BÖLÜM 2: MAKİNE ÇEVİRİSİ
2.3. Makine Çevirisinin Türleri
Pesquisas sobre professores principiantes têm procurado caracterizar esse período do processo de desenvolvimento profissional docente, focalizando processos de aprender a ensinar durante os primeiros anos de ensino, buscando identificar e analisar problemas e preocupações específicos dos professores que se iniciam na docência, mudanças sofridas pelo professor ao passar de estudante a docente, possíveis transformações no âmbito pessoal, papel da escola no desenvolvimento profissional do iniciante. Nesta investigação, procuramos discutir aspectos referentes aos conhecimentos de diferentes naturezas que professoras possuem e constroem no período inicial de sua carreira e aos modos como organizam e utilizam tais conhecimentos nas situações escolares que enfrentam quando estão ensinando conteúdos específicos das séries iniciais do Ensino Fundamental ou da Educação Infantil aos seus alunos.
Ao caracterizar as professoras iniciantes que participaram desta investigação, obtivemos resultados semelhantes àqueles encontrados em estudos realizados por Caldeira (1995), Castro (1995), Fontana (2000), Guarnieri (1996), Nunes (2002), dentre outros. Trata-se de um período de sobrevivência e descoberta, no qual as professoras procuram ajustar suas expectativas e ideais sobre a profissão às condições reais de trabalho que encontram, procurando lidar com uma série de limitações que atuam diretamente sobre seu trabalho, tentando permanecer na profissão e manter um certo equilíbrio diante dos sentimentos contraditórios que marcam a entrada na carreira. Nesta pesquisa, notamos diferenças, entre as professoras participantes, na forma de encarar os primeiros anos de profissão. Nas análises realizadas, expressaram aspectos marcantes de sua trajetória pessoal, mostrando que, apesar das peculiaridades que caracterizam a entrada na carreira, cada professora vivencia esse momento de forma particular, a partir de conhecimentos que possui sobre a profissão, das relações que estabelece com colegas de trabalho, pais de alunos, alunos, da maneira como ingressa na primeira escola. Burke (1990 apud MARCELO GARCIA, 1999) afirma que a evolução do ciclo vital do professor deve ser entendida em função de duas grandes dimensões: pessoal e organizacional. Do ponto de vista pessoal, existem diversos fatores que influenciam os professores: relações familiares, crises pessoais, etc. O ambiente organizacional influencia a carreira por meio dos estilos de
gestão encontrados, das expectativas sociais em relação à profissão, etc. Conforme salienta Huberman (1993), constatamos que essa fase da carreira não é vivenciada exatamente da mesma maneira por todos os professores. As formas como cada professora lida com os aspectos que caracterizam a entrada na profissão podem variar, sendo, esse período, encarado a partir de diversas perspectivas e conhecimentos anteriores.
Os resultados desta investigação parecem confirmar a necessidade de que sejam organizados programas de iniciação ao ensino para professoras principiantes que respondam “[...] à concepção de que a formação de professores é um contínuo que tem de ser oferecida de um modo adaptado às necessidades de cada momento da carreira profissional” (MARCELO GARCIA, 1999, p. 119). Tais programas devem ser compreendidos como um “[...] elo imprescindível que deve unir a formação inicial ao desenvolvimento profissional ao longo da carreira docente” (MARCELO GARCIA, 1999, p. 119). É necessário que levem em conta diferentes conhecimentos profissionais que orientam as práticas escolares adotadas pelas principiantes e se utilizem de estratégias diversificadas que promovam processos de desenvolvimento profissional docente. O estudo de casos de ensino revelou-se, nesta pesquisa, importante estratégia de investigação e promoção de tais processos.
Nesta investigação, procuramos focalizar possibilidades formativas e investigativas da utilização de estratégias de estudo de casos de ensino em processos de desenvolvimento profissional docente vividos por professoras em início de carreira. Investigamos possibilidades dos casos de ensino enquanto instrumentos capazes de evidenciar e de interferir tanto nos componentes da base de conhecimento para o ensino mobilizada pelas professoras diante de práticas escolares que envolvem o ensino de conteúdos específicos, como nos processos pelos quais constroem, organizam e utilizam seus conhecimentos ao vivenciar, descrever e analisar tais práticas e, ainda, nos processos de reflexão adotados pelas professoras iniciantes diante das práticas descritas a partir de situações específicas e contextualizadas.
