CHAPTER 2: WOMEN AND CONFLICT
2.3. NEW WARS: CHANGES IN THE NATURE OF CONFLICT
A educação não escolar sempre existiu. No entanto, ela começou a se tornar uma atividade reconhecida socialmente como pedagógica quando a escolarização se generalizou (TRILLA, 2008). O reconhecimento de que o processo educativo e “os efeitos produzidos
pela escola não podem ser entendidos independentemente dos fatores e intervenções não escolares” (idem, p. 18) fizeram ver que a educação não escolar poderia contribuir para a melhoria da educação escolar.
Desde o reconhecimento de que não apenas escolas e universidades promovem atividades educativas, existe a preocupação em distinguir as práticas pedagógicas realizadas por outras instituições. Assim, existem atualmente três denominações para as práticas educativas: educação formal, educação não-formal e educação informal. Essas denominações diferenciam-se segundo os critérios de local, duração, público e intencionalidade com que a educação é promovida.
A origem da popularidade dos termos “informal” e “não-formal” data da publicação da obra de P. H. Coombs9, no final da década de 1960. A obra rotulava indistintamente de
informal e não-formal os “meios educacionais diferentes dos convencionalmente escolares” (TRILLA, 2008, p. 32). Coombs deixava claro que sua obra tratava apenas das atividades organizadas intencionalmente para alcançar objetivos educacionais e de aprendizagem. Poucos anos depois, Coombs e seus colaboradores propuseram a distinção entre educação formal, não-formal e informal (TRILLA, 2008). Essas definições foram sendo ampliadas e atualmente se podem encontrar essas três práticas pedagógicas – formal, informal e não- formal – caracterizadas em diversas obras.
No Thesaurus Brasileiro da Educação, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (BRASIL, 2008), caracteriza-se a educação formal como aquela estruturada em séries progressivamente mais complexas ou especializadas e oferecida em instituições educacionais formais, públicas ou particulares, que asseguram a essas etapas uma unidade e ao indivíduo a possibilidade de progressão. A finalidade da educação formal é a aquisição de conhecimentos gerais e o desenvolvimento de capacidades básicas, de modo a resultar em uma formação escolar e profissional. É um tipo de educação que possui um programa sistemático e planejado, ocorrendo durante um período contínuo e predeterminado de tempo. A educação formal também segue normas e diretrizes formalizadas por meio de legislação específica e estabelecidas por órgãos colegiados educacionais federais e estaduais. Exemplo desse tipo de educação é o oferecido por instituições públicas e particulares de Educação Básica e Educação Superior.
O Thesaurus Brasileiro da Educação caracteriza a educação informal como um processo educativo assistemático, em que a aprendizagem ocorre de forma contínua e
9 COOBS, P. H. The world educational crisis. Nova York: Oxford University Press, 1968. Citado por Trilla (2008).
incidental devido às influências da família, do ambiente de trabalho, da mídia, dos espaços de lazer, entre outros, resultando no desenvolvimento de conhecimentos e valores (BRASIL, 2008). A educação informal é caracterizada por Gohn (2005) como aquela realizada na família, no convívio com amigos ou devido à convivência com outras pessoas em espaços sociais coletivos como shoppings, clubes etc.
A educação não-formal, por sua vez, é caracterizada no Thesaurus Brasileiro da Educação como um processo de formação de caráter complementar à educação formal, de duração variável, que pode acontecer tanto fora como dentro do sistema de ensino (escolas e universidades) e ser dirigido a pessoas de todas as idades. Compreende um conjunto de atividades ou programas que têm objetivos educacionais bem definidos sem se ater a uma seqüência gradual. Os programas de educação não-formal não conferem graus ou títulos, mas podem conceder certificados da aprendizagem obtida. A educação não-formal não segue as normas e diretrizes estabelecidas pelos órgãos educacionais federais e estaduais, e não se orienta por uma legislação específica. É geralmente oferecida por instituições sociais governamentais e não-governamentais, que buscam desenvolver nos indivíduos a formação de valores e competências para o trabalho, a inserção na cultura e o exercício da cidadania (BRASIL, 2009).
Foi somente a partir da segunda metade do século XX, quando surgiram demandas educativas que a escola não conseguia atender, que abordagens pedagógicas fora do contexto escolar foram reconhecidas sob a denominação de educação não-formal. Entre essas demandas, situam-se a busca por educação de adultos, idosos e minorias étnicas, e as iniciativas de capacitação para o mercado de trabalho que não eram oferecidas pelos sistemas educacionais convencionais. Exemplo desse tipo de educação são os cursos de línguas e de informática, promovidos por instituições que conferem certificados, mas não fazem parte de um sistema formal de ensino.
