1.3. TÜRKİYE’DE KADIN HAKLARININ GELİŞİMİ
1.3.1. Osmanlı Dönemi Kadın Hareketleri
A seguir serão apresentados os resultados obtidos através da pesquisa descritiva, auferidos através da tabulação das entrevistas, conforme a caracterização da amostra de consumidores.
6.2.1 – Caracterização da Amostra
Os dados obtidos para a caracterização da amostra levaram em conta as variáveis: sexo, faixa etária, estado civil, profissão, renda familiar, escolaridade e número de pessoas na família. Além disso, os compradores eram indagados também quanto a sua profissão apenas com o propósito de identificar em quais setores os respondentes atuam. Estas perguntas visam descrever as particularidades dos consumidores de carne suína e auxiliam na determinação dos segmentos de mercado.
A amostra analisada foi composta por um total de 180 questionários válidos. Embora os dados tenham sido coletados de forma não-probabilística, os questionários apresentaram um considerável equilíbrio nos requisitos sexo e faixa etária. Estas duas variáveis, utilizadas como filtro, foram recomendadas aos entrevistadores para que os integrantes da amostra não se concentrassem muito em um dos sexos e também procurasse
manter uma certa proporcionalidade nos intervalos de faixa etária em relação à população local.
Obteve-se uma amostra satisfatória, como pode se observar na distribuição dos questionários em termos de sexo (Tabela 8), faixa etária (Tabela 9), escolaridade (Tabela 10), estado civil (Tabela 11), renda familiar (Tabela 12) e número de pessoas na família (Tabela 13).
Primariamente, os dados coletados através da pesquisa indicam que o público consumidor de carne suína in natura é composto predominantemente por pessoas com idade entre 30 a 39 anos, escolaridade de 2º grau completo, renda familiar entre R$ 501,00 e R$ 1.200,00, casadas e integram família com quatro pessoas.
6.2.1.1 – Variável Sexo
Levando em conta a variável sexo, de acordo com a Tabela 8, percebe-se um predomínio de respondentes do sexo feminino (54,2%), sendo que esta diferença não foi mais significativa em relação ao sexo masculino (45,8%) devido ao fato dos entrevistadores serem instruídos a procurarem manter uma determinada proporcionalidade entre os dois gêneros respondentes.
A observação informal mostrou que a presença de clientes nos estabelecimentos de venda de carne suína era composta por mulheres em sua maioria. Porém, optou-se manter um determinado equilíbrio entre o número de homens e mulheres entrevistados, pois esta pesquisa não pretende caracterizar o fluxo de clientes nos locais de compra. O propósito é avaliar a importância dos atributos do produto, especialmente os de segurança do alimento, e formar segmentos de mercado com base nestes dados.
Tabela 8 – Sexo dos Entrevistados
Sexo Nº Citações % % Válido
Masculino 82 45,3 45,8 Feminino 97 53,9 54,2 Sub-Total 179 99,4 100 NR 1 0,6 Total 180 100 NR = não responderam
6.2.1.2 – Variável Faixa Etária
Visualizando a amostra coletada através da Tabela 9, verifica-se uma maior concentração de consumidores nas faixas de 18 a 49 anos, representando quase 4/5 da amostra pesquisada (79,2%).
Embora os empresários do setor suinícola tenham afirmado que não possuem informações a respeito de uma faixa etária específica em que predomina o consumo da carne suína, os mesmos comentam que algumas pessoas começam a diminuir o consumo com o passar do tempo devido às informações que circulam a respeito das propriedades desta carne. É necessário aprofundar a análise a respeito das características deste produto e sua relação com a idade, pois alguns produtores, em seus depoimentos, também relatam a trajetória de vida de pessoas longevas, que tinham a carne suína e derivados como base da sua alimentação.
Tabela 9 – Faixa Etária dos Entrevistados
Faixa Etária Nº Citações % % Válido % Acumulado
18 a 29 anos 45 25 25,3 25,3 30 a 39 anos 51 28,3 28,7 53,9 40 a 49 anos 45 25 25,3 79,2 50 a 59 anos 22 12,2 12,4 91,6 60 anos ou mais 15 8,3 8,4 100 Sub-total 178 98,9 100 NR 2 1,1 Total 180 100 NR = não responderam
6.2.1.3 – Variável Escolaridade
O objetivo de obter dados acerca do nível de escolaridade foi o de buscar identificar as possíveis diferenças dos níveis de importância e de classificação dos atributos do produto, de acordo com o grau de instrução dos entrevistados.