Com relação às possibilidades formativas dos casos de ensino, podemos, a partir dos resultados obtidos nesta investigação, apontar que as estratégias de análise e elaboração individual de casos possuem potencial formativo na medida em que trouxeram oportunidades para que as professoras iniciantes explicitassem e analisassem suas próprias compreensões sobre o início na profissão docente, trouxeram oportunidades para que expressassem e refletissem sobre seus próprios conhecimentos profissionais e analisassem
conhecimentos de outros colegas de profissão, permitiram o estabelecimento de relações entre aspectos teóricos e práticos ligados ao ensino, estimularam a adoção de uma postura reflexiva diante de situações escolares. Quanto às possibilidades investigativas dos casos de ensino, podemos confirmar seu potencial investigativo ao constatar que, diante das estratégias utilizadas, foi possível acessar diferentes perspectivas das professoras iniciantes para descrever e analisar seus anos iniciais de docência; conhecimentos sobre sua iniciação profissional e sobre aspectos relativos aos processos de ensino-aprendizagem; relações que estabelecem entre aspectos teóricos ligados ao ensino e situações específicas do dia-a-dia escolar; equívocos, contradições e fragilidades que marcam a base de conhecimentos em que se fundamentam para ensinar; conhecimentos que fundamentam suas práticas atuais em relação aos conhecimentos evidenciados durante sua formação inicial; processos reflexivos em torno de situações escolares. As possibilidades formativas e investigativas dos casos de ensino evidenciadas neste estudo representam pistas iniciais sobre a adequação de sua utilização na formação de professores e na pesquisa de processos de desenvolvimento profissional docente.
Podemos afirmar, com base nos resultados obtidos, que, ao evidenciar e interferir nos conhecimentos das professoras sobre sua entrada na profissão, os casos parecem possuir potencial como instrumento formativo e investigativo a ser utilizado em programas de pesquisa e de formação continuada de professores iniciantes. Ainda com base nesses resultados, algumas afirmações podem ser feitas no que se refere às possibilidades formativas e investigativas dos casos de ensino.
Nesta pesquisa, tais ferramentas possibilitaram que reflexões fossem realizadas em torno de situações vividas na entrada na carreira e criaram oportunidades para que as professoras explicitassem suas próprias compreensões sobre o início na profissão docente. As diferentes perspectivas adotadas pelas professoras iniciantes participantes para descrever e analisar aspectos referentes aos seus anos iniciais de profissão puderam ser acessadas a partir das análises realizadas em torno de diferentes casos de ensino e da escrita de novos casos. Os resultados obtidos apontaram a relevância do estudo de casos de ensino como oportunidade para que as professoras expressem seus saberes e analisem saberes de outros colegas de profissão, em diferentes fases da carreira. Nesta investigação, os casos permitiram que as iniciantes discutissem a importância de que os cursos de formação inicial garantam o estabelecimento de relações entre as discussões teóricas ali realizadas e as situações práticas que serão enfrentadas nos anos iniciais de docência. O
estudo dos casos possibilitou a explicitação das relações que as iniciantes têm estabelecido entre aspectos teóricos ligados ao ensino e situações específicas do dia-a-dia escolar, mostrando fragilidades nos conhecimentos que possuem sobre teorias de ensino e aprendizagem e nas formas de utilizá-los para compreender, por exemplo, como as crianças aprendem. Tais fragilidades foram apontadas em estudo anterior (NONO, 2001) e parecem permanecer durante os anos iniciais de profissão. Fica evidente a necessidade de que as teorias que as professoras parecem valorizar sejam melhor estudadas e discutidas para evitar seu uso equivocado na fundamentação de suas práticas. Neste momento de transição entre a adoção de práticas que parecem valorizar e de práticas semelhantes àquelas a que foram expostas durante sua trajetória de escolarização – evidenciado nas produções das professoras diante dos casos analisados –, a análise de situações de ensino parece permitir a explicitação de equívocos e contradições que marcam o conjunto de conhecimentos em que as professoras se fundamentam. As discussões teóricas parecem ganhar sentido, para as professoras, quando relacionadas à análise de casos de ensino.
