2.2. IĞDIR MÂNİLERİNİN TASNİFİ
2.2.3. Konularına Göre Mâniler
2.2.3.24. Mertlik-Namertlikle İlgili Mâniler
A instrumentalidade do poder que subsume o outro, que se configura como interrupção, ruptura e impedimento, é uma verdadeira amalgamação imagética sim- bólica cuja feitura endeusificada, idolatrada e absoluta, domina o pretensioso homo sapiens uma relação libidinosa de Eu-coisa para com sujeito-objeto. É o menosprezo da relação, escondido sob o invólucro das coisas, que determina o fetichismo. Esse espectro de vontade e alma própria é um objeto que necessita ser carregado no corpo de alguém, ou de alguma coisa.
Dussel cita Marx, a cerca da liberdade de imprensa que efetualmente era res- tringida pelo caráter despótico do rei prussiano, uma crítica à forma de domínio ab- soluto deste governo: A linguagem do dominador é em tudo e por tudo (Herrschers-
566AMES, José Luis. Liberdade e Libertação na Ética de Dussel. 1987. 205f. Dissertação (Mestrado em
Filosofia) – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Curso de Pós Graduação em Filosofia, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande Sul. Porto Alegre, p.88.
567VALVERDE, Antonio José Romera. A liberdade cívica no Livro I dos Discorsi de Maquiavel. In:
Revista Hypnos, nº 5. Centro de Estudos da Antiguidade Grega/Departamento de Filosofia da PUC- SP. São Paulo: EDUC/Palas Athena, 1999. p. 338.
568MARIN, Marcelo de Paola. Maquiavel e Guicciardini: liberdade cívica e discórdias civis. 2007. 96 f.
Dissertação (Mestrado em Filosofia) – Curso de Pós Graduação em Filosofia, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, p. 53.
182 prache), o querer e o ordenar diz a representatividade governamental, o está dito de- verá cumprir-se em razão do querer (a vontade é fundamento da razão) destinando a
cada cidadão um caráter obrigatório.569 A província tem direito de criar, em certas
circunstancias prescritas, estes deuses, isto quer dizer que o governo ao atrever-se a ditar leis, deve ao menos guardar o caráter de decisões que podem modificar-se. Uma vez que os criou, esquece-se como o adorador de fetiches, que tratam-se de deu- ses saídos de suas mãos. A expressão semítica que Marx fez em referência ao Salmo 115. 4-8570: 4
ֵּשֲעַמ בָהָזְו ףֶסֶכ םֶהיֵּבַצֲע
׃םָדאָ יֵּדְי ה
5׃וּא ְרִי אלְֹו םֶהָל םִיַניֵּע וּרֵּבַדְי אלְֹו םֶהָל־הֶפ
6׃ןוּחי ִרְי אלְֹו םֶהָל ףאַ וּעָמְשִי אלְֹו םֶהָל םִיַנְזאָ
7׃םָנוֹרְגִב וּגְּהֶי־אלֹ וּכֵּלַהְי אלְֹו םֶהיֵּלְג ַר ןוּשיִמְי אלְֹו םֶהיֵּדְי
8םֶהיֵּשֹע וּיְהִי םֶהוֹמְכ
׃םֶהָב ַחֵּטֹב־רֶשֲא לֹכ
571Seus ídolos, em troca, são prata e ouro, feitos pelas mãos dos homens, têm boca, não falam; têm olhos e não vêem, têm ouvidos e não ouvem,572 têm na-
riz e não cheiram, mãos não apalpam, pés, não andam, nenhum som de sua garganta. Que seus autores se assemelham a eles e todos que nele confiam, (Salmo. 115. 4-8).573
Diante deste curioso cenário espetaculoso, apoiado pela própria essência da Dieta (órgãos eletivos que subordinam-se ao rei); o âmbito em que se instaura a con- tradição, ao invés das províncias lutarem por meio destes tais que as representam, tenham que lutar contra eles. Isto é, o que ordena, deixa de responder ao grupo, dei- xa de fundar-se e articular-se com a vontade geral comunitária política, que anteri- ormente afirmará representar. Este espectro autorreflexivo e referencial aparta-se do poder exercido delegadamente, e como potestas desconexa da potentia e por esta ra-
zão, absolutiza-se. 574 A característica totalizadora, subjetivista em que o homem co-
569
DUSSEL, Enrique. 20 Tesis de Política. México: Siglo XXI, 2006, p. 24.
570
Ibidem.
571Biblia Hebraica Stuttgartensia. Stuttgart : German Bible Society; Westminster Seminary, 1996, c1925, S.
Sl 115:4-8.
572 DUSSEL, Enrique. 20 Tesis de Política. México: Siglo XXI, 2006, p. 24. 573 Bíblia TEB: São Paulo: Edições Paulinas & Edições Loyola, 1995, Sl. 115:4-8. 574 DUSSEL, Enrique. 20 Tesis de Política. México: Siglo XXI, 2006, p. 24.