Gohn (2005, p. 98) caracteriza a educação não-formal como um processo que pode acontecer em cinco dimensões:
1. Aprendizagem política dos direitos civis por meio da participação em atividades grupais;
2. Aprendizagem de habilidades como capacitação para o trabalho;
3. Aprendizagem para capacitar os indivíduos a viver em comunidades e voltada para a solução de problemas coletivos cotidianos;
5. Aprendizagem dos conteúdos da escolarização formal, mas em formatos e espaços diferenciados, em que o ato de ensinar se realiza de forma mais espontânea e a comunidade tem o poder de interferir e delimitar o conteúdo ministrado, bem como estabelecer as finalidades a que se destinam as práticas pedagógicas.
A educação não-formal diferencia-se da educação informal porque a primeira é promovida por associações ou organizações sociais que adotam entre suas finalidades a educação. Assim sendo, a educação não-formal pode acontecer em espaços formais como a escola, só que com maior flexibilidade, para gerenciar o tempo de aprendizagem ou para operacionalizar os conteúdos, estudados de acordo com os objetivos do grupo interessado. O contrário também pode ser verificado, ou seja, a educação formal pode acontecer em espaços tidos como não-formais se tarefas educativas bem delimitadas e específicas forem realizadas pelos estudantes em tempos programados com o fim de avaliar sua aprendizagem. Um exemplo dessa situação ocorre quando professores solicitam aos estudantes tarefas desenvolvidas em visitas a exposições e que são discutidas, posteriormente, durante as aulas. Entre essas possibilidades, interessa-nos especialmente a última devido às parcerias que podem ser estabelecidas entre instituições de educação formal e não-formal.
De acordo com Gohn (2005, p. 91), até a década de 1980 a educação não-formal era considerada um campo de menor importância no Brasil, tanto entre os educadores como para definição de políticas públicas. Ela era tida como uma extensão da educação formal realizada em instituições de ensino normatizadas por legislação educacional específica. Apesar da educação não-formal ser considerada uma atividade organizada e sistemática, ela tinha por meta promover tipos de aprendizagem específicos a subgrupos particulares da população.
A educação não-formal começou a se destacar a partir da década de 1990, devido a mudanças na economia, na sociedade e no mundo do trabalho, quando se passou a valorizar os processos de aprendizagem em grupos e a forma como os indivíduos articulam culturalmente suas ações. Gohn (2001) salienta que contribuíram para esse olhar mais atento para a educação não-formal órgãos internacionais como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), que ampliaram, com diversos programas, o campo de atuação educativa de organizações não-governamentais.
Gohn (2005) valoriza sobremaneira os espaços de educação não-formal pelo seu caráter de ação grupal e pela sua “possibilidade de criação de novos conhecimentos” (p. 104), além de destacar a formação cidadã como principal objetivo desse tipo de educação. É importante lembrar que a ação grupal, a formação cidadã e elaborar novos conhecimentos também são objetivos da educação formal. Dependendo do modo como o professor conduz a prática pedagógica, ele, na medida de sua capacidade e autonomia dentro do espaço escolar, contribui para configurar esse espaço de forma a alcançar objetivos semelhantes aos que podem ser alcançados pela educação não-formal (TRILLA, 2008).
A contribuição que Trilla (2008) traz para essa discussão são os critérios de delimitação entre um tipo e outro de educação. O autor começa diferenciando a educação informal. O critério que ele apresenta é o da especificidade ou diferenciação educativa da educação informal. Em outras palavras, não é a intencionalidade que a diferencia dos outros dois tipos de educação, nem o caráter metódico e sistemático. Segundo ele, está-se diante de um caso de educação informal quando o processo educacional (TRILLA, 2008, p. 37):
1. Ocorre indiferenciada e subordinadamente a outros processos sociais; 2. Está indissociavelmente mesclado a outras realidades culturais;
3. Não emerge como algo diferente e predominante no curso geral da ação em que o processo se verifica; e
4. É imanente a outros propósitos e se dá de uma maneira difusa.
A fronteira entre a educação formal e não-formal é demarcada por ele com o critério estrutural e não o metodológico. Sua justificativa é de que a educação não-formal “desfruta de uma série de características que facilitam certas tendências metodológicas” (idem, p. 42), mas nem por isso, ela exclui o uso de metodologias semelhantes às utilizadas em escolas. Pelo critério estrutural, a educação formal se distingue da não-formal por fazer parte de um sistema administrativo, legal, que outorga títulos acadêmicos dentro de uma estrutura educativa graduada e hierarquizada. Desse modo, ele define a educação não-formal como:
(...) o conjunto de processos, meios e instituições específica e diferencialmente concebidos em função de objetivos explícitos de formação ou instrução não diretamente voltados à outorga dos graus próprios do sistema educacional regrado (TRILLA, 2008, p. 42).
