3. BİR İKTİDAR MODELİ OLARAK NEOLİBERAL YÖNETİMSELLİK
3.4 Neoliberal Yönetimsellik Çerçevesinde Özne: Homo Economicus
3.4.1 Beşeri Sermaye Teorisi ve Homo Economicus
A coleta de dados quantitativos foi realizada por meio da aplicação de um questionário.
3.2.1.1 Instrumento de coleta
O questionário (Apêndice A) continha questões fechadas e abertas, prevalecendo as do primeiro tipo, totalizando 15 questões, distribuídas em cinco partes. A primeira era composta de oito questões fechadas sobre dados pessoais e profissionais, como:
a) Idade (faixas de cinco anos, de 25 a 50); b) Gênero;
c) Formação (lista de profissões da ficha de inscrição no CEAG); d) Realização de outros cursos de pós-graduação;
e) Experiência profissional (faixas de dois a dez anos);
f) Setor (lista de setores da Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE); g) Porte da organização (classificação por quantidade de funcionários do Serviço
Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE); e h) Cargo (lista de cargos da pesquisa realizada por Zhao et al., 2006).
A segunda parte, questões 9 e 10, levantava as expectativas dos respondentes em relação ao curso. Na primeira, solicitava-se ao respondente selecionar até três expectativas. Na segunda, avaliava-se o grau de atendimento às expectativas selecionadas em escala Likert de 5 pontos (1 representando “discordo totalmente” e 5 representando “concordo totalmente”).
A terceira parte, questões 11 e 12, coletava a percepção dos respondentes sobre os impactos objetivos do MBA em suas carreiras. A questão 11 era um agrupamento de perguntas fechadas sobre a ocorrência de aumentos salariais, promoções de cargo e mobilidade durante e após o MBA, incluindo uma pergunta sobre o impacto do curso na capacidade de promover um melhor desempenho da empresa, destinada exclusivamente aos respondentes empresários ou empreendedores, que possivelmente não observariam os outros impactos objetivos listados. Na questão 12, os respondentes selecionavam até três aspectos do curso que, na percepção deles, levaram ao impacto assinalado, podendo incluir um aspecto não listado (campo “outro”).
A quarta parte levantava as percepções sobre os impactos subjetivos do curso (questões 13, 14 e 15). A primeira era uma questão fechada escalonada (escala Likert de 5 pontos, com 1 representando “discordo totalmente” e 5 representando “concordo totalmente”), na qual apresentava-se uma lista de possíveis impactos subjetivos. Na questão 14, selecionavam-se até três aspectos do curso que levaram ao impacto subjetivo observado, podendo incluir-se um aspecto em campo aberto, caso julgasse apropriado. A última questão era aberta e solicitava ao participante citar uma evidência prática de como o curso contribuiu ou está contribuindo para o desenvolvimento de sua carreira. As listas de impactos objetivos e subjetivos e de aspectos dos cursos foram elaboradas com base no referencial teórico.
Por fim, a quinta parte verificava a disponibilidade do respondente em participar de uma entrevista em grupo focal, já informando a data, horário e endereço em que seria realizada.
Uma limitação desse instrumento de coleta é o fato de ele não permitir a intervenção do pesquisador quando alguma questão não é compreendida. Para minimizar o risco de eventos desse tipo, foi realizado um pré-teste do questionário com cinco alunos do MPA e foram feitos os ajustes necessários.
3.2.1.2 Procedimento de coleta
Para obter uma alta taxa de respostas, optou-se pela aplicação presencial do questionário para o grupo 1, formado por alunos dos três cursos. Ele foi entregue impresso, pela pesquisadora, no final ou início das aulas, a todos os alunos presentes cursando o último semestre dos cursos selecionados, totalizando 301 questionários respondidos, 40% do total de respostas obtido. Para o grupo 2, formado por ex-alunos, o questionário foi enviado eletronicamente, via e-mail, com link para página web do site especializado em surveys (Survey Monkey). As versões on-
line (para ex-alunos) e impressa (para alunos) do questionário eram idênticas em conteúdo.
Para ex-alunos do MPA e CEAG, o e-mail foi enviado pela pesquisadora por meio da ferramenta web de pesquisa. Foram enviados três e-mails: o primeiro apresentando a pesquisa e direcionando para o link do questionário, e os dois outros, somente para aqueles que não acessaram o link anteriormente, reforçando o pedido de que respondessem ao questionário. Para ex-alunos do MBA, foram enviados dois e-mails pela instituição, por conta de regulamentos internos. O primeiro convidava os ex-alunos a participarem e o segundo relembrava-os. Dos 3.306 questionários enviados por e-mail, obtiveram-se 430 questionários respondidos (13%), sendo o percentual de respostas do MPA (53%) e do CEAG (22%) bastante superior ao dos MBAs (4%).
Os 754 questionários respondidos foram todos preenchidos de 9 de abril a 19 de maio de 2012. Deles, 23 foram desprezados, por estarem somente com o primeiro bloco de questões
respondido, restando 731 (respondidos até a questão 12) e 712 completos; foram considerados os 731 questionários respondidos. As Tabelas 1 e 2 apresentam a distribuição entre cursos e grupos de respondentes.
