KURAMSAL ÇERÇEVE
2. OTEL İŞLETMELERİNİN TANIMI, ÖZELLİKLERİ VE ÖNEMİ
O consumo, diferentemente da renda, não é objeto de pesquisa na totalidade das bases descritas, do contrário, encontra-se restrito à POF e ao SCN. Além disso, estas atuam de maneira integrada, já que os resultados do SCN são indexados a parâmetros obtidos pela POF. De modo que, qualquer comparação entre seus produtos se configuraria redundância. Dito isso, o objetivo deste item está restrito à disposição da evolução do consumo agregado, no sentido de obter informações suficientes à construção de uma série para essa, que é a categoria principal desta dissertação.
4.3.1 O consumo da POF
A POF computa tanto as despesas de consumo monetário (pagamentos a vista ou a prazo; pagos em dinheiro, cheque ou cartão de crédito) quanto não monetário (doações, retiradas do negócio, produção própria). Tal como para a renda, os dados publicados pela POF utilizados neste item constam das suas duas últimas edições: 2002/03 e 2008/09, cuja análise segue para o BR, NE e RN. O Gráfico 26 seguinte apresenta a evolução do consumo médio familiar verificado na POF.
Gráfico 26 – Consumo médio familiar (BR, NE, RN) 2002/03-2008/09 (R$ de jan/2009)(*)
Fonte: elaboração do autor a partir do POF/SIDRA/IBGE. Nota: (*) Exceto para o Brasil, a qual foi corrigida para 2008 a partir do deflator implícito do consumo familiar. Para o NE utilizou-se o INPC/IBGE, ponderado a partir dos pesos relativos do PIB de Salvador, Recife e Fortaleza; e, para o RN, o IPC, calculado pelo IDEMA.
O gráfico sugere a manutenção ao longo dos anos de um hiato quantitativo entre o consumo médio familiar no Brasil e demais unidades analisadas. Isto é, no BR o consumo é em média 67,71% maior que no NE e 66,86% que o computado para o RN. O que é ratificado pelo coeficiente de variação das POFs, em 2002/03 de 24,03% e 2008/09 de 24,32%. Seguindo a dinâmica da renda média (item 4.2), o consumo demonstra ganho real de 7,55% para o BR, 4,86% para o NE e 9,20% para o RN. Este resultado modifica a classificação do RN, levando-o para um consumo médio superior ao declarado pelas famílias do NE.
4.3.2 O consumo no SCN
O SCN, por sua vez, obtém a série de consumo de maneira indireta a partir do resíduo após a estimação de outros agregados.112 Como principal fonte para essa estimativa utiliza a POF, através da proporção da renda que é despendida com cada produto e de maneira complementar projeta o consumo para os anos em que não se dispõem de POF através das rendas obtidas através da PNAD.113 Para efeitos deste subitem os dados referentes ao SCN compreendem os anos de 2000 a 2011, restritos ao Brasil, como consta o Gráfico 27 abaixo.
112 Logo, espera-se que ela seja calculada com erro. E, mesmo considerando que os agregados são medidos com erro em todos os países, a questão no Brasil reside no tamanho relativo do erro de medição. (REIS, 1998). 113 Para tanto, divide as famílias entre os 26 Estados e o Distrito Federal. Em cada Estado, elas foram separadas
em seis grupos, conforme níveis de renda, totalizando 162 perfis de consumo; supõe que, dentro de cada grupo,
R$ 1.200,00 R$ 1.400,00 R$ 1.600,00 R$ 1.800,00 R$ 2.000,00 R$ 2.200,00 BR NE RN BR NE RN 2002/2003 2008/2009 R$ 1.984,94 R$ 1.360,93 R$ 1.317,15 R$ 2.134,77 R$ 1.427,13 R$ 1.438,31 co n su m o m éd io f am il ia r data
Gráfico 27 – Consumo médio familiar no Brasil,114 2000-2010 (R$ de 2010).(*)
Fonte: elaboração própria do autor, a partir do IPEADATA. (*) deflator implícito do consumo final das famílias.
A sistematização a partir do SCN sugere que, exceto em 2003 (redução de 1,44%), assistiu-se a ganhos reais no consumo médio familiar. Tais taxas foram crescentes entre 2004 e 2007, quando se atingiu a maior variação, 7,03%. Após 2007, porém, observa-se instabilidade nessa variável, cujas taxas de variação se mantiveram positivas, embora voláteis, com uma variação acumulada de 38,90%.
Quando analisado o comportamento da série, afere-se uma leve assimetria positiva, 0,84. O que foi corroborado pelo grau de achatamento da distribuição, ou seja, seu coeficiente de curtose foi -0,72, caracterizando-a como platicúrtica. Posto isso, a mediana – de R$ 2.239,21 – acaba por representar melhor a série do que a média, R$ 2.368,08.
Diante disso, observadas as peculiaridades do consumo na POF e no SCN, tem-se que enquanto o primeiro oferece uma série com maior profundidade e abrangência no cômputo do consumo familiar, o segundo traz uma vantagem quanto à periodicidade da série. De modo que, por ser contínua a base de dados, o SCN se adéqua melhor aos objetivos da presente dissertação. Não obstante, se constituirá um desafio a construção de uma série desagregada, tanto para a renda quanto para o consumo médio familiar. Isto é, além daquela disponível para o Brasil, a obtenção de uma distribuição para o Nordeste e para o Rio Grande do Norte.
Assim, o próximo item constitui-se de uma nota acerca do consumo familiar no Brasil, o qual apresentará uma amostra de como têm sido sistematizados os dados de consumo e renda no âmbito da literatura macroeconômica nacional. Serão identificadas as bases de dados utilizadas, as peculiaridades de cada proposta elencada, e particularmente, se tratou do consumo familiar para além do nível de Brasil, com especial ênfase a existência de trabalhos nos moldes aqui propostos.
o perfil de consumo não muda e, portanto, a mudança na distribuição de renda entre Estados - e entre níveis de renda - indica uma demanda maior ou menor pelos produtos predominantes em cada grupo.
114 Para conversão à média familiar, dividiu-se a Consumo final das famílias pela quantidade de famílias estimada pela PNAD; e no, segundo momento, para dispô-la em renda mensal, pelos meses do ano.
R$ 2.100 R$ 2.240 R$ 2.380 R$ 2.520 R$ 2.660 R$ 2.800 R$ 2.940 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 co n su m o m éd io f am il ia r data