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İNSAN KAYNAKLARINDA YAPAY ZEKÂ KULLANIM ALANLARI

İNSAN KAYNAKLARI SÜREÇLERİNDE YAPAY ZEKA KULLANIMI 1

1. İNSAN KAYNAKLARINDA YAPAY ZEKÂ KULLANIM ALANLARI

A SEE-SP instituiu o projeto Hora da Leitura10 – programa de enriquecimento curricular – iniciado em 2005, destinado aos alunos do ciclo II do Ensino Fundamental,

desenvolvido uma vez por semana, durante 50 minutos, como jornada complementar à ampliação da competência leitora do aluno, ou seja, trata-se de um programa que visa a intermediar a passagem de um leitor de textos de seu cotidiano para o leitor de textos mais complexos, que circulam socialmente. O programa pressupõe o desenvolvimento da leitura de diversos gêneros, como os da literatura popular de tradição oral, visando ao trabalho diferenciado com a linguagem por meio da qual o aluno desenvolverá competências para compreender, inferir, relacionar, estabelecer relações que ultrapassem o senso comum e interpretar o texto escrito como meio de acesso aos bens culturais e à vida produtiva.

Segundo a SEE-SP, o desenvolvimento deste projeto requer um professor leitor que reconheça a importância do trabalho com a leitura para que as aulas não sejam uma continuidade das aulas de Língua Portuguesa ou um simples “recorte e cole” do texto literário. O Projeto Hora da Leitura propõe um trabalho de interação, de troca de vivências, um momento em que o professor provoque e instigue o aluno para despertar o gosto e o prazer pela leitura, o trabalho com o lúdico, e considere o trabalho com a linguagem interligada ao letramento.

O programa propõe também desenvolver um trabalho de “sedução” para a leitura de diferentes textos que compõem o repertório literário, contemplando obras de autores mais consagrados e de autores contemporâneos. Dessa forma, o professor pode perceber a riqueza dos diversos gêneros e da linguagem para a ampliação da competência leitora dos alunos do ciclo II. É nesta fase da escolaridade que muitos alunos ou desistem de ler, por não conseguirem responder às demandas de leitura feitas na escola, ou passam a utilizar os procedimentos construídos no ciclo anterior para lidar com os desafios apresentados pela leitura.

Para este programa, a SEE-SP orientou, por meio de um programa de formação continuada articulado com o programa Tecendo Leituras, os professores que foram contratados para desenvolvê-lo.

O interesse em encarar este programa destinado a alunos do Ensino Fundamental é o de ressaltar o processo de aprendizagem como contínuo, no centro do qual o aluno já adquiriu competências básicas de leituras para o Ensino Médio.

O projeto Bem-vindo, professor!11, iniciado em 2005, resultante de uma parceria entre SEE-SP e a Pinacoteca do Estado de São Paulo, teve como objetivo subsidiar a utilização de imagens do acervo da Pinacoteca como recurso educativo em sala de aula. Para a realização

deste projeto houve a adesão da escola com a inscrição de dois professores na DE, para as orientações técnicas. Este projeto é composto de reproduções de obras de arte, dispostas em quatro volumes, e oferece para cada uma delas possibilidades de investigação sobre as imagens.

Cada volume contém: orientações para os professores – com a finalidade de conduzir a observação do aluno, que deverá enfocar a imagem como produtora de significado, analisá- la, interpretá-la de forma compartilhada, conhecer informações e conteúdos sobre a imagem, processos de produção, autores e obras; focos de interesse – visando à definição de limites que norteiam a abordagem educativa proposta pelo material; contextos – breves comentários sobre os temas de interesse para o uso educativo das imagens; glossário – contendo definições de termos utilizados em cada volume do material; cronologia – abordando dados da carreira artística da obra reproduzida com os fatos ocorridos paralelamente na história do Brasil, de São Paulo, e na história internacional; bibliografia – com a indicação de textos consultados e/ou recomendados para aprofundamento; reproduções das obras e propostas educativas – com propostas de leitura da imagem, sugerindo o diálogo entre disciplinas.

O programa de formação continuada Teia do Saber, iniciado em 2004, em andamento, foi desenvolvido pela SEE-SP com o objetivo de aliar o trabalho de fundamentação teórica às vivências efetivas dos educadores “que atuam em escolas públicas estaduais”; manter os professores atualizados sobre “novas tecnologias de ensino voltadas para práticas inovadoras”, capacitar os professores a “utilizar as novas tecnologias a serviço do ensino”, a planejar situações de aprendizagem. Organizados em módulos, estruturados em no mínimo dois e no máximo cinco módulos, com carga horária total de 40 horas, os cursos foram realizados aos sábados ou em períodos de recesso escolar. Os módulos foram norteados pelas Diretrizes e Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio, inclusive por indicadores externos e por aqueles produzidos nas escolas, tendo como foco o aperfeiçoamento da leitura e da escrita dos professores, que deveriam se refletir na aprendizagem dos alunos.

