5. NEOLİBERAL ÖZNEYİ YÖNETMEK
5.4 Neoliberal Şirket-Toplumda " İnsan İlişkileri" Yönetimi
Na seção anterior foram apresentados os fundamentos sobre a Gestão de Portfólio de TIC (GPFTIC). Outra variação de utilização do conceito de portfólio refere-se à Gestão de Portfólio de Projetos de TIC (GPPTIC).
Enquanto a GPFTIC engloba tanto os projetos quanto os ativos de TIC na composição de um portfólio de TIC, a GPPTIC engloba específica e tão somente os projetos de TIC, sendo uma derivação clara e direta da GPP apresentada anteriormente. A oportunidade que as organizações encontram ao adotar a GPPTIC é a de combinar em uma mesma abordagem os benefícios da gestão de portfólio (com uma perspectiva financeira) e da gestão de projetos de TIC (BONHAM, 2005).
A necessidade de se escolher os melhores projetos de TIC em uma organização se deve em linhas gerais a 4 (quatro) fatores (MCFARLAN; MCKENNEY; PYBURN, 1983): (i) a rápida mudança da tecnologia, exigindo dos gestores e usuários habilidade na integração dos vários recursos de TIC; (ii) a escassez de recursos organizacionais como profissionais de TIC qualificados (tanto técnicos como de gestão) e de recursos financeiros nas organizações pode
representar em algum momento empecilho para o desenvolvimento de projetos de TIC; (iii) como projetos de TIC por vezes implementam aplicações e infraestrutura que serão utilizados durante longo período, há a constante tendência das organizações de se integrar seus ativos de TIC; (iv) a TIC é uma ferramenta viabilizadora de grande parte das iniciativas estratégicas das organizações.
Foram encontrados poucos trabalhos que tratam direta e especificamente sobre a GPPTIC, sendo estes trabalhos mais recentes em termos de publicação. O quadro abaixo apresenta os trabalhos encontrados e respectivas informações:
Autores Ano Tema/Objetivo
MORAES & LAURINDO
2003 Estudo de caso sobre seleção de projetos de TIC em
empresa de materiais de construção
BONHAM 2005 Livro que aborda vários tópicos necessários sobre a adoção
de GPPTIC tais como atividades, escritório de projetos, técnicas, etc.
CAMERON 2005 Discussão sobre os benefícios que a GPPTIC pode trazer ao
alinhamento estratégico entre o negócio e a TIC
D’AMICO 2005 Proposição de principais atividades para a realização de
GPPTIC
CALDERINI et al 2005 Estudo sobre os benefícios do uso da Gestão de Portfólio de
Projetos para projetos de TIC
CAO, DIN & TIAN 2006 Discussão sobre as ações que áreas de TIC devem executar
para selecionar projetos de TIC alocar recursos sob uma perspectiva de portfólios
BARDHAN, KAUFMANN & NARANPANAWE
2006 Proposição de um modelo matemático para a priorização de
projetos de TIC utilizando Opções Reais
CUBELES- MÁRQUEZ
2008 Apresentação de fundamentos sobre a origem e uso da
GPPTIC
CHO 2010 Tese de doutorado sobre seleção de portfólio de projetos de
TIC
Quadro 4 – Trabalhos sobre Gestão de Portfólio Projetos de TIC Fonte: próprio autor
Autores propõem que a GPPTIC seja executada através dos seguintes passos (D’AMICO, 2005) (BONHAM, 2005):
• Entender as metas estratégicas da organização para entender como os projetos de TIC devem responder a estas metas;
• Estabelecer um time de gestão de portfólio que seja multifuncional e garanta uma visão e decisão que contemple as varias necessidade e diversidades;
• Realizar um inventário dos projetos de TIC com as informações que darão suporte ao processo de tomada de decisão;
• Realizar o alinhamento dos projetos de TIC em relação às metas identificadas;
• Priorizar os projetos com base em algum critério objetivo (sistemas de escoragem);
• Alocar recursos aos projetos com maior pontuação no sistema de escoragem;
• Reavaliar regularmente o portfólio de projeto de TIC para garantir constante alinhamento dos projetos de TIC às metas da organização; • Avaliar os benefícios propostos pelos projetos de TIC.
