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Otorite Figürlerinin- Otorite Figürü Olmanın Analizi

A mensuração da exposição dérmica potencial do trabalhador pelo método amostral é realizada pelo uso de coletores absorventes. Os absorventes são chamados de dosímetros na dosimetria passiva, e agem como meio de coleta do pesticida (OECD, 1997).

A avaliação da exposição dérmica pelo método amostral tem sido utilizado desde a década de sessenta (DUHAM e WOLFE, 1962; MACHERA et al. 2003). E, adotado como padrão pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e Agência de Proteção Ambiental Americana EPA – (FENSKE & DAY JR., 2005).

Esse método é considerado o mais comum, onde os coletores amostrais são colocados sobre a pele e/ou roupa em áreas definidas do corpo. Para avaliar o nível de contaminação pelo método amostral, deve se utilizar o número variável de absorventes (algodão, gaze ou papel apropriado) fixados nas áreas do corpo do trabalhador em pontos previamente definidos, conforme indicações contidas no protocolo padrão da OMS (1982).

A área de superfície exposta de cada absorvente deve ser padronizada a um tamanho de aproximadamente 10 x 10 cm (100 cm2). A utilização de amostras inferiores a 50 cm2 é geralmente inadequada e poderá acarretar problemas de análise do produto absorvido. O resultado da análise do tratamento será medido em µg/cm2ou mg/cm2(OECD, 1997).

A tabela 1 apresenta a região do corpo do trabalhador, áreas de superfície corpórea (total de 21.110 cm2) e a localização de cada setor onde deverá ser fixado o amostrador absorvente. Na soma total da área de superfície, os valores que correspondem à face podem ser exibidos de maneira individual ou incluídos no conjunto formado pela cabeça para avaliar a exposição dérmica da atividade.

Região do corpo Área de superfície (cm2) Local do absorvente

Cabeça inclui a face 13001 Cabeça/frente2

(Face) (650)

Atrás do pescoço 110 Pescoço

Frente do pescoço + “V” do pescoço 150 Tórax superior

Costas 3550 Costas

Tórax/ estômago 3550 Tórax

Braços 2910 Ombro, braços

Antebraços 1210 Antebraços

Coxas 3820 Coxas

Pernas 2380 Canelas

Pés 1310 Pés com meias

Mãos 820 Mãos/ luvas

1 – área da superfície da cabeça inclui 650 cm2da superfície da face.

2 – a exposição da cabeça pode ser estimada usando a média dos ombros, costas e tórax ou usando absorvente na cabeça. FO%TE:OECD, 1997, p.28

Tabela 1 –Áreas de superfícies da região do corpo e local de fixação dos adesivos

Ainda com relação à cabeça, a exposição pode ser estimada usando a média do conjunto formado pelos ombros, costas e peitos ou ainda pode ser utilizado um amostrador absorvente na cabeça sobre o chapéu ou capuz, conforme manual da Organization for Economic Cooperation Development(OECD/OMS, 1997).

Na avaliação da exposição dérmica potencial pelo método amostral é necessário utilizar um fator de expansão (que é o resultado da divisão da área do amostrador pela área da superfície corpórea) para extrapolar os resultados para toda aquela área que está representada. A superfície da cabeça e das demais partes do corpo foi subdividida de acordo com os parâmetros utilizados pela Agencia de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, 1985) e adaptado pela OECD (1997) e Machado Neto et al. (1992).

Machera et al. (1998a) afirmam que a localização e a quantidade de absorventes fixados na roupa do trabalhador são importantes para minimizar o erro de amostragem. Além disso, o fator de expansão pode também ocasionar erro potencial na estimativa da exposição o que pode resultar numa superestimação da exposição por serem baseados numa superfície corpórea fixa e não em levantamentos antropométricos locais/reais.

Segundo Pinheiro (2004), a vantagem do uso do método amostral é que não necessita usar o macacão para mensurar a exposição dérmica, pois os amostradores são fixados na própria roupa do trabalhador.

