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2.4. Çin’in Uluslararası İlişkilere İlişkin Alternatifleri

2.4.2. Pekin Konsensüsü

A metodologia utilizada no desenvolvimento deste doutorado baseou-se, principalmente, em Galvão (2008), quando esse autor estudou os riscos de impactos ambientais provenientes da atividade turística no hidrossistema do rio Paraná, na região de Porto Rico, estado do Paraná.

Para a realização desse estudo as etapas de trabalho adotadas por Galvão (2008) podem ser assim sintetizadas:

¾ Vasta pesquisa bibliográfica à respeito do tema e da área de estudo;

¾ Atividades de campo, com o objetivo de identificar os vários ambientes e subambientes fluviais;

¾ Visitas às prefeituras dos municípios envolvidos, na busca de dados referentes à infraestrutura turística desses municípios;

¾ Elaborar um método próprio para determinar a Capacidade de Carga fluvial baseado na fragilidade e vulnerabilidade do sistema;

¾ Avaliação dos riscos e possíveis impactos ambientais turísticos nos vários ambientes e subambientes fluviais identificados. A determinação do risco da atividade turística no rio Paraná foi tentada por meio de um quadro que comparou os vários ambientes frente aos seguintes parâmetros:

Fragilidade (F): está relacionada às características exclusivamente ambientais. Assim,

ambientes como lagos ou pântanos devido às suas características de água rasa, fundo lamoso, apresenta fragilidade muito superior ao canal. Realmente, vários autores reportam que ambientes de lago são extremamente frágeis e susceptíveis a pequenas alterações ambientais. Agostinho et al. (2004) reportam mortandades de peixes e outros organismos ocorrentes em pântanos da região por ocorrência de mudanças brusca de temperatura, queimadas de mata nas proximidades, remobilização do fundo por pisoteio de gado etc. Por outro lado, ambientes como o canal não apresentam tal susceptibilidade, uma vez que não foram reportadas alterações significativas no meio pelas mesmas causas mencionadas.

Intensidade (I): ou carga turística corresponde ao volume de turistas em cada ambiente

Vulnerabilidade: neste estudo é o resultado da combinação entre a fragilidade e a intensidade

do turismo

Frequência (Fr): este parâmetro avaliou quanto tempo o ambiente é usado durante o ano, uma

vez que, como foi mencionado, a atividade turística é desenvolvida praticamente todo o ano, mas em diferente ambientes. Assim foram determinados fatores de 0,5, 1 e 1,5 para as atividades que são efetuadas, respectivamente, nas férias, em seis meses e em todo o ano.

Risco (R) é o resultado do produto da vulnerabilidade pela frequência, que foram

classificados conforme consta da (Tabela 2). Dessa forma, pode-se sintetizar esta análise com a seguinte equação:

R = (Fr + I)F, como V = (Fr + I), logo R = V.F, onde,

R é o risco, Fr é a fragilidade, I a intensidade, V a vulnerabilidade e F a frequência.

Dessa forma, optou-se por um ordenamento numérico de 1 a 4 para esses parâmetros (Tabela 1).

Tabela 1: Referente a classificação da fragilidade

Ambiente Subambiente Fragilidade

Canal Canal principal 1 Canal secundário 1 a 2 Barra arenosa 1 a 2 Ressaco 3 a 4 Ilha 2 Planície de inundação Dique marginal 1 Pântano 4 Lagoa conectada 2 a 3 Lagoa isolada 2 a 3 Canal secundário 2 a 3

o critério adotado não foram consideradas as características impactantes de cada atividade turística, por exemplo, pesca e canoagem, que nesse caso receberam o mesmo grau de impacto ambiental, diferenciando apenas na frequência e intensidade em que são praticadas (Tabela 2).

Tabela 2. Avaliação dos impactos ambientais da atividade Turística.

Ambiente Subambientes Fr** Tipo/perigo de impacto Int/Ct * Vul. # Freq . P.Risco # #

Canal Barra arenosa 2

Acúmulo de lixo podendo ser levado para o canal do rio;

destruição da vegetação podendo causar a remoção da barra na época das cheias. 4 6 1 6 Planície de inundação Lagoa conectada 3 Diminuição da ictiofauna no local e no canal principal por mortandade de peixes, já que o mesmo serve de berçário de muitas espécies; podendo causar até extinção de espécies no local; acúmulo de lixo ou resíduo de gasolina e óleo; stress causado pelo barulho.

4 7 1,5 10,5

Análise dos ambientes e subambientes quanto à: fragilidade, intensidade, Frequência, vulnerabilidade e potencial de risco. Fragilidade** 1 muito baixa, 2 baixa, 3 média, 4 alta; Intensidade* 1nula. 2 baixa, 3 média, 4 alta; Vulnerabilidade # 1 e 2 nulo, 3 e 4 Baixo, 5 e 6 médio, 7 e 8 alto. Potencial de Risco # # 1 e 2 nula; 3 e 4 baixo; 5,6,7 média; 8, 9,10, alta; 11,12 extremo.