Verifica-se na Tabela 10 que a maior parte da amostra (60%) possui, ao menos, o segundo grau completo, embora a proporção da amostra que está abaixo deste nível educacional também seja expressiva (40%).
Tabela 10 – Nível de Escolaridade dos Entrevistados
Escolaridade Nº Citações % % Válido % Acumulado
1º grau incompleto 35 19,4 19,4 19,4
1º grau completo 26 14,4 14,4 33,9
2º grau incompleto 11 6,1 6,1 40
2º grau completo 54 30 30 70
Curso superior incompleto 18 10 10 80
Curso superior completo 36 20 20 100
Total 180 100 100
6.2.1.4 – Variável Estado Civil
A partir da Tabela 11 é possível verificar que há uma grande concentração de dados em torno de uma variável do Estado Civil. A maior parte da amostra pesquisada é composta por pessoas casadas (76,4%). Em segundo lugar, com uma menor proporcionalidade, surgem os solteiro(as) com 15,7% dos respondentes.
Tabela 11 – Estado Civil dos Entrevistados
Estado civil Nº Citações % % Válido % Acumulado
Solteiro(a) 28 15,6 15,7 15,7 Casado(a) 136 75,6 76,4 92,1 Viúvo(a) 6 3,3 3,4 95,5 Separado(a)/Divorciado(a) 8 4,4 4,5 100 Sub-total 178 98,9 100 NR 2 1,1 Total 180 100 NR = não responderam
6.2.1.5 – Variável Renda Familiar
Considerando a amostra coletada, verifica-se na Tabela 12 uma maior concentração de consumidores na faixa de renda familiar de R$ 501,00 a R$ 1.200,00 (35%), seguida pela renda de até R$ 500,00 (26,7%) e em terceiro pela faixa que compreende de R$ 1.201,00 a R$ 2.000,00.
A renda familiar foi pesquisada por ser uma variável demográfica importante para verificar se o comportamento dos consumidores, diante de determinados produtos, varia de acordo com a condição econômica.
Tabela 12 – Renda Familiar dos Entrevistados
Renda familiar Nº Citações % % Válido % Acumulado
Até R$ 500,00 46 25,6 26 26 De R$ 501,00 a R$ 1.200,00 64 35,6 36,2 62,1 De R$ 1.201,00 a R$ 2.000,00 37 20,6 20,9 83,1 De R$ 2.001,00 a R$ 3.000,00 17 9,4 9,6 96,1 Acima de R$ 3.001,00 13 7,2 7,3 100 Sub-total 177 98,3 100 NR 3 1,7 Total 180 100 NR = não responderam
6.2.1.6 – Variável Tamanho da Família
Para este grupo, verifica-se a partir da Tabela 13 que a maior parte das pessoas pesquisadas possuem predominantemente 4 pessoas em sua família (33,9%), sendo um índice que se aproxima da segunda alternativa, composta por 3 pessoas (28,3%).
Os dados demonstram também um baixo número de indivíduos que integram famílias consideradas grandes, com 6 pessoas ou mais (3,9%). Nesta região há o predomínio da agricultura familiar, onde antigamente a principal força de trabalho estava nos integrantes da própria família. Com o advento da substituição do trabalho manual pela mecanização agrícola, a tendência é que este índice continue baixando, impulsionado também pela contínua transferência da população do interior para as cidades.
Tabela 13 – Tamanho da Família dos Entrevistados
Número de pessoas na família Nº Citações % % Válido % Acumulado
1 a 2 pessoas 38 21,1 21,1 21,1 3 pessoas 51 28,3 28,3 49,4 4 pessoas 61 33,9 33,9 83,3 5 pessoas 23 12,8 12,8 96,1 6 pessoas 7 3,9 3,9 100 Total 180 100 100 6.2.1.6 – Variável Profissão
Observa-se na Tabela 14 que a maioria dos respondentes atuam como funcionários de empresas privadas (64,4%), tendo pessoas que atuam em atividades do lar em segundo lugar (14,4%).
Conforme mencionado anteriormente, esta variável foi incluída no questionário apenas para caracterizar a ocupação dos respondentes, não sendo utilizada para a análise de conglomerados.