Diversos conhecimentos sobre sua iniciação profissional e sobre o que pensam em torno de aspectos relacionados aos processos de ensino e aprendizagem foram explicitados pelas professoras a partir da análise e elaboração de casos de ensino. Pareceram estimuladas a analisar seus processos de entrada na carreira, procurando apontar fatores que facilitaram ou dificultaram sua inserção profissional. As análises dos casos possibilitaram o acesso a alguns conhecimentos que fundamentam suas práticas atuais e o estabelecimento de relações entre tais conhecimentos e aqueles evidenciados durante sua formação inicial para a docência. Aparentemente, a entrada na profissão não abalou a certeza das professoras – explicitada desde sua formação inicial – de que a aprendizagem da docência não se encerra com o recebimento do diploma. Continuaram destacando a necessidade de continuar aprendendo sempre e a partir de diversas fontes. Além disso, a entrada na profissão parece ter propiciado a valorização da dimensão formativa da escola/ambiente de trabalho, não destacada no estudo anterior (NONO, 2001).
A disposição para aprender os conteúdos de ensino antes de ensiná-los – suprindo assim lacunas da trajetória escolar – também permanece nas produções das professoras. Porém, como constatado anteriormente, mesmo sua disposição para aprender é insuficiente quando se desconhece a própria defasagem. Em muitos momentos, apesar de explicitar sua preocupação em organizar situações de ensino diferentes daquelas que vivenciaram na infância, acabam recorrendo aos modelos pedagógicos aos quais foram
expostas. Retomando as quatro dimensões do conhecimento de conteúdo específico que devem orientar o ensino das professoras (GROSSMAN; WILSON; SHULMAN, 1989) – conhecimento do conteúdo, conhecimento substantivo, conhecimento sintático e crenças sobre o conteúdo – notamos, a partir de suas análises de situações de ensino envolvendo conteúdos relacionados a Matemática e a linguagem oral e escrita e dos casos elaborados a partir de suas próprias práticas escolares, fragilidades em todas elas. Parece não haver clareza em torno dos principais conceitos a serem ensinados – e em torno de conceitos que não precisam necessariamente ser ensinados, mas que precisam ser compreendidos pelas professoras para entender a disciplina – e de como são construídos conhecimentos matemáticos e lingüísticos. Algumas crenças sobre as matérias – como, por exemplo, de que a construção da escrita depende da aprendizagem da silabação e de que os conhecimentos matemáticos se constroem a partir da construção dos algoritmos – foram evidenciadas pelas professoras e precisam ser discutidas para evitar o desenvolvimento de práticas de ensino equivocadas. Crenças e conhecimentos que as professoras possuem da matéria a ser ensinada parecem influenciar fortemente seu processo de ensino. Análises das professoras em torno dos casos de ensino mostraram que tais crenças e conhecimentos interferem na seleção de procedimentos de ensino, na avaliação do entendimento dos alunos, na análise das estratégias de aprendizagem elaboradas pelas crianças, influenciando todo processo de raciocínio pedagógico vivenciado pelas professoras.
