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Noam Chomsky ve Evrensel Dilbilgisi

BÖLÜM 1: ÇALIŞMANIN KURAMSAL TEMELLERİ

1.2. Noam Chomsky ve Evrensel Dilbilgisi

Foi elaborado um questionário para possíveis leitores da revista Cosmopolitan, com 26 questões, na forma de entrevista estruturada, pois as perguntas e a maioria das respostas já estavam pré-determinadas. A seleção de entrevistados foi não probabilística, em que o

pesquisador define os entrevistados por julgamento pessoal, e por conveniência, já que as fontes foram selecionadas por proximidade ou disponibilidade (DUARTE e BARROS, 2012). Para responder o questionário, convidamos pessoas que costumam se manifestar nas redes sociais de Cosmopolitan, Facebook e Instagram, comentando publicações com frequência. No caso do Instagram, demos preferência aos comentários em publicações que falam do lançamento de uma nova capa, pois são onde as leitoras da revista impressa mais se manifestam dentro da rede. Foi considerado o período de setembro a novembro. Além desses, convidamos também pessoas do nosso círculo social que temos conhecimento que leem a publicação.

O questionário ficou aberto por duas semanas, em novembro, mas não gerou o número de respostas esperadas. Ao todo foram 12 respondentes, sendo que 33,3% não costuma ler a revista, isso indica não só pessoas que nunca leram Cosmopolitan, mas aquelas que não tem frequência de leitura da publicação. Desse total, 41,6% pegam a revista emprestada com alguém, enquanto 25% compram avulsa nas bancas. Apenas uma pessoa dos respondentes possui assinatura da publicação. De todos os consultados, 58,3% não pretende assinar a revista. Entre os motivos apresentados estão: “Porque o preço não compensa”, “Vejo muita reclamação de assinantes que não recebem a revista no prazo” e “Não me interessa assinar e o conteúdo que eu quero ler, posso ler de graça” ou “Já achei seu conteúdo mais interessante”.

Esses dados enfatizam os já apresentados, de que o número de publicações circulantes é bem menor que o número de leitores, portanto esses não se sentem estimulados a pagar o valor da publicação. Se a ideia de que “o preço não compensa” e “é melhor consumir de graça” é mais forte, subentende-se que a marca ainda não é tão forte a ponto de não deixar dúvidas nos consumidores se a compram ou não, a ponto de ser essencial - refletido na resposta “já achei seu conteúdo mais interessantes”. O problema do atraso na entrega, reportado nas redes sociais pelos consumidores, ainda cria uma imagem negativa da marca.

Metade dos respondentes leem revistas impressas e digitais, e 41,7% leem apenas impressa. Isso aponta que a versão impressa ainda é uma versão cotada pelos leitores. Ao serem questionados se se identificavam com o conteúdo da revista, a maior parte dos respondentes ficou dividido entre “Sim, absolutamente.” (41,7%) e “Me identifico apenas um pouco” (41,7%), como mostra o Gráfico 8, a seguir. Já ao responder a pergunta “Você se identifica com a mulher retratada em Cosmopolitan?”, 58,3% disseram se identificar um pouco, enquanto 16,7% se identificam. Percebemos então que a revista cumpre parcialmente seu objetivo de gerar identificação com o ethos de seu discurso.

Gráfico 8 - Porcentagem de respostas ao questionamento “Se identifica com os conteúdos da revista Cosmopolitan?”

Fonte: elaborado pelos autores. O total de respondentes do questionário, de onde foi extraída essa pergunta, foi de 12 pessoas.

Dos 12 respondentes da pesquisa, 66,7% acredita que a revista fala um pouco para eles, enquanto 25% acredita que ela fala diretamente para eles. Sobre a identificação com a artista de capa, os respondentes ficaram divididos: 41,7% é indiferente quanto a artista de capa, apenas se importa com o conteúdo e 41,7% não se sente representado pelas artistas. Isso aponta para um enfraquecimento do discurso produzido nas capas, já que o ethos não gera identificação em seus leitores. Talvez isso aconteça pela revista ainda apostar em utilizar famosas da televisão e da música, e não expandir essas escolhas para os novos famosos, como os famosos da internet.

Entre os temas de maior interesse pelos leitores estão moda, beleza, sexo e relacionamentos; e comportamento, como pode ser visto no Gráfico 9, a seguir. Os dois primeiros aparecem no mídia kit da publicação, como as editorias que seriam reformuladas com a mudança de marca, apontando que a revista já estava atendendo ao gosto de seus leitores.

Gráfico 9 - Temas que mais interessam os leitores consultados, em Cosmopolitan

Fonte: elaborado pelos autores. Os valores correspondem às respostas a questão “Quais são os temas que mais te interessam em Cosmopolitan?”, utilizada no questionário.

Com relação à marca, 58,3% acreditam que a mudança foi ótima e 66.7% que

Cosmopolitan é uma marca forte. Essa aliança a uma marca internacional pode então ser uma estratégia da Editora Abril, para fortalecer essa publicação e se atualizar junto a novos consumidores. Sobre o Clube de COSMO a maior parte dos respondentes desconhecem ou não faz parte, nem participou de nenhum evento. Nesse caso, 75% das pessoas que responderam são da Região Nordeste, e as ações do Clube de COSMO se concentram no sudeste, o que afasta um potencial número de leitoras de querer fazer parte dele. Assim ele só ajuda a fortalecer realmente a marca na região em que acontecem os eventos.

Todos os respondentes da pesquisa utilizam smartphone, 75% são da Região Nordeste e 25% da Região Sudeste. Esses números são compreensíveis uma vez que o questionário foi mais divulgado entre pessoas do nordeste. Das 12 pessoas, dez são do sexo feminino e duas do masculino. Sete fazem parte da faixa etária de 20 a 24 anos, enquanto três têm de 25 a 30 anos, um tem de 30 a 34 anos e um de 35 a 39 anos. O número de respostas por faixa etária e por sexo segue o que é divulgado no Publiabril. Não se sabe se isso acontece porque essa realmente é a faixa de leitores da revista, ou se porque os jovens têm mais acesso as redes sociais e por isso participaram em maior número da pesquisa. De toda forma, as respostas enfatizam dados de documentos, da entrevista e visita, e da análise do discurso.