183
mo um ser real – o (subjectum), em Heidegger, é agora coletividade que, sendo subs-
trato dos entes, deve moldar o real segundo sua vontade (ideologia).575
Na economia Marx explicou o sentido da inversão, formulada como uma personificação da coisa, a mercadoria manifesta como coisa trivial, imediatamente compreensível. Na análise, vê-se que a mesma apresenta algo muitíssimo estranho, cheio de sutilezas metafísicas e argúcias teológicas. Esta atribuição de um caráter misterioso ao produto do trabalho provém de sua própria forma de mercadoria. A mercadoria encobre as características sociais dos trabalhos dos homens, expondo-as
como materiais e propriedades sociais de sua própria natureza.576 Assim, a igualdade
dos trabalhos humanos, que é mera instrumentalidade transforma-se em coisa, de maneira que, fica sob o modo de ocultação, em forma de produtos do trabalho como valores, passando a quantidade de valor a ser a medida do trabalho durante o tempo despendido na produção da mercadoria, o que significará aumento de capital. Aos poucos, o valor assume a primazia nas trocas mercantis, e os objetos úteis, na forma de mercadoria, tornam-se objetos sociais e passam a intermediar as relações entre os
seus produtores.577 Esse mistério fetichista do capital, como um modo de ocultação
que distorce a interpretação, o conhecimento da realidade, criando uma inversão. Na política a caracterização passa ser como um fio quebrado, não há nada nela que fale do povo, para o povo, pelo povo e de todos os valores de concepção de mundo. A inversão ocorre quando a vontade do governante ou do seu partido se torna para- digmaticamente, não dos governados. O poder fetichista, autorreferente, afirma-se primeiro destruindo o poder originário e normativo de toda política o poder da co- munidade, o que emana do povo e em seu nome será exercido recai ao advento do
“deverá um dia ser exercido”. 578
Conseguintemente a arquitetônica política conduz as mentes às utopias do vigor vanguardista revolucionário que, em detrimento do poder alcançado, autorre-
575CABRAL, Alexandre Marques. Heidegger e a destruição da ética. Rio de Janeiro: UFRJ & Mauad,
2009, p. 150.
576DUSSEL, Enrique. Vinte teses de política. Coleção pensamento social latino-americano. Trad. Rodri-
go Rodrigues. São Paulo: Expressão Popular & Clacso, 2007, p.44.
577 Ibidem, 2007, p.45. 578Ibidem.
184
gessem-se diante de imperativos que determinam os direcionamentos de acordos, alianças, acertos e principalmente os obscuros conchavos, analogamente como o bal- seiro que adentra no mar revolto, sendo conduzido de um lado para outro pela força adversa. Gradativamente a militância distancia-se de sua origem, fetichizando-se, tornado potestas. Sua utopia de um poder popular (potentia), agora trata de ampliar e constituir o próprio espaço de poder (potestas). Todavia, como figuras fantasmagóri- cas os espectros dos vitimados soam como incômodas abstrações, uma repentina sen- sação de certo mal-estar que ousa refletir-lhe o rosto no espelho do passado, o tor- mento da figura do Fausto, que vendeu sua alma ao demônio. Tal apego ao poder (potestas) particulariza os interesses, transmuta vocação em profissão e o partido, tor- na-se mera máquina eleitoreira. A fragrância do poder (potestas) inebria o homem, tragado pelo Leviatã hobbesiano, uma autoridade despótica, que uma vez fetichizada a ação política e corrompe-se. 579 Como disse Marx citado por Dussel580, todavia, o povo exclama: “Mas não aprenderão os malfeitores que devoram o povo como pão”. (Salmo 14.4, a passagem a que Karl Marx recorre, de família de rabinos judeus de Trevéris).
41
4׃וּא ָרָק אלֹ הָוהְי םֶחֶל וּלְכאָ יִמַע יֵּלְכֹא ןֶואָ יֵּלֲעֹפ־לָכ וּעְדָי אלֲֹה
581 4ἐ ουδ νωται ἐν πιον α του πον ρ υό νος το ς δ
ο ου νους κ ριον δο ά ι ὁ ν ων τ πλ σίον α του κα ο κ
ἀ τω ν
582(
A possível transliteração das passagens acima que referem-se ao mesmo texto po-rém em línguas diferentes como hebraico e grego. “O estado de ignorância demons-
579 Ibidem, 2007, pp.47-49.. 580
Ibidem, 2007, p.48.
581
Biblia Hebraica Stuttgartensia. Stuttgart : German Bible Society; Westminster Seminary, 1996, c1925, S. Sl 14:4.
582 Septuaginta. electronic ed. Stuttgart : Deutsche Bibelgesellschaft, 1979; Published in electronic form by
185
tra que estes criminosos não aprenderam nada, pois sua postura mantem-se a devo-
rar o povo como pão.”) 583