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Başarı Testinin Geliştirilmesi ve Uygulanması

2.3. VERİ TOPLAMA ARAÇLARI

2.3.3 Başarı Testinin Geliştirilmesi ve Uygulanması

Esta pesquisa caracteriza-se como de natureza qualitativa e, como tal, assume os pressupostos teóricos a fim de atender às exigências de credibilidade e consistência do trabalho. Portanto, segue uma teoria articulada aos princípios que sustentam as técnicas e instrumento de coleta de registro adotados, buscando coerência e integridade quanto aos objetos de estudo e respectivos participantes.

Conforme institui Flick (2004), os aspectos essenciais que constituem a pesquisa qualitativa são: apropriabilidade de métodos e teorias, perspectivas dos participantes e sua diversidade, reflexividade do pesquisador e da pesquisa e, também, a variedade de abordagens e métodos na pesquisa qualitativa.

De forma bem resumida, o processo de pesquisa qualitativa pode ser representado como uma trajetória que parte da teoria em direção ao texto, e outra do texto de volta para a teoria. A interseção dessas duas trajetórias é a coleta de dados verbais ou visuais e a interpretação destes em um plano de pesquisa científico. (FLICK, 2004, p. 27).

A pesquisa qualitativa compreende a pluralização das esferas de vida ao passo que as reconhece nos diversos ambientes, subculturas e variados estilos de vida, residindo aí sua relevância para o estudo das relações sociais. Operando sob a luz dessa natureza metodológica, consequentemente, podemos romper com os velhos paradigmas de

desigualdade social. Para Flick (2004), a diversificação das esferas de vida, decorrente das constantes mudanças sociais, faz com que nós, pesquisadores sociais, nos defrontemos cada vez mais com situações novas e, portanto, exigem que utilizemos técnicas indutivas que, calcadas em teorias teorias, são desenvolvidas a partir de estudos empíricos em detrimento das metodologias dedutivas tradicionais.

As pesquisas em educação foram durante muito tempo trabalhadas sob a perspectiva de que seria possível decompor os fenômenos educacionais em variáveis básicas de caráter analítico e, se possível, quantitativamente. No entanto, os fenômenos submetidos à abordagem analítica não se encaixavam ao contexto educacional, haja vista que a característica de tal área se compõe de elementos inextrincáveis, dificultando o isolamento das variáveis envolvidas e, consequentemente, dificultar quais os responsáveis por determinado efeito. (LUDKE; ANDRE, 1986).

Sobre as pesquisas em educação, Moura Filho (2000), aponta que, geralmente, estão associadas a duas vertentes teóricas: as de orientação quantitativa e as de orientação qualitativa. A primeira é caracterizada pela utilização de métodos quantitativos, tais como amostragem, correlações e outras análises de natureza, essencialmente, objetiva e distante de determinando corpus, assumindo, então, uma realidade estática. Por outro lado, a realidade da pesquisa qualitativa é dinâmica, focalizando a realidade socialmente construída e a relação íntima entre pesquisador (a) irá permear o enfoque, que é indutivo, descritivo e holístico.

Chizzotti (2006) ratifica essa noção de fluidez da pesquisa qualitativa, pois esta admite uma realidade mutável e até mesmo contraditória ao não seguir apenas um padrão único da realidade social e, ainda, elucida que os processos de investigação para o investigador em pesquisa qualitativa dependem de suas concepções, valores e objetivos. Atualmente, a pesquisa qualitativa cobre um campo transdisciplinar que envolve as ciências humanas e sociais, lança mão de diversos métodos de investigação para o estudo de um fenômeno, procurando, enfim, o sentido deste e de que forma é possível interpretar os significados que são dados a este, motivos pelos quais buscamos essa abordagem para desenvolver a pesquisa.

Chizzotti (2006) sumariza as duas orientações básicas de pesquisa em ciências humanas e sociais a partir dos fundamentos e práticas da pesquisa, com pressupostos teóricos e modos de aproximar-se da realidade e meios de obter as informações, conforme citado abaixo:

As ciências naturais privilegiam esse tipo de pesquisa (refere-se à quantitativa) porque os objetos naturais são determinados, estáveis, manipuláveis [...]. Se, de outro lado, o pesquisador supõe que o mundo deriva da compreensão que as pessoas constroem no contato com a realidade nas diferentes interações humanas e sociais, será necessário encontrar fundamentos para uma análise e para a interpretação do fato que revele o significado atribuído a esses fatos pelas pessoas que partilham dele. Tais perspectivas serão designadas como qualitativas [...]. (2006, p.28).

Watson-Gegeo (1998) clarifica que a busca por um relato descritivo, interpretativo e explanatório do comportamento das pessoas em determinados contextos faz-se através de observações sistemáticas e detalhadas, portanto, examina como tais comportamentos e interações são socialmente organizados e os valores culturais subjacentes. Em consonância com a autora supracitada, buscamos acurar as informações detalhadas sobre contexto, participantes, crenças dos participantes e suas ações por meio de diferentes instrumentos, sendo elas: entrevistas semiestruturadas, observação direta, notas de campo e questionário misto.

Este trabalho é caracterizado como de natureza qualitativa pois admite que a realidade social do objeto de estudo em questão é extremamente mutável e fluida, admitindo dimensões extralinguísticas, como as culturais e sociológicas, principalmente ao lidarmos com a realidade bilíngue a qual os participantes estão imersos, haja vista que os fatores comportamentais humanos são dificilmente controláveis ou quantificáveis. Os participantes desta pesquisa interagem organicamente dentro de seus contextos, assim sendo, a presente pesquisa busca identificar as crenças e ações no que diz respeito à manutenção do PLH através da abordagem naturalística e interpretativista. Naturalística porque a pesquisa foi conduzida no contexto natural onde os participantes interagem e também é interpretativista pois busca encontrar fundamentos de análise para as interpretações dos fatos observados. Portanto o foco desta pesquisa é na interpretação ao invés da quantificação, bem como a flexibilidade ao conduzir o processo e a preocupação do contexto, características de orientação qualitativa.

À vista do exposto, a presente pesquisa segue preceitos de orientação qualitativa e interpretativista, mais especificamente na modalidade de estudo de caso coletivo. As variáveis aqui discutidas, as crenças, ações e língua de herança, são melhor representadas quando do uso de uma modalidade que permita uma perspectiva mais holística, explicando o comportamento dos participantes: o que fazem, quando fazem e por que

fazem. A perspectiva qualitativa, portanto, foi empreendida de modo que nos auxiliasse na investigação sobre a identificação de tais crenças e ações, aporte teórico e metodológico que permitiu que recorrêssemos a diferentes métodos e técnicas para análise, bem como a sua interpretação. As técnicas e métodos aqui utilizados serão discutidos nas seções posteriores.