BÜYÜK SELÇUKLU DEVLETİ DİNİ SİYASETİNİN FARSÇA ŞİİRLERE YANSIMASI
5.3. BÜYÜK SELÇUKLULAR DÖNEMİNDE MEZHEPLERİ KONU ALAN ŞİİRLER:
Quanto à proibição de renovação de matrícula por conta de atraso no pagamentos de parcelas, o contrato da ré prevê:
"CLÁUSULA QUINTA: (....).
PARÁGRAFO PRIMEIRO: Ao final do semestre do ano letivo referido na
Cláusula Primeira, o contratante deverá confirmar a continuidade da matrícula
para o 2º Semestre, devendo para tal, preencher e assinar o Requerimento de
Confirmação de Continuidade de Estudos e apresentar a quitação das parcelas
vencidas, sendo esta condição imprescindível para continuação deste contrato para o 2º Semestre do ano letivo de 1999.
(....).
artigo 1092 do Código Civil, por si ou por seus empregados, representantes ou prepostos, a prestar os serviços educacionais aqui pactuados em caso de
inadimplência, podendo rescindir o contrato após três parcelas em atraso via
notificação formal ao contratante."
CLÁUSULA DÉCIMA-PRIMEIRA: O presente contrato tem duração até o final
do período letivo do ano de 1998 e poderá ser rescindido nas seguintes
hipóteses: (....);
ITEM II - Letra "c": Pela Universidade: por inadimplência na forma da
Cláusula Décima.
(....).
PARÁGRAFO TERCEIRO: A transferência a partir de dia 1º de outubro de 1998, será efetuada mediante comprovação de quitação das 12 (doze) parcelas
contratuais e requerimento ao Reitor, protocolado na Secretaria de Controle
Acadêmico da Universidade.
CLÁUSULA DÉCIMA SEGUNDA - A renovação de matrícula para o ano de
1999 está condicionada à quitação integral dos débitos anteriores decorrentes da anuidade escolar, aulas de dependência, do ano letivo de 1998, bem como débitos com a Biblioteca, Laboratórios e Secretaria de Controle Acadêmico."
Vê-se, de pronto, que a ré está condicionando a renovação da matrícula à quitação de todas as parcelas atrasadas, além de estipular como causa de rescisão contratual o não pagamento de três parcelas.
A atual lei de mensalidade escolar (Lei nº 9.870, de 23 de novembro de 1999), em momento algum, dá o direito à ré de rescindir o contrato. O que ela prevê é a possibilidade de suspensão do fornecimento dos serviços escolares caso o inadimplemento perdure por mais de 90 dias.
Prevê o artigo 6º da supramencionada lei de mensalidades escolares que a suspensão dos serviços se dará com base no artigo 1.092 do Código Civil. Analisando-se o teor do parágrafo único daquele artigo, chega-se a conclusão de que a rescisão contratual só se poderá obter através de decisão judicial.
Para deixar mais claro o raciocínio supra, translada-se aqui o predito parágrafo único:
"Art. 1092. (....).
Parágrafo único. A parte lesada pelo inadimplemento pode requerer a
A própria suspensão do fornecimento do serviço, após 90 dias de inadimplência, é uma penalidade pedagógica que não deve prevalecer. O
Senhor Presidente da República, para corrigir tais distorções já expediu a Medida Provisória nº 1.930, de 23/11/99, para solucionar, dentre outras, esta questão. Para o empresário João Carlos Di Genio, dono do Colégio Objetivo e da Universidade Paulista, "os alunos inadimplentes poderão contornar as novas regras e a medida poderá tornar-se inócua."
Segundo ele:
"Não há na nova lei uma proibição clara de o aluno continuar
freqüentando o curso depois da rescisão de sua matrícula por inadimplência",
comentou. "Logo, quem não estiver pagando poderá conseguir uma medida cautelar na Justiça e ficar até o fim do período contratado inicialmente" (http://www1.estado.com.br).
"De acordo com o presidente do Sindicato das Escolas e Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo (Sieeesp), José Augusto de Mattos Lourenço, o
limite de 90 dias para os inadimplentes não deverá ser aplicado na prática, pelo
menos nas escolas de ensino fundamental e médio. "A criança não pode sofrer
punições pedagógicas e tirá-las da escola por inadimplência é uma punição e até antipedagógico" (http://www1.estado.com.br).
