BÖLÜM 1: TURĠST VE TURĠST DAVRANIġLARI
4. BaĢıboĢ Turist tipi (The Drifter): Bu tür turistler kendi alışılagelmiş yaşamlarından ve sürekli yaşadıkları yerlerdeki koşullardan daha fazla
1.5.5. Maxine Feifer - John Urry ve Post- Turist (1985-2002)
Quando estudamos os pentecostais, estamos ao mesmo tempo lidando com a produção de autores e vítimas na alternância dos papeis sociais. Ou seja, a pesquisa nos permite apontar algumas imagens que grupos
estabelecidos se esmeram em fazer circular.
Neste ponto, não nos referimos somente a IC como representante dos estabelecidos, mas também aos grupos que se sentem ameaçados na mídia e na política por outros estabelecidos, pois a tentativa de desabonar o outro grupo gira em torno da busca pelo poder seja para si ou para uma comunidade.
As intrigas entre membros das comunidades -católica e protestante- se referem a busca de uma confirmação (por parte dos habitantes
mais antigos) e de uma mudança (pelos recém-chegados) do precário
pluralismo religioso existente no Brasil.
A categoria dos atributos que o indivíduo na realidade possui forma sua identidade social real. Porém muitas vezes, esta identidade é ignorada diante da ênfase da identidade social que fora constituída sobre ele (Goffman 1963:12). Um exemplo desta relação pode ser detectada na fala de um jornalista para um político pentecostal: “Quero te cumprimentar. Você
venceu seu primeiro obstáculo como parlamentar. Você conseguiu provar para nós, da imprensa, que você é um político ideológico e não um religioso moralista”.
O político teve seu veredicto com base no estereótipo construído sobre o político evangélico. Assim, pelo simples fato de ser evangélico teve a sua imagem associada a um moralista. A imprensa, como produtora de opinião
também é produtora de estigma ao enfocar somente as motivações e os comportamentos do grupo evangélico.
As denominações evangélicas são variada como igreja locais e autônomas que a imprensa tende a generalizá-las. Assim, os escândalos de uma igreja acabam sempre afetando todas as igrejas evangélicas. Como todo grupo que se vê injustiçado, o grupo evangélico também possui sua própria mídia a fim de expressar e compartilhar seus sentimentos. Tais publicações consolida ao leitor a existência real do grupo e sua vinculação a ele.
Esta pesquisa indica que há alguns líderes que se utilizam da condição do "diferente", do "injustiçado" ou "perseguido" para construírem ideologias e colocarem-se como defensores legítimos do grupo frente ao governo e a imprensa. O sentimento de perseguição, característica presente na identidade social do grupo evangélico é a principal bandeira dos ditos defensores.
Entretanto, o defensor poderá descobrir que seus esforços poderão marcar de tal forma sua vida política que sua missão política será identificada como restrita ao grupo perseguido. Consequentemente, sua estratégia tende a reproduzir o sistema por enfocar o discurso no ser diferente e, a partir daí exercer o fisiologismo.
O efetivo afastamento do defensor de seu próprio grupo, irá depender da combinação de suas marcas positivas com sua história de vida. Este é o caso do político que fica à margem da identidade pentecostal. Ora utiliza ora não utiliza desta identidade.
O modo elitista da mídia tratar o grupo evangélico é expresso "pela tentativa de demonstrar a incapacidade dos pobres em aproveitar
inteligentemente as opções do mercado religioso" (Freston.1993). Tal postura da mídia talvez se justifique pelo discurso político-religioso de enfocar os políticos evangélicos como representantes legítimos do grupo evangélico.
Na tentativa de unir eleitor-candidato através de uma identidade social de pentecostal, os deputados assumem a linguagem própria deste grupo e enfatiza sua condição de igual. Entretanto, assumem que como deputados seu cargo "exige atividades que vão além do campo religioso e que os eleitores não
têm conhecimento desta realidade".
Diante da crescente informação e participação dos seus eleitores na vida política, os políticos procuram "dar o testemunho, ter ética, votar de
acordo com os princípios e ser homem de uma mulher só porque sempre vai ter alguém de olho pra te pegar no pulo".
Como na política os agentes sociais estão sempre juntos, algumas falas dos políticos expressam que frequentemente se sentem inseguros em relação à maneira de como o outro os identifica e, assim, sempre fica a sensação de ser avaliado. E por conta disso, "erros menores ou enganos incidentais podem ser interpretados como uma expressão direta de seu atributo diferencial estigmatizado" (Goffman19963).
Todas as vezes que um indivíduo entra numa organização ocorrerá mudanças na estrutura do conhecimento sobre ele (status, caráter). Sua identidade será foco de interesse tanto para as pessoas que estão próximas quanto para as que não são do seu convívio. O político pentecostal sempre se encontra num processo de avaliação, seja pela liderança do partido seja pela liderança da igreja, como demonstra a seguinte fala:
“Há preconceito do partido, que te acha um religioso
acha ideológico demais e religioso de menos. Ainda há o preconceito da imprensa que te identifica com um carimbo do político evangélico tradicional: fisiologista, clientelista e de direita.”
"A identidade do eu é uma questão que está sempre em jogo" (Goffman1963), pois o indivíduo esta na sociedade e até certo ponto sempre será diferente do outro. Porém, essa diferença somente será importante como ideologia quando for coletivamente conceptualizada.
Mesmo que a identidade seja fruto da interação social, Novaes (1998) nos chama a atenção para não se deixar por irrelevante a importância da decisão individual durante a interação social. Assim, esta pesquisa demonstra a importancia do contato direto com os políticos: ouvir suas histórias de vida, motivações e aspirações. Mesmo não sendo reconhecidas pelos seus autores no sentido da racionalidade para nós (pesquisadores) constituem-se um material significativo porque, além de outras compreensões macrossociais, nos indicam que cada um desses candidatos que conseguiu chegar à política (e conquistar outros status) não resultou somente da adoção a um estilo de vida que o diferenciou entre tantos do grupo (pobre e estigmatizado) e nem somente por pertencer à igreja, mas acima de tudo também por possuírem uma motivação pessoal.