Tabela 1. Questionários respondidos por curso
Cursos População Amostra (questionários respondidos) N % n % CEAG 1798 44% 407 56% MPA 100 2% 64 9% MBA 2150 53% 260 36% GEEN 1519 71% 177 68% GEMP 631 29% 83 32% Total 4048 100% 731 100% Nota:
População considera alunos que concluíram o curso em 2009, 2010, 2011 e 2012, calculada com base na quantidade de alunos informada pelas secretarias dos cursos. Amostra aleatória.
Fonte: Elaborado pela autora.
Tabela 2. Questionários respondidos por grupo
N %
Ex-alunos 430 59%
Alunos 301 41%
Total 731 100%
Fonte: Elaborado pela autora.
3.2.1.3 Análise dos dados
A análise das respostas foi realizada por bloco de questões. Primeiramente, utilizou-se estatística descritiva para caracterizar o perfil e expectativas dos respondentes. Para as variáveis qualitativas, observaram-se as frequências absolutas (n) e as frequências relativas (%). Em algumas das variáveis de interesse, havia categorias de respostas com poucos respondentes. Para facilitar a análise, essas categorias foram reagrupadas ou recodificadas. Em seguida, foram analisadas as respostas dos outros blocos, identificando argumentos mais
fortes (de maior concordância entre os respondentes) e mais fracos (de menor concordância) com base na criação de gráficos e tabelas.
Para simplificar a apresentação e comparação dos resultados, foram elaboradas tabelas com as frequências relativas (%) por questão por curso. Devido às diferentes proporções entre os cursos na população e na amostra, optou-se por omitir dessas tabelas as frequências absolutas (n) e calcularam-se os dados consolidados (média dos três cursos) ponderando as frequências relativas (%) por curso, pelas proporções desse curso sobre a população. Como população, considerou-se todo o público-alvo deste estudo, isto é, alunos no último semestre e ex-alunos graduados em 2009, 2010 e 2011, em cada um dos cursos pesquisados.
Para cálculo do impacto objetivo, foi atribuída uma pontuação, com base nos itens da questão 11, sobre a ocorrência de movimentações concretas na carreira. Cada item recebeu pontuação 1 quando a resposta foi “sim” e 0 quando a resposta foi “não”, somando-se a pontuação dos seis itens por respondente. Como resultado, a pontuação poderia variar de 0, se ele respondeu “não” a todos os itens, a 6 se respondeu “sim” a todos eles.
Para cálculo do impacto subjetivo, atribuiu-se uma pontuação com base nos itens da questão 13, que descrevia possíveis impactos subjetivos dos cursos na carreira. Primeiramente, considerou-se que o impacto foi percebido apenas por aqueles que assinalaram “concordo” e “concordo totalmente”, atribuindo pontuação 1 a cada item. Para as respostas “discordo totalmente”, “discordo” e “não concordo nem discordo”, atribuiu-se a pontuação 0 para cada item. Para cada respondente, somou-se a pontuação, que poderia variar de 0, se ele respondeu que não percebeu nenhum dos impactos, a 8, se percebeu todos eles.
Para as duas medidas de impacto, quanto maior a pontuação, maior o impacto. Para facilitar a comparação entre elas, colocou-se a pontuação de ambas em base 100.
Então, utilizaram-se ferramentas estatísticas para comparar medidas de impacto objetivo e subjetivo entre diversas variáveis. Entre variáveis de interesse com duas categorias, foi
utilizado o teste t-Student. Entre variáveis de interesse com mais de duas categorias, foi utilizada a Análise de Variância (ANOVA). Quando houve diferença significante entre grupos, para a identificação de quais grupos apresentavam diferenças entre si, foram feitas comparações múltiplas (de duas em duas categorias), utilizando o teste de Dunnett ou o teste de Bonferroni, esse último, quando houve igualdade das variâncias na ANOVA. Para facilitar a interpretação desses testes e ilustrar as diferenças entre categorias, foram construídos gráficos de perfil das médias. Na comparação do nível de impacto entre os cursos e nas comparações entre os aspectos dos cursos e os impactos assinalados, isto é, entre cada item da questão 11 em relação à 12 e da questão 13 em relação à 14, foi utilizado o método Qui- quadrado. Para todas as comparações estatísticas, foi considerado um nível de significância de 5%. Dessa forma, considerou-se que houve diferença entre os grupos quando o valor de “p” foi menor do que 0,05 (p<0,05).
Por fim, foram analisadas as questões abertas. As opções “outro” foram desprezadas, devido ao baixo volume de respostas. Para analisar as respostas à questão 15, sobre evidências de impactos dos cursos, foram lidas primeiramente 100 respostas, selecionadas aleatoriamente,
buscando identificar categorias. Então, foram avaliadas as demais respostas, classificando-as entre as categorias definidas anteriormente e refinando tais categorias ou adicionando novas categorias, quando necessário. A cada refinamento, voltava-se às respostas já classificadas para eventuais reclassificações.