A respeito do assunto, a Senhora Coordenadora da Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro, Dra Léia Freire, afirmou que os alunos não podem ser expulsos das escolas por inadimplência. Eis como a Rádio Globo veiculou a matéria:
"Rio, 29/11 - A coordenadora da defesa do consumidor do Rio de Janeiro, Léia Freire, considerou positivo o pronunciamento do presidente Fernando Henrique Cardoso em relação às mensalidades.
Ela concordou com a afirmação do presidente de que nenhum aluno pode ser expulso da escola durante o ano letivo por conta da inadimplência na mensalidade. Léia Freire lembrou que o código do consumidor proíbe qualquer medida de força por parte das escolas.
A coordenadora de Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro, Léia Freire, disse que, em caso de inadimplência, as escolas podem cobrar a dívida na justiça. Mas afirmou que a saída do aluno só pode ocorrer depois da conclusão do ano letivo."
inadimplência constitui-se em um comportamento indevido, já que o acadêmico não se matricula para fazer apenas um semestre ou um ano letivo, mas para concluir o curso para o qual passou no vestibular. A situação dele é diferente dos alunos que estão cursando o ensino fundamental ou médio, posto que para estes o ensino é gratuito e eles terão para onde ir caso o contrato não seja renovado. O acadêmico, entretanto, não tem estas escolhas. A não renovação do contrato é significa, na maioria das vezes, a negação ao aluno do curso superior.
Nesse sentido, o termo "desligamento" usado pelo parágrafo 1º da Lei nº 9.870/99, acrescido pelo artigo 2º da Medida Provisória 1.930/99, só pode ser interpretado como suspensão dos serviços educacionais e não como rescisão contratual, posto que esta, como já dito, só pode ocorrer através de decisão judicial transitada em julgado.
Embora prolatada sob a égide da Medida Provisória nº 1.890-XX, a decisão proferida pelo Dr. Odilon de Oliveira, Juiz Federal, no Mandado de Segurança nº 98.3278-9, é mais atual do que nunca, por isso passa-se a citá-la, como reforço do argumento que aqui se desenvolve.
Ei-la:
"Relatei. Decido.
A bem da verdade, cuida-se de renovação de matrícula, dado que, durante o curso todo, deve entender-se haver somente uma matrícula: a inicial, realizada no começo do curso, após o vestibular. As demais, para os anos ou semestres subsequentes, são meras renovações.
‘MAS N.º 89.01.15450-6/MG Relator: Euclydes Aguiar TRF da 1ª Região, 1ª Turma DJU de 26.03.90, seção II, p. 4987
ADMINISTRATIVO. ENSINO SUPERIOR. CANCELAMENTO DE
FREQUÊNCIAS POR ATRASO NO PAGAMENTO DAS MENSALIDADES.
Não há previsão legal para cancelamento de matrícula por falta ou atraso no pagamento de mensalidades. Todo débito se extingue, se não atendido a tempo, através de execução compulsória judicial e não pela coação administrativa.’
‘APELAÇÃO EM MANDADO DE SEGURANÇA N.º 89.01.25326-7-MG RELATOR. JUIZ PLAUTO RIBEIRO"
ADMINISTRATIVO.ENSINOSUPERIOR. CANCELAMENTO INDEVIDO DE FREQUÊNCIA. ART. 28 DA RESOLUÇÃO N.º 350 DO CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO. PURGAÇÃO MORA.
1- O cancelamento de frequência de alunos por falta ou atraso no pagamento de mensalidadeé indevido. Primeiro, porque, in casu, não foi aplicado o art. 28, da Resolução nº 250 do Conselho Estadual de Educação, que impede o aluno em débito participar dos trabalhos escolares; segundo, porque foram recebidas com
juros e correção monetária as mensalidades atrasadas.
2- A hipótese é de purgação da mora aceita pelos credores. 3- Apelação e remessa improvidas.
Primeira Turma do TRF da 1ª Região, por maioria Data do Julgamento: 07.02.90
DJU de 23.04.90 – Seção II – p. 7525’
O extinto Tribunal Federal de Recursos assim decidiu, através de sua primeira Turma, tendo por relator o Ministro Dias Trindade.