1. BÖLÜM: DİNAMİK MUKAYESELİ ÜSTÜNLÜKLER TEORİSİ VE SABİT PAZAR PAYI
1.2. Sabit Pazar Payı Analizi
1.2.2. Dünya Mobil Telefon İthalat Pazarı İçinde Türkiye’nin Mobil Telefon İhracat Payının
O estudo pretende estabelecer teorização sobre o vínculo em cenários de pesquisa que se enquadram no âmbito da Saúde Suplementar brasileira, especificamente na CASSI, instituição do segmento de autogestão. A CASSI iniciou a organização do Sistema de Serviços de Saúde tomando como referência a Atenção Primária como organizadora do sistema, o Modelo de Atenção Integral e a Estratégia de Saúde da Família como referências assistenciais.
Em Minas Gerais, a proposta foi iniciada na cidade de Belo Horizonte (2003) e, posteriormente, nos serviços próprios das localidades de Juiz de Fora e Montes Claros (2006), Uberlândia (2009) e Uberaba (2010). Os referidos serviços, no total de cinco, constituem aqueles elegíveis para o estudo. Neles, atuam as equipes de Saúde da Família que assistem os participantes que compuseram a amostra delimitada. O serviços próprios localizados em Minas Gerais, por serem aqueles sob a gestão da pesquisadora, foram escolhidos pelo aspecto facilitador do processo.
Os serviços estão estabelecidos em cidades que se configuram como “polo regional”, que possuem características distintas de acesso a serviços de saúde, culturais, de tempo de implantação, etc., que refletem as variações regionais (Centro, Zona da Mata, Norte de Minas e Triângulo Mineiro), o que contribui para a variabilidade prevista na TFD. O número de participantes das cinco unidades da CASSI varia entre 1.280 e 18.000, aproximadamente.
O cuidado de saúde prestado pelas equipes nos serviços próprios é realizado baseado em protocolos de cuidados desenvolvidos pela instituição, estabelecidos para doenças prevalentes, que se relacionam, em sua maioria, ao risco cardiovascular (diabetes, hipertensão e dislipidemia, por exemplo) ou aos outros problemas relevantes na perspectiva populacional, como o estresse e a obesidade. Estão estabelecidos protocolos, também, para o Controle Periódico de Saúde (CPS), mediante necessidades identificadas ao longo da vida, por gênero, idade e outras (por exemplo, a gestação). Foram estabelecidos parâmetros de excelência a serem alcançados, traduzidos por índices que possibilitam o monitoramento do controle das doenças, por exemplo, fundamentados na Prática Baseada em Evidências. A APS, da forma apresenta-se no modelo canadense, influencia a atuação cotidiana dos profissionais nos serviços próprios da CASSI, uma vez que são utilizadas, na medida em que as necessidades se apresentam, ferramentas de abordagem familiar idealizadas naquele modelo (FIRO, PRACTICE, Ciclo de Vida, Conferência Familiar e Genograma, por exemplo).
São realizados treinamentos sistematizados, teóricos e práticos, que objetivam a padronização e a qualidade do cuidado ofertado pela CASSI em seus serviços próprios. As equipes são continuamente treinadas, inclusive considerando as necessidades técnicas decorrentes do perfil da população assistida. São padronizados os programas “Oficina da Estratégia de Saúde da Família”, realizado para todos os colaboradores, e o “Curso Básico de Saúde da Família”, cujo público- alvo são os profissionais das equipes assistenciais.
Após o cadastramento na ESF, o participante é acompanhado pela equipe de saúde que passa a se corresponsabilizar pelo cuidado de saúde de determinada população. O cadastramento é seguido, via de regra, por atividades coletivas padronizadas, nacionalmente (Dia da Saúde e Grupo de Vida Saudável), que objetivam a manutenção do contato do participante com os serviços próprios nos primeiros dias após o cadastramento e possibilitam reforçar a lógica do cuidado através da ESF.
As diretrizes estão organizadas em um denso conjunto de documentos, elaborados mediante discussões que se deram, ao longo do tempo, por diferentes atores, que orientam, teoricamente e administrativamente, a organização e o funcionamento dos serviços próprios da CASSI. A avaliação tem sido realizada através do acompanhamento do cumprimento de metas estabelecidas em Planos
Operacionais. Os resultados alcançados, apresentados através de metodologia própria, geram pontuação que contribui para a visão dos processos adotados e dos resultados de saúde.
Em cada contexto e localidade, essas diretrizes são transformadas em ações concretas que, a partir de estratégias e das escolhas de gestão, visam a atos de cuidado orientados, por exemplo, pela abordagem integral, pela promoção da saúde e prevenção de doenças, e pela humanização do cuidado. As vivências de cuidado nos serviços próprios constituem importante substrato para este e outros estudos.
Os serviços funcionam em instalações próprias ou alugadas, no formato de ambulatório de atenção básica, com variações estruturais decorrentes do número de participantes residentes em cada localidade. As estruturas físicas variam de acordo com o porte de cada serviço, mas possuem, minimamente, recepção/sala de espera, salas de atendimento e sala de multiuso, além de banheiros, copa, local para guarda de materiais e expurgo.
A estrutura assistencial contempla, em todos os casos, profissionais terceirizados que responsabilizam-se pela limpeza dos serviços e pela orientação do acesso, nos casos de Belo Horizonte e Juiz de Fora, nas garagens e portarias. Auxiliares Administrativos realizam o atendimento presencial e telefônico nas recepções. As equipes assistenciais são formadas por médico de família (jornada de seis horas), médico (jornada de quatro horas) e enfermeiro (jornada de oito horas). Conforme o porte dos serviços, há técnicos de enfermagem e/ou psicólogo e/ou nutricionista (todos com jornada de oito horas) e assistente social (jornada de seis horas). Além do porte dos serviços, o acionamento da equipe ampliada leva em conta as necessidades epidemiológicas da população assistida. Os profissionais administrativos e técnicos são captados por meio de publicação de edital de seleção e selecionados em processo que considera formação, experiência profissional, conhecimento técnico, e atitudinal.
Os atendimentos são realizados de segunda a sexta-feira, das 7 às 19 horas (com variações no horário de expediente, em cada localidade, com margem de uma hora, para mais, no início, ou para menos, no final), com agendamento prévio, na maioria das vezes, ainda que existam profissionais disponíveis para a acolhida das situações não agendadas (médicos de demanda espontânea). Os atendimentos duram, em média, 25 minutos, referência para a organização das agendas. Existem indicadores de gestão que contribuem para o acompanhamento dos parâmetros e os
resultados dos atendimentos como, por exemplo, a Taxa de Ocupação da Capacidade Instalada, a Cobertura de Consulta com o Médico de Família, a Taxa de Hipertensos Controlados e o índice de Rastreamento do Câncer de Mama. Quando não é possível a resolução dos problemas de saúde pelas equipes, os atendimentos são complementados através da rede credenciada, a partir de encaminhamentos.
São realizados atendimentos individuais e/ou familiares, pautados nas premissas assistenciais padronizadas, com o apoio de ferramentas de abordagem familiar. Também acontecem Atividades Coletivas focadas na promoção da saúde e na prevenção de doenças, que buscam a mudança de hábitos e de comportamentos não saudáveis, com vistas à melhoria da qualidade de vida. Tais atividades são realizadas conforme metas estabelecidas para cada serviço, considerando o porte e a disponibilidade de profissionais, pelo menos uma vez ao mês, focadas em públicos específicos baseados no(s) objetivo(s) de cada atividade proposta.
Retoma-se o fato de os serviços próprios não configurarem porta de entrada obrigatória do sistema.