MUHASEBE DÜZENSİZLİKLERİ İLE MÜCADELEDE İÇ KONTROL SİSTEMİNİN ROLÜ
1. İÇ KONTROL SİSTEMİ
1.2. İç Kontrol Sisteminin Unsurları
O objetivo final da formação continuada foi repensar o processo de ensino- aprendizagem: o papel do professor e do aluno em sala de aula na utilização da leitura como instrumento nas práticas didáticas das diferentes disciplinas. Para tanto, foi feito um acordo entre os participantes: que ocorreria em local de trabalho. A formação aconteceu em dias de 5ª feira, no horário de 13:30h a 14:30h, numa sala de aula livre do estabelecimento.
Esses encontros foram, então, conduzidos pela professora pesquisadora e formadora, orientados pelo referencial que fundamenta a pesquisa: a TASHC (VYGOTSKY, 1930, 1934; LEONTIEV, 1977; ENGESTRÖM, 2002, 2008, 2009; MAGALHÃES, 2004, 2009, 2011, 2013; LIBERALI, 2004, 2009, 2010, 2011, 2012, 2013); no paradigma crítico de pesquisa (SMYTH, 1993); conforme orientações da PCCol (MAGALHÃES, 2004, 2009, 2011, 2013; LIBERALI, 2004, 2009, 2010, 2011, 2012, 2013).
As práticas de leitura desenvolvidas com os alunos, no processo de ensino- aprendizagem, constituíram-se o foco da pesquisa. Ou seja, o processo de formação teve como conteúdo a utilização da leitura como instrumento no ensino-aprendizagem, conforme orientações da TASHC em consonância com perspectiva enunciativo-discursiva bakhtiniana, com orientações para os multiletramentos (THE NEW LONDON GROUP, 1996; KALANTZIS & COPE 2008, COPE & KALANTZIS, 2009; ROJO, 1998, 2009, 2012, 2013); e, na perspectiva da PCCol para o trabalho com a linguagem na reorganização dos espaços de sala de aula. A formação partiu da discussão e análise da prática cotidiana dos professores, seus problemas e experiências vividas, para visualizá-las nas sessões. A proposta era refletir de forma colaborativa sobre elas para depois apresentar os textos teóricos que fundamentaram as ações e os instrumentos utilizados.
A formação continuada foi organizada por meio dos instrumentos descritos no quadro acima, para desenvolvimento de atividades práticas de leitura. Os professores pesquisadores que aceitaram participar da pesquisa foram nomeados por Diva, Mário, Moésio, Mona, Kate, Glória, Nina, Moabe, Maria e João16. Dentre eles, os professores Diva, Moésio e Mário, como anunciado anteriormente, tornaram-se sujeitos focais, pela participação constante na maioria dos encontros, visto que os demais não participaram de todos os encontros. Considerando o contexto de enunciação, foi preciso entender que as atividades exigidas pela prática didática cotidiana com aulas no período matutino, das 7h às 12h, e vespertino, das 14:30h às 18h, dificultava a presença e participação constante de todos nos encontros de formação que aconteciam das 13:30h às 14:30h, no intervalo do almoço, melhor horário definido coletivamente. Muitos professores residiam fora da cidade, permanecendo nela somente três dias da semana. O que também dificultou sua presença foram as atividades extraclasse, tais como: o atendimento a alunos, preparação de material didático, reposição de provas, enfim, a quantidade de atividades comuns à pratica educativa, as quais eram desenvolvidas no intervalo do almoço. Mesmo diante dessas dificuldades, geralmente os encontros de formação contavam com 04 professores pesquisadores na interlocução.
Para apresentar os procedimentos utilizados para a coleta e produção de dados, é importante retomar a questão problema que norteou o desenvolvimento da pesquisa: como criar contextos críticos de colaboração na formação contínua de professores para que repensem a utilização da leitura como instrumento no processo de ensino-aprendizagem das diferentes disciplinas e desenvolvam práticas didáticas no trabalho com leitura e escrita com base na perspectiva enunciativo-discursiva?
Buscando responder a esse questionamento, a formação continuada foi composta por dois momentos interdependentes que compõem o movimento da pesquisa: no primeiro momento foram realizadas as entrevistas, a videogravação de uma aula de cada professor participante – como forma de apreender sentidos iniciais sobre prática de ensino no trabalho com a leitura nas diferentes áreas – e, na sequência, a sessão reflexiva dos sentidos presentes e a discussão teórica sobre as concepções de leitura relacionadas às práticas analisadas nas sessões; no segundo momento, no final da formação, a videogravação de uma 2ª aula de cada professor seguida da sessão reflexiva, para a análise e compreensão da transformação – ou não – dos sentidos iniciais sobre a prática da leitura no processo de
16 Os participantes Moabe, Maria e João desistiram logo no início da pesquisa participando de poucos encontros.
ensino-aprendizagem das diferentes disciplinas. Depoimentos sobre as ações desenvolvidas nos dois momentos informam a percepção dos professores sobre sua participação na formação continuada.
Na perspectiva da TASHC, é importante ressaltar que cada objeto desenvolvido em um momento, depois de apropriado, constituía-se em instrumento do outro, integrando o processo de compreensão e ressignificação dos sentidos, almejados pela pesquisa:
1º Momento:
(1) Entrevistas colaborativas – objeto: sentidos iniciais sobre a prática educativa – papel de professor e de aluno e a utilização de leitura e escrita no processo de ensino- aprendizagem nas diferentes disciplinas.
(2) 1ª Aula videogravada de cada um dos professores pesquisadores no desenvolvimento de práticas de leitura e escrita – objeto: sentidos e significados sobre a prática de ensino e a utilização da leitura na prática real de sala de aula.
(3) Sessão reflexiva crítico-colaborativa – objeto: análise colaborativa dos sentidos e significados presentes nas entrevistas e aulas videogravadas; e repensar a utilização da leitura nas práticas de ensino.
(4) Discussão teórica do referencial que orienta a formação – objeto: conceitos centrais para a formação – TASHC, perspectiva enunciativo-discursiva, abordagens de leitura no processo de ensino-aprendizagem.
2º Momento
(5) 2ª aula videogravada – objeto: sentidos e significados sobre a prática de ensino e a utilização da leitura na prática real de sala de aula – ocorrência, ou não, de transformação das práticas educativas na utilização da leitura.
(6) 2ª sessão reflexiva – objeto: relação da 2ª prática de leitura videogravada com a 1ª, para compreender as transformações surgidas, ou não.
(7) Depoimentos de percepções reflexivas dos professores pesquisadores – objeto: expressão de forma subjetiva do sentido dado ao processo crítico-reflexivo vivido com a participação na pesquisa.
Esses movimentos são retroalimentadores da formação continuada que constitui a atividade maior, a pesquisa.