemos então escutar a música de Ermelinda Duarte, algo tão representativo da liberdade conquistada, do fim da censura e do derrube da ditadura do Estado Novo. Todos seguiam a letra da música e tentavam acompanhar, cantando (ver figura 59). No final de uma primeira audição, pediram para repetir, dizendo que gostaram imenso da música e queriam sabê-la de cor para poderem cantá-la aos familiares. Assim, pu-la a tocar novamente e os alunos puderam escutá-la e cantar mais uma vez.
Aproveitando a letra da música, retirei alguns verbos para elaborar alguns exercícios, para que os alunos treinassem as conjugações e a escrita de frases usando os mesmos verbos em diferentes tempos.
Em matemática, realizei alguns exercícios envolvendo o calendário e o relógio. Usei as informações sobre o 25 de abril de 1974 e elaborei problemas com as horas usadas no momento dos sinais da revolução (ver figura 60).
Figura 60 - Exercícios de Matemática sobre o 25 de abril
O envolvimento da história do 25 de abril de 1974 com os exercícios de português e de matemática motivaram os alunos e fizeram-lhes perceber uma possível utilização da Matemática fora da sala de aula pois, muitos “alunos não conseguem utilizar, fora da escola, a Matemática que aprendem na Escola porque o seu conhecimento matemático está enraizado e fortemente ligado à situação de sala de aula” (Lave, 1988, citado por Fernandes, 2000, p.4).
Dito isto, considerei que estas atividades foram proveitosas e proporcionaram uma aprendizagem agradável e interligada sobre a Revolução do dia 25 de abril de 1974.
4.2.3.“O ar tem peso?”
Esta atividade decorreu da lecionação da matéria sobre a unidade principal de massa (quilograma) na aula de Matemática. Nesta aula, apresentei o quilograma como sendo a principal unidade de massa que equivalia a mil gramas. Igualmente e com o apoio de alguns pesos, demonstrei que esta unidade podia subdividir-se em meio quilo, um quarto de quilo, entre outras subdivisões (ver figura 61).
Figura 61 - Aluno experimentando pesos
Aproveitando o facto dos alunos estarem a rever a matéria referente à metade, terça-parte, quarta-parte, pedi que me apresentassem em gramas quanto equivaliam as subdivisões de um quilograma e registassem no caderno (ver figura 62).
Figura 62 - Subdivisões do quilograma
Igualmente, fiz uso de instrumentos de medição de massa (balanças) e porque todas “as crianças possuem um conjunto de experiências e saberes que foram acumulando ao longo da sua vida, no contacto com o meio que as rodeia.” (ME, 2004, p.101), com esta motivação, os alunos revelaram que conheciam outros tipos de balanças e quiseram desenhá-las no quadro. Ao desenharem, explicaram onde as tinham visto, como funcionavam e o que pesavam, principalmente. Também a professora participou, desenhando uma balança antiga que se usava no mercado (ver figura 63).
Continuando o tema da aula de Matemática e visto que esta “não é uma Ciência isolada, inacessível e fechada sobre si mesma” (Boavida, Paiva, Cebola, Vale & Pimentel, 2008, p.58), decidi relacioná-la com uma atividade demonstrativa de Estudo do Meio sobre o ar.
Inseri a atividade experimental de demonstração com o poema de Vinicius de Moraes (ver anexo 15) que dizia que o ar não tinha peso. A partir deste poema, incentivei uma pequena discussão sobre as caraterísticas do ar, focando-me principalmente se este tem peso, ou não.
Sendo que Moreira (2006), citado por Costa (2008), explicita que
“...no Primeiro Ciclo, a escola deve proporcionar aos alunos mais do que as atividades clássicas de ler, escrever e contar. É necessário levá-los a experimentar. Aprender sobre Ciência e Tecnologia é adquirir o passaporte para a compreensão do mundo em que se vive e, assim, adaptar-se cada vez mais a ele. Quanto mais cedo isso acontecer, melhor.” (p.145)
Assim, e com o objetivo de demonstrar que o ar tem peso, levei preparada uma vareta de arame que segurava com uma linha, presa exatamente no centro. Em cada ponta da vareta prendi outras duas linhas onde amarrei dois balões exatamente iguais, excetuando a sua cor. Desta maneira, poderia demonstrar que os balões eram, de facto, exatamente iguais e não influenciariam os seguintes passos. A vareta, simulando uma balança, ficou equilibrada. Visto que o objetivo seria demonstrar que o ar pesava, enchi um dos balões com ar e amarrei-o de novo. Antes de demonstrar se a vareta estaria ou não equilibrada pedi aos alunos que colocassem hipóteses do que poderia acontecer quando soltasse a vareta e pedi que registassem.
O registo da atividade demonstrativa foi realizada através de uma ficha de registo (ver apêndice 25) pré-concebida e adequada à idade e experiência dos alunos e tendo em vista a comunicação das descobertas feitas pelos mesmos (ME, 2004, p 123). Nela, os alunos registariam os materiais, o procedimento, as hipóteses, os resultados e a conclusão que resultasse da interpretação dos resultados desta atividade.
Após o registo de todos os elementos até às hipóteses, segurei a vareta pela linha central e esta desiquilibrou, pendendo para o lado do balão cheio de ar (ver figura 64). Os alunos, espantados, logo constataram que, afinal, o ar tinha peso.
Figura 64 - Resultado da atividade sobre o peso do ar
Com esta atividade pude incentivar ainda mais os alunos para as experiências, algo que já gostavam muito mas, não conseguiam perceber os seus objetivos ou as razões do seu processo, resultando nalguma desmotivação. Com esta experiência também demonstrei-lhes que as atividades experimentais poderiam auxiliar na compreensão de alguma matéria. Isto levaria a que os alunos se tornassem observadores cada vez melhores e ativos. Ao testarem as suas ideias, conseguiriam obter mais conhecimento e, através da pesquisa de informação que fizessem, ainda mais o aumentariam. Ao mesmo tempo, melhorariam as suas capacidades de interpretação e resolução de problemas no quotidiano. Relativamente à parte social, desenvolverão competências relacionadas com a cooperação, a entreajuda, o respeito pelo outro e a responsabilidade, comportamentos essenciais para se viver em sociedade como bons cidadãos.