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Yerel Yönetimlerde Performans Ölçümü ve Göstergeler

3. Yerel Yönetimlerde Performans Göstergeleri

3.4. Performans ölçümü ve göstergeler

Na década de 1980, a população infanto-juvenil compreendia uma grande porcentagem da população brasileira. E mais ainda, a preocupação da sociedade com a questão do menor18 passou a ser pauta das discussões políticas e sociais da época. Os investimentos de entidades, governamentais ou não, na formação dos “futuros cidadãos” cresciam, sobretudo nas áreas da educação, saúde e alimentação.

Neste período, perante o quadro da crescente preocupação com o menor, o SESC elaborou um programa para repensar totalmente a sua atuação junto ao público infanto- juvenil. O mesmo foi embasado num estudo cuidadoso da situação do menor, e optava por uma clientela prioritária: os filhos de comerciários de baixa renda e pelos menores carentes, ou seja, um público “marginalizado” socialmente.

Sua preocupação fundamental era o desenvolvimento integral da criança, “complementando e suprindo vazios que as agências formais de educação, malgrado seu empenho, não logram preencher” (SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO, 1985, p.3).

O trabalho da entidade, segundo palavras do seu Presidente, Abram Szajman19, era, e ainda é, “(...) pautado por uma busca incessante de adaptação à realidade sociocultural de cada momento, procedimento indispensável a qualquer ação eficaz” (SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO, 1985. p.2).

De acordo com as necessidades da população comerciária - principalmente após o surgimento das discussões acerca do lazer no final da década de 1950 - a atuação da

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O termo “menor” é utilizado referindo-se aos menores de idade, sobretudo “menores de rua”, que na década de 1980 surgiram como um problema social fruto da pobreza e da falta de condições das famílias pobres paulistanas de cuidarem de suas crianças, aumentando a quantidade de crianças carentes vivendo nas ruas da capital paulista, praticando pequenos furtos, envolvendo-se com drogas e causando preocupação aos comerciantes, que passaram a exigir das instâncias governamentais uma solução para o “problema”.

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Abram Szajman é o atual presidente do SESC. No estado de São Paulo, a Diretoria Regional é exercida pelo Prof. Danilo Santos de Miranda.

entidade tomou novos rumos, intensificando seu trabalho na esfera do lazer do comerciário principalmente na década de 1970, com a vinda de Joffre Dumazedier ao Brasil.

Já na década de 1980, considerando o quadro social da época e as ações da entidade dirigidas ao público infanto-juvenil realizadas até o momento, tornou-se necessário assumir uma posição que tratasse da criança enquanto ser socialmente envolvido, vivenciando uma determinada realidade e carente de respeito à sua singularidade.

Assim, a nova atuação deveria basear-se em valores como a ludicidade, o direito à informação, o domínio do meio e o exercício da cidadania.

Estabeleceram-se algumas diretrizes operacionais para guiar o trabalho, respeitando-se as características de cada unidade operacional, flexibilizando também as atividades de acordo com as equipes técnicas disponíveis no quadro de funcionários da entidade.

Tais diretrizes relacionam-se à estruturação dos conteúdos e à metodologia para o desenvolvimento das atividades.

Quanto à estruturação dos conteúdos, o objetivo era a não reprodução da estrutura escolar, embora o Programa não devesse ser um simples rol de práticas aleatórias. Realizar atividades que pudessem atingir os objetivos propostos de forma integrada, facilitando o acesso, produção e consumo da Cultura era o desafio proposto pela nova necessidade (SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO, 1985).

Para os idealizadores do Programa, a Cultura “não é apenas o que o passado nos legou ou as contribuições da produção letrada e científica” (SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO, 1985, p.17). Algumas expressões culturais inibidas ou até desconsideradas pela educação escolar, tais como: “as relações face a face, as atividades corporais, atividades manuais, práticas de turismo, as atividades de sensibilização e criação artística (música, teatro, dança, pintura, etc), o uso da informática, as relações com os meios de comunicação de

massa (TV, revista, cinema, rádio, livros, etc), os contatos com a natureza e com os animais” (SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO, 1985, p.17), são consideradas Cultura e envolvem linguagens e formas de expressão que devem ser priorizadas no trabalho com o Curumim.

Percebe-se que tais conteúdos perfazem os sete interesses culturais do lazer colocados anteriormente. Os mesmos deveriam ser desenvolvidos num conjunto de atividades permanentes e de apoio, bem como com o desenvolvimento de projetos especiais, contemplando os vários aspectos necessários ao desenvolvimento integral da criança.

