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Modern Çağdaki Ekonomik ve Kültürel Devrimler Bağlamında Ailenin

4.2. Etiketleme Teorisi

5.1.2. Modern Çağdaki Ekonomik ve Kültürel Devrimler Bağlamında Ailenin

Um dos principais motivos para as tímidas ações cooperativas presentes no cluster de Franca foi a falta de um organismo capaz de assumir o papel de coordenador das ações de cooperação multilateral entre as empresas. Com esta situação de falta de cooperação, as empresas perdem diversos benefícios que teriam e vantagens, que seriam fruto de ações cooperativas garantindo assim um incremento de competitividade. Condições dos fatores Estratégia, estrutura e rivalidade Condições da Demanda ƒCooperação inexistente.

ƒFalta de uma cultura empresarial.

ƒ Gestão familiar.

ƒCustos trabalhistas e fiscais altos se comparados com outras localidades. ƒ Falta de Infra-estrutura adequada. ƒ Dificuldade de acesso à informações. ƒBaixos investimentos em inovação

ƒQualidade irregular do couro.

ƒ Relação conturbada entre empresas e curtumes.

ƒ Relação razoável entre empresas e fabricantes de máquinas.

ƒ Presença de setores correlatos e de apoio.

ƒ Utilização reduzida dos setores de apoio.

ƒ Baixo Nível de integração dos setores correlatos com as empresas.

Setores correlatos e de apoio

ƒObjetivos de retorno de curto prazo dos empresários.

ƒ Perfil dos acionistas é inadequado para o mercado calçadista.

ƒ Rivalidade baseada na imitação.

ƒ Estratégia competitiva: preço.

ƒ Rivalidade, no caso de Franca, prejudica a inovação, pois, não é “sadia”.

ƒA grande maioria das empresas atua em uma faixa de produtos intermediário, com padrão de qualidade mínimo, porém, com uma demanda sensível a preço.

Em relação às ações conjuntas de caráter bilateral, foi possível perceber um avanço significativo nas relações usuário-produtor, além da aproximação das empresas produtoras de calçados de seus principais fornecedores de matéria-prima, máquinas, equipamentos e principalmente componentes para calçados.

Um exemplo pode ser de uma das empresas entrevistadas, que afirmou ter desenvolvido em conjunto com os fornecedores um “forno frio” aplicado especificamente no processo produtivo desta empresa, o que ajudou a melhorar a qualidade do couro e remover as pequenas imperfeições após a modelagem.

Entre as empresas entrevistadas, foi unânime a avaliação de que a cooperação com os fornecedores de máquinas e componentes traz benefícios e agrega valor para as empresas.

Como exemplos de cooperação horizontal, as experiências existentes, porém, ainda tímidas, são no sentido de compartilhar equipamentos. Um exemplo pode ser um grupo de seis pequenos produtores de calçados, atuando em segmentos diferentes que constituíram um consórcio informal compartilhando equipamentos, mão-de-obra, transporte e canais de comercialização tendo recentemente contratado conjuntamente um designer italiano.

Porém, ações como esta, conforme dito anteriormente, são exceções e tímidas ações. A maioria das empresas entrevistadas admite cooperar em resolver problemas comuns e compartilhar informações, desde que não sejam estratégicas e confirmaram não compartilharem ações conjuntas de design e desenvolvimento de produtos.

A grande maioria não desenvolve ações neste sentido, pois, em sua visão, estas ações demandam investimentos, contudo, não admitem a possibilidade de se organizarem e juntas dividirem os custos de um investimento deste porte.

Existem espaços importantes para a melhoria das condições competitivas das empresas locais, uma vez que hoje é timidamente utilizada esta e outras possibilidades que permitam maximizar os benefícios da aglomeração. São poucos e tímidos os casos de aproveitamento das externalidades por meio de ações conjuntas deliberadas.

Em relação às ações conjuntas de caráter multilateral há uma falta de organismos capazes de coordenar ações conjuntas, pois, as entidades de classe e outras entidades de apoio não têm conseguido cumprir esse papel.

