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Bilişim ve İletişim Teknolojilerinin ve Küreselleşme Olgusunun Etkisi

BÖLÜM 4: BİR PARADİGMA ADAYI OLARAK YERELLEŞTİRME

4.1. Bilişim ve İletişim Teknolojilerinin ve Küreselleşme Olgusunun Etkisi

Os resultados do presente estudo indicaram que o MMC favoreceu especialmente os bebês pré-termo extremos. Há de se considerar que os bebês pré-termo com idade gestacional maior do que 32 semanas não apresentaram atraso motor significativo. Tal achado não descarta prováveis efeitos do método em bebês pré-termo moderados a limítrofes sobre outras variáveis não consideradas no presente estudo, como, por exemplo, aquelas relacionadas ao desenvolvimento cognitivo e sócio-emocional, ao crescimento, etc.

Foram relatados efeitos modestos do MMC sobre o desenvolvimento motor de bebês com maiores faixas de idade gestacional. OHGI (2002) avaliou, com a Escala Bayley II (BAYLEY, 1993) aos 6 e 12 meses de idade corrigida, o desenvolvimento psicomotor de 53 bebês pré-termo de baixo risco, ou seja, com peso ao nascer entre 1500 e 2099 g e idade gestacional acima de 32 semanas, que não necessitaram de ventilação mecânica ao nascer nem apresentaram complicações clínicas no período neonatal. Um grupo de 23 bebês realizou contato pele a pele durante o horário de visitas em um período de até duas horas por dia, em média, durante 37 dias. Este grupo de bebês foi comparado com 27 bebês que receberam cuidados tradicionais antes da implementação do contato pele a pele na instituição em que foi realizada a pesquisa. O estudo não indica quem ministrou

os cuidados aos bebês durante a estadia hospitalar, mas relata que nos dois grupos foi incentivado o aleitamento materno. Foi encontrado um melhor desempenho dos bebês submetidos ao MMC, na escala de desenvolvimento mental, aos 12 meses de idade corrigida, não havendo diferenças no desenvolvimento motor nesses bebês pré-termo de baixo risco.

Estudo de CHARPAK (2001) avaliou, com a Escala de Griffths (GRIFFTHS, 1970), o desenvolvimento psicomotor de uma amostra heterogênea de 746 bebês submetidos ao MMC ou aos cuidados tradicionais. A amostra incluiu tanto bebês a termo como pré-termo (idade gestacional entre 31 e 40 semanas), peso ao nascer menor ou igual a 2000 g e que necessitaram ou não de UTI-N ao nascer. Os bebês foram avaliados aos 6, 12 e 15 meses de idade corrigida. Os bebês do MMC permaneciam em contato pele a pele durante 24 horas por dia, eram cuidados por suas mães e recebiam aleitamento materno quase exclusivo. Inicialmente, mãe e bebê permaneciam durante o dia em um ambulatório e à noite retornavam para casa, até a completa adaptação da mãe. Neste momento, mãe e bebê recebiam alta precoce e eram acompanhados ambulatorialmente por médicos, enfermeiras e assistentes sociais. No grupo que recebeu cuidados tradicionais, o bebê permanecia no hospital até apresentar condições de receber alta hospitalar. Não foram encontradas diferenças significativas no desenvolvimento psicomotor entre os grupos. Há de se considerar que, naquele estudo, os efeitos do MMC sobre o desenvolvimento foram avaliados em uma população heterogênea de bebês, que incluiu tanto bebês a termo como pré-termo, sendo que apenas 36% dos bebês nasceram com idade gestacional menor ou igual a 32 semanas.

TESSIER (2003), por sua vez, aplicou a Escala de Desenvolvimento de Griffths (GRIFFTHS, 1970) aos 12 meses de idade corrigida, para investigar o efeito do MMC sobre o desenvolvimento de 336 bebês com peso ao nascer menor do que 1800 g e idade gestacional entre 30 e 36 semanas. Destes, apenas 20% necessitaram de UTI-N, sendo que 28% nasceram com peso menor ou igual a 1500 g. Como no estudo de CHARPAK (2001), o MMC foi implementado integralmente, inclusive com o componente de alta precoce e acompanhamento ambulatorial. Constatou-se um efeito modesto, mas significativo sobre o desenvolvimento em bebês submetidos ao MMC aos 12 meses. O efeito foi maior em bebês que necessitaram de UTI-N, indicando um importante efeito

moderador das condições ao nascer sobre o desenvolvimento. Analisando individualmente as cinco sub-escalas da Escala de Griffths foram encontradas diferenças significativas nas áreas pessoal-social, de audição e linguagem e de execução, mas não nas sub-escalas locomotora e de coordenação óculo-manual.

Os resultados do presente estudo, de que apenas os bebês pré-termo extremos tiveram o seu desenvolvimento motor favorecido quando comparados aos bebês de maior idade gestacional são corroborados pelos estudos descritos acima que indicaram que não houve diferenças de desenvolvimento motor em bebês de baixo risco expostos a diferentes modalidades do MMC e apontam para a necessidade de se considerar as especificidades entre os bebês pré-termo para a análise adequada da efetividade do mesmo, assim como de outros diferentes programas de intervenção neonatal.

Estudo de ZAHR (1992) indicou que a intervenção neonatal foi mais relevante para os bebês mais doentes e de menor idade gestacional, quando comparados a bebês maiores e mais estáveis. No presente estudo, o contato pele a pele foi iniciado quando os bebês pré-termo extremos tinham em torno de 31 semanas de idade concepcional e, em sua maioria, assim que tiveram alta da UTI-N, o que pode ter favorecido o processo de recuperação dos eventos mórbidos e dos efeitos negativos do estresse do ambiente de UTI-N.

Recentemente, também FELDMAN (2002b), ao estudar o efeito do contato pele a pele realizado durante o período de visitas em uma UTI-N, relatou efeito mais significativo sobre o desenvolvimento motor em bebês de alto-risco, devido suas condições de saúde. De acordo com BELSKY (1998, apud FELDMAN, 2002b), existiriam suscetibilidades diferentes ao ambiente dependendo das condições intrínsecas dos indivíduos. Esta perspectiva sugere que os bebês seriam tão mais dependentes dos estímulos ambientais corretivos quanto maiores fossem suas limitações para extrair as experiências necessárias de seu ambiente para se desenvolverem.

Desse modo, as intervenções neonatais que envolvessem experiências sensoriais adequadas ao seu nível de desenvolvimento, como a tátil, a vestibular e a proprioceptiva, e que permitissem à mãe aprender gradualmente as pistas comportamentais

dos bebês nos cuidados do dia a dia, tais como no MMC, poderiam ser particularmente benéficas para o desenvolvimento motor em bebês de alto risco.

Estes resultados reforçam a importância da intervenção neonatal para os bebês mais vulneráveis e frágeis ao nascer e indicam que os bebês de maior risco podem ser particularmente mais receptivos a tais intervenções, como o bebê pré-termo extremo. No entanto, é necessário que outras dimensões do desenvolvimento, como a cognitiva, a motora fina e a social, entre outras, sejam avaliadas nesta população em particular para permitir conclusões mais abrangentes sobre a especificidade do MMC.

4.4 Aquisição de comportamentos motores em bebês pré-termo extremos