Tabela 14 – Profissão dos Entrevistados
Profissão Nº Citações % Funcionário Privado 116 64,4 Do Lar 26 14,4 Aposentado 14 7,8 Funcionário Público 10 5,6 Agricultor 7 3,9 Estudante 7 3,9 Total 180 100 6.2.2 – Análise Descritiva
A presente análise busca apresentar conclusões mais abrangentes a respeito do comportamento de compra do consumidor de carne suína, buscando identificar: ordem de preferência por proteína animal, aspectos relacionados aos atributos do produto, comportamento e freqüência de compra do produto.
O principal propósito desta pesquisa é o de avaliar a importância dos atributos da carne suína, especialmente o de segurança do alimento, e, com base nestes graus, segmentar o mercado através dados que caracterizam o consumidor. Entretanto, alguns relatos obtidos na pesquisa exploratória motivaram a inclusão de outras questões, tais como: a preferência quanto ao tipo de carne consumida; como o consumidor hierarquiza os atributos da carne suína no momento da escolha; de que forma se dá a escolha da carne – por impulso ou planejada; e com que freqüência a carne suína é consumida.
6.2.2.1 – Classificação quanto ao Consumo de Carnes
Esta questão valeu-se dos dados obtidos na etapa exploratória, que indicou três tipos de carne como os mais consumidos. Ela teve por objetivo identificar a ordem de consumo de proteína animal por parte dos consumidores. Solicitou-se para que as pessoas classificassem as carnes suína, bovina e de frango, de acordo com o volume consumido. Na Tabela 15 estão representados os resultados obtidos pela coleta de dados.
Dadas as opções, os resultados demonstram que há uma maior incidência de respostas que privilegiam a carne bovina como a primeira em termos de consumo, apresentando um índice de 65%. A seguir, aparece a carne de frango, onde 50,3% dos entrevistados indicaram como sendo a segunda opção de consumo. A carne suína teve 61,6% das pessoas indicando-a como sendo a terceira em termos de consumo.
Os resultados obtidos através da pesquisa apontam para um certo contraste em relação ao mercado mundial de carnes, onde a suína lidera as estatísticas, seguida da carne de frango, e a carne bovina aparece somente em terceiro lugar (Figura 2).
Se o consumo nacional e local for em direção aos índices globais, há excelentes perspectivas de crescimento na demanda de carne suína e, conseqüentemente, de desenvolvimento dos SAGs suinícolas da região.
Tabela 15 – Classificação das Carnes em Ordem de Consumo Ordem de Consumo Produtos 1º 2º 3º Total 20 48 109 177 Carne Suína 11,3% 27,1% 61,6% 100% 117 39 24 180 Carne Bovina 65,0% 21,7% 13,3% 100% 50 90 39 179 Carne de Frango 27,9% 50,3% 21,8% 100%
6.2.2.2 – Avaliação da Importância dos Atributos da Carne Suína
A questão busca avaliar a percepção do consumidor quanto aos aspectos de relevância para os principais atributos da carne suína. Para avaliar os dados apresentados, montou-se uma escala de mensuração, variando de 1 (sem importância) a 5 (muito importante). Os resultados obtidos podem ser observados na Tabela 16.
Tabela 16 – Importância dos Atributos na Escolha da Carne Suína
Importância dos Atributos
Atributos Sem
importância importante Indiferente Importante Pouco importante Muito
Total 18 4 59 17 80 178 Preço 10,1% 2,2% 33,1% 9,6% 44,9% 100% 1 3 20 20 131 175 Sabor 0,6% 1,7% 11,4% 11,4% 74,9% 100% 5 1 10 15 143 174 Coloração / Aparência 2,9% 0,6% 5,7% 8,6% 82,2% 100% 4 3 12 19 137 175 Inspeção 2,3% 1,7% 6,9% 10,9% 78,3% 100% 2 3 23 16 132 176 Maciez 1,1% 1,7% 13,1% 9,1% 75% 100%
Para melhorar a compreensão a respeito do nível de importância geral expresso pelos consumidores, essa escala foi transformada para valores percentuais, multiplicando cada ponto da escala de mensuração por 20%. Assim, cada ponto corresponde a um índice de importância, conforme pode ser observado na figura a seguir (Figura 4):
Figura 4 – Escala de Mensuração do Nível de Importância dos Atributos Sem Importância Muito Importante 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 20% 40% 60% 80% 100% Sem Importância Muito Importante 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 20% 40% 60% 80% 100% 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 20% 40% 60% 80% 100% Pouco
Importante Indiferente Importante
Após a aplicação da escala de mensuração, o resultado da importância dos atributos pode ser observado na tabela a seguir:
Tabela 17 – Nível de Importância dos Atributos da Carne Suína
Atributos Nível de Importância média (%)
Preço 75,4
Sabor 91,7
Coloração/Aparência 93,3
Inspeção 92,2
Maciez 91,0
Avaliação Geral dos Atributos da Carne Suína 88,7
O nível geral de importância está diretamente relacionado aos níveis de importância identificados para cada um dos atributos descritos.