É importante mensurar, que além das áreas não cobertas, as deposições sobre as roupas, uma vez que vários tecidos absorventes podem reter e proporcionar a penetração de uma determinada quantidade do produto agrotóxico aplicado, favorecendo o contato com a

pele do trabalhador. A mensuração da quantidade que penetra na roupa é realizada através da análise dos coletores absorventes fixados internamente (OECD, 1997).

Como pode ser observado na figura 4, os amostradores podem ser fixados sobre a roupa do trabalhador de uso normal em uma jornada de trabalho ou ainda fixado sobre a vestimenta (macacão) absorvente para a mensuração da exposição dérmica.

Figura 4 –Locais dos coletores adesivos no corpo do trabalhador

FO%TE:adaptado USEPA, 1998

Assim, pode se fixar os amostradores absorventes na cabeça (sobre o chapéu ou capuz), “V” do pescoço, braços, antebraços, tórax (peitos e costas), coxas, pernas e os pés (sobre as botas). Já no caso das mãos, existem vários métodos que podem ser utilizados para quantificação da exposição, apresentando suas vantagens e desvantagens, dentre eles pode se citar o uso de luvas algodão absorventes. Para a face utiliza se o absorvente sobre a máscara descartável e nos pés numa faixa mediana do peito do pé, perfazendo um total de 22 partes a serem utilizadas (MACHADO NETO, 2001b, p.28). Cabeça/capuz Braço Esquerdo Peito e Costas Coxa Esquerda Antebraço Esquerdo Luva/ mão esquerda Perna Esquerda Pé Esquerdo Braço Direito Coxa Direita Perna Direita Pé Direito Luva/mão Direita Antebraço Direito V dopescoço Máscara

Wheeler e Warren (2002) afirmam que o uso do método de amostradores absorventes é simples e barato para realizar a análise da exposição dérmica, se comparado a outros métodos.

Em vários estudos publicados, o número de absorventes usados por trabalhadores representam em torno de 8% da superfície corpórea (~0,2 m2). A quantidade de agrotóxicos absorvido na área onde o absorvente foi fixado é extrapolada para toda a área que está representada, assumindo se que a deposição em toda a área representada será uniforme (OECD, 1997, p.14).

Soutar et al. (2000) mencionam que esta última consideração é talvez a principal desvantagem deste método, tendo em vista que a substância depositada no absorvente representa apenas uma pequena proporção da área do corpo do trabalhador.

Esta desvantagem pode ser minimizada com um maior número de absorventes fixados nas diferentes partes da área representada. Posteriormente são realizadas as análises laboratoriais para a quantificação através da soma dos resultados, obtendo se a dose potencial de exposição, expressa em mg/hs, mg/dia ou mg/kg de produto manuseado ou aplicado (OECD, 1997, p.14).

Contudo, Soutar et al. (2000) ressaltam que para não haver interferências na análise dos resíduos, os amostradores absorventes deverão ser retirados da roupa do trabalhador e colocados em sacos plásticos e armazenados em gelo antes e durante o transporte para o laboratório.

Vários trabalhos foram realizados pelo método amostral com o uso de agrotóxicos (exposição real) ou aplicações com corante artificial (simulados) para quantificar a exposição dérmica do trabalhador.

Hines et al. (2001a) realizaram estudos para avaliar a exposição dos trabalhadores a herbicidas alachlor, atrazine 2,4 D2 ethylhexyl ester (2,4 D EH) e metolachlor aplicados nas culturas de soja e feijão durante a primavera. Utilizaram o método amostral com 15 aplicadores e 89 aplicações dia que foram realizadas em três situações distintas: aplicações com herbicidas que atingiram o alvo, aplicações com herbicida que não atingiram o alvo e aplicações sem herbicida.

Hines et al. (2008b) realizaram outro trabalho no Agricultural Health Study (AHS) para avaliar a exposição de agrotóxicos na Carolina do Norte nos Estados Unidos da América em plantações de maçãs e pêssego em 2002 e 2003, com 74 aplicadores. Utilizaram o método amostral com a fixação de adesivos em áreas de maior absorção.

