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2. GENEL BİLGİLER

2.8. Optiray 300

2.8.4 Kontraendikasyon

Uma das grandes questões do ensino de Artes Visuais na escola se revelou com as dificuldades de encontrar um caminho que levasse os alunos a se interessar pela disciplina curricular ora em tela. Os professores falaram de suas propostas metodológicas de ensino em Artes Visuais, demonstrando que as mais utilizadas se pautavam nos seus conhecimentos prévios sobre o que era “ensinar” Artes Visuais, recorrendo, assim, ao exercício de reprodução de modelos prontos, como esclarecem estes docentes.

[...] exponho o conteúdo na lousa, faço uma breve explanação do conceito (o que é, onde foi encontrado, etc.) [...] Depois explico quais as etapas do processo e mostro o

modelo pronto. Normalmente eles gostam, acham bonito o modelo [...] A melhor forma

de aprender é fazendo, experimentando, produzindo [...] mostro passo a passo, tentando encontrar a maneira mais fácil de conseguirem [...] desenvolvo um diálogo com a turma de forma que chegue à proposta principal. (P3, P5, P7, grifo do pesquisador).

O ato de levar para a sala de aula um objeto “artístico” como modelo e usar a sua reprodução (cópia) como método de ensino de Artes Visuais se configura como um ato de imposição, subtraindo a liberdade de escolhas desejosas dos aprendizes. Esse tipo de (re)produção, a partir de “modelo pronto”, corre o grande risco de também provocar uma sensação de incapacidade no aluno, caso ele não consiga uma elaboração artística que se aproxime do modelo posto como parâmetro. Atividades dessa natureza, nas quais se compara

um molde ideal e aquilo que o discente conseguiu produzir, tendem a gerar julgamentos entre o certo e o errado, conceitos que não devem ser atribuídos ao fazer artístico escolar. Um quesito bastante citado, além dos modelos prontos, foi o excesso de direcionamento ao estudante, pois é habitual:

[...] planejar as experiências dos alunos apresentando de forma clara, para que possam entender e desenvolver suas atividades [...] exponho e em seguida mostro o modelo, ou seja, o exemplo [...] Durante o processo de elaboração, eles vão perguntando, tirando dúvidas [...] O produto final fica exposto para que todos possam apreciar. Em seguida, eu entrego para eles e fico com o melhor para servir como modelo. (P1, P5, P3).

A atitude docente vinculada à relação de ensinar e aprender em Artes parte do pressuposto de que o professor não “ensina” o aluno, ele partilha seus saberes e, desse modo, propicia ao alunado condições favoráveis para o desenvolvimento da autonomia e da sensibilidade estética para a elaboração do fazer artístico. Na proporção em que o discente avança em sua alfabetização artística e estética, progride nas concepções de seus modos de fazer Artes. A imposição de modelos como exemplo priva o educando da liberdade de escolher o que quer fazer, deixando a produção artística fora do seu campo de interesse. O fazer artístico com excesso de direcionamento e sugestões, além de não viabilizar ao estudante a oportunidade de se deparar com dúvidas e solucioná-las com suas próprias respostas, impossibilita-lhe a chance de se orgulhar com o resultado de seu próprio trabalho e, assim, assumir-se como alguém capaz de executar um ato de criação autoral.

Outro item que apareceu foi a escassez de material, o que interfere muito na condução metodológica das práticas pedagógicas, desviando os professores de seus planejamentos e reduzindo as práticas ao mínimo possível, de acordo com a realidade da escola, resultando que,

Por falta de materiais, trabalho muito mais com aulas expositivas [...] as atividades práticas geralmente são feitas com os alunos em equipes, para melhor aproveitamento do material [...] Intercalo aulas teóricas com as práticas [...] Qualquer assunto abordado é seguido de uma parte teórica ou de leitura. (P1, P5, P7).

O ensino de Artes Visuais na escola se depara com suas limitações diante da falta de materiais, deixando de lado as experimentações artísticas e estéticas individuais, não promovendo um espaço para o aluno se perceber em sua singularidade. Outro ponto observado é que as aulas expositivas (mediadas pela racionalidade) parecem ocupar mais espaço do pouco tempo da carga horária da disciplina, o que redunda em pouquíssimo tempo

dedicado a metodologias baseadas nas experimentações artísticas (mediadas pela sensibilidade).

De todos os professores, apenas um deles, o único com graduação em Artes Visuais, mencionou as sugestões dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e demonstrou conhecê- -los, especificando o que realmente utilizava: “Uso a abordagem triangular sugerida pelos PCN de Arte.” (P4). Os demais educadores até mencionam os PCN de Arte, mas relatam que suas metodologias basicamente são centradas na reprodução de modelos impostos aos alunos.

6.3.3 Os conteúdos curriculares em Artes Visuais

O grande desafio dos professores, nas aulas de Artes Visuais, foi a respeito da definição do objeto de estudo e da adequação dos conteúdos com as respectivas séries do 6º ao 9º anos do Ensino Fundamental. Os PCN de Arte, divulgados em 1996, sugerem que o objeto curricular dessa disciplina é educar através da Arte que acontece nas práticas culturais de diferentes tempos e lugares. Embora a Arte seja a figura das práticas docentes da disciplina, é apresentada em ato de modo muito frágil pelo (des)conhecimento de seu conceito e de sua importância por parte dos professores, como se deduz deste depoimento “[...] Quando comecei a trabalhar com Arte, tinha pouca noção do que isso significava”. (P5).

A pouca (in)formação dos educadores os levou a buscar muitas técnicas artísticas para “repassarem” em suas aulas, não se ocupando em conhecer as reais potencialidades dessas propostas, evidenciando que o mais importante é levar técnicas novas para os alunos. Assim é que utilizam:

Trabalhos manuais [...] artesanato com materiais recicláveis, técnicas como: de desenhos, de pinturas, de recorte, de colagens, de mosaico, de tangram, de duplicação de imagens, de pontilhismo, etc. [...] trabalhos artísticos de acrílico sobre tela e aquarela sobre canson [...] Ensino para que os alunos possam desenvolver habilidades manuais. (P1, P2, P4, P5).

Embora o ensino de Artes Visuais na escola se justifique por contribuir com a aprendizagem e o desenvolvimento das potencialidades humanas (do aluno) e por servir como lugar de alfabetização estética, produção de subjetividade e reconhecimento de si através da expressão e da poética pessoal, os professores estão muito mais voltados para a aplicação (reprodução) de técnicas, focando apenas no desenvolvimento das habilidades manuais. O desconhecimento das potencialidades da Arte na Educação escolar faz com que esses profissionais se fundamentem em conteúdos baseados na reprodução de técnicas (cópias) de

Benzer Belgeler