De acordo com Trilla (2008), as instituições de educação não-formal atuam como espaços de lazer e de cultura procurados por pessoas de todas as idades, que no seu tempo livre buscam ter acesso a uma cultura não acadêmica nem utilitarista. Ele destaca a escola como um espaço em que pode ocorrer uma proposta educacional não-formal.
Exemplifica essa possibilidade com as atividades extracurriculares, que podem servir de reforço para atividades formais realizadas na escola. Outros exemplos de educação não- formal são encontrados em espaços ligados ao trabalho profissional, como as capacitações promovidas por empresas para seus funcionários, e na educação social, promovida por instituições e programas destinados a pessoas em situação de conflito social.
Verifica-se que nas considerações que diferenciam a educação formal, não-formal e informal existem dois aspectos fundamentais a serem considerados: o espaço onde se promove a educação e a forma como a prática pedagógica é realizada. Os espaços convencionalmente denominados de formais, como as escolas e universidades, podem abrigar práticas educativas não-formais e informais. Exemplo de uma situação como essa são as atividades realizadas em escolas em turno diferente das aulas, em que os alunos comparecem para participar de um projeto de seu interesse. No mesmo sentido, práticas pedagógicas formais podem acontecer em espaços convencionalmente denominados de não-formais ou informais. É o caso, por exemplo, quando a escola organiza, com objetivos de aprendizagem, uma visita a um centro de ciências, zoológico, reserva natural ou a ida a uma sessão de cinema ou teatro.
Há também exemplos de atividades não-formais de educação realizadas em espaços formais, como a descrita em pesquisa realizada por Porto (2008) Essa pesquisa mostra que a educação científica em espaços formais pode ser complementada com uma atividade pedagógica não-formal promovida para fazer parte das atividades formais da escola. Nesse caso, uma exposição itinerante sobre óptica, levada para uma escola, mostrou-se eficaz em proporcionar aos alunos experiências de aprendizagem diferentes das promovidas em sala de aula. Os resultados mostram que uma atividade de educação não-formal, realizada em um espaço formal de educação, pode contribuir para despertar o interesse e a motivação de alunos sobre temas de ciência e tecnologia.
3.1.1 As possíveis relações entre a educação formal e a não-formal
Uma das orientações curriculares para a Educação Básica é, precisamente, “expor o aluno à multiplicidade de enfoques, informações e conhecimentos” (BRASIL, 2006, p. 37), de modo que ele “compreenda as ciências e as tecnologias como um conjunto de conhecimentos produzidos coletivamente pela humanidade” (p. 36). A ideia é tornar o aluno capaz de perceber as múltiplas interfaces de cada campo de conhecimento e de relacionar fenômenos, conceitos e processos. Para tal propósito, podem contribuir de forma colaborativa os espaços formais e não-formais de educação. As práticas pedagógicas
realizadas neles podem reforçar-se mutuamente e, ao mesmo tempo, complementar o trabalho que cada um promove.
Segundo Trilla (2008), os espaços de educação formal, não-formal e informal não são compartimentos totalmente estaques, pois existem, entre eles, interações funcionais. Cada uma das experiências educacionais, informal, não-formal, formal acontece diacronicamente, ou seja, cada uma delas prepara a seguinte, mas o aprendiz as vivencia sincronicamente, pois estabelece relações entre elas. Segundo o autor, “se não existisse essa interdependência dos efeitos educacionais produzidos nos diversos ambientes, a própria eficácia formativa de cada um deles seria posta em questão” (idem, p. 45). O processo de educação resultante é holístico e sinergético, pois a resultante não é a simples acumulação de experiências educacionais, mas uma complexa combinação delas.
As práticas educativas formais, não-formais e informais, mesmo não acontecendo em um mesmo espaço-tempo, relacionam-se funcionalmente. Trilla (2008) aponta cinco espécies de relações funcionais. Essas relações podem ser de:
1. Complementaridade. Esse tipo de relação se estabelece quando as atividades educativas são realizadas pelos agentes educativos com funções, objetivos e conteúdos que desenvolvem no aprendiz habilidades diferentes, mas complementares.
2. Suplência. Essa relação acontece quando uma das instâncias realiza práticas que seriam competência de outra, que as realiza de forma precária ou insatisfatória.
3. Substituição. Essa relação acontece quando, em contextos socioeconô- micos desfavoráveis, instâncias não-formais de educação são usadas como alternativas de emergência em situações de exclusão de serviços culturais ou educacionais.
4. Reforço e colaboração. Essa relação acontece quando os espaços e as práticas de educação não-formais ou informais servem para reforçar e colaborar em atividades educacionais formais. É o caso de atividades realizadas por instituições como museus e empresas que promovem programas educacionais.
