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Okutmanlarla Yapılan Görüşmelere Ait Bulgular ve Yorum

3.1 BULGULAR

3.1.2. Birinci Alt Probleme İlişkin Nitel Verilerin Analizi

3.1.2.2. Okutmanlarla Yapılan Görüşmelere Ait Bulgular ve Yorum

No presente trabalho utilizamos entrevista semiestruturada como ferramenta primária para a coleta de dados. Desse modo, as questões foram formuladas de modo que as participantes pudessem discorrer e verbalizar seus pensamentos, seguindo um roteiro de tópicos selecionados. Rosa (2006) nos diz o seguinte sobre a estruturação desse tipo

de entrevista “frequentemente, elas dizem respeito a uma avaliação de crenças, sentimentos, valores, atitudes, razões e motivos acompanhados de fatos e comportamentos “(2006, p.31)

As entrevistas, no entanto, devem sempre ser consideradas apenas como relatórios verbais. Como tais, estão sujeitas a velhos problemas, como preconceito, memória fraca e articulação pobre ou imprecisa. Novamente, uma abordagem razoável a essa questão é corroborar os dados obtidos em entrevistas com informações obtidas através de outras fontes. (YIN, 2002, p. 114).

Em consonância com Flick (2004), as “fichas de documentação” foram utilizadas como recurso para documentar o contexto das entrevistas. As informações presentes na ficha incluirão os seguintes aspectos, de acordo com o esboço do modelo abaixo:

Quadro 9 - Ficha de participação Data da entrevista

Local da entrevista Duração da entrevista Identificador para o entrevistado

Contato (e-mail e telefone)

Fonte: quadro nosso

Para Abrahão (2006), a entrevista semiestruturada “é um instrumento que melhor se adéqua ao paradigma qualitativo por permitir interações ricas e respostas pessoais. ”. A autora ainda nos aponta que esse tipo de entrevista tem sido utilizado amplamente dentro da investigação de crenças, em especial para compreender a perspectiva dos participantes acerca da realidade observada. Nesse sentido, empreendemos um guia de perguntas (Vide apêndice A) que foram elaboradas previamente para compor o diálogo com as participantes. O guia foi composto por tópicos pertinentes ao contexto da pesquisa, buscando identificar as crenças e ações das mães brasileiras na realidade imigrante exposta na pesquisa, tais como as formas de exposição dos filhos à língua portuguesa, a importância da manutenção da língua portuguesa na família.

Quadro 10 – Realização das entrevistas

Local Data e hora Descrição

Cidade de Sakai, Osaka 24 de julho Entrevista com a participante Mãe 1

Cidade de Sakai, Osaka 24 de julho Entrevista com a participante Mãe 2

Cidade de Sakai, Osaka 24 de julho Entrevista com a participante Mãe 3

Fonte: quadro nosso

Esclarecemos que as transcrições encontradas na presente pesquisa foram fiéis aos discursos apresentados pelos participantes, não cabendo a nós alterarmos quaisquer aspectos gramaticais e/ou de coerência e coesão expostos nas entrevistas e/ou questionários, seguindo o quadro com as 14 regras de transcrição baseadas em Marcuschi (2003) disposto aqui no capítulo três. Para a transcrição das entrevistas, utilizaremos as convenções apontadas por Marcuschi (2003), conforme o quadro abaixo:

Quadro 11 - 14 regras de transcrição baseadas em Marcuschi (2003)

Ocorrência e símbolo Explicação

Fala simultânea: [[ Quando dois falantes iniciam ao mesmo tempo um turno, usam-se colchetes duplos no início do turno simultâneo

Sobreposição de vozes: [ Quando a concomitância de falas não se dá desde o início do turno mas a partir de um certo ponto, marca-se no local, com um colchete simples abrindo

Sobreposições localizadas:

[ ] não forma novo turno, usa-se um colchete abrindo e outro Quando a sobreposição ocorre num dado ponto do turno e fechando

Pausas (+) ou (2.5) Pausas e silêncios são indicados entre parênteses: em pausas pequenas sugere-se usar um sinal + para cada 0,5 segundo; para as pausas para além de mais 1,5 segundo, cronometradas, indica-se o tempo. Ex.: (1,8), (2,5) etc.

Dúvidas e suposições: ( )

É comum não se entender uma parte da fala. Neste caso marca-se o local com parênteses, tendo-se duas opções:

(a) indica-los com a expressão “incompreensível” ou então b) escrever neles o que se supõe ter ouvido

Truncamentos bruscos: / Quando um falante corta uma unidade, pode-se marcar o fato com uma barra. Isto também pode ocorrer quando alguém é bruscamente cortado pelo parceiro.

Ênfase ou acento forte: MAIÚSCULA

Quando uma sílaba ou uma palavra é pronunciada com ênfase ou recebe acento mais forte que o habitual, indica-se o fato escrevendo a realização com maiúsculas.

Alongamento de vogal: :: Quando ocorre um alongamento da vogal, coloca-se uma marca (dois pontos ::) para indica-lo. Os dois pontos podem ser repetidos, a depender da duração.

Comentários do Analista: (( ))

Para comentar algo que ocorre, usam-se parênteses duplos no local da ocorrência ou imediatamente antes ao segmento a que se refere. Pode-se coloca-los também entre um turno e outro.

Silabação: - - - Quando uma palavra é pronunciada silabadamente, usam- se hífens indicando a ocorrência.

Sinais de entonação: “ ‘, Usam-se

Aspas duplas – para uma subida rápida (corresponde mais ou menos ao ponto de interrogação);

Aspa simples – para uma subida leve (algo assim como uma vírgula ou ponto-e-vírgula);

Aspa simples abaixo da linha – para descida leve ou brusca.

Repetições: reduplicação de letra ou sílaba.

Para repetições, reduplica-se a parte repetida

Pausa preenchida, hesitação ou sinais de atenção

Basicamente usam-se reproduções de sons cuja grafia é muito discutida.

Indicação de transcrição parcial ou de eliminação:

... ou / ... /

O uso de reticências no início e no final de uma transcrição indica que se está transcrevendo apenas um trecho.

Reticências entre duas barras indicam um corte na produção de alguém.

Fonte: elaborado com base em Marcuschi (2003)

Flick (2004) nos aponta que é mais coerente que nos atenhamos ao limite da quantidade exigida pela questão da pesquisa ao invés de uma transcrição excessivamente exata pode exigir demasiado tempo e esforço do pesquisador, tempo esse que pode ser direcionado ser investido na interpretação dos registros. Marcuschi, por seu turno, nos afirma que o analista precisa saber quais seus objetivos e os pontos que lhe convêm e, de um modo geral, devem ser limpas e legíveis, sem a sobrecarga de símbolos ou outros componentes que comprometam a acuidade do trabalho.

Seguindo os princípios éticos que nortearam esta pesquisa, os participantes foram informados sobre as informações essenciais da pesquisa antes de solicitar o

consentimento para a participação da entrevista, por meio de linguagem simples, clara e objetiva, objetivando a compreensão plena.