4. NANOKOMPOZİTLER
5.2 Çalışmalarda İzlenilen Yöntemler
5.2.1 Tuvenan Sepiyolit örneklerinin hazırlanması ve karakterizasyonu
5.2.1.2 Karakterizasyon çalışmaları
Muitos identificam o amor a Deus com a prática dos atos da sua vida religiosa. Acreditam que amam a Deus quando oram, recebem sacramentos, fazem ofertas, louvam, promovem atos de reparação ou desagravo etc. Porém, para Comblin essa maneira de identificar amor a Deus não passa de Religião com expectativas em outro mundo, e por isso, não se luta pela justiça. Diante disto, Karl Marx fez duras críticas à religião, afirma
225 COMBLIN, José. A vida Em busca da liberdade São Paulo: Paulus Editora, 2007, pg.156. 226 COMBLIN, José. Vocação para liberdade. São Paulo: Paulus Editora, 1998, pg. 67.
que a religião se trata do ópio dos povos, pois ao invés de acordar as populações na busca de justiça social, tornou-se um poderoso sonífero religioso em consequência de sua interpretação errônea da espiritualidade, para adormecer os povos oprimidos e para acordá- los somente após a morte. No entanto, o verdadeiro amor vai além da religião, ele desperta, anima e coloca as pessoas em ação de bondade para com o necessitado.
―Pois o verdadeiro amor de Deus é o amor ao próximo. Não há outra maneira de amar verdadeiramente a Deus, pois a Deus ninguém vê, e, por conseguinte, ninguém pode atingi-lo diretamente. O próximo a gente pode ver. O amor é corporal, não é feito de atos puramente espirituais‖227.
Isso não quer dizer que a religião não tenha sua importância. Ela forma a parte essencial da vida do ser humano, porém precisa ser transformada pelo amor ao próximo, isto é, uma religião para este mundo, e não para o vindouro, que tenha realizações práticas para o outro. Para Comblin o ser humano não vive sem religião e por isso afirma:
―Sem religião a pessoa se sente sem rumo na vida, sem saber porque e para que existe, e o que fazer neste mundo. O ser humano vive em relação com a totalidade e não se contenta com uma existência limitada ao visível, ao sensível. Precisa estar relacionado com a totalidade e com o fundamento absoluto da existência‖228.
Contudo se alguma religião não está orientada a amar o próximo ela pode ser prejudicial, inútil e opressora gerando assim atos de injustiça. Há grande diversidade de povos que elaboram religiões diferentes, porém em geral, as religiões possuem as mesmas características que são básicas para sua existência, tais como: necessita de um mito, precisa ter sacerdote ou sacerdotes, seres humanos com atitudes determinadas pela religião que se sacralizam, regras como exigências a serem cumpridas; e, sem esses cumprimentos as pessoas não se tornam membros, culto ou momentos cúlticos para adoração do mito
227 COMBLIN, José. O Caminho o ensaio sobre o seguimento de Jesus. São Paulo: Paulus Editora, 2005, pg.
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fundante desta religião e o templo, um lugar sagrado como forma de segurança para os seus adeptos.
Todavia, para Comblin o Evangelho vai além dessas exigências, não é religioso. Jesus não fundou nenhuma religião. Não fundou ritos, não ensinou doutrinas, não organizou um sistema de governo, aboliu o templo. Ele se dedicou a anunciar, a promover o Reino de Deus. Ou seja, uma mudança radical de toda a humanidade em todos os seus aspectos, contudo essa mudança acontece somente baseada no Amor a Deus e ao próximo. Comblin ao determinar sua posição usa um texto da carta de João que diz: ―Filhinhos, não amemos com palavras, nem com língua, mas com obras e em verdade,‖ (IJo. 3.18). Afirmando:
―A expressão acima é muito forte. Pois toda religião é feita de palavras ou de sinais – que são equivalentes às palavras. O que Deus quer não é uma religião, mas o amor. Não é a Religião que salva e sim o amor. O amor não consiste em dizer a Deus que o amamos, nem em multiplicar os sinais de amor. Deus quer obras e não sinais. O amor é feito de obras. Essas obras somente podem ter por objeto as pessoas humanas porque são as únicas que podemos atingir com as nossas mãos. O amor se realiza corporalmente, com o trabalho das mãos, da cabeça e dos pés – sempre com o corpo‖229.
Como autor escreve, ―o amor é feito de obras‖ e estas devem ser para o próximo, por isso pode-se dizer: obra salvadora que não deve ser entendida somente no abstrato da relação, mas em suprir a necessidade do outro, ao ponto de dar-lhe dignidade para viver com todas as formas imagináveis e possíveis. Sabe-se que existem alguns discursos sobre a salvação eterna que está em âmbito divino ou transcendente sem poder ser alcançado pelos seres humanos, determinada como religião, porém existe outra salvação na atualidade, a qual se faz com obras de amor para com o próximo, usando todos os artifícios para ver o próximo melhor na vida determinada como verdadeira religião.
229 COMBLIN, José O Caminho o ensaio sobre o seguimento de Jesus. São Paulo: Paulus Editora, 2005, pg.
Tudo para dizer que o amor está acima de qualquer religião, mas a religião é necessidade humana e incorpora as figuras de todas as culturas. Trata-se de fenômeno cultural, sem o qual os seres humanos não podem viver. O desafio desse tema para Comblin está intrinsecamente ligado ao que vamos fazer com a apatia com relação ao amor que a religião nos impõe, apesar de ser uma necessidade da vida:
―O desafio está em como saber usar a religião para anunciar o evangelho, ou seja, para que os cristãos possam ir além da sua religião do amor ao Deus pensado, e chegar ao amor ao próximo concreto - porque Deus se situa no próximo. As religiões e, sobretudo as instituições religiosas, tendem a considerar-se fins, achando que tudo deve concorrer para o seu triunfo. Jesus foi muito claro, opondo-se a isso‖230.
Se o ser humano não se libertar da religião, e se converter ao reino de Deus, sempre estará em uma posição de contemplação e inércia para com o ser humano, mas o amor ao próximo, com práticas claras de libertação é para o autor a essência de se aplicar a justiça nesta sociedade.