3. BULGULAR VE TARTIŞMALAR
3.4 Meteoroloji Verileri ve Partikül Madde Arasındaki İlişkiler
O trabalho tem importância fundamental no desenvolvimento humano por se constituir em uma atividade de conservação, transmissão e renovação de todo o patrimônio desenvolvido pela humanidade. (CLOT, 2006). Trabalhar possibilita ao homem estar em contato com o mundo que o cerca, consigo mesmo e com o outro.
Tardif e Lessard (2008, p. 28) baseando-se na concepção de Marx a respeito do trabalho humano ressaltam que este não se resume em transformar um determinado objeto num outro objeto, “mas é envolver-se ao mesmo tempo numa práxis fundamental em que o trabalhador é também transformado por seu trabalho”.
No caso do trabalho do professor, existe a especificidade de se realizar na relação imediata com o outro. É por definição, a atividade que vai possibilitar a divulgação, às gerações futuras, de todo progresso e desenvolvimento atingido pelo homem, consequentemente carregando em si a proposta de favorecer a continuidade desse desenvolvimento.
Segundo Vygotski (2005), o aprendizado escolar desempenha um papel decisivo na conscientização da criança a respeito de seus próprios processos mentais. A consciência reflexiva chega à criança por meio da aquisição dos conhecimentos científicos: os rudimentos de sistematização entram na mente da criança por meio de seu contato com os conceitos científicos na escola e são depois transferidos para os conceitos cotidianos, mudando sua estrutura psicológica de cima para baixo, ou seja, o conceito mais elaborado influencia a elaboração do conceito mais simples. Esse movimento revela a relação estreita existente entre o aprendizado escolar e o desenvolvimento mental da criança.
O trabalho docente se revela na transformação que é capaz de provocar e que se processa no outro – seu aluno. Essa metamorfose do educando é que apresenta para o
professor o resultado de seu esforço e se traduz no reconhecimento de seu trabalho, visível ou não, na relação com os alunos, pais, comunidade escolar, colegas de trabalho. Conforme Codo et al (2002, p. 44) “retomar o passado, refazer os vínculos com o presente, reorganizar o futuro, eis o que o professor faz.” Esse autor ressalta que na atividade em docência “cada palavra dita, cada movimento do olhar tem seu lugar reservado no futuro do outro, do país, do mundo. Por bem e por mal”.
Para esse autor, o trabalho do professor é imediatamente histórico e isso o condena à relação direta com o outro, pois não há um produto visível, um objeto concreto. O professor, para se reconhecer, depende que o outro o reconheça. Desse modo, sem a possibilidade de estabelecimento de vínculos afetivos com o aluno, com o produto e com as tarefas, o trabalho do professor não se viabiliza. (CODO, 2002).
Tardif e Lessard (2008, p. 19 e 20) abordaram a docência como um trabalho interativo, ou seja, uma profissão que tem o ser humano como seu objeto. Conforme esses autores, a característica essencial de um trabalho baseado em interações “é colocar em relação [...] um trabalhador e um ser humano que se utiliza de seus serviços”. Nesses casos, “as pessoas não são um meio ou uma finalidade do trabalho, mas a ‘matéria – prima’ do processo do trabalho interativo e o desafio primeiro da atividade dos trabalhadores”. No exercício da docência, as relações se estabelecem com pessoas – os alunos – que são capazes de iniciativa e são dotadas de capacidade de resistência ou participação na ação dos professores. Isso faz com que o trabalho de educar apresente características específicas, afetando profundamente a atividade do trabalhador.
Clot (2010, p. 281) agrupa o ensino na categoria dos serviços, juntamente com o comércio, as profissões da área de saúde, justiça ou o trabalho social, ou seja, profissões em que o objeto14 do trabalho é a vida do outro. Conforme esse autor, nesses casos a separação entre a experiência pessoal e a vida profissional do sujeito é mais complexa, pois “o próprio trabalho impõe uma responsabilidade renovada quanto ao objeto e, por isso, a definição das tarefas é influenciada, mais do que em outras circunstâncias, por avaliações conflitantes”. A docência, então, está entre as atividades em que, por ser o homem o objeto de trabalho, o conflito decorrente da necessidade de se realizar um trabalho de qualidade pode atingir, para o trabalhador, o patamar de um verdadeiro
14 Clot (2010) utiliza aspas para destacar a palavra “objeto” quando esta se refere ao ser humano como
embate entre os conceitos do que seria “justo ou injusto, do verdadeiro e do falso e até mesmo do bem e do mal”.
Tardiff e Lessard (2008, p. 24) ainda destacam a importância e a necessidade de se estudar a docência como um trabalho e não apenas sob a ótica de temas considerados por eles como abstratos tais como a pedagogia, a tecnologia do ensino, o conhecimento, a cognição, a aprendizagem, sem levarmos em consideração a atividade do professor e o contexto histórico social em que ela se efetiva. Para eles é de fundamental importância “que o estudo da docência se situe no contexto mais amplo da análise do trabalho dos professores e, mais amplamente, do trabalho escolar”.
Assim, para que possamos conhecer a atividade docente, devemos considerá-la não como a simples execução de tarefas prescritas, mas abordá-la também a partir do esforço que estes profissionais devem empreender para realizá-la.
Apresentaremos a seguir o trabalho do professor a partir de seu olhar. Iniciaremos por uma exposição da escola onde realizamos as observações para, em seguida, apresentarmos os estudos de caso de duas professoras que pertencem à referida escola. Somente aproximando-nos de seu trabalho é que tivemos a possibilidade de compreender como conseguem realizá-lo, considerando que está inserido em um contexto permeado por fatores que têm contribuído para o adoecimento mental do professor.