MUHASEBE DÜZENSİZLİKLERİ İLE MÜCADELEDE İÇ KONTROL SİSTEMİNİN ROLÜ
2. MUHASEBE HATA VE HİLELERİ
Paralelos às videogravações e de acordo com o desenvolvimento do movimento da pesquisa, aconteceram os momentos de discussão teórica, que dariam o embasamento para o processo reflexivo e ações a serem desenvolvidas pelos professores no trabalho com a leitura e escrita em suas aulas.
Os momentos de discussão teórica foram conduzidos pela formadora que apresentou os conceitos a serem trabalhados para, juntos, discutirem a expansão desses conceitos, com base na teoria que sustenta a pesquisa e a formação.
Os encontros aconteceram na mesma sala de aula liberada pela instituição para a formação continuada. Os demais elementos do contexto de produção desses encontros são descritos a seguir, de acordo com a ordem das datas:
11/04/13
Estavam presentes esta professora pesquisadora e formadora e os professores pesquisadores denominados de Diva, Mário, Moésio, Maria, Moabe, Mona, Kate e Glória, que foram chamados a reafirmar a intenção, manifestada no final do ano anterior, de participar da pesquisa. O objetivo desse encontro era reapresentar os objetivos e o planejamento do desenvolvimento da pesquisa, bem como esclarecer prováveis dúvidas. Todos os presentes confirmaram sua adesão ao projeto.
16.05.2013
Esta professora formadora retomou os objetivos da pesquisa para apresentar os conceitos básicos da Teoria Sócio-Histórico-Cultural, quais sejam: atividade, objeto, contexto sócio-histórico, sujeitos, papéis, comunidade, regras. Tratei, também, da importância da linguagem argumentativa mediando as relações crítico-colaborativas nas ações propostas para a formação.
Eu não tinha como objetivo promover uma discussão sobre esse referencial com os professores, apenas situar a base teórica que adotei na condução da pesquisa e justificar a combinação de regras necessárias ao bom desenvolvimento do trabalho: a periodicidade
dos encontros, horário, a gravação da aula de cada professor e a forma de conduzir as sessões reflexivas: se individuais ou coletivas.
Como material de apoio foi xerografado e entregue aos professores o triângulo e o quadro do Engeström (2009), explicitando os elementos que compõem a Atividade.
Estavam presentes quatro professores: Polly, Glória, Moabe e Diva.
Iniciei a interlocução partindo dos sentidos atribuídos pelos professores à concepção do que é ser ‘crítico’ e, a partir desses sentidos, fui apresentando os conceitos centrais da TASHC. Expliquei o conceito de ‘atividade’ por meio do triângulo e do quadro explicativo proposto por Engeström (2009), detalhando os elementos que compõem a atividade. Após combinar as regras, tratei da necessidade de as ações serem desenvolvidas de forma crítico- colaborativa, enfocando a importância de o objeto ser coletivo, bem como a divisão de trabalho e o papel de cada um na atividade de formação.
Busquei fundamentar minha fala nos conceitos básicos da Teoria Sócio-Histórico- Cultural, a partir de Vygotsky (1930, 1934), que estariam presentes do trabalho de formação, a saber: objeto (LEONTIEV, 1977), expansão do objeto na coletividade (ENGESTRÖM, 2009); colaboração crítico-criativa como forma de repensar a própria prática (MAGALHÃES, 2004, 2008, 2011, 2012; LIBERALI, 2004, 2010, 2011, 2012). Ainda com base na visão de linguagem proposta por Vygotsky, defendi o uso da argumentação como questão central nas interações.
A discussão pautou-se apenas no diagrama de Engeström sobre os elementos da atividade e na fala da pesquisadora. Portanto, foi uma reunião mais centrada no papel da formadora situando a base teórica, o lugar de onde eu falava.