As atividades permanentes eram divididas em três categorias, ou módulos, como ainda hoje são chamadas: Módulo de Expressão Sensível, Módulo de Expressão Física e Módulo de Relações com o Meio (SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO, 1985).

O módulo de expressão sensível abrange as atividades relacionadas às artes, como artes plásticas, música, dança, expressão corporal, teatro, etc. O módulo de expressão física desenvolve suas atividades a partir de questões relacionadas aos esportes, aos jogos e à recreação. O módulo de domínio do meio aborda as relações com a sociedade, cidadania, ciência e tecnologia e ainda as relações com a natureza e a educação ambiental.

Além das atividades permanentes, atividades eventuais como a realização de projetos de férias, festivais, gincanas, excursões, passeios, visitas a museus, teatros, cinema e exposições devem ser realizadas enquanto complemento das atividades e temas desenvolvidos nas atividades permanentes.

Finalizando as sugestões operacionais e mantendo a característica de atividade assistencial, serviços como prevenção de problemas odontológicos e fornecimento de lanche diário gratuitamente são oferecidos enquanto atividades de apoio.

Além das questões envolvendo o conteúdo a ser abordado, algumas sugestões metodológicas foram delineadas, configurando cinco fundamentos a serem seguidos no Programa: priorizar o caráter lúdico, manter diferenciação etária nas atividades, buscar a

continuidade progressiva, desenvolver a autonomia e participação e a realização de ação grupal.

A ludicidade20 deveria ser vista “quer em contraposição à escola, quer no sentido de respeitar a necessidade intrínseca da criança pelo jogo” (SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO, 1985, p.18).

No entanto, dever-se-ia tomar o cuidado para não confundir a ludicidade “enquanto simples prática do gratuito e do efêmero” (SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO, 1985, p.18), mas como potencial educativo a ser planejado e devidamente orientado para alcançar os objetivos propostos. Atrair a curiosidade da criança num trabalho pedagógico “em que os educadores não se colocassem como donos do saber, nem abdicassem de seu papel em nome da falsa democracia de se deixar a criança fazer o que bem entende” (idem). A proposta era realizar um trabalho com a criança.

Quanto à diferenciação etária, o objetivo era a melhor adequação dos processos pedagógicos a cada faixa etária contemplada pelo Programa. A busca pela continuidade progressiva, mesmo considerando a evasão natural e novas inclusões de crianças, era uma proposta metodológica uma vez que o Programa deveria se caracterizar por um processo gradativo de complexidade, e o ideal era que a criança permanecesse no Programa dos 7 aos 12 anos, permitindo-lhe em cada fase, obter respostas às suas reais necessidades.

Permitir aos participantes modificar e redefinir a ação realizada também era a proposta do Programa, além da preocupação com o estabelecimento de relações sociais, formação de grupos, intercâmbio de conhecimentos e a convivência entre diferentes.

Assim, ficaram definidos os principais fundamentos metodológicos para aplicação do Programa, que sugere ainda uma organização operacional que compreende:

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Alguns autores discutem o uso do termo ludicidade, uma vez a palavra não pertencia ao idioma Português. No entanto, a mesma já foi incorporada ao nosso vocabulário, conforme descrito no Dicionário Aurélio (versão eletrônica/2003).

- a estruturação do tempo, sendo que as atividades chamadas permanentes, em que um conteúdo específico é desenvolvido, são permeadas por horários livres, nos quais as crianças podem optar pela atividade que desejam participar, além de ser garantido um horário para a realização do lanche;

- a estruturação dos grupos de crianças, sendo recomendado que cada Instrutor de Atividades acompanhe no máximo vinte e cinco crianças, e a divisão etária seja feita de acordo com as necessidades de cada unidade, não sendo obrigatória a divisão por idade, desde que as peculiaridades de cada faixa sejam respeitadas durante a realização das atividades;

- os recursos humanos especializados para o desenvolvimento das atividades, uma vez que as equipes operacionais são diferentes, e cada unidade possui autonomia para adequar os conteúdos a serem desenvolvidos de acordo com a especificidade do corpo técnico;

- os critérios de matrícula e inscrição, que devem respeitar a idade mínima para ingresso no Programa, que é de sete anos, a idade máxima para permanência no Programa, que é de doze anos, a prioridade de filhos de comerciários de baixa renda; e sobretudo

- a dinâmica de funcionamento do Programa, horários de início e término das atividades, dias da semana, período de realização das atividades, entre outros fatores que devem ser adaptados às necessidades e condições estruturais e de pessoal de cada Unidade Operacional.

Neste sentido, farei a seguir um recorte para descrever o Programa na unidade de Araraquara, uma vez que a mesma é o foco deste trabalho.