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4. NANOKOMPOZİTLER

5.2 Çalışmalarda İzlenilen Yöntemler

5.2.4 Nanokompozit üretimi

Para Comblin a violência é o desejo de destruir o outro, então pode-se afirmar que o ponto máximo da destriução de uma pessoa é a morte. O pensamento de Comblin sobre justiça é

236 SOBRINO, Jon. A Ressurreição da Verdadeira Igreja. São Paulo: Edições Loyola, 1982, pg. 61. 237 TILLICH, Paul. Amor, Poder e Justiça. São Paulo: Editora Fonte Editorial, 2004, pg. 73.

levar a vida ao outro, ou seja, amar a Deus e amar o próximo são realizações de justiça, então no amor não há espaço para violência na sociedade ou nas relações entre as pessoas, o escritor propõe o perdão entre os homens para dar cabo com a vingança e assim terminar com a violência:

―Aqui, a primeira expressão cristã, tipicamente cristã, é o perdão. O que significa o perdão? É a rejeição da vingança. Os textos evangélicos não podem ser mais claros (cf. Mt 5,38-42; 6,12.14-15; 18,21-22). No mesmo sentido é uma aplicação da exortação "amai os vossos inimigos" (Mt 5,44; Le 6,27). Por que perdoar? Por que amar os inimigos? Porque o objetivo final é a formação do Reino de Deus a partir dos seres humanos que existem. Não podemos excluir de antemão os inimigos. A nossa tarefa é conquistá-los porque eles também são chamados a trabalhar pelo Reino de Deus e a entrar no caminho do amor. O perdão e o amor aos inimigos têm por finalidade a sua conversão. A vingança suprime a possibilidade de conversão‖238.

Quando a tentativa é desviar-se da violência, tentamos muitas vezes levar uma vida normal, mas como Sung diz: ―[...], a tentativa de esquecer que ela exista é impossível [...]‖, ―[...] o medo frente a essa ―onipresença‖ é real [...]‖, ―[...] acreditar que ela não faz parte do pequeno mundo que vivemos [...]‖ e ―[...] o fantasma que nos amedronta todos os dias [...], mas o nosso esquecimento não é tão poderoso para nos proteger totalmente da violência.‖.239A cristandade

precisa de uma proposta para estes medos, ódios e ganâncias que rondam a humanidade. Cristo propõe uma sociedade nova e alternativa, onde a morte estiver estabelecida na sociedade a proposta da nova deve ser trazer vida, onde há injustiça, trazer justiça, ou seja, uma ―Comunidade do Contraste‖ nas palavras de G. Lohfink, quando diz não à violência e age ativamente com bondade em relação ao inimigo. Sung nos coloca o verso da Bíblia da seguinte maneira: ―A mim pertence a vingança e a recompensa‖ (Dt. 32.35), propondo assim Deus como o único detentor do direito de vingança, que não usa. Portanto, entende-se que quando a humanidade assume o estilo de vida proposto pelo Cristo, ela não possui mais o direito de se

238COMBLIN, José. O Caminho: um ensaio sobre o seguimento de Jesus. São Paulo: Paulus Editora, 1995,

pg.188.

239 SUNG Jung Mo. Semente de Esperança: A fé em um mundo em crise. Petrópolis: Editora Vozes, 2005, pg.

vingar, pois a vingança não está mais sobre o domínio dos homens e sim de Deus e com isso o ciclo da violência termina.

Com essa afirmação Sung coloca a violência na esfera do transcendente e diz também que essa proposta não daria conta de exaurir com a violência no âmbito da sociedade ou das relações macrosociais. Ele acredita que a violência legítima neste caso tenha seu lugar, mas não é um guia para uma prática de justiça conduzida pelo próprio Cristo. É necessária uma conversão qualitativa, como define Comblin

―Não basta aumentar a dose desse amor aos semelhantes, aos que estão perto para entrar no amor aos inimigos, trata-se daquilo que o evangelho chama de conversão. É preciso que haja mudança de olhar e descobrir a quem costumamos tratar como inimigo e a quem odiamos. A partir daí é preciso querer mudar de comportamento. Esse amor não é inato não é espontâneo, não se faz por si mesmo apenas por simples crescimento do amor com o qual a gente nasce. A pessoa que faz essa conversão se expõe, expõe a própria vida‖240.

