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Nikotinik Asit Türevleri

2. GENEL BİLGİLER

2.7. ÜRİNER SİSTEM HASTALIKLARINDA NSAİİ’LERİN KULLANIMI

2.7.3. Nikotinik Asit Türevleri

As experiências artísticas e estéticas vividas fora da escola apareceram como ações marcadas com muitas significações, possibilitando aos sujeitos fazerem uma relação da experiência vivida e a sua própria vida pessoal como também influenciando suas posturas e atitudes como docentes de Artes.

A Arte que aprendi [...] foi com as aulas de música de uma professora admirável e excelente pianista. [...] marcaram para sempre a minha adolescência, onde recebi

muitos elogios de familiares e amigos quando aconteciam os recitais no final de

ano. Esse aprendizado em música foi fora do meu currículo escolar, mas é o que

me faz até hoje refletir e concretizar um trabalho que marque e dê prazer na vida

de um aluno nas suas aulas de Artes. (P2, grifo do pesquisador).

É importante observar que o indivíduo toma como modelo de seu trabalho pedagógico em Artes as experiências artísticas adquiridas fora da escola que marcaram sua vida, tentando, assim, do mesmo modo, propiciar a seus educandos algo que também possa marcar a vida deles, fortalecendo-os como pessoa. O elogio pelo resultado do que foi aprendido em Artes aparece como uma afirmação da capacidade do que foi aprender a mostrar o resultado do aprendido (o produto artístico). A apresentação do produto artístico conduz a uma apreciação estética pelo outro, cujo mérito é endereçado àquele que fez. Desse modo, o parecer do outro possibilita agregar valores de competências pessoais ao autor da criação.

Minha mãe fazia um curso de artesanato e me levava para as aulas. Eu era a aluna mais nova da turma e aprendi a fazer uma bonequinha de lã e algumas técnicas de pintura em tecido. Foi maravilhoso, lamentei muito que fosse apenas por um mês.

Mas essa técnica de pintura eu nunca mais esqueci. (P7, grifo do pesquisador).

Pelo discurso, percebe-se que a experiência artística em Artes Visuais presenciada fora da escola, quando criança, até hoje, na vida adulta, é relembrada com lamento pela participante, em função do pouquíssimo tempo (um mês). Ela, no entanto, afirma que nunca esqueceu a técnica que aprendeu. Esse fato leva a pensar que a docente vivenciou, das séries iniciais ao Ensino Médio, pelo menos dez anos de experiências artísticas em sua trajetória escolar, em que a referência marcante citada “[...] foi uma apresentação de festa junina na escola” (P7) a qual estava vinculada às celebrações de datas comemorativas.

Sobre as memórias relacionadas à linguagem de Artes Visuais, nada foi mencionado, o que faz pensar que as Artes Visuais se faziam presentes em sala de aula de modo “[...] bastante vago” (P2): “Eu gostava de copiar alguns desenhos em quadrinhos e

algumas paisagens. Na verdade, muitas experiências e conhecimentos de Artes foram praticados fora da escola, com artistas autodidatas da cidade onde morava.” (P2).

O mesmo sujeito que afirmou em seu memorial que “[...] os professores nada tinham a ensinar em Artes Visuais” (P2) relembra que o que mais contribuiu com seus conhecimentos nessa disciplina foram as experiências adquiridas com os artistas autodidatas de fora da escola. A mediação de saberes artísticos realizada por esses artistas parecia mais atraente e consistente do que o ensino de Artes na escola por professores que não tinham em seus repertórios de formação um saber consistente em Artes Visuais.

[...] na infância, dançar era uma das minhas brincadeiras. Criar coreografias com as

minhas irmãs era a maior diversão, mas tudo caía por terra se tivéssemos público

[...] a questão com a dança era a exposição ao público [...] Com isso, fui concluindo que a minha criatividade se manifestava na timidez e cabia às minhas colegas o trabalho de apresentar. (P7, grifo do pesquisador).

Nessa narrativa, revela-se que o envolvimento da participante com a Arte (a dança) se dava em suas atividades lúdicas na infância, fora da escola. Pode-se observar uma reflexão sobre si que induz à compreensão do lugar possível para sua expressão artística. Nesse caso, foi possível perceber a potencialidade da Arte como reveladora da capacidade do sujeito, permitindo, assim, a percepção de si mesmo, particularmente quando afirma: “[...] fui concluindo que a minha criatividade se manifestava na timidez [...]” (P7). Isso comporta dizer que a Arte fora da escola propicia mais facilmente a comunicação com a vida real.

A menção à presença de um público leva a discussão para o papel desempenhado por Terra e Mundo, este último tomado como exposição do produtor de Arte e da Arte em si mesma. Deve-se entender por Terra o domínio espacial da depoente, no qual ela se sente segura para criar, e por Mundo o lócus da obra produzida. A questão que se põe é: A produtora da obra ficou em posição inferior diante de quem apresentava sua produção? A resposta é não, porque o valor em si já fazia parte da obra. A forma de apresentá-la pode ter ressaltado aspectos já existentes no que era apresentado, isto é, o ser da obra, sua essência, o que a timidez da autora a impedia de fazer. Essa dualidade entre autor e apresentador acontece com a exposição pública de todas as formas de Arte.

Percebe-se, nos depoimentos apresentados, que a abordagem dada à disciplina de Arte no currículo escolar se restringia a simples repetições e imitações de técnicas, o que revela um empobrecimento do verdadeiro sentido do ensino da Arte. Apenas dois depoentes relataram possuir sentimentos interiores criativos para a geração autônoma de Arte. Vale conjeturar que, se a abordagem criasse condições para que os alunos expressassem por eles

próprios seus sentimentos sobre Arte, ter-se-ia talvez um maior número de educandos do que apenas os dois identificados.

6.3 A experiência dos professores como docentes da disciplina de Artes Visuais na

Benzer Belgeler