5. SONUÇ, TARTIŞMA ve ÖNERİLER
5.1 Sonuç ve Tartışma
5.1.1 Oyun oynama süresi
A literatura mostra que a chegada da Família Real Portuguesa em 1808, fugindo das forças napoleônicas, foi a razão inicial para a criação das primeiras escolas superiores brasileiras, devido principalmente a pressões exercidas pelas elites da sociedade de forma geral.
De acordo com dados históricos, revelam o aparecimento das três primeiras instituições de ensino superior no Brasil: Escola de Medicina do Rio de Janeiro, Escola de Medicina da Bahia e Escola de Engenharia e Arte Militar do Rio de Janeiro. Outras importantes datas para o ensino superior brasileiro são: 1827, quando foram criados os Cursos de Ciências Jurídicas em São Paulo e em Olinda em 1889, a República se desenvolve com a criação de 14 Escolas Superiores. A Universidade de Manaus, criada em 1909, mostrou a força do ciclo da borracha e, em 1912, a Universidade do Paraná, no contexto do ciclo do café. Logo em seguida foram criadas a Universidade do Rio de Janeiro, em 1920, de Minas Gerais, em 1927, de São Paulo, em 1937, e, em 1961, a
Universidade de Brasília.
Em 1930, foi criado o Ministério da Educação e Saúde e, no ano seguinte, já ocorreu uma reforma educacional, que criou o primeiro estatuto da Universidade Brasileira.
Segundo Peixoto (2011) a expansão de matrículas nos sistemas de educação superior, que ocorreu em vários países a partir da década de 1960, teve entre suas consequências a disseminação de instituições de ensino que atuam com condições de infraestrutura e recursos humanos considerados inadequados, e cujos projetos curriculares nem sempre atendem às demandas da sociedade no que concerne à produção e difusão do conhecimento.
Esta expansão teve reflexos mais sérios na década de 1970, quando o crescimento do ensino superior encontrava-se extremamente desordenado e não havia nenhuma subordinação frente aos órgãos governamentais (SOUZA, 2005, p. 171).
Somente em 1975 o Ministério da Educação tomou providências para revisar as normas de abertura de novas instituições privadas. Foi criado em 1980 o Conselho Federal de Educação - CFE para analisar propostas de abertura de novas instituições privadas de ensino superior. Tal medida bloqueou até 1999 a ampliação de novas vagas para o 3º grau nas universidades públicas. Desse modo, o número de matrículas permaneceu constante em relação ao crescimento populacional (SOUZA, 2005, p. 172). Até 1985, cresceu o número de instituições públicas de ensino, com redução posterior pelas restrições impostas pelo CFE.
De acordo com Mathias (2004) a década de 1990 foi marcada por uma profunda transformação no ensino superior do Brasil, tendo como principais características a implementação da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e a política de incentivo à universalização do ensino superior do país iniciada no governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC), em 1995. A principal consequência das referidas transformações foi um crescimento acentuado no número de cursos superiores (notadamente aqueles relacionados às instituições privadas) e de alunos matriculados. Como decorrência, foram criados mecanismos de avaliação de desempenho das instituições e de seus alunos.
Ainda conforme Mathias (2004) do ponto de vista quantitativo houve, sem dúvida, uma grande expansão do número de vagas e de alunos matriculados. Com efeito, em parte
o objetivo de “democratizar” o ensino superior foi cumprido, mas à custa de um amplo processo de privatização do ensino superior. Sobre a privatização da educação superior, dizem Pacheco & Ristoff (2004: p. 10):
A privatização do sistema brasileiro, apesar de sua anomalia no contexto mundial, é uma realidade que precisa ser considerada (...). É igualmente notório que a educação superior privada tornou-se, no Brasil, um negócio de 12 bilhões de reais ao ano, situando duas IES privadas entre os três maiores anunciantes do Brasil, só superadas em seus gastos com publicidade pela Mc Donald’s.
Infelizmente, com a transição de governo FHC para o governo Lula, gerou-se uma incompatibilidade metodológica e uma interrupção na série, o que impede a criação de uma série histórica desde 19989. A série recomeça a partir de 2005, com uma nova metodologia de avaliação, o que não permite comparar, historicamente, determinados indicadores.
Para o Sinaes (2004), a importância da continuidade dos processos de avaliação é central é importante entender que os processos de avaliação devem ser contínuos e permanentes, não episódicos, pontuais e fragmentados. Processos contínuos criam a cultura da avaliação educativa internalizada no cotidiano. Procedimentos pontuais, quando não articulados a um programa e a um processo coerentes, produzem uma falsa ideia de avaliação.
De acordo com Polidori (2008) um dos elementos considerados absolutamente nocivos ao sistema de educação superior do país é a expansão desordenada, proporcionada pelo governo Paulo Renato. Durante os anos de 1996 a 2003, ocorreu um grande crescimento no que se refere à criação de novas Instituições de Educação Superior. Como por exemplo, de 894 IES que existiam em 1995, em 2003 este número passou a ser de 1.859; de 1.759.703 matrículas no ano de 1995, em 2003 o número alcançou 3.887.022. (INEP, 2004). Esse processo possibilitou a instalação de várias IES e cursos com baixa qualidade no país. Segue tabela 3, o histórico de crescimento das IES no Brasil, desde 2002 até 2008, valorando o crescimento acima já explicado.
Tabela 3: Evolução do Número de Instituições de Educação Superior por Organização Acadêmica – Brasil – 2001-2010 Ano Total Universidade s % Centros Universitários % Faculdade s % Ifs e CEFETs % 2001 1.391 156 11,2 66 4,7 1.143 82,2 26 1,9 2002 1.637 162 9,9 77 4,7 1.367 83,5 31 1,9 2003 1.859 163 8,8 81 4,4 1.576 84,8 39 2,1 2004 2.013 169 8,4 107 5,3 1.703 84,6 34 1,7 2005 2.165 176 8,1 114 5,3 1.842 85,1 33 1,5 2006 2.270 178 7,8 119 5,2 1.940 85,5 33 1,5 2007 2.281 183 8 120 5,3 1.945 85,3 33 1,4 2008 2.252 183 8,1 124 5,5 1.911 84,9 34 1,5 2009 2.314 186 8 127 5,5 1.966 85 35 1,5 2010 2.378 190 8 126 5,3 2.025 85,2 37 1,6
Fonte: Censo da Educação Superior 2010/MEC
Conforme Dias (2006) a expansão do sistema, mormente no que diz respeito ao aumento do número de cursos oferecidos, que se concentrou em grande parte nas instituições privadas, potencializou a necessidade de avaliação e definiu a estrutura dos instrumentos concebidos para isso.
Para concluir este tópico é pertinente ressaltar que conforme a literatura explana o crescimento do ensino superior, assim como os números na tabela 1, as IES estão recebendo mais alunos, e os autores reconhecem a importância do quesito qualidade para a formação de um profissional. Isso reflete a importância do presente estudo, visando identificar de que forma o egresso avalia o curso que lhe formou profissional e como esse egresso foi recebido pelo mercado, fazendo com que os objetivos do presente trabalho sejam atingidos.
Para se avaliar a qualidade é necessário que se tenha um parâmetro para isso, e na seção seguinte, será apresentado o sistema de avaliação do ensino superior do Brasil, de que maneira se chegou ao mesmo e quais os passos até o sistema de avaliação atual.
3.2 HISTÓRICO DO SISTEMA DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR DO