15.06.2013
As gravações da 1ª aula dos professores já estavam terminando e, com o início das sessões para análise das práticas de ensino e da utilização da leitura e escrita, surgiu a necessidade de embasamento teórico para repensar formas diferentes de trabalhar com leitura e escrita. Com o objetivo de repensar os gêneros textuais e a possibilidade de trabalhá-los nas diversas disciplinas, apresentei a proposta de atividade com gêneros da esfera jornalística. Estavam presentes cinco professores pesquisadores: Mário, Diva, Mona, Kate, Moésio.
A discussão sobre os diferentes gêneros foi conduzida com base na experiência da sala de aula. Como pesquisadora, fiz um levantamento da presença de leitura e escrita em
sala de aula e quais os gêneros eram mais trabalhados. Promovi a discussão sobre a possibilidade de trabalhar qualquer conteúdo das diferentes disciplinas, como Química, Matemática, Geografia, Filosofia, na perspectiva dos gêneros, numa visão enunciativo- discursiva, fazendo uso de HQs, charges, cartuns, reportagens, notícias etc., comentando e explorando exemplos, tais como: “O Cerrado em Quadrinhos”; “Síndrome de DME (Dependência da Matemática Eletrônica)”; “Jornal Ciência”; o cartum “O Pensador”, entre outros.
Os professores deram seus depoimentos sobre a utilização de diferentes linguagens, consideradas adequadas no processo de ensino-aprendizagem, como o mapa, relatórios etc. Os professores aderiram à proposta de desenvolver uma atividade de produção de gêneros jornalísticos com alunos. A formadora ressaltou a importância do uso das linguagens na interação com a vida, com o homem.
07.11.2013
Considerando que todas as ações desenvolvidas visaram à formação continuada, deve-se observar que a distância do encontro anterior para este destinado à discussão teórica – de junho a novembro – aconteceu porque nesse período foram desenvolvidas as sessões reflexivas. Com o seu término, houve a necessidade de um fechamento das análises e reflexões, com o objetivo de relacioná-las com as teorias que fundamentam a leitura na atualidade, para dar prosseguimento ao 2º momento: empreender uma segunda prática de leitura e escrita, com base em todas as análises e reflexões desenvolvidas durante as sessões; gravar essa 2ª aula; e novamente analisá-la em sessão reflexiva para buscar materialidade de transformação, ou seja, a ressignificação – ou não – das práticas de leitura e escrita no processo de ensino-aprendizagem das diferentes disciplinas.
Os textos utilizados para a leitura prévia e embasamento das discussões foram: 1 – Pesquisa Crítica de Colaboração: “Escolhas epistemo-metodológicas na organização e condução de pesquisas de intervenção no contexto escolar”, focando especificamente a parte “Leitura e escrita: duas abordagens distintas” (MAGALHÃES, 2011, p. 32-34).
2 – “O Ensino de Língua Estrangeira (LE)” (LIBERALI, 2009, p. 9-15), focando a parte de “Perspectivas de ensino-aprendizagem” com vistas a preparar trabalhos com atividades sociais.
Nesse encontro estavam presentes Mário, Glória e Moisés. Foram discutidas as abordagens monológica e dialógica, com base em texto disponibilizado aos professores na semana anterior. Tais abordagens deveriam ser relacionadas às práticas de leitura analisadas durante as sessões. Também foram apresentados e comentados alguns exemplos de Atividades Sociais na perspectiva dialógica tais como: “Elaboração de revista teen” e “Visita a exposição em museu de história natural”, disponíveis em Atividade Social nas
aulas de Língua Estrangeira (LIBERALI, 2009).
O professor Mário deu exemplo de atividade desenvolvida na perspectiva dialógica e houve a combinação para o desenvolvimento de uma última atividade de leitura, cuja aula seria gravada para propiciar a análise e verificar se houve ou não a expansão dos sentidos e significados sobre a utilização da leitura no processo de ensino-aprendizagem.
Esta pesquisadora pediu a produção de diferentes gêneros referentes à atividade a ser desenvolvida. Solicitei, ainda, que preenchessem o quadro com os elementos da atividade, conforme orientações de Engeström (2009), como forma de planejar o trabalho na perspectiva sócio-histórica, considerando todos os seus elementos e para melhor compreensão da atividade desenvolvida no momento de análise dos dados.