MOTİVASYON SÜRECİ
3. Varsayım; insanlar bir takım ödüller arasından algılarına göre seçim ve tercih yaparlar ve her ödüle karşı aynı duyarlılığı göstermezler Başka bir ifadeyle,
2.2.2.2. Pekiştirme Kuramı
De acordo com Ferreira et al. (2010), a avaliação neuropsicológica infantil pode se constituir em um grande desafio, vista a escassez de instrumentos atuais disponíveis para a atuação do neuropsicólogo no Brasil. Em pesquisa realizada em Novembro de 2012, foram encontrados 15 testes psicológicos considerados favoráveis no SATEPSI (CFP, 2012) e que contribuem para o exame neuropsicológico em crianças, avaliando específicos domínios cognitivos. Para avaliação da inteligência geral encontram-se disponíveis: Escala de Maturidade Mental Colúmbia – CMMS (Alves & Duarte, 2001), DFH - Desenho da Figura Humana – Escala Sisto (Sisto, 2005), Matrizes Progressivas Coloridas de Raven - Escala Especial (Angelini, Alves, Custódio & Duarte, 1999), TEI- Teste Equicultural de Inteligência (Andrade & Alves, 2002), TIG-NV - Teste de Inteligência Geral Não Verbal (Tosi, 2006), TNVRI - Teste Não Verbal de Raciocínio para Crianças (Pasquali, 2005), TONI-3 (Forma A) -Teste de Inteligência Não Verbal (Santos, Noronha & Sisto, 2006), R2 -Teste Não Verbal de Inteligência para Crianças (Rosa & Alves, 2000), RIn -Teste de Raciocínio Inferencial (Sisto, 2007), WISC III - Escala de Inteligência Wechsler para Crianças (Figueiredo, 2002). Referente à avaliação da atenção consta o Teste D2 de Atenção Concentrada ( Bittencourt, 2000). Para função executiva, o Teste Wisconsin de Classificação de Cartas (Cunha et al., 2004). Na investigação de memória é possível utilizar o teste de reprodução de memória das Figuras Complexas de Rey (Oliveira & Rigoni, 2008). Como instrumentos da percepção visual e visoconstrução, o B-SPG - Teste Gestáltico Visomotor de Bender - Sistema de pontuação gradual (Sisto, Noronha & Santos, 2006) e teste de cópia das Figuras Complexas de Rey (Oliveira & Rigoni, 2008). Na avaliação de lateralidade e orientação direita-esquerda existe a Bateria Piaget-Head (Toni, 2006).
É possível constatar a existência de poucos instrumentos neuropsicológicos disponíveis no país voltados para a faixa etária infantil, apesar dos grandes avanços observados na Neuropsicologia nos últimos anos e da criação de diferentes instrumentos de avaliação psicológica em outros países. Ferreira et al. (2010) e Miranda (2005) relatam que foram realizados poucos estudos de validação e normatização de testes psicológicos para a
população brasileira, limitando a pesquisa e a prática clínica em neuropsico logia infantil. Muitas vezes os testes utilizados nessa área são simplesmente traduzidos, não respeitando critérios técnicos adequados.
Vale ressaltar, que alguns grupos de pesquisa em diferentes regiões no país vêm reunindo esforços para construir ou padronizar instrumentos neuropsicológicos para avaliações de algumas funções cognitivas específicas. Capovilla (2007), Malloy-Diniz et al. (2010) e Hutz (2012) relacionam alguns instrumentos em fase de pesquisa no contexto brasileiro que abrangem a faixa etária infantil.
Na avaliação de memória destacam: Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey – RAVTL (Oliveira e Charchat-Fichman, 2008) que avalia memória recente e de reconhecimento, aprendizagem e suscetibilidade a interferências. Para memória operacional e esboço visoespacial, os Blocos de Corsi (Miranda et al., 2007). A Bateria Memo (Abreu & Mello, 2008) examina o uso de estratégias de categorização em memória de curta e longa duração.
