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ORMANCILIK SEKTÖRÜNÜN GSYH’A KATKISI

Belgede SOY K.G TÜRKİYE RAPORU 2019 (sayfa 129-133)

KRİTER 4: ORMAN BİYOLOJİK ÇEŞİTLİLİĞİ

6.1 ORMANCILIK SEKTÖRÜNÜN GSYH’A KATKISI

De acordo com Meira (2010)3 apud Ninni (2010), a maior parte dos municípios brasileiros não tem sequer políticas para arborização urbana, quanto mais para a destinação e o reaproveitamento dos resíduos de poda urbana. Desta forma, a literatura destaca alguns municípios. Em Recife, o Decreto Municipal 18.082 de 13/11/98 regulamenta a lei Municipal

16.337/09, a qual estabelece normas para a coleta e remoção de resíduos de poda, bem como o valor cobrado pelos serviços (FATIMA, 2003).

Já no estado de São Paulo, Ninni (2010) relata que vários municípios como Campinas, Santa Bárbara d’Oeste e São Carlos estão discutindo a regulamentação da destinação de resíduos de poda urbana. CPFL (2009) aponta que na área de concessão da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) há quarenta e duas leis municipais que dispõem sobre arborização urbana. Destas, apenas duas disciplinam a poda de árvores no município (Marília: Lei n° 3.991/94 e Ribeirão Preto: Lei n° 7.269/95) e apenas o município de Campinas legisla sobre os resíduos de poda urbana (Lei n° 9.970/98) obrigando as empresas prestadoras de serviços a recolherem, de imediato, os galhos das árvores podadas, decorrentes de manutenção feita em suas redes de energia elétrica, de telefonia ou sinais de televisão a cabo. Nota-se assim, que não há preocupação aparente com os resíduos de poda urbana gerados.

Em relação à área de concessão da AES Eletropaulo, região de estudo desta tese, o município de São Paulo possui a Lei no 14.723 de 15 de maio de 2008 regulamentada pelo Decreto no 51.664, de 26 de julho de 2010 que institui o Programa de Aproveitamento de Madeira de Podas de Árvores (PAMPA) que tem como objetivos gerar benefícios ambientais, reduzir o desmatamento, contribuir para aumentar a vida útil dos aterros e diminuir os custos de sua utilização, reduzir custos com o transporte dos resíduos provenientes da poda e remoção de árvores para os aterros e gerar receitas para o município de São Paulo. Para tal, o PAMPA precisará colocar em prática as seguintes ações:

− Implementação da poda de precisão pelas subprefeituras, conforme “Manual Técnico de Poda de Árvores da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente” 4, visando à diminuição da quantidade de intervenções no exemplar arbóreo proporcionando o aumento da vida útil e saudável da árvore;

− Instalação de centrais de processamento em locais previamente definidos pelo grupo de subprefeituras que compõem cada uma das quatro regiões administrativas do município de São Paulo (Norte, Sul, Leste e Oeste), após o licenciamento ambiental, devendo dispor de espaço para armazenagem do material encaminhado, bem como para instalação e funcionamento dos equipamentos a serem utilizados no processamento da madeira;

− Encaminhamento dos resíduos provenientes da poda e remoção de árvores a centrais de processamento para a triagem, a preparação do material para

4 Disponível em <http://ww2.prefeitura.sp.gov.br/arquivos/secretarias/meio_ambiente/eixo_biodiversidade/ arbonizacao_urbana/0002/Manual_poda_final.pdf>. Acesso em 25 fev 2010.

produção de matéria-prima para a fabricação de artigos em madeira e o processamento dos resíduos para a preparação da mistura para compostagem, que poderá utilizar também os resíduos orgânicos provenientes da roçagem de áreas verdes.

Os materiais provenientes da transformação poderão ser utilizados pela própria prefeitura ou doados a órgãos públicos federais, estaduais ou municipais, sendo que o excedente poderá ser doado a entidades sem fins lucrativos ou fornecidos mediante o pagamento do correspondente preço constante da tabela de preços públicos, observados os limites e as condições fixados em portaria da Secretaria Municipal de Serviços.