Para determinar a vulnerabilidade e o risco que cada ambiente está sofrendo diante das atividades turísticas, foram somados os valores da fragilidade e intensidade, na qual os valores da vulnerabilidade partem de uma escala de 2 a 8, em que 2 é considerado nulo ou muito baixo; 3 e 4, baixo; 5 e 6, médio; 7 e 8, alto. Os valores de risco ao ambiente são o resultado da vulnerabilidade multiplicado por 1,0 no caso dos ambientes que são usados seis meses durante o ano e 1,5 aos ambientes que são usados 12 meses do ano (Tabela 3).

Tabela 3. Potencial de Risco.

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12

Nulo Baixo Médio Alto Extremo

Para ilustrar o procedimento adotado, apresenta-se o resultado dos estudos de impactos ambientais para o ambiente fluvial do rio Paraná, relativo ao subambiente de barras arenosas (praia), e para o ambiente de planície de inundação o subambiente de lagoas conectadas.

Dessa forma, esses mesmos procedimentos foram estendidos para as novas localidades de estudo, tendo sido realizadas, ate o momento, as seguintes atividades:

As referências bibliográficas foram obtidas principalmente junto ao acervo da biblioteca da UNESP (Universidade Estadual Paulista), UEM (Universidade Estadual de Maringá), UnG (Universidade Guarulhos), USP (Universidade de São Paulo) e UFPR (Universidade Federal do Paraná). Foram considerados fundamentais os trabalhos como de os Galvão (2008), que estudou o risco e impactos ambientais do turismo no noroeste do Paraná; Meneguel (2010), que estudou a relação do turismo com as comunidades ribeirinhas e o meio físico nos municípios da área de estudo; Kramer (1998, 2004), que estudou as lagoas da área de estudo; Silva (2002), que analisou os impactos ambientais do ecoturismo em de Bonito (MS); Lobo (2011), que determinou a capacidade de carga turística para as cavernas de Santana no sudoeste do estado de São Paulo; Stevaux (1993), Stevaux e Souza (2002); Stevaux e Takeda (2002); que estudaram a geomorfologia fluvial da região; Parolin; Volkmer-Ribeiro e Stevaux, (2007), que analisou a percepção dos moradores quanto às mudanças socioeconômicas e ambientais da região, em função das construção das hidreletricas; e os livros editados por Thomaz; Bini e Bozalli (2007) e Thomaz; Agostinho e Hahns (2004), que reúnem os principais trabalhos sobre a ecologia da área;

Da mesma forma que em Galvão (2008), a atividade de campo representa a principal vertente na obtenção de dados para a elaboração da tese. Inicialmente, foram utilizadas imagens de satélites e os trabalhos prévios a respeito do meio físico da área de interesse, com objetivo de delimitar e cartografar os ambientes fluviais a serem estudados;

Foram realizadas sete campanhas, que contemplaram os municípios de Marilena, Porto Rico, e distrito Porto São José de São Pedro do Paraná e Querência do Norte. Essas atividades objetivaram o levantamento de novos dados relativos aos aspectos físicos e biológicos desses locais, com a finalidade de interpretar e conhecer os subambientes que envolvem a área de estudo, o tipo e intensidade da atividade turística neles desenvolvidos, bem como a

sazonalidade dessas atividades e seu funcionamento. Nesta etapa, contou-se com a colaboração da UEM (Universidade Estadual de Maringá) que possui uma base avançada às margens do rio Paraná, no município de Porto Rico. Essa base foi usada para hospedagem, alimentação e serviços de barcos;

¾ Quanto à infraestrutura turística, os dados foram obtidos junto à Prefeitura e a Secretaria de Turismo de cada Município, bem como consultas ao Instituto Chico Mendes para Conservação da Biodiversidade, localizado no estado do Mato Grosso do Sul e IMASUL (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), PEVRI (Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema) e COMAFEN (Consórcio Intermunicipal da APA Federal do Noroeste do Paraná). Este procedimento permitiu uma coleta de dados atualizados, e ao mesmo tempo, abrangentes.

A elaboração dos mapas temáticos foram feitas através dos seguintes Softwares:

¾ Global Mapper v.10.02; ¾ Corel Draw X15.

Os mapas foram desenhados sobre imagem do Landsat7 no global imagery mosaic, e posteriormente retirados e concluídos no Corel Draw. Alguns dos mapas foram compilados os dados levantados nos trabalhos de campo e bibliográficos e assim elaborados.

Benzer Belgeler