BÜYÜK SELÇUKLU DEVLETİ DİNİ SİYASETİNİN FARSÇA ŞİİRLERE YANSIMASI
5.1. ABBASÎLERLE VE HALİFEYLE İLİŞKİLERİN ELE ALINDIĞI ŞİİRLER VE KARŞILAŞTIRILMASI
5.1.4. Nâsır Husrev
Apesar de a lei proibir terminantemente a tomada de medidas pedagógicas contra alunos inadimplentes, a ré, por conta de cláusulas abusivas existentes em seu contrato, tem colocado em prática tais medidas, em afronta direta ao ordenamento jurídico pátrio. Dentre as cláusulas violadoras dos direitos dos
cláusula 10(2); cláusula 11, item II, letra "c" (3); e seus parágrafos segundo(4) e terceiro(5); e cláusula 12(6), sendo que a abusividade do parágrafo segundo da
cláusula 11 verifica-se com a análise do parágrafo primeiro(7) desta mesma cláusula 11.
Apesar de o advogado da ré, (...), ter dito na DEOPS quando foi ouvido no Inquérito Policial nº 014/98 que "as determinações do reitor da Universidade é
sempre pelo cumprimento da lei tanto que a maioria dos casos questionados nesta Delegacia já se encontram resolvidos", inúmeras reclamações a esse respeito têm
chegado aos órgãos de defesa do consumidor, inclusive com a necessidade da tomada de infindáveis medidas judiciais, sem contudo se conseguir pôr fim aos desmandos, dado que os representantes da requerida se mantêm irredutíveis e arrogantes, o que ocasiona enormes desgastes psicológicos aos alunos e abalroamento do Judiciário com repetidas pendências individuais, como demonstram os documentos que instruem a presente.
Sem a tomada de uma medida enérgica do Ministério Público e do Poder Judiciário, em uma ação coletiva, as pendências judiciais individuais continuarão, com grande desfalque econômico para a Justiça e com perigo de ocorrerem decisões contraditórias entre si.
A título de exemplo, cita-se aqui algumas medidas proibidas aplicadas pela Universidade ré aos acadêmicos em débito para com ela:
1) proibição de ingresso nas dependências da instituição, já que as entradas são monitoradas por catracas que não se abrem se o aluno estiver inadimplente;
2) proibição, por conseqüência, de freqüentar as aulas, de fazer provas regulares, provas substitutivas e recuperações;
3) proibição: de ter acesso às notas; às folhas de provas; de colar grau; de entregar monografia, de renovar matrícula (isto é, de "confirmar a continuidade da
matrícula" feita no início do curso, conforme previsão do próprio parágrafo primeiro
da cláusula 5ª do contrato padrão – f. 54 do IC 031/98); 4) retirada de alunos de sala de aula;
5) imposição de vexames e humilhações públicas;
6) não fornecimento: de histórico escolar; de transferência; de programa das disciplinas cursadas; de guia padrão de equivalência; de diplomas; de boletins;
7) negativa de fornecimento de "certidão comprobatória de escolaridade", para o fim de o estudante arrumar emprego, já que não conta ainda com o diploma
de curso superior (f. 41 do IC 031/98);
8) cancelamento ou rescisão de contrato.
Mister se faz observar, em relação a realização da matrícula, que esta é feita apenas uma vez, logo após o candidato ter passado no vestibular. Ninguém faz matrícula em um curso superior, isto é, contrato, para estudar apenas um semestre ou um ano, mas para fazê-lo por completo. A chamada renovação da matrícula é, em verdade, o ato de o aluno avisar a Universidade de que dará continuidade a seu estudos naquela instituição, isto porque tem ele a possibilidade de se transferir para outra instituição de ensino superior ou de rescindir simplesmente o contrato ou de trancar a matrícula. Este entendimento é, inclusive, o do douto magistrado da Justiça Federal, Dr. Odilon de Oliveira, como se verá na citação que se fará abaixo(8).
A chamada proibição "de renovar matrícula" ou de não se permitir "confirmar
a continuidade da matrícula" feita no início do curso, conforme previsão do próprio
parágrafo primeiro da cláusula 5ª do contrato padrão (f. 54 do IC 031/98) constitui-se em uma verdadeira rescisão contratual, o que não é possível sem a intervenção judicial, como se verá no momento próprio.
O pagamento dos serviços educacionais é outra coisa absolutamente independente. Ele está vinculado à prestação de serviços educacionais por parte da Universidade e é pago, geralmente, pelos pais dos acadêmicos que, em sua maioria, são ainda adolescentes ou simplesmente dependentes seus, daí a necessidade de se obedecer também, neste particular, ao Estatuto da Criança e do Adolescente e de se adotar uma postura realmente respeitosa diante dos estudantes e da lei.
As ações nefastas da ré, em virtude do não pagamento das mensalidades, devem se voltar contra os responsáveis legais dos estudantes e não contra estes, através das medidas legais cabíveis.