Para atenção vem sendo desenvolvidos estudos com os seguintes instrumentos: Teste de Atenção por Cancelamento (Montiel & Capovilla, 2006a) avalia atenção seletiva e alternada; Teste de Trilhas – Partes A e B (Montiel & Capovilla, 2006b) investiga manutenção da atenção e capacidade de alternar entre estímulos relevantes; Teste de Atenção Visual -TAVIS- 3 (Coutinho, Mattos, Araújo, Borges & Alfano, 2008) avalia atenção visual seletiva, alternada e sustentada; Conner’s Continuous Performance Test – CPT (Miranda, Sinners, Pompeia &
Bueno, 2008) examina a sustentação da atenção e controle inibitório.
Na avaliação das funções executivas são destacados: Teste de Stroop (Capovilla, Montiel, Macedo, & Capovilla, 2005) investiga atenção seletiva, flexibilidade mental e controle inibitório; Teste da Torre de Londres (Malloy-Diniz et al., 2008) e Torre de Hanói (Gonsalez, Rocca, Malloy-Diniz & Rodrigues, 2005) avaliam planejamento e solução de problemas; Children Gambling Task (Mata et al., 2010) verifica estágios iniciais do processo de tomada de decisões; Matching Familiar Figures Test 20 - MFFT-20 (Rodrigues, Rocca & Fuentes, 2010) avalia reflexibilidade e impulsividade.
Os testes desenvolvidos para avaliação de linguagem são: Lista de Avaliação de Vocabulário Expressivo (Capovilla & Capovilla, 1998) verifica a linguagem oral expressiva; Teste Informatizado de Nomeação de Figuras por Escolha (Capovilla et al., 2004b) examina a capacidade de nomeação; Teste de Fluência Verbal – FAS (Capovilla, 2007) avalia a fluência verbal fonológica; Teste de Vocabulário por Imagens Peabody (Capovilla & Capovilla, 1998),
(Joly, 2009) avaliam a compreensão verbal; Avaliação Neuropsicológica do Processamento Lexical para Crianças - BANPLE (Freitas, 2010) investiga o processamento lexical.
Os instrumentos para avaliação da leitura e escrita e processos afins como Prova de Consciência Fonológica (Capovilla & Capovilla, 1998) e Sintática (Capovilla & Capovilla, 2006) e Teste de Consciência Fonológica são: Instrumento de Avaliação Sequencial – CONFIAS (Moojen et al., 2003); Teste de Competência de Leitura de Palavras e Pseudopalavras TCLPP (Seabra & Capovilla, 2010); Teste de Competência de Leitura de Sentenças (Capovilla et al., 2004a); Protocolo Cognitivo-Linguístico – PACL (Capellini & Smythe, 2008); Prova de avaliação dos processos de leitura –PROLEC (Capellini, Oliveira & Cuetos, 2010); Bateria de avaliação de habilidades cognitivas preditoras da leitura; Teste de Desempenho Escolar – TDE (Stein, 1994).
Para o processamento visoespacial existem: Teste de Organização Visual Hooper (Tosello, 2005) e Teste de Avaliação de Habilidade Visoespacial –TAHLVES (Alves, Morávia, Campos, Paula, & Malloy-Diniz, 2010) que avaliam a capacidade de análise e síntese visoespacial, rotação mental e reorganização conceitual; e o Teste Imagética Baby (Lopes, Capovilla, Berberian, Capovilla & Macedo, 2006).
Esses instrumentos de avaliação psicológica têm sido pesquisados em suas possíveis aplicações no campo da neuropsicologia, sobretudo na área infantil. No entanto, em muitos casos esses trabalhos encontram-se restritos em específicas instituições de pesquisa, vinculados a demandas inerentes da prática clínica desses centros. Mader-Joaquim (2010) ressalta que as questões culturais e educacionais merecem atenção especial nessa área. Refere que, apesar da unidade da língua em todo o Brasil, existe imensa diversidade cultural e importantes diferenças educacionais relacionadas às condições econômicas, já que áreas economicamente bem desenvolvidas dos grandes centros contrastam com regiões extremamente pobres. Nessa perspectiva, o intercâmbio científico entre pesquisadores brasileiros desta área, procurando-se examinar os instrumentos de avaliação neuropsicológica em diferentes contextos socioculturais, torna-se uma necessidade diante da dimensão territorial brasileira.