A proposta de Comblin para terminar com a violência da sociedade é uma forma radical que começa no indivíduo influenciando toda sociedade com exemplos da própria vida, se expondo ao outro. Moltmann concorda com os dizeres de Comblin quando afirma que a conversão:

[...] ―influência as pessoas e as circunstâncias nas quais as pessoas vivem e sofrem, portanto, o modo de vida pessoal e comunitário da mesma forma como os próprios sistemas de vida nos quais os modos de vida estão ordenados. Conversão é tendencialmente tão abrangente como o Reino de Deus vindouro cuja proximidade anunciada a torna possível e necessária. Conversão acontece, como discipulado de Cristo, integralmente, ―de todo o coração, de toda alma e com todas as forças‖, como o amor de Deus ou então ela não ocorre. Não existe conversão de coração dividido ou apenas em áreas parciais da realidade que corresponde ao Reino de Deus‖241.

240 COMBLIN José. A Vida: Em busca da liberdade. São Paulo: Paulus Editora, 2007, pg. 149.

Pode-se dizer hoje em dia que existe falta de amor entre as pessoas, que se dizem imagem e semelhança de Deus, e não houve conversão no ser humano. Para Comblin e Moltmann este modo não é utópico e sim realidade, e não ficaria no âmbito da transcendência mas na responsabilidade humana de ter atitudes mais parecidas com o Cristo, tais como: solidariedade, amor ao próximo e justiça. Quem todavia pensa até as últimas consequências nos dizeres de Sung, Moltmann e Comblin, atende e age com a sabedoria do Sermão do Monte, que com certeza está entrelaçada nos dizeres destes autores. Além disso, o Sermão do Monte não é a ética da mentalidade porém afirma que tudo depende do fazer como o evangelista Mateus escreve: ―Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha. E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda‖. (Mateus 7.24-27). Se Jesus tivesse apenas ensinado princípios de moral, nunca teria sido crucificado;242 quem não quiser tomar nenhuma dessas atitudes, deve contradizer abertamente o evangelho.243 Moltmann concorda com estas afirmações quando diz:

―Quem considera o Sermão do Monte irrealizável de princípio, este ofende a Deus. Pois, Deus o Criador e amante da vida, não dá leis irrealizáveis. Quem considera o Sermão do Monte realizável apenas no íntimo do coração, não, porém no agir público, este acusa Jesus de mentiroso que cumpriu justamente por causa do fazer. Quem o considera realizável apenas para si pessoalmente, não, porém em sua responsabilidade por outros, este não conhece a Deus o Criador. Finalmente, quem acha que somente um, a saber, o próprio Jesus, conseguiu cumprir o Sermão, mas que todas as demais pessoas deverão fracassar nessa tentativa, para serem revelados como pecadores, este suprime a verdade da comunhão de Cristo, da qual consiste em ouvir e praticar a palavra de Jesus‖244.

242 COMBLIN José. O Povo De Deus. São Paulo: Paulus Editora, 1999, pg. 324.

243 LOHFINK Norbert. A Igreja dos meus sonhos. São Paulo: Edições Paulinas, 1985, pg. 94.

G. Lohfink ao comentar o texto: ―Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa, nem a túnica recuses‖ (Lucas 6.29), diz que existe uma degradação da violência, partindo do final para o começo do texto: que vai do pedido descarado, passando pela coação e a ameaça de processo, até chegar à brutalidade, isto é, a prática da injustiça, mas para o autor existe somente uma saída para eliminação dessa violência: a bondade.

[...] ―A Intenção das quatro sentenças é evidente. É inculcado nos ouvintes, renuncie a qualquer sansão jurídica! Desista de qualquer retaliação! Não responda à violência com violência! Quando é cometida injustiça contra você, porém, não fique passivo e sem fazer nada! Vá ao encontro do seu adversário. Responda à sua coação ou brutalidade com bondade transbordante. Talvez, deste modo, consiga recuperá-lo. Estas exigências ganham uma expressão especial pelo fato de não mencionar em casos extraordinários ou relativamente raros, mas fatos tirados do dia-a-dia real dos ouvintes de Jesus‖ [...].245.

