03. Yenilebilir buzlar ve Dondurma
04.2 İşlenmiş meyve ve sebzeler Kurutulmuş meyve ve sebzeler
04.2.4 Meyve ve sebze preparatları, kategori 5.4 kapsamındaki ürünler hariç
04.2.4.1 Meyve ve sebze preparatları (komposto hariç)
Quanto à supervisão do Fundo, não existe diferenciação profunda entre o texto original, seu substitutivo a redação que culminou na Lei no 12.351/2010. Nem foi criada uma seção especifica para tratar dessa matéria. A regulamentação posterior é marca significativa dos artigos 59 (parágrafo único) e 60 da Lei no 12.351/2010. O caput do artigo 59 diz que ―as demonstrações contábeis e os resultados das aplicações do FS serão elaborados e apurados semestralmente, nos termos previstos pelos órgãos central de contabilidade de que trata o inciso I do art. 17 da Lei n. 10.180118, de 6 de fevereiro de 2001.‖
No que toca à periodicidade, L. G. Almeida (2010, p. 11) afirma que a norma poderia prever uma freqüência de apuração mais consentânea à prática de outros instrumentos de decisão do mercado financeiro, tais como índices de inflações, variação do Produto Interno Bruto e da Balança Comercial, que permitem a visualização mensal do comportamento do mercado. Finaliza com a seguinte assertiva: ―se o Fundo Social é um instrumento de estabilização econômica, pertinente que os resultados de suas aplicações financeiras sejam contabilizados de formas mais freqüentes.‖
Acrescente-se a tal posicionamento o parágrafo terceiro do artigo 165 da CF que prescreve o dever do Poder Executivo publicar, até trinta dias após o encerramento de cada bimestre, relatório resumido da execução orçamentária.
Com isso, enxerga-se uma tendência constitucional de apontar para a apuração e publicação dos resultados financeiros do FS de forma freqüente, pois a transparência é uma premissa básica que garante o adequado gerenciamento de recursos públicos, com o devido controle e aplicação nas funções essenciais do Estado. Nessa linha, portanto, de supervisão, o artigo 60 firma que o Poder Executivo encaminhará relatório de desempenho do FS, trimestralmente, para o Congresso Nacional.
Obviamente, como todo recurso público deverá ser passível de fiscalização pelo Congresso Nacional com o auxílio do Tribunal de Contas, bem como de outros entes públicos, tal qual o Ministério Público Federal. É nesse sentido que o parágrafo único do artigo 59 frisa: ―ato do Poder Executivo definirá as regras de supervisão do FS, sem prejuízo da fiscalização dos entes competentes.‖
118 Organiza e disciplina os Sistemas de Planejamento e de Orçamento Federal, de Administração Financeira
Diante do exposto, pode-se apontar que a gestão do FS se construirá a partir da definição das atribuições, composição e funcionamento do CDFS, conforme visto no capítulo 3. E, que a política de investimentos pela delineação do CGFFS.
A lei propôs linhas gerais de atuação do Poder Executivo, do CDFS, do CGFFS, dos Ministérios com matérias afetas ao artigo 47, do Poder Legislativo, e de outros atores, contudo, necessário no momento de detalhamento do modelo, a definição de competências claras, bem como das sinergias possíveis, para fins de coerência das ações de todos esses agentes envolvidos na instituição, supervisão e gestão do FS.
4.9 Considerações finais do capítulo
Os países produtores justificando-se de que as bênçãos oriundas da abundância de recursos naturais não significam distribuição justa dos ganhos e dos benefícios para as gerações futuras, bem como conhecedores dos efeitos da instabilidade de preços de suas matérias- primas, começaram a viabilizar os fundos como instrumentos destinados a mitigar esses cenários de injustiça intergeracional, de perdas eventuais e de flutuações que interrompem os planejamentos de médio e longo prazos. Em particular, os ditos Fundos Petroleiros, isto é, Fundos Soberanos constituídos a partir das rendas de hidrocarbonetos, foram consolidados e se tornaram poderosos instrumentos de política pública em países e/ou regiões produtoras de petróleo e gás natural.
Ao longo do capítulo, percebeu-se que, apesar de características próprias, os fundos soberanos possuem certas finalidades em comum, como, por exemplo, a gestão de um portfólio de investimento, que permita a acumulação de riqueza para gerações futuras e que guardem espaço para estratégias mais agressivas, com objetivos especulativos em busca de elevados retornos.
No entanto, a constituição do fundo não garante o seu êxito nem financeiro e muito menos no sentido de ser regido pelo PJI&IG. Necessários se fazem a supervisão e fiscalização de estoques e fluxos, bem como verificação se a aplicação dos rendimentos cumpre com as missões institucionais previamente estabelecidas.
Auditoria abrangente das contas do fundo; clara definição da responsabilidade por decisões de investimentos; monitoramento do cumprimento das políticas de investimentos; padrões
rigorosos de transparência e de publicidade de todas as informações; revisões, igualmente, transparentes das políticas a serem adotadas, são todos elementos de gestão essenciais para se resguardar ou mesmo estabelecer o PJI&IG como diretriz norteadora desses fundos.
A sociedade, também, deve ter confiança de que o fundo é bem administrado, transparente e utilizado dentro das propostas institucionais definidas em sua lei criadora.
Em termos de lições, a lei brasileira seguiu o exemplo norueguês e incentivou a constituição de poupança pautada no futuro, por meio de investimentos, que promovam rentabilidade e sustentabilidade financeira, inclusive através de instituição de fundo de investimento privado. É possível, ainda, dizer que o FS como foi definido não garante necessariamente que sua regência seguirá o PJI&IG. Por exemplo, despesas públicas listadas no artigo 47 da Lei no 12.351/2010 foram preteridas em relação a políticas macroeconômicas, por essa razão verifica-se uma tendência de distanciamento da política de investimento com o PJI&IG. Aparentemente, os legisladores e o governo esqueceram de que a única forma segura de prever o futuro é viver o presente.
CAPÍTULO 5 ANÁLISE INSTITUCIONAL E O PRINCÍPIO DA JUSTIÇA INTRA E