As atitudes ilegais da ré chegam até as raias do descaramento inqualificável. Veja-se, por exemplo, os casos em que os representantes da ré não deixam, por motivo de inadimplência, os alunos fazerem segunda chamada, provas substitutivas ou os proíbem de entregarem as monografias no final do curso. Nesses casos, quando os alunos, após terem brigado por um bom tempo administrativamente, sem qualquer resultado prático, acabam por optar pelo Judiciário, onde acabam por perder a ação, porque os representantes da ré alegam, mentirosamente, que o
aluno não fez a segunda chamada ou a prova substitutiva ou não entregou a monografia porque perdeu o prazo e não porque a Universidade tenha
impedido por causa de inadimplência. Como o Judiciário não aplica o princípio da
inversão do ônus da prova, como deveria fazer, não dando assim a proteção adequada que o consumidor merece, o acadêmico perde a ação, o ano letivo todo, bem como todo o dinheiro que pagou, além de ter que desembolsar o que lhe é indevidamente cobrado, com todos os acréscimos exorbitantes e usurários que lhe são impostos.
É parte vulnerável sendo massacrada pelo poder econômico, que age maliciosa e ilegalmente, como é do seu feitio.
Os responsáveis pelos pagamentos dos serviços educacionais não saldam, na maioria da vezes, seus débitos não porque não o querem, mas porque não tem condição de saldá-los da forma como lhes é imposto pela ré que, em face de um quase que monopólio, impõe o que bem entende.
Outro fator que torna difícil o adimplemento dos débitos são os preços exorbitantes das prestações que são majoradas sem obediência a qualquer critério legal. Tanto é verdade que quanto a uma dessas majorações abusivas e ilegais o Ministério Público Estadual já propôs uma ação civil pública que se encontra em trâmite pela 2ª Vara de Fazenda Pública e Registros Públicos desta Comarca de Campo Grande.
Não se pode deixar de salientar aqui o valor exorbitante que se cobra dos alunos que cursam apenas uma ou algumas disciplinas, dos quais se cobra o valor integral descontados apenas 5% deste, conforme previsto no § 3º do artigo 2º da "Instrução de Serviço nº 01/97 da Pró-reitoria Adminstrativa (f. 29/30 do IC 031/98). Assim, supondo que a mensalidade seja R$ 500,00 para quem faz o curso regular, quem fizer apenas uma matéria nas condições previstas no mencionado parágrafo deve pagar nada mais nada menos que R$ 475,00, o que é um absurdo, principalmente se se analisar que se o aluno estivesse fazendo essa matéria em regime de dependência, em concomitância com o curso regular, pagaria apenas R$ 25,00, conforme previsto no artigo 1º da mesma "instrução de serviço", o que está a demonstrar, entre outras coisas, o ferimento ao princípio constitucional da isonomia.
As declarações que o Senhor Cesário Canteiro prestou na Delegacia de Polícia Especializada de Ordem Política e Social, nos já referidos autos de inquérito policial nº 014/98 que apurava o cometimento dos crimes de "cobrança abusiva" e de "exercício arbitrário das próprias razões" que estariam sendo praticados pelo representante legal da ré, o Senhor Reitor Magnífico (...), elucida bem a questão
acima exposta. Eis o teor de suas declarações:
"o declarante não entende porque sua filha cursa apenas quatro
disciplinas lhe está sendo cobrada a mensalidade equivalente à 70% (setenta por cento) do valor total da mensalidade cobrada ao aluno que faz o curso
integral e assim um total de dez disciplinas; que o valor que a (Ré) lhe cobra é de R$ 253,40 (duzentos e cinqüenta e três reais e quarenta centavos) mensais; que diante
disto até o momento o declarante não quitou o débito junto a (Ré), pois está no aguardo da solução, razão pela qual sua filha não confirmou sua matrícula no meio
do ano, como exigido, por estar inadimplente; que o declarante também questiona
a necessidade da ‘REMATRÍCULA’ uma vez que o curso é anual, contrato anual;
que, por estas razões o declarante teme que sua filha seja impedida de dar continuidade ao curso, por ser exigência da (Ré) que o aluno para dar continuidade ao curso ‘deva estar com as mensalidades em dia e fazer sua REMATRÍCULA no início do semestre’; que para fazer a REMATRÍCULA deve estar com o débito
quitado." (f. 80 do IC 031/98).
Camila Andrade Cantero, filha do declarante Cesário Cantero, ao ingressar
com ação de consignação em pagamento, para solucionar a questão dos valores exorbitantes cobrados pela ré, demonstrou em que consistia a ilegalidade e abusividade da cobrança realizada, nos seguintes termos:
"1.4 – Então a requerente, cursando 05 matérias em regime de dependência e adaptação, teria, conforme art. 1º da ‘Instituição de Serviço’ nº 01/97, que pagar 5%
para cada disciplina, conforme cálculos abaixo apresentados:
Valor da anuidade R$ 3.580,80 (três mil quinhentos e oitenta reais e oitenta centavos).
R$ 3.580,80 : 12 (meses) = R$ 298,40
Valor da parcela mensal: R$ 298,40 (duzentos e noventa e oito reais quarenta centavos).
R$ 298,40 X 5% = R$ 14.92 (quatorze reais noventa e dois centavos).
R$ 14,92 X 5 (cinco disciplinas) = 74,60 (setenta e quatro reais e sessenta centavos).
(....).