Esse processo se inicia com a compreensão de idéias e conceitos dos conteúdos que se quer ensinar e de conteúdos relacionados a eles. Falhas nessa compreensão pareceram interferir em todos os demais momentos desse processo, inclusive, no processo de reflexão em torno de seu próprio ensino. Programas de formação continuada de professoras da Educação Infantil e das séries iniciais do Ensino Fundamental precisam focalizar a importância do conhecimento de conteúdos específicos nos processos de ensino. O que as professoras sabem sobre o que devem ensinar parece determinar a forma como mobilizam outros conhecimentos profissionais também necessários a um bom ensino. Além disso, seus conhecimentos também orientam a forma como analisam os casos de ensino. Ao apresentar situações escolares contextualizadas, os casos de ensino parecem proporcionar condições para que as professoras questionem seu conhecimento das matérias a ensinar, relacionando a relevância de tal conhecimento em toda sua prática de ensino. Parece possível que a análise individual de situações de ensino impulsione as professoras a refletir sobre o que sabem/não sabem em relação às matérias que devem ensinar para as
crianças. Não há garantias, entretanto, de que, sozinhas, professoras iniciantes sejam capazes de reconhecer defasagens em alguns de seus conhecimentos de conteúdos específicos, dada a complexidade deles. Nesse sentido, embora não tenhamos tido possibilidade, nesta investigação, de proporcionar momentos de discussão coletiva em torno dos casos de ensino estudados e elaborados, destacamos a relevância de que sejam considerados na elaboração de programas de formação baseados na metodologia de casos. Estudos sugerem que o valor formativo da estratégia de estudo de casos de ensino pode ser potencializado se acrescentarmos aos momentos de estudo individual dos casos, momentos de discussão coletiva em torno deles (HAMMERNESS; DARLING-HAMMOND; SHULMAN, L., 2002; LEVIN, 1999; SHULMAN, J., 2002). Aspectos focalizados individualmente podem ser analisados mais profundamente em grupos de professoras, mediadas por um instrutor, quando diferentes perspectivas de entendimento de uma mesma situação escolar descrita são confrontadas. Programas de formação inicial e continuada que pretendam utilizar estratégias de estudo de casos de ensino como uma das formas de promoção de processos de desenvolvimento profissional docente podem se utilizar, sendo possível, de discussões coletivas somadas às análises individuais em torno dos casos. Tratando especificamente de programas de iniciação para professores principiantes, ao proporcionar encontros coletivos para análises de casos, estariam, ainda, minimizando o caráter de isolamento que marca a entrada na profissão e possibilitando que as iniciantes reconhecessem a necessidade de que professores atuem em comunidades de aprendizagem.
As professoras destacaram o potencial formativo dos casos de ensino, mostrando-se dispostas a refletir sobre as situações de ensino neles descritas, estabelecendo relações com situações semelhantes vivenciadas por si próprias durante sua trajetória profissional. Nesse sentido, os casos se apresentaram como importantes ferramentas para estimular a adoção de uma postura reflexiva por parte das professoras. Na medida em que valorizam discussões em torno de situações práticas, a análise de casos é apontada pelas docentes como um importante momento de reflexão sobre sua prática profissional. Não é possível considerar, entretanto, conforme discutimos anteriormente, que uma estratégia isolada seja capaz de influenciar de maneira decisiva a formação das professoras para um ensino reflexivo. De qualquer forma, os dados obtidos apontam as possibilidades e a imporância dos casos como um dos instrumentos a serem utilizados na investigação e favorecimento dos processos reflexivos em suas diferentes dimensões. Nesta investigação,
destacando-a como oportunidade para refletir e aprender a partir de sua própria experiência e a partir da experiência de outras colegas de profissão. Seus depoimentos
ilustram suas opiniões a respeito do valor formativo das análises de casos de ensino e destacam, ainda, sua disposição em participar da investigação.
