2.2. Serbest Zamana İlişkin Kuramsal Değerlendirmeler
2.2.1. Modern Çağ Öncesinde Serbest Zaman
2.2.1.2. Orta Çağ’da Serbest Zaman
Com base nas informações levantadas, por meio das entrevistas, podemos inferir que a tendência de quem realmente exerça o poder dentro do desenho de cadeia apresentado, seja a operadora de turismo. Ressalte-se, no entanto, que isso não pode e não deve ser generalizado, pois conforme já explicitado (item 5.3) a amostra foi estabelecida por conveniência. No entanto, ao verificar um determinado grau de padronização nas respostas, com relação a esse quesito, pode-se indicar que há evidências de que a hipótese de que o poder nessa cadeia é exercido pela operadora é de fato real. Isso independentemente de qual o conceito ou definição estabelecida para “poder”.
Ainda, não há um único conceito uniforme de poder, alguns interpretando como a ascendência ou capacidade de decisão sobre os outros elos da cadeia, outros entendendo como poder a questão do controle sobre o fluxo de recursos e informações.
“É a operadora quem tem o poder nessa cadeia... é lógico que é a operadora. É ela a entidade responsável pela contratação de todos os serviços e estruturação do pacote... então eu afirmo é ela quem tem o poder tem que ser ela,... é ela quem tem que controlar tudo”. (S.S., 64 anos, diretor de hotel)
“... acho, tenho para mim que é a operadora quem tem o poder, liderando essa cadeia. Pois,..., se ela não estruturar o pacote, não tem o quê possamos oferecer ao mercado... isto é, se não houver um pacote montado com hospedagem, traslados, bilhetes aéreos,... tudo montado não tem o que vender para o turista”. (M.S.A., 45 anos, gerente de agência de viagens)
“... mesmo que alguém queira controlar, quem lidera essa cadeia somos nós (operadora). Nós a controlamos. Por mais que um hotel se negue a nos ceder apartamentos ou uma determinada companhia aérea se recuse a nos vender passagens... sempre podemos, temos a alternativa de estarmos fretando uma aeronave...” (A.C.C., 43 anos, diretor de operadora de viagens)
Do exposto, depura-se que quem realmente detém o poder dentro da cadeia de lazer de pacotes é a operadora de turismo. E esse poder é no sentido ou entendido como controle ou exercício da influência ou ascendência sobre os demais participantes dessa cadeia. Isto é, para os respondentes a entrevista o poder pode ser entendido como sendo a força que uma empresa ou pessoa demonstra, ao fazer com que um terceiro faça ou mesmo deixe de fazer alguma coisa. Também, o poder pode ser entendido como a imposição que uma empresa tem de fazer com outra faça ou aceite as condições, principalmente preços e prazos, por ela oferecidas.
“Poder significa aquele que tem autoridade e influência para ”persuadir” ou “coagir” os demais membros. Na cadeia de suprimentos, poder pode ser interpretado como aquela autoridade exercida por quem decide e tem o controle disto...” (C.A.B, 42 anos, prestadora de serviços na área de viagens)
“... então para mim, Poder é a capacidade ou o conjunto de dimensões que uma pessoa, ou nesse caso uma empresa têm de controlar ou obrigar uma outra a fazer ou a deixar de fazer algo que essa não queira... por exemplo, nós como hotel, ao bloquearmos um certo número de apartamentos para um dado pacote, acertadas as condições de preço e de pagamentos, estamos nas mãos da operadora..., ela é quem controla a nossa disponibilidade em relação a esses apartamentos”. (S.S., 64 anos, diretor de hotel)
“Poder é a capacidade de liderar e influenciar pessoas ou empresas. Dentro da Cadeia do Turismo nota-se que cada setor deseja predominar sobre os demais, exercendo seu poder e impondo sua decisão, quando a postura mais eficaz seria a do desenvolvimento do espírito de parceria, em que todos reconhecem a importância de apoiarem-se mutuamente para que haja um resultado substancialmente superior para todos”. (M.A.P., 70 anos, especialista na área).
Assim, pode-se inferir que para os entrevistados o poder é a capacidade que se tem submeter ou obrigar alguém ou uma empresa a fazer algo, e segundo o
turismo, ou seja, é nela que está concentrado o poder nessa cadeia, comprovando a veracidade, para esses executivos, da hipótese terceira do presente estudo.
Corroborando a análise do item anterior (item 3.5 e quadro 5) é possível verificar que esse poder é exercido de fato pela operadora de turismo, principalmente em função dos fatos de que é o elo responsável pelo processo de desenvolvimento dos pacotes, respondendo pela contratação de todos os serviços e pela determinação das características do mesmo.
Porém, como a cadeia é dinâmica e há cada vez mais, em função do avanço da tecnologia, a tendência de customização dos pacotes, onde cada turista terá condições de escolher ou optar pelo hotel, vôo ou mesmo o período de viagem que lhe for mais conveniente, é possível argumentar que esse poder exercido pela operadora tende a ser efêmero, isto é, na medida em que for cada vez mais possível e viável a personalização dos pacotes de turismo de lazer, menor será a escala e por conseguinte menor será o poder da operadora nessa cadeia.
Assim, de acordo o modelo atual de negócios, da forma como está organizada a cadeia de suprimentos em relação aos pacotes de turismo, cujo destino seja o Nordeste, a operadora é o elo que tende a exercer o poder. No entanto, como se vive numa época em que as transformações sociais, como a globalização, e as tecnológicas que em escala crescente estão permitindo o acesso e o contato diretos entre os prestadores de serviços nos destinos do pacote, a tendência é que esses pacotes cada vez mais sejam customizados, e assim isso fatalmente levará a operadora, caso queira manter o seu status quo, deverão reavaliar o seu modelo de negócios.
Conforme item 2.5, que trata das diversas dimensões relativas ao que se entende como conceito de poder, pode ser mais bem observada a relação entre a teoria e as informações levantadas nas entrevistas, de acordo com a tabela 11.
Tabela 11 – Comparação da Teoria Frente às Respostas das Entrevistas
Dimensão de Poder
Elo - Conforme Desenho
(Figura 1) da Cadeia Comentários
Determinação das características do pacote
Operadora Como quem "monta" o pacote é a operadora, é ela quem define
Fixação do preço Operadora Ao contratar todos os serviços distintos, é a
operadora que fixa o pereço do mesmo Domínio e fluxo de
informações Operadora
Como é quem monta e define o preço, ela controla as informações
Coerção e
imposição a outros elos
Operadora
Caso não aceite as condições impostas pela operadora, o prestador de serviços é eliminado do rol de fornecedores
Retenção de valor ou preço pago pelo turista
Operadora
Com a economia de escala obtida com os fornecedores e o fato de ser ela quem define o preço aliada ao fato de que o elo de "distribuição" trabalha sob comissão; ela fica com a maior parcelo do preço pago pelo turista.
Fonte: Elaboração própria, 2006.