Para Comblin, as citações acima não dariam conta de acabar ou minimizar esse problema que ronda toda a sociedade, porém o autor apresenta algumas pistas quando colocam a posição do homem em relação ao mercado, ou seja, a prática da injustiça na atualidade está entrelaçada com a auto-estima das pessoas que estão afetadas pelo consumo e o desejo de adquirir para ser alguém, sem se importar com a necessidade do próximo. Para o escritor esse pensamento tem muito haver com o ―eu‖ da pessoa que está entrelaçada com a sociedade capitalista, que desenvolve um novo conceito do ―ser alguém‖, se transformando em proprietários para adquirirem segurança, se separando do outro ao ponto de visualizar o próximo como seu inimigo, e assim o autor diz:

―Sobretudo numa sociedade capitalista em que se exaspera a consciência de proprietários, as pessoas chegam a viver numa insegurança tão grande em relação a sua personalidade, que a colocam nos bens exteriores e acumulam para ter a impressão de ser. A pessoa acha que ―é‖ pelo que ―tem‖ e naquilo que ―tem‖. Tal personalidade consiste na autonomia e na separação das pessoas. Nem percebemos que essa vontade de autonomia

245 LOHFINK Gerhard. A Igreja que Jesus queria: Dimensão comunitária da fé Cristã. São Paulo: Editora

leva a um verdadeiro esvaziamento da pessoa. Na medida em que a pessoa se fecha em si mesma e nas suas propriedades, ela perde consistência. Porém a insegurança é tal que a pessoa se apega desesperadamente àquilo mesmo que a perde. Ser é, para ela, estar segura, poder controlar, dominar. O indivíduo busca o seu ser naquilo que ele pode dominar. Daí o símbolo da propriedade humana que é o muro ou a cerca: o outro fica rejeitado como ameaça à pessoa, ao ―eu‖, que se encontra na defesa do seu isolamento‖246.

Segundo Sung há ainda possibilidades de sair desse individualismo e do medo da relação. Em relação a isto, o autor propõe que é preciso animá-las a entender que valem mais do que qualquer consumo, dizendo: a ―linha de trabalho fundamental é a de recuperação da autoestima das pessoas desvinculadas da capacidade de consumo. Ajudar as pessoas a terem experiências que lhes permitam perceber que são pessoas dignas não importando o que consomem‖ 247.

Ele também nos dá outras possibilidades práticas: as celebrações litúrgicas participativas vibrantes ou outras atividades coletivas que possam contribuir com a catarse da agressividade e violência já presente e que faz com que as pessoas se sintam parte de uma comunidade ou de um grupo que as reconhece.248 Com esta prática, as pessoas podem se desestressar e ter fôlego para continuar a vida de uma maneira aliviada das tensões do dia-a-dia e podem visualizar melhor suas atitudes de forma a agirem com justiça para com as outras pessoas.

Declara, contudo, a importância de não perder de vista as lutas sociais e políticas para a construção de uma sociedade alternativa mais justa e solidária. O atual sistema de mercado é violento e injusto, porque no seu funcionamento destrói muitas vidas e depende disso para

246 COMBLIN, José. O enviado do Pai. São Paulo: Paulus Editora, 2006, pg. 05

247 SUNG Jung Mo. Semente de Esperança: A fé em um mundo em crise. Petrópolis: Editora Vozes, 2005,

pg.96.

crescer e se manter249, não se importando com a vida do ser humano, a não ser que este se torne um consumidor.

As opiniões dos autores acima parecem enfrentar uma diferença de conceito e de atuações práticas na sociedade. Porém, a complementação dos pensamentos é a maneira correta de refletir sobre os textos, pois, para influenciar uma comunidade que já está inserida e envolvida com o pecado estrutural que é a injustiça, deve-se começar a transformação esperada sempre pelo indivíduo para com a sociedade toda, sem atitudes individuais de recusa à violência, de qualquer modo, seja contra o inimigo ou mercado que também não deixa de ser o maior inimigo do pobre, não se desenvolverá uma sociedade mais humana, pacífica e justa.