As principais vantagens de se aplicar a abordagem de GPP aos projetos de TIC são (D’AMICO, 2005) (CUBELES-MÁRQUEZ, 2008):
• Alinhar de maneira dinâmica os projetos de TIC com objetivos de negócio;
• Maximizar os retornos sobre os investimentos de TIC;
• Tornar as atividades de seleção e priorização de projetos de TIC transparente para toda a organização;
• Garantir que as diversas áreas e TIC tenham uma linguagem comum, compartilhem a mesma visão dos riscos e colaborem na tomada de decisão;
• Consolidar e reduzir o número de projetos redundantes de TIC e eliminar projetos inadequados;
• Redirecionar investimentos de TIC de projetos de baixo valor para projetos de alto valor;
• Permitir que todos responsáveis pelos recursos planejem suas alocações com maior eficiência.
Bonham (2005) aborda sobre a seleção e priorização dos projetos de TIC e o balanceamento do portfólio de projetos de TIC e recomenda que sejam adotados
Business Case para a realização destas atividades. São sugeridas as seguintes
métricas para a composição do modelo de avaliação dos projetos de TI:
Área de métrica Exemplos
Produtividade/Eficiência Quantidade de trabalho completado e quantidade de trabalho para completar
Qualidade/Efetividade Metas de negócio atingidas e riscos efetivamente superados
Processo de Entrega Percentuais de completeza, custos de backlog, custo de retrabalho
Gestão de Ativos Tamanho, custos e distribuição do portfólio de ativos,
Gestão de Recursos Estatística de horas trabalhadas e turnover, tamanho e custos dos times de projeto
Quadro 5 – Categorias de Métricas para uso em Business Case de TIC Fonte: (BONHAM, 2005)
Para execução da GPPTIC, é importante que uma organização tenha (i) estabelecido previamente sua estratégia de negócio e sua respectiva estratégia de TIC (BONHAM, 2005) (D’AMICO, 2005), insumos estes que suportarão o processo de balanceamento do portfólio de projetos de TIC sob vários aspectos, (ii) envolvimento da liderança da organização para que sejam gerenciados os conflitos por recursos e (ii) times de projetos com as competências e habilidades requeridas para gerenciar portfólios (CUBELES-MÁRQUEZ, 2008).
Pesquisa realizada por Karhade e Shaw (2007) sobre os fatores que influenciam a composição de um portfólio de projetos de TIC identificou que há fatores diferentes para a rejeição e para a seleção de projetos. Os fatores que influenciam a rejeição de projetos de TIC são: (i) o grau de maturidade sobre a ideia do projeto (ou seja, este fator mede o quanto o projeto foi amadurecido pela organização em termos de propostas); (ii) tipo de iniciativa, sendo mais rejeitados os
projetos que não tenham uma conotação de mandatórios ou regulatórios (ou seja, aqueles que não têm uma obrigatoriedade de serem executados, ao passo que os mandatórios ou regulatórios de maneira geral são aprovados); (iii) prontidão do processo a ser automatizado por TIC, podendo ser traduzido como o grau de amadurecimento do processo para receber uma aplicação de TIC. Em contrapartida, os fatores que determinam a maior chance de um projeto ser selecionado por uma organização são: (i) características da tecnologia, tais como baixa complexidade tecnológica, aplicações referentes ao legado de TIC e baixa dependência de fornecedores externos; (ii) projetos de curto e médio prazo; (iii) projetos de baixo investimento.
A partir da análise dos trabalhos encontrados sobre GPPTIC, foi identificado que os autores de maneira geral se utilizam dos fundamentos, atividades e técnicas anteriormente propostas pelo GPP para gerenciar projetos de TIC sob a abordagem de portfólio. Por consequência, não foram encontrados trabalhos que proponham uma estruturação de processos específica para a GPPTIC. Bonham (2005) é o autor que explora o tema com maior profundidade, mas por ser um livro, não trata o assunto com a devida profundidade acadêmica.
Por fim, percebeu-se que existe uma linha tênue entre as definições e conceitos empregados para descrever a GPFTIC e a GPPTIC, a exemplo de trabalhos que citam a GPFTIC em seu titulo (WEILL; ARAL, 1995) (JEFFERY; LELIVELD, 2004) (CAMERON, 2005) (SILVA; RIBEIRO, 2009), mas descrevem de fato a GPPTIC em suas proposições.