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BÖLÜM 1: TURĠST VE TURĠST DAVRANIġLARI

4- Dinlenme ve eğlence amacı, bir taraftan teknik buluşların mesafe kavramında

1.4.13. Maslow Ġhtiyaçlar HiyerarĢisi ve Turist Motivasyonu

Os candidatos oficiais da AD-Madureira (Pr Bittencourt e Pr Otávio Rogério) não foram divulgados na igreja pelos pastores e não tiveram material de campanha distribuído aos membros. A única visita durante a campanha na cidade se deu durante a realização do encontro da AD-Madureira que reunião os pastores de de todas as congregações do Estado de São Paulo. Com isso, esses candidatos praticamente não foram citados pelos eleitores assembleianos nas entrevistas.

Os candidatos Adilson Rossi e Neuton Lima da AD-Ministério Belém, além do pastor-presidente divulgar seus nomes, estes já eram conhecidos pelos membros por causa dos trabalhos desenvolviam na denominação.

Todos os entrevistados da AD, tanto Ministério Madureira quanto Belém, reconhecem que lhes chamam a atenção quando vêem um candidato evangélico. Porém este eleitor - como qualquer outro - passa por vários critérios na hora da escolha. A ênfase de boa parte dos assembleianos está no critério de capacitação política do candidato, pois a maioria dos eleitores assembleanos declararam visar o benefícios para toda comunidade e não somente benefícios para sua igreja.

As principais justificativas citadas pelos assembleianos para a escolha do deputado foram:

“(...) a partir do momento que o candidato seja eleito, ele estará ali para defender a sociedade, não apenas um segmento”;

“O importante é governar bem o país. Seja da igreja ou não. O político deve fazer o bem a todos, é obrigação dele”;

“A gente não pode ficar preso à religião porque eu sou dessa denominação eu vou votar nesse. Tem que ver a capacidade do candidato”;

“Não voto em evangélico só por ser da igreja";

"Porque sou evangélico";

"Por participar da mesma ideologia"; "Bendita é a nação cujo Deus é o Senhor"; "Dou preferência aos domésticos na fé";

"Porque é evangélico e tem boas propostas de trabalho";

"Não porque é evangélico, mas é uma pessoa simples e humilde";

"Pela atitude e caráter";

"Não porque é evangélico, mas porque ele é bom. Não é certo usar o evangélico para se promover";

"Pelo Bem estar da igreja,não cair no comunismo"

Algumas justificativas de membros que não escolheram candidato evangélico: "Os evangélicos não estão preparados", "Por não terem propostas

convincentes para o país".

Durante o culto de Ação de Graças na AD-Belém, o candidato católico Lobbe Neto (eleito deputado federal) teve direito a fala no final do culto:

“Estamos num momento de reflexão, pois há pessoas

que apóiam o casamento de sexos iguais e a Lei do Silêncio. Querem até cobrar impostos do dízimo. Pensem em Alckmim que é um religioso e não um ateu {referindo-se a José Genoino,

candidato do PT e adversário de Alckmim no segundo turno para governador} e que se preocupa com o grupo cristão”36.

Na mesma ocasião, o Pr José Wellington37 faz uma observação aos membros: “Se ganhar o partido que aprova casamento de homem com

homem, eu serei obrigado a casar os dois homens com bigode, porque senão serei preso por discriminação racial 38”.

O discurso está centrado na moralização e na idéia de “perseguição” ao crescimento evangélico. Os líderes pentecostais, “autores e beneficiários da política corporativa” não se encarregam de conscientizar os

36 Uma das preocupações colocadas pelos pastores assembleianos era em relação à religião do candidato ao governo paulista, Geraldo Alckmin. Segundo os pastores, Alckmim é membro da ordem Opus Dei da Igreja Católica. Esta ordem inspirava uma desconfiança ou até mesmo mistério para alguns pastores, e por conta disso, surgia a dúvida na melhor escolha: entre o "delegado ateu"e o "misterioso católico".