Esses três últimos casos de ensino foram especiais para mim, me fizeram refletir sobre a prática cotidiana e à situações futuras. O último foi o mais importante, aliás é o assunto que discutíamos na faculdade e o que tento me aperfeiçoar sempre! Não digo que gostei só porque estou lhe escrevendo não; eu adorei essas questões, contribuíram para refletir e fazer um balanço sobre a prática educativa como professora. Os casos de ensino me fizeram relembrar fatos já ocorridos e contornados, solucionados; me fez encontrar soluções para casos impossíveis (até então) e pensar em fatos futuros, além de poder repensar algumas ações... Obrigada por dar essa oportunidade e espero ter-lhe auxiliado nas pesquisas! Aguardo uma resposta de tudo! (Mariana)
Em primeiro lugar gostaria de lhe dizer que estou muito contente em poder estar participando de uma pesquisa sua e de colaborar com seus estudos sobre a nossa profissão. [...] Para mim foi muito válido estudar esses casos, pois parei para refletir em muitas coisas importantes. Parar para pensar é muito difícil. Geralmente analisamos a situação rapidamente e tentamos resolver na hora. Depois, com tantos outros problemas que temos para resolver fora da escola, acabamos deixando um pouco de lado nossas reflexões (o que não deveríamos fazer). Os casos de ensino ajudaram muito, trouxeram contribuições para as minhas reflexões e, conseqüentemente, mudanças na minha prática. Só peço desculpas pela demora na devolução das respostas, pois passei por uma série de dificuldades, tanto profissionais como pessoais, que fizeram com que eu me atrasasse em responde-las. Talvez eu teria até realizado um trabalho melhor se tivesse feito com mais calma, mas agradeço a oportunidade que você está me dando e espero que eu esteja te ajudando de alguma forma. (Daniela)
Primeiramente, fico muito feliz em poder contribuir com o seu trabalho respondendo e analisando esses casos de ensino. Eles foram muito interessantes e me fizeram mudar até de atitude (acrescentei jornais, revistas etc... no canto de leitura da sala do Jardim II, pois antes só apresentava e eles não tinham tanto contato). Com certeza esse trabalho me fez refletir sobre a minha prática. (Fabiana)
As professoras também avaliaram positivamente a estratégia de elaboração de casos de ensino, destacando aprendizagens profissionais decorrentes de sua prática.
Os trechos abaixo explicitam tais aprendizagens e sugerem que preocupações evidenciadas pelas professoras ao analisar casos de ensino acabam por orientar a escrita e análise de seus próprios casos. Observando o que escreve Fabiana, por exemplo, notamos que sua preocupação com as dificuldades para lidar com atividades de registro, com a
imprevisibilidade do dia-a-dia escolar e com o estabelecimento de relações entre situações práticas de ensino e conhecimento teórico – evidenciadas na análise de casos – parece presente no caso que elabora e analisa. A preocupação de Daniela em conseguir exercer com autonomia a docência, diante da forte influência sofrida no início na carreira, marca a escolha da situação que descreve. O caso de ensino elaborado representa, para essa professora, um registro de suas possibilidades, mesmo como iniciante, de conseguir obter sucesso em um projeto de ensino diante da direção e coordenação da escola em que leciona. A forte preocupação de Mariana em melhorar cada vez mais como profissional e desempenhar seu papel da “[...] maneira mais competente possível” parece impulsioná-la a descrever uma situação de ensino que a colocou diante de novos desafios na profissão e que permitiu a construção de novas aprendizagens na sua carreira como professora marcada, segundo ela, pelo trabalho com “[...] realidades diversas e alunos bastante diferenciados”. Ao analisar casos de ensino, Mariana destaca a importância de que todo professor tenha vontade e dedicação ao ensinar; ao descrever uma situação enfrentada por ela mesma no cotidiano escolar, expressa toda vontade e dedicação que caracterizam seu próprio trabalho como docente.
Com esta situação [descrita no caso elaborado por ela], comprovei que a prática é bem diferente da teoria e que precisamos de ambas. Aprendi que as coisas podem acontecer de maneira distinta à que imaginamos, podendo nos colocar em situações complicadas e que a decorrência de uma atividade pode ser imprevisível, algumas vezes. Escrevendo este caso, descobri que gostaria de ter mais tempo para relatar de maneira detalhada todas as atividades executadas com as crianças. Registrando, acabo pensando e refletindo mais sobre elas, o que enriquece meu trabalho e o desenvolvimento das crianças. (Fabiana)
[Quando vivi essa situação] Aprendi muitas coisas! Aprendi a lidar com erros que cometia, com as idéias das crianças, com constantes mudanças no próprio planejamento, com obstáculos vindos de coordenação e direção, com situação inesperada de não saber a resposta e ficar com “cara de tacho” na frente das crianças... como já disse, pra mim esse ano [primeiro ano de docência] foi emocionante! Refletindo sobre esse caso pude repensar sobre o que eu fiz de bom para esta classe como professora, como tive ânimo para tentar passar o melhor para eles e poder