A Figura 5 apresenta uma comparação entre o nível geral de importância dos atributos (88,7%) e o nível de importância de cada atributo, ou seja, com o Preço (75,4%), com o Sabor (91,7%), com a Coloração/Aparência (93,3%), com a Inspeção (92,2%) e com a Maciez (91,0%). Observa-se que os atributos Sabor, Aparência/Coloração, Inspeção e Maciez obtiveram um resultado superior ao da média no nível de importância geral, enquanto o preço foi o único atributo que ficou abaixo.
Figura 5 – Média de Importância dos Atributos X Média de Importância Geral 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0 80,0 90,0 100,0
Preço Sabor Aparência/col. Inspeção Maciez Média de importância para cada atributo Média de importância geral
Em relação à atenção dos consumidores quanto à Inspeção, percebe-se que no caso da carne suína este atributo atingiu o segundo grau mais elevado de importância dentre os demais apresentados (92,2%). Esta maior preocupação pode ter sido estimulada devido ao fato de terem ocorrido alguns focos de febre aftosa na Região Noroeste do estado nos anos 2000 e 2001, sensibilizando a população a respeito da sanidade animal. Segundo informações coletadas na entrevista exploratória, esta incidência alertou as pessoas a respeito da importância da segurança do alimento, e a valorizar produtos cárneos que apresentem atributos de qualidade.
6.2.2.3 – Hierarquização dos Atributos no Momento da Escolha
Esta questão foi inserida na coleta de dados com o intuito de verificar em que ordem os atributos da carne suína são considerados no momento da compra. Durante a realização das entrevistas em profundidade, os participantes eram indagados a respeito dos atributos que julgavam importantes para a escolha do produto. Entretanto, a inspeção sanitária era citada espontaneamente apenas por algumas pessoas. Somente quando os respondentes eram
questionados quanto à Inspeção, é que estes atribuíam um elevado grau de importância para o atributo. O objetivo desta questão é identificar se o grau de importância dado aos atributos na questão anterior está diretamente relacionado com a ordem em que os atributos são classificados durante a compra.
O entrevistado era questionado a respeito desta hierarquia, e o mesmo classificava os atributos através de cartões. Ocorriam situações onde o consumidor não se utilizava de todos os atributos para a classificação, alegando que não se valia de todos para decidir pela compra.
Percebe-se, através da Tabela 18, que as idiossincrasias dos consumidores levam a diferenças na classificação dos atributos, onde se pode observar algumas dimensões com maior freqüência de respostas e que se contrapõem aos graus de importância conferidos na Tabela 17. Observa-se que o atributo Inspeção, que alcançou o segundo maior índice de importância (93,6%), aparece com maior incidência somente em 4º lugar na hierarquia dos atributos, com 54 respondentes. Nota-se uma certa incongruência dos consumidores, pois os mesmos afirmam que este é o atributo importante, porém, não o consideram como um dos mais relevantes na hora da escolha do produto.
Já o atributo preço demonstra uma coerência maior nas respostas. Este foi atributo que obteve o menor grau de importância (75,4%), e surgiu na hierarquização dos atributos somente na 3ª (44 respostas) e 5ª posições (58 respostas).
A aparência do produto, que obteve maior percentual de importância (93,3%), também foi considerada pelos consumidores como o atributo mais importante na hora da escolha, com 66 respostas na primeira posição e 50 respostas na segunda.
Alguns consumidores consideram a coloração e a apresentação como sendo um atributo que determina a qualidade da carne. Porém, a aparência não garante que o alimento esteja livre de contaminações.
Não obstante, percebe-se que a apresentação é muito importante para a compra da carne suína. Neste caso, identifica-se uma excelente oportunidade para as empresas
distribuidoras investirem em cortes especializados do produto, que possam atrair ainda mais a atenção das pessoas e estimular o consumo.