Farahat et al. (2010) realizaram um estudo para avaliar a exposição dérmica na aplicação de pesticida organofosforados em áreas de plantio de algodão no Egito. Para tanto,

fez uso do método amostral com aplicadores mais jovens e com menor tempo de trabalho nessa atividade, técnicos e engenheiros envolvidos na cultura do algodão. A avaliação da exposição dérmica variou de acordo com a categoria de trabalho, com maior concentração da substância química nas coxas.

Ramos, H. et al. (2002) realizaram um estudo para medir a exposição dérmica do aplicador de agrotóxicos na cultura da uva, com diferentes pulverizadores na região de Dracena – SP pelo método amostral. Os equipamentos avaliados foram um pulverizador semi estacionário típico, um pulverizador de barras adaptado a uma barra semicircular, um turbopulverizador Hatsuta e um turbopulverizador KO – Jales. Concluiu que as áreas mais expostas do corpo foram: mãos, cabeça e dorso para os tratorizados e a exposição dérmica potencial foram elevados em praticamente todas as áreas do corpo com o semi estacionário.

Momesso e Machado Neto (2003) avaliaram a exposição dérmica potencial na segurança da atividade de tratorista em aplicações de herbicida na cultura da cana de açúcar, na área agrícola da fazenda Santa Izabel – Jaboticabal/SP, com pulverizador de barra montado em trator para avaliar os efeitos do período e três volumes de aplicação durante o dia e a noite. Foram realizados 13 experimentos para avaliar a exposição dérmica pelo método amostral com uso de absorventes fixados na vestimenta. As 13 condições avaliadas foram classificadas com seguras (MS ≥ 1) para os herbicidas Glyphosate (48% i.a), MSMA (48%), Diuron (46,8%) + Hexazinone (13,2%), Clomazone (50%), Sulfentrazone (50%), Ametryne (50%), diuron (50%), Isoxaflutole (75%), Metribuzin (48%), 2,4 D (80,6%), Ametryne (30%) + Clomazone (20%), Ametryne (73,25%) + Trifloxysulfuron (1,85%) e Tebuthiuron (80%) e inseguras (MS < 1) para o herbicida Atrazine (50%) nos dois períodos e nos três volumes de aplicação 100 L1, 200 L1 e 300 L de calda. Concluiu que as aplicações noturnas e os volumes aplicados reduzidos tornaram as condições de trabalho mais segura, exceto para o herbicida Atrazine.

Cristóforo e Machado Neto (2007) utilizaram o método amostral para avaliar a eficiência de um conjunto de equipamento de proteção individual do tratorista em grandes propriedades agrícolas do Estado de São Paulo nas culturas da soja e do amendoim com o pulverizador de barra e a segurança dessas condições de trabalho em pré plantio incorporado (ppi), pré emergência e pós emergência com volumes de 200 L ha1e 150 L ha1apenas na aplicação em pós, na cultura da soja. Verificaram que na cultura da soja foram seguras para o tratorista, sem ou com EPIs, as aplicações de pendimethalin, acetochlor, clomazone, flumioxazin, imazaquin, metribuzin, sufentrazone, dimethenamid e flumetsulamem em pré;

bentazone, glyphosate, imazethapyr, quizalofop ethyl, chlorimuron ethyl e oxasulfuron em pós. Concluíram que na cultura do amendoim, sem ou com EPIs, foi segura a aplicação de pendimethalin em ppi: em pré a aplicação de alachlor foi classificada como insegura, sem ou com EPIs.

Tácio et al. (2008) realizaram um trabalho de avaliação para quantificar a exposição dérmica e respiratória proporcionada ao tratorista em pulverizações com 17 tipos de agrotóxicos na cultura da goiaba no município de Vista Alegre do Alto SP. E, para avaliar a exposição dérmica e respiratória do tratorista, foram realizadas 10 repetições, utilizando o método do absorvente feminino fixado ao macacão de algodão. Foram classificadas como seguras as pulverizações de três tipos de agrotóxicos considerados, sete com vestimentas de proteção individual e os demais tipos foram considerados inseguros.