Do ponto de vista de eficiência coletiva, fica claro, portanto, que a geração de externalidades positivas no cluster calçadista de Franca tem caráter puramente incidental, e há poucas ações deliberadas de agentes para gerar externalidades, que se transformem em benefícios para as empresas calçadistas, aumentando assim sua competitividade.

Quando feita uma análise sobre as razões da falta de cooperação no cluster de Franca, algumas razões e características chamam a atenção:

A falta de confiança entre os agentes aliada às relações comerciais informais e baseadas em contato social. Isto dificulta a cooperação, pois, a maioria das relações comerciais não são contratuais, seja entre produtor-representante ou outros.

Esta situação, aliada a um ambiente de falta de confiança, faz com que muitas empresas, para evitar ações oportunistas prejudiciais às suas empresas, somente estabeleçam relações comerciais com pessoas próximas e com algum laço social seja de amizade ou familiar, na maioria das vezes.

Com isto, muitas relações que poderiam trazer resultados positivos para as empresas ficam prejudicadas pela informalidade e a falta de confiança destas empresas.

A Heterogeneidade das empresas produtoras, em relação ao porte, faturamento, entre outras características, é outra questão que dificulta ações de cooperação e coordenação. Esta situação, da presença de diversas pequenas empresas, em contraste com as grandes, ocorre graças às fracas barreiras de entrada no setor.

As fracas barreiras de entrada no setor permitem a presença de empresas de diversos portes e tamanhos (há hoje na cadeia produtiva de Franca, desde produtores artesanais até grandes indústrias com capacidade produtiva de mais de 500 pares por dia).

Esta heterogeneidade dificulta as muitas das ações e políticas públicas, pois, as grandes empresas (que poderiam coordenar ações cooperativas) têm objetivos estratégicos, competitivos e demandas diferentes dos objetivos e demandas das pequenas empresas.

Diversas tentativas de ações sejam horizontais, bilaterais ou multilaterais não obtiveram sucesso graças às muitas diferenças estruturais, pois, para o estabelecimento de parcerias (principalmente verticais), é necessário que os parceiros tenham escalas compatíveis (AZEVEDO, 2004).

Outra questão que dificulta a cooperação é a governança na cadeia produtiva, exercida pelos compradores globais, sendo esta uma das principais características da cadeia calçadista (GARCIA et al, 2001).

Os compradores conseguem coordenar ações de governança na cadeia por reunirem todas as informações estratégicas de mercado (relacionadas à preço, moda, insumos) e utilizam seu poder de barganha e assimetria de informação dos produtores para controlarem a produção (lotes de produção) e comercialização, comprimindo assim as margens de lucro dos produtores (GARCIA, 2001).

Os produtores de calçados não conseguem romper esta barreira, principalmente pela falta de cooperação, falta de acesso às informações estratégicas de mercado e comercialização, falta de uma política de crédito séria e orientada para as necessidades e características do mercado calçadista e pelo fato do mercado calçadista apresentar uma sazonalidade muito forte (picos de produção próximo à datas como o Natal).

Esta falta de uma política de crédito séria e orientada para as necessidades e características do mercado calçadista, aliada a uma estrutura produtiva intensiva em custos fixos, gera um cenário favorável para que os produtores calçadistas aceitem as condições dos grandes compradores globais. Os grandes compradores globais, pela sua escala conseguem proporcionar aos empresários uma minimização dos riscos da atividade, comprando em grande quantidade, em detrimento das margens de lucro, que migram para os setores á jusante.

Outra questão que dificulta a cooperação vertical no cluster de Franca é a relação conflituosa entre produtores calçadistas e curtumes. Graças à sazonalidade do mercado calçadista, os curtumes estão hoje privilegiando o mercado externo, em detrimento dos produtores de calçados, para obterem maiores margens de lucro (graças à isenção de impostos de exportação).

Todos estes fatores, aliados à qualidade regular do couro, contribuem para tornar a relação entre as empresas calçadistas e curtumes cada vez mais conflituosa e, portanto, menos propensa à cooperação. A maioria das empresas entrevistadas admitiu comprarem grandes lotes de couro cru e pagarem pelo curtimento destas peles para evitar problemas de fornecimento.