Segundo a proposta de reorientação curricular, o processo de avaliação do curso deve ser permanente, fundamentado nos questionamentos e discussão da comunidade acadêmica e no diagnóstico do desempenho da instituição, no sentido de identificar a evolução das ações realizadas e prover alterações necessárias.
Quanto à avaliação da aprendizagem, considera-se um processo interativo, no qual professores e alunos aprendem sobre si mesmos, e sobre a realidade que os cerca, a partir de questionamentos sobre os problemas existentes e identificados e do reconhecimento dos limites e das possibilidades das atividades desenvolvidas, o que implica a busca de
conhecimentos e estratégias que permitam a reorientação do processo, para alcance da imagem/objetivo.
As atividades de avaliação do aluno baseiam-se na participação nas atividades teóricas e práticas, observando-se aspectos cognitivos, habilidades e atitudinais, segundo os critérios de pontualidade, desempenho, abordagem do paciente, ética nas relações entre colegas e professores. Quanto aos instrumentos de avaliação utilizados pelos professores, além daqueles já usados anteriormente (provas, seminários, resenhas, sínteses), adotou-se o portfólio, incorporando-o à perspectiva de avaliação processual e formativa.
O projeto orienta-se, ainda, pela necessidade de intensificar a inserção dos estudantes nos cenários de prática, desde o primeiro ano do curso. Esses cenários constituem-se campos de ação de sujeitos sociais, pela possibilidade da interação ativa de tutores e estudantes com profissionais dos serviços de saúde e comunidade, mediante o contato direto em ambientes diversificados. Devem favorecer a integração dos conteúdos à prática do cuidado em saúde, tanto em complexidade quanto na integralidade das ações.
Dessa forma as atividades de ensino são desenvolvidas em diversos cenários, dentre estes os serviços de saúde. Com relação à Atenção Básica, elegeu-se o primeiro e segundo distritos sanitários, sendo a maioria unidades de saúde da família.
Além dessas, constituem-se cenários de prática o Hospital Universitário, Maternidades, instituições de cuidado a idosos, centros de atenção psicossocial, entre outros. As atividades práticas são desenvolvidas predominantemente nos setores de internação e ambulatorial nas áreas de saúde comunitária, saúde da mulher e da criança, saúde do adulto, idoso e saúde mental. Essas atividades são acompanhadas pelas professoras das respectivas áreas organizadas em disciplinas específicas. Por sua vez, os alunos divididos em grupos constituídos de 07 a 10 alunos por campo, contam com a participação da enfermeira do serviço na realização de atividades.
Serviços de saúde localizados no interior do Estado também estão presentes como cenário para o desenvolvimento de atividades acadêmicas especificamente aquelas relativas ao estágio curricular, que acontece no último ano do curso.
O estágio abriga carga horária total de 1000 horas, distribuídas equitativamente entre atividades desenvolvidas em Unidades de Saúde da Família e atividades realizadas no Hospital Universitário. Firmado por meio de convênios entre a Universidade e as Secretarias Municipais de Saúde, garante a permanência do aluno durante todo o período reservado a essa prática.
É objetivo geral de o estágio curricular propiciar o desenvolvimento de habilidade técnica, científica e política para atuar em serviços de saúde, integrando planejamento, execução, supervisão e avaliação das atividades de enfermagem, fundamentadas nos princípios do SUS e na lei do exercício profissional.
Nessa etapa, o docente atua como supervisor das atividades desenvolvidas pelo aluno, com a participação efetiva dos enfermeiros dos serviços. Entende-se por supervisão a atividade destinada a acompanhar e orientar o aluno, de forma a garantir a consecução dos objetivos estabelecidos.
A avaliação do estágio curricular e do estagiário realiza-se semestralmente em reunião promovida pela coordenação da atividade com a participação da direção da Escola e da coordenação do Curso. Não constam do regulamento os critérios utilizados para esse fim. Refere-se apenas que a avaliação do estagiário incidirá sobre o seu desempenho. As estratégias e critérios serão detalhados no cronograma da atividade (§ 1º, 9º do Regulamento do estágio curricular da Escola de Enfermagem e Farmácia).
O Trabalho de Conclusão de Curso constitui outra atividade obrigatória para fins de integralização curricular e deverá ser produto de um trabalho científico. Tem como finalidade introduzir o aluno no campo da pesquisa, utilizando-se da metodologia científica para identificar, analisar e propor ações pertinentes às atividades de enfermagem.
Para a divulgação desses trabalhos, o curso promove, anualmente, um Seminário de Pesquisa em Enfermagem com a finalidade de apresentar à comunidade acadêmica e à sociedade em geral os resultados das pesquisas realizadas pelos alunos. Desse modo, propiciam-se oportunidades de estímulo à produção de pesquisa nos diferentes campos do saber de enfermagem. Igualmente, favorece o debate sobre os temas apresentados, além de se tornar um espaço de interação da comunidade acadêmica e profissionais da rede de serviços de saúde.
O TCC será submetido a uma banca para exame de qualificação, a qual emitirá nota e parecer escrito, segundo os critérios estabelecidos nas normas de elaboração, apresentação e avaliação, na qual consta a obrigatoriedade dessa atividade para a efetiva integralização curricular.
A seguir, analisamos o projeto político-pedagógico do curso de Medicina, com as devidas considerações. Inicialmente, apresentamos breve histórico da Faculdade de Medicina extraído deste documento, disponível no Portal oficial da instituição (www.famed.ufal.br).
4.4 Faculdade de Medicina de Alagoas: Evolução histórica e movimento