O programa Teia do Saber foi desenvolvido para atender a diferentes demandas da rede estadual, respeitando a cultura local e a autonomia da escola, procurando combinar ações centralizadas, concebidas a partir de iniciativas tomadas pelos órgãos centrais, com ações descentralizadas oriundas das Diretorias de Ensino e escolas. As ações descentralizadas, articuladas com as centralizadas, são desenvolvidas pela Diretoria de Ensino visando ao atendimento das necessidades e expectativas educacionais de cada região. A realização dessas ações desenvolve-se através das equipes das Diretorias de Ensino com instituições de ensino

superior contratadas para conceber e executar projetos de formação continuada a partir das demandas de cada DE.

No tocante ao desenvolvimento das disciplinas por área de conhecimento, a de Língua Portuguesa deve abranger deferentes linguagens utilizadas no contexto sociocultural e interdisciplinar para o desenvolvimento de competências: interativa, gramatical e textual, dentre as quais se destacam: “argumentação oral e escrita, por meio de diferentes gêneros textuais; os conhecimentos das articulações que regem o sistema lingüístico; a leitura, a interpretação e a produção, oral e escrita, dos diferentes gêneros, suas convenções e seus mecanismos de articulação”.

Tomou-se como base a afirmação de Kleiman (2004) de que sendo a leitura um processo interativo, a compreensão do texto ocorrerá mediante “a interação entre vários níveis de conhecimento, como o conhecimento lingüístico, o textual e o conhecimento de mundo” (p. 13), sem os quais a construção de sentidos do texto fica comprometida.

O programa propõe ainda o uso de materiais pedagógicos constantes no acervo da escola e outros específicos para o ensino de Língua Portuguesa, fundamentados nos princípios da ação-reflexão-ação, do aprender-a-aprender e da resolução de problemas. Para isso, a metodologia utilizada pelo professor deve incentivar o estudo, a construção e a aplicação de conhecimentos e reflexão sobre a prática desenvolvida em sala de aula.

O Ensino Médio em Rede (EMR) é um programa de formação continuada para assistentes técnico-pedagógicos, professores coordenadores e professores de Educação Básica nível II de todas as escolas estaduais de Ensino Médio regular, iniciado em 2004. Estruturado em módulos, o programa foi proposto para: realizar discussões sobre as especificidades do EM; oferecer subsídios para a efetivação de diagnóstico da escola e avaliação do projeto político pedagógico proposto pelas escolas de origem do professor; trabalhar o currículo com foco na leitura e na escrita, pressupondo mudanças nas práticas pedagógicas; fortalecer as equipes escolares, por meio da articulação e da integração, no cotidiano, de aspectos ligados à gestão educacional e à gestão didático-pedagógica; desenvolver a competência do professor como leitor e produtor de textos e determinar os recursos para desenvolver essas competências no aluno.

O curso também foi estruturado em módulos que objetivavam “a análise de situações do cotidiano escolar”, resultando em duas unidades básicas: “Vivência formativa”, focada na formação pedagógica do professor; “Vivência formadora”, que discutia a prática pedagógica centrada na relação professor-aluno.

As atividades propostas neste programa deverão ser desenvolvidas pelos professores nos horários de HTPC e na própria aula, orientados pelos professores coordenadores, com carga horária de 90 horas. Os professores coordenadores foram orientados por ATPs das DEs e por professores universitários, por meio de videoconferências. O material destinado aos participantes incluiu diferentes modalidades de atividades para os diferentes educadores: teleconferências, videoconferências, CD contendo documentos de referência para o Ensino Médio (documentos do programa, DCNEM, PCNEM e PCN+, pesquisas e avaliações- SARESP e SAEB), anexos ao material impresso e textos de apoio, oficinas de leitura e escrita e vivências educadoras.