Como este é um produto que ainda sofre uma certa discriminação, uma melhor apresentação do produto também poderá contribuir para que ele tenha uma maior percepção de qualidade e, conseqüentemente, maior aceitação.
Tabela 18 – Hierarquização dos Atributos no Momento da Escolha
Hierarquização dos atributos Atributos 1 2 3 4 5 Total 37 18 34 39 43 171 Sabor 21,6% 10,5% 19,9% 22,8% 25,1% 100% 66 50 37 13 11 177 Aparência / Coloração 37,3% 28,2% 20,9% 7,3% 6,2% 100% 45 33 24 46 26 174 Inspeção 25,9% 19,0% 13,8% 26,4% 14,9% 100% 12 37 44 25 58 176 Preço 6,8% 21,0% 25% 14,2% 33% 100% 20 39 38 46 31 174 Maciez 11,5% 22,4% 21,8% 26,4% 17,8% 100%
6.2.2.4 – Decisão de Compra da Carne Suína
Segundo informações do instituto POPAI (Point of Purchase Advertising Institute), o consumidor brasileiro não costuma realizar um planejamento efetivo de suas compras, deixando a maior parte de suas decisões para o ponto de venda. Esta pergunta objetiva identificar como ocorre este comportamento, no caso da carne suína.
Observa-se pelos dados demonstrados na Tabela 19, que a decisão de compra dos consumidores no caso da carne suína tende a ser planejada, com uma incidência de 66,5% das respostas.
Apesar do consumidor possuir uma menor freqüência de decisão de compra de carne suína no ponto de venda, o fato 33,5% de pessoas comprarem este produto por impulso, reforça a assertiva de que a apresentação do produto é um elemento importante na escolha do consumidor.
Tabela 19 – Decisão de Compra da Carne Suína
Decisão de compra Nº Citações % % Válido
Por impulso 59 32,8 33,5
Planejada 117 65 66,5
Sub-Total 176 97,8 100
NR 4 2,2
Total 180 100
6.2.2.5 – Freqüência de Consumo do Produto
A carne, de maneira geral, é um componente freqüente na mesa do consumidor no Rio Grande do Sul, onde o churrasco é considerado um dos elementos que compõe a identidade cultural do gaúcho. Esta questão busca descobrir qual é a freqüência de consumo de carne suína dos entrevistados.
Apesar dos dados confirmarem a carne bovina como sendo a preferida (Tabela 15), as respostas indicaram que o consumo de carne suína nesta região é freqüente, conforme se observa na Tabela 20, pois 49,2% dos respondentes consomem o produto ao menos uma vez por semana.
Esta indicação também pôde ser constatada nas entrevistas em profundidade, onde as pessoas alegam que os tradicionais churrascos feitos aos finais de semana costumam contemplar uma boa variedade de carnes, geralmente incluindo gado, frango e suíno. Segundo os entrevistados, o consumo de carne suína somente não é mais freqüente pelo fato destes a considerarem uma carne muito “pesada”, ou seja, gordurosa.
Tabela 20 – Freqüência de Consumo do Produto
Freqüência de consumo Nº Citações % % Válido % Acumulado
Uma ou mais vezes por semana 87 48,3 49,2 49,2
Três vezes por mês 21 11,7 11,9 61
Duas vezes por mês 27 15 15,3 76,3
Uma vez por mês 24 13,3 13,6 89,8
Menos de uma vez por mês 18 10 10,2 100
Sub-total 177 98,3 100
NR 3 1,7
6.2.3 – Resultados da Análise de Variância (ANOVA)
Esta pesquisa utilizou-se da análise de variância para destacar a existência de diferenças de percepção significativas entre os consumidores, levando em consideração duas dimensões: (1) os graus de importância e (2) a hierarquia dos atributos, em relação aos conjuntos distintos dentro da amostra.
Os dados utilizados para a análise levaram em conta as médias das respostas obtidas. Neste caso, na avaliação nos níveis de importância dos atributos da carne suína, os respondentes indicavam em que ponto da escala se situava sua opinião, compreendida entre os números 1 (sem importância) e 5 (muito importante). Assim, quanto mais elevada à média, mais importante é o atributo. A respeito da hierarquização dos atributos, os respondentes classificavam os mesmos durante a escolha em 1º, 2º, 3º, 4º e 5º lugares. Portanto nesta avaliação, o atributo que possuir a menor média é prioritário na escolha em relação aos demais.