37 Pr José Wellington é pastor-presidente da Convenção Geral da AD do Brasil. *O correto seria discriminação sexual.

fiéis em direção ao sentimento mais cidadão em relação ao voto, à participação política e social (Freston 1993). O modelo desempenhado na AD é visto como um modelo tradicional de "despachante de Igreja", aquele candidato que constrói seu mandato em defesa dos interesses coorporativos da instituição.

A crítica do distanciamento do pastor em relação a sua base eleitoral está muito presente entre os membros e alguns líderes da AD. A maior parte destas críticas está dirigida ao Pr Carlos Apolinário, membro da AD há 44 anos. As críticas dos membros concentraram em torno do seu slogan para o governo do Estado em que dizia que iria colocar São Paulo nas mãos de Deus. Segue algumas dessas críticas: “Eu não sei o que ele fez, o que ele era.. Na

televisão ele tem dito que vai pôr São Paulo nas mãos de Deus, mas não apresenta nenhum projeto pra gente”. “Não votaria no Apolinário porque o mundo já está nas mãos de Deus. Não é ele que vai colocar São Paulo nas mãos de Deus.”

Carlos Apolinário justifica seu slogan com o argumento de que a tradição de 15 dias antes das eleições o prefeito entrega a chave de São Paulo nas mãos do Rei Momo o fez ter o seguinte pensamento: “(...) se é bom

entregar as chaves nas mãos do Rei Momo, muito melhor será entregar as chaves de São Paulo nas mãos de Deus”.

Segundo Apolinário, "fazer as pessoas pensarem em Deus também é tarefa de um bom governador". Apolinário detem a imagem, tanto na AD-Ministério Madureira quanto no Ministério Belém de um político evangélico que se afastou da liderança:“(...) este é um dos riscos que a gente

corre: eleger um representante e ele não corresponder”, comenta um dos

Dizem que Apolinário teve uma mudança de conduta durante seu segundo mandato de deputado distanciando-se da igreja e se preocupando mais com a mídia. O pastor continuará contanto com o apoio desta base eleitoral, mesmo porque não conquistou outra que pudesse substituí-la, e já preparou seu novo slogan para as eleições de 2004: “Fé e Coragem para Mudar”.

Uma eleitora assembleiana diz que mesmo elegendo vários políticos tementes a Deus não haverá melhora para o Brasil: “tudo que está

acontecendo no mundo está cumprindo as escrituras porque a vinda do Senhor está próxima. A gente pode tentar, mas não vai melhorar”.

Pode-se caracterizar esta fala como uma visão apocalíptica do mundo que nos remete a Marx quando diz , “a essência humana carece de

realidade verdadeira” (Marx 1844:93). Neste sentido, o indivíduo seria

alienado devido a suas condições materiais de realização. A religião seria um tipo de expressão da miséria real que se colocaria como forma de protesto, embora para Marx a religião não tenha nenhuma proposta de transformação social porque esta apresenta uma consciência “invertida do mundo”. Sua visão consiste na religião como forma de ideologia que mascara a verdadeira realidade por meio do uso da linguagem religiosa, porém esta religião enfraqueceria a partir do momento que o homem descobrisse a verdadeira realidade.

Porém, a prática política exercida no pentecostalismo permite que o crente desenvolva uma cultura de resistência e de protesto diante da estrutura social em que se encontra39. Como religião anexada diretamente às condições sociais de seus membros, o pentecostalismo se transforma, conseqüentemente

39 Lembrando que o pentecostalismo predomina em bairros carentes dos serviços oferecidos pelo Estado, tais como segurança, saneamento e educação

no reflexo desta situação. Assim, além de doador de sentido que nas palavras de Marx seria o "ópio do povo" ou de "expressão de emoção em um mundo

sem emoção", o pentecostalismo, ao longo do tempo, tem apontado e

protestado à sua maneira o suposto laicato do Estado Moderno e seus atributos negativos.