De acordo com a Diretoria de Ensino à qual a escola alvo está jurisdicionada, os programas oferecidos pela SEE-SP e destinados às escolas, consoante a realidade de cada uma, servem como subsídios para a elaboração do currículo. A DE também realça a importância da capacitação dos professores, tendo em vista que as avaliações de desempenho reforçam que:

• o desempenho geral dos alunos atinge, aproximadamente, os índices de acertos correspondentes à metade das questões propostas;

• no EM os alunos demonstram capacidades leitoras básicas, como detectar idéias no texto e relacionar idéias em textos diferentes. As avaliações de desempenho têm requerido habilidades de leitura crítica, compreensão, contextualização, práticas relacionadas a opinar, valorar, discutir e argumentar e revelam pouca familiaridade dos alunos com esses gêneros textuais;

• há pouca variedade de gêneros de leitura diferenciados em sala de aula, bem como pouco tempo destinado à leitura e atividades argumentativas, evidenciando habilidades básicas de decodificar o texto.

Nas palavras da supervisora de ensino da escola alvo deste estudo “grande parte das escolas jurisdicionadas a esta DE, não tem um trabalho freqüente com diferentes gêneros textuais, conforme se verifica na análise dos relatórios de avaliações externas” e a própria DE sugere, além dos programas oferecidos pela SEE-SP para aperfeiçoamento dos professores, que o currículo do Ensino Médio:

• focalize a leitura por meio de estratégias diferenciadas que abordem, concomitantemente, os meios de comunicação visual e permita a utilização pelos alunos de materiais de leitura de seu interesse;

• amplie os estudos dos gêneros textuais: poético, científico, jornalístico, publicitário; • utilize o jornal, em sala de aula;

• utilize vídeos produzidos a partir de obras literárias;

• utilize as propostas curriculares da Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas (CENP), os PCN e os Projetos da TV Escola.

As proposições da DE confirmam a necessidade de a escola investir nos programas de leitura no currículo do Ensino Médio. Como proceder à leitura? Este tem sido um desafio para a escola e para os professores. Construir o significado é fundamentalmente transformar o objeto em signo, conduzir conhecimentos historicamente consolidados para a formação que se pretende. Compreender as entrelinhas dos textos significa “conhecer o significado”.

O projeto São Paulo: educando pela diferença para a igualdade12, iniciado em 2004, tem por objetivo inserir no currículo das escolas particulares e públicas da Federação o ensino da história e cultura afro-brasileira, visando à coesão social de um país multirracial como o Brasil. Este projeto foi criado pela SEE-SP a partir de uma demanda trazida pelo Conselho Estadual da Comunidade Negra do Estado de São Paulo. A SEE-SP criou este projeto capacitando em média dois professores por unidade escolar das 90 DEs do Estado.

Os professores da rede, sobretudo das disciplinas de Língua Portuguesa, História, Artes, e professores de Educação Básica nível I (ciclo I), participaram de uma formação de 80 horas nas DEs. O curso foi desenvolvido em dois módulos, ambos com carga horária de 40 horas, divididos em momentos presenciais de 15 horas e 25 horas não-presenciais (incluindo videoconferências e vídeo), ministrado por profissionais da UFScar.

O material inseriu-se no contexto da Lei 10.639/2003, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de História e cultura afro-brasileira e africana nas escolas de ensino Fundamental e Médio, oficiais e particulares, com o intuito de atender às disposições expressas no Parecer 003/2004, do Conselho Nacional de Educação, que traça diretrizes para uma política curricular de combate ao racismo e à discriminação. Este material foi dividido da seguinte forma: Texto 1: Conceitos básicos sobre racismo – com atividades monitoradas, trabalhos em sala de aula e referências adicionais; Texto 2: Escola e diversidade – com atividades monitoradas, trabalhos em sala de aula e referências adicionais; Texto 3: Literatura infanto-juvenil com personagens negras no Brasil – com atividades monitoradas, trabalhos

12 Secretaria de Educação do Estado de São Paulo (SEE-SP)/ Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas

em sala de aula, referências adicionais e anexos contendo: a Lei 10.369/2003, de 09/1/2003, o Parecer 003/2004, de 10/3/2004 e a Resolução nº 1, de 17/6/2004.

Após o curso, os professores participantes deveriam introduzir nas suas respectivas disciplinas a temática abordada ao longo da formação. Na realidade, este projeto tem por finalidade resgatar a auto-estima dos alunos negros e ainda mostrar aos demais alunos a contribuição do negro na formação da nação brasileira.

As práticas de leitura e escrita que se desenvolvem nas escolas em geral e na escola alvo desta pesquisa, em particular, encontram respaldo nos Projetos propostos pela SEE-SP, subsidiados pela DE e desenvolvidos pela escola. É com base na ação conjunta destes órgãos que será descrito o modo como a leitura tem se realizado na escola média e como os alunos do Ensino Médio se apropriam desta prática. Vejamos a seção seguinte.

3.5 A leitura desenvolvida no “currículo em ação” na disciplina Língua