O composto orgânico resultante do processo de compostagem não poderá ser utilizado para fins de cultivo de produtos alimentícios enquanto não forem realizados os testes para verificação dos componentes químicos presentes na madeira e folhas provenientes da poda e remoção de árvores.

O Pampa já obteve os seus primeiros resultados. A subprefeitura de Santo Amaro, pioneira na tentativa de aproveitar esses valiosos resíduos de poda urbana, possui um triturador que transforma cerca de 4 mil toneladas de resíduos recolhidos anualmente em húmus. A Subprefeitura da Lapa recolhe cerca de 4,5 mil toneladas por ano entre resíduos de poda urbana e caixaria da região do entorno da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP), que podem ter o mesmo aproveitamento dos resíduos de poda urbana. Em meados de abril de 2010, assinou uma parceria com uma cooperativa credenciada no sistema de coleta seletiva da cidade para produzir composto orgânico, cavaco e placa de fibra de madeira comprimida (MDF) e assim gerar renda com os resíduos de poda urbana. A subprefeitura cede o galpão e os resíduos de poda urbana e, do outro lado, a cooperativa o triturador e a mão de obra (NINNI, 2010). De acordo com Ribeiro (2010), esta parceria estava paralisada, devido às dificuldades da operação do triturador no galpão (informação verbal)5. Sabe-se que a subprefeitura da Mooca já tem o triturador e estava se preparando para aderir ao Pampa (informação verbal)6.

Nos outros municípios da área de concessão da AES Eletropaulo, destacam-se com alguma legislação específica para podas de árvores:

5 Informação fornecida por Ricardo Ribeiro, representante da Subprefeitura da Lapa, durante reunião de fechamento da 9ª Conferencia de Produção Mais Limpa realizada em 19/08/10.

6 Informação fornecida pelo subprefeito da Mooca, durante reunião de fechamento da 9ª Conferencia de Produção Mais Limpa realizada em 19/08/10.

- Mauá, com a Lei Municipal nº 3.337, de 06 de outubro de 2000 que dispõe sobre a obrigatoriedade da Eletropaulo efetuar poda das árvores localizadas sob rede de alta tensão;

- São Caetano Sul que tem duas leis municipais referentes à poda de árvores, (i) Lei Municipal nº 4143 de 19 de maio de 2003 que dispõe sobre execução do serviço (nada sobre resíduos) e (ii) a Lei Municipal nº 4895 de 27 de maio de 2010 que institui a ‘Campanha permanente de orientação e disciplina do plantio, remoção, corte e da poda de vegetação de porte arbóreo existente no município de São Caetano do Sul’, a qual prevê fornecer orientações a respeito do modo correto para plantio, remoção, corte e poda das árvores, a partir da análise legal e técnica de representantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Corpo de Bombeiros e a Companhia de Energia Elétrica, uma vez constatado perigo de galhos em fios da rede elétrica, prejuízo a semáforos e demais sinalizações de trânsito, e iminência de queda.

- São Bernardo do Campo com a Lei Municipal nº 4.974 de 31 de maio de 2001 que institui o código de posturas municipais, o qual cita os resíduos de poda urbana, mas não manifesta nenhuma destinação ou uso.

Nota-se, que nenhum município da área de concessão da AES Eletropaulo, exceto São Paulo, possui legislação específica para os resíduos de poda urbana. Na verdade, o aproveitamento dos resíduos de poda urbana não precisaria estar instituído em lei, bastaria o bom senso do poder público (e é claro, certo investimento) para que qualquer uma das práticas que serão apresentadas no Capítulo 3 fosse implantada isoladamente ou em conjunto.

Mais uma vez, espera-se que os resultados apresentados nesta tese, possam subsidiar os governos na seleção de métodos avançados e eficazes no gerenciamento deste resíduo.

Belgede SOY K.G TÜRKİYE RAPORU 2019 (sayfa 129-133)