5. Interferência e contradição. Essa relação se estabelece quando nem todas as práticas educativas convergem para um mesmo propósito, podendo acontecer de uma interferir ou contradizer outra. Esse tipo de
relação mostra que os espaços de educação não são fechados ou ordenados unicamente para atividades educacionais. Mostram, sobretudo, que as práticas educativas promovidas em diferentes espaços de educação não são homogêneas.
Entre as cinco relações entre práticas educativas formais, não-formais e informais apontadas por Trilla (2008), destacamos as de complementaridade (1) e de reforço e colaboração (4). Esses dois tipos de relação podem e deveriam acontecer quando alunos da Educação Básica visitam ou participam de atividades desenvolvidas em espaços de educação não-formal como exposições de ciência e tecnologia.
De acordo com Köptcke (2003, p. 108), para que o processo educativo aconteça de modo mais efetivo, é importante que exista uma parceria bem articulada entre museu e escola. O termo parceria educativa foi cunhado durante movimento de inovação francês para garantir uma educação de qualidade, levando em conta que “ações em parceria possibilitam aos alunos experiências de aprendizagem diferentes daquelas tradicionalmente privilegiadas em sala de aula” (idem, p. 112). A parceria com a escola implica a abertura para um atendimento especialmente voltado para o público escolar, fazendo com que a mediação cultural e educativa das instituições seja realizada com o fim de facilitar o acesso dos estudantes ao patrimônio e à cultura. Nessa perspectiva, uma exposição como a realizada em Brasília durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia é uma instância educativa da qual participam diversas instituições e atores sociais, entre eles, professores da educação formal, monitores de espaços não-formais e pesquisadores.
Mesmo que a relação entre a educação formal e a não-formal possa ser frutífera, existem também muitos problemas. Um deles é que professores de ciências, em geral, não possuem uma capacitação específica para usar os recursos oferecidos em espaços de educação não-formal. As atividades de educação não-formal, apesar de terem um grande potencial formativo, ainda são pouco exploradas por professores da educação formal. Krasilchik (2008) aponta, por exemplo, que poucos professores de Biologia levam seus alunos a esses locais, apesar de considerá-los importantes.
Constata-se que quando os alunos participam de práticas pedagógicas formais realizadas em espaços não-formais, os professores parecem não se sentir a vontade para, eles próprios, conduzirem o processo de aprendizagem, principalmente quando esses espaços contam com seus próprios monitores. Situações como essa foram estudadas por Köptcke (2003) que aponta, como uma das dificuldades do trabalho em parceria entre escola, como espaço de educação formal, e museu, como espaço de educação não-formal,
a representação negativa recíproca entre os atores das duas instituições. Por um lado, “os professores sentem-se excluídos dos processos de concepção das atividades oferecidas aos seus alunos” (idem, p. 120). Eles consideram que a linguagem utilizada pelos monitores nem sempre é adequada e que as experiências e expectativas dos visitantes não são atendidas. Por outro lado, os monitores “consideram os professores incapazes de conduzir com sucesso uma visita” (idem, p. 120). Dessa forma, na maior parte das vezes, as atividades, são conduzidas pelos monitores e nem sempre correspondem aos objetivos que os professores tinham em mente.
Em pesquisa realizada com objetivo de examinar o comportamento de alunos do Ensino Médio e seus professores em visita a um centro de ciência, Zimmermann e Silva (2005) constataram que os alunos foram atendidos pelos monitores, enquanto seus professores acompanhavam a atividade a distância. A pesquisa mostra que, se por um lado os professores não se sentem a vontade para usar os espaços de educação não-formal, por outro, os monitores encontram dificuldades para se comunicar com os alunos.
Essa dificuldade poderia ser contornada se professores e monitores articulassem em conjunto o modo como as atividades devam ser realizadas no espaço de educação não- formal. Em um contato prévio, a atividade potencialmente educativa poderia ser combinada, ficando sua realização a cargo do professor. Agindo dessa forma, o professor teria seu trabalho docente ampliado para um espaço diferente da sala de aula.
Gaspar (2002) é um dos autores que defende o uso de atividades educativas formais em espaços de educação não-formal. Para ele, locais como jardins botânicos, centros de ciência, museus, aquários e outros são uma grande oportunidade para a educação formal, pois contam com equipamentos e montagens que dificilmente podem ser alocados pelas escolas. Segundo ele, esses ambientes têm enorme potencial para desenvolver a aprendizagem de ciências, especialmente por crianças.
Essa discussão permite afirmar que espaços de educação não-formal são fontes potenciais de aprendizagem. Porém, interessa-nos, em especial, saber o que acontece em exposições de ciência e tecnologia. A partir desse ponto, dedicamo-nos a discutir em maior profundidade o que diversos pesquisadores têm identificado em suas investigações, começando com uma breve descrição sobre o propósito de exposições dessa natureza e retomando parte da descrição sobre a evolução histórica da cultura científica no Brasil.