As variáveis dividem-se em: ordenação de consumo da carne suína (1º, 2º e 3º lugar), decisão de compra (por impulso e planejada), freqüência de consumo (uma ou mais vezes por semana, três vezes por mês, duas vezes por mês, uma vez por mês e menos de uma vez por mês), sexo (masculino e feminino), faixa etária (18 a 29 anos, 30 a 39 anos, 40 a 49 anos, 50 a 59 anos e mais de 60 anos), escolaridade (primeiro grau – completo e incompleto, segundo grau – completo e incompleto, e curso superior – completo e incompleto), estado civil (casado(a), solteiro(a), viúvo(a) e separado(a)/divorciado(a), renda familiar (até R$ 500,00, de R$ 501,00 a R$ 1.200,00, de 1.201,00 a R$ 2.000,00, de 2.001,00 a 3.000,00 e acima de R$ 3.001,00) e tamanho da família (1 ou 2 pessoas, 3 pessoas, 4 pessoas, 5 pessoas e 6 pessoas ou mais). Os resultados obtidos através da ANOVA conforme as características da amostra, foram os seguintes:
6.2.3.1 – Classificação do Consumo da Carne Suína
A comparação das médias da análise da hierarquia de atributos e do nível de importância dos atributos da carne suína em relação à classificação do consumo da carne suína, não revelou diferenças significativas dentre os atributos analisados. Isto significa que a média de importância dos atributos conferida pelas pessoas que classificaram a carne suína em 1º lugar em termos de consumo tende a ser igual àquelas pessoas que a determinaram em 2º e 3º lugares. O mesmo vale para a hierarquização dos atributos no momento da escolha.
As tabelas 21 e 22 apresentam a análise de variância da classificação do consumo da carne suína conforme as questões analisadas.
Tabela 21 – Análise de Variância da Hierarquia dos Atributos X Classificação do Consumo da Carne Suína
Atributos 1º 2º 3º Sig. Sabor 3,400 3,167 3,168 0,804 Coloração/Aparência 1,900 2,396 2,103 0,216 Inspeção 2,700 2,729 2,923 0,668 Preço 3,800 3,500 3,377 0,407 Maciez 3,150 3,208 3,173 0,982
1º = carne mais consumida, 2º = 2º carne mais consumida, 3º = 3º carne mais consumida * = Diferença significativa, ** = Diferença altamente significativa
Tabela 22 – Análise de Variância da Importância dos Atributos X Classificação do Consumo da Carne Suína
Atributos 1º 2º 3º Sig. Preço 3,900 3,553 3,835 0,425 Sabor 4,850 4,500 4,562 0,253 Coloração/Aparência 4,550 4,553 4,733 0,400 Inspeção 4,550 4,596 4,623 0,939 Maciez 4,600 4,532 4,542 0,956
1º = carne mais consumida, 2º = 2º carne mais consumida, 3º = 3º carne mais consumida * = Diferença significativa, ** = Diferença altamente significativa
6.2.3.1 – Decisão de Compra da Carne Suína
A comparação das médias da decisão de compra da carne suína quanto à hierarquia dos atributos apresentou diferença em apenas um atributo. A Tabela 23 demonstra que o atributo preço apresenta uma diferença altamente significativa entre a média da decisão de compra por impulso (3,102) e da planejada (3,649).
Na classificação dos atributos no momento da escolha, o preço é considerado mais importante para as pessoas que compram por impulso do que para aquelas que planejam a aquisição.
Os demais atributos não apresentaram diferenças significativas. A tabela 23 apresenta os resultados da análise de variância para a decisão de compra da carne suína, conforme os atributos analisados.
Tabela 23 – Análise de Variância da Hierarquia dos Atributos X Decisão de Compra da Carne Suína
Atributos Por impulso Planejada Significância
Sabor 3,286 3,125 0,509
Coloração/Aparência 2,169 2,183 0,945
Inspeção 2,964 2,765 0,398
Preço 3,102 3,649 0,009**
Maciez 3,298 3,132 0,425
* = Diferença significativa, ** = Diferença altamente significativa
De acordo com a Tabela 24, na avaliação da importância dos atributos em relação à decisão de compra da carne suína, o atributo que apresentou diferença entre as médias foi o sabor.
Comparativamente, a diferença foi altamente significativa entre a média de importância dos consumidores que compram carne suína por impulso (4,345), dos que o