Existem quatro modelos de nuvem computacional (Figura 2.3), os quais são descritos no re- latório do NIST. São os seguintes: nuvem privada, nuvem pública, nuvem comunitária e nuvem híbrida (Mell e Grance, 2011).
Figura 2.3: Modelos de Nuvens Computacionais
• Nuvem Privada: a infraestrutura da nuvem privada é provisionada para uso exclusivo de uma única organização, compreendendo múltiplos consumidores (por exemplo, unidades de negócio). Ela pode ser controlada, gerenciada e operada pela organização, um terceiro, ou alguma combinação deles, e pode existir com ou sem premissas para seu uso.
• Nuvem Pública: a infraestrutura de uma nuvem pública é provisionada para uso aberto ao público em geral. Ela pode ser controlada, gerenciada e operada por uma organização
16 2.3. COMPUTAÇÃO NA NUVEM empresarial, acadêmica ou governamental, ou alguma combinação delas. Ela existe sob as premissas do fornecedor da nuvem.
• Nuvem Comunitária: a infraestrutura desse tipo de nuvem é provisionada para uso exclu- sivo por uma comunidade específica de consumidores de organizações que têm preocupa- ções em comum (por exemplo, considerações referentes a missão, requisitos de segurança, política e compliance2). Ela pode ser controlada, gerenciada e operada por uma ou mais de
uma das organizações da comunidade, por um terceiro, ou alguma combinação deles, e pode existir com ou sem premissas.
• Nuvem Híbrida: a infraestrutura característica desse tipo de nuvem é uma composição de duas ou mais infraestruturas de nuvem distintas (privada, comunitária ou pública) que per- manecem como entidades únicas, mas são unidas por tecnologia padronizada ou proprietária que permita a portabilidade de dados e aplicativos (por exemplo, balanceamento de carga entre nuvens).
A nuvem pública segue o modelo de negócios pay-per-use, ou seja, o usuário utiliza um serviço disponível publicamente e esse paga conforme utiliza esse serviço. Os provedores desse modelo de nuvem são na grande maioria organizações públicas ou grandes corporações da área de TI. Isso porque necessita-se de uma grande infraestrutura para esse tipo de modelo. A nuvem privada é uma infraestrutura operada e quase sempre gerenciada pela empresa proprietária e cliente da nuvem. O gerenciamento pode ser feito por terceiros. Um exemplo de empresa que oferece o serviço de terceirização do gerenciamento de nuvem privada é a IBM®. Caso uma empresa queira
ter uma nuvem privada, porém não deseja gerenciá-la, esse serviço pode ser contratado. Diante desse fato, pode-se afirmar que existem dois tipos de nuvem privada: hospedada pela empresa cliente ou hospedada em provedor de serviço (Veras, 2012).
A Oracle®apresenta uma comparação entre esses dois primeiros modelos de nuvem. Os bene-
fícios comuns entre os dois modelos são: alta eficiência; alta disponibilidade; elasticidade; rápida implementação. Os benefícios exclusivos da pública são: custos iniciais baixos; economia de es- cala; simplicidade para gerenciamento; e pagamento como despesas operacionais. Os benefícios da nuvem privada são citados como: a facilidade de integração; o controle da segurança, compli- ancee Qualidade de Serviço melhor controlados; custos totais mais baixos; despesas operacionais (Veras, 2012).
Outros dois modelos de nuvem são a comunitária e a híbrida . A primeira caracteriza-se prin- cipalmente pelo compartilhamento da infraestrutura entre organizações que possuem interesses de negócio em comum. Seu gerenciamento pode ser feito tanto por um membro ou grupo de membros da comunidade, quanto por uma empresa terceirizada. A nuvem híbrida é a miscigenação de duas
2Atividade que se apoia fortemente em processos cobertos pelo framework do Cobit (Control Objectives related to
ou três dos modelos citados. Entretanto, cada modelo continua sendo uma entidade separada, o segredo da hibridez está na tecnologia que permite a conexão desses modelos (Veras, 2012).
O metaescalonador proposto nesse trabalho está inserido no modelo de nuvem privada. O objetivo é oferecer à empresa que utilizar o GreenMACC em sua nuvem uma Qualidade de Serviço necessária aos usuários (colaboradores da empresa) e possibilitar a utilização de técnicas verdes visando a economia de energia, a redução da emissão de gás carbônico, dentre outras.
O surgimento de um novo paradigma não acontece de um dia para o outro. A ideia, o conceito, o funcionamento, a infraestrutura não necessariamente devem ser recriadas. Isso remete a fala de Isaac Newton quando afirmou que "se vi mais longe, foi por estar de pé sobre ombros de gigantes". Esses gigantes citados são Galileu Galilei e Johannes Kepler de uma geração anterior. E esses dois se apoiaram nos ombros de outro gigante, Nicolau Copérnico. No caso da Computação em Nuvem não se fala em gerações, mas em anos. Os gigantes são todos os pesquisadores que no decorrer desses anos vêm aperfeiçoando a área de sistemas distribuídos. Todo o conceito de Computação em Nuvem não surgiu em um "big bang", veio sendo construído no decorrer desses anos. Mesmo antes desse paradigma ter sido "descoberto".
Por trás da nuvem existe uma grande infraestrutura de Data Centers espalhados por todo o globo. Esses Data Centers utilizam de virtualização para possibilitar ao usuário usufruir de ser- viços como infraestrutura, plataforma e software. Em alguns casos, para IaaS, pode-se encontrar casos sem virtualização como feito para alguns clientes da IBM® e da Amazon® por exemplo.
Entretanto, a virtualização permite às empresas utilizar seus recursos de infraestrutura com mais eficiência. Os Data Centers utilizam da virtualização para serem mais eficientes e disponíveis aos usuários. Dessa forma, a virtualização possibilitou que a infraestrutura do Data Center fosse melhor aproveitada (Veras, 2012).