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Kumul Makamlarında Kullanılan Çalgılar

3. Araştırmanın Konusu, Kapsamı ve Yöntemi Hakkında

2.3. Kumul Makamlarında Kullanılan Çalgılar

Os indivíduos estão inseridos em um mundo de delicadas sugestões e emoções, que criam e destroem valores. É o que afirmou Kenneth E. Boulding (1966), segundo quem o comportamento das pessoas depende das imagens que elas possuem do mundo, sendo estas gradativamente construídas – pelas mensagens recebidas através dos sentidos – de acordo com a experiência passada do possuidor da imagem.

As mensagens consistem de informações no sentido de que são experiências estruturadas. O sentido de uma mensagem é a mudança que ela produz na imagem. (BOULDING, 1966, p.7)

Contudo, segundo o mesmo autor, para que uma mensagem contraditória ao pensamento corrente produza transformação na imagem que o indivíduo tem do mundo, esta precisa ser exposta de forma contínua para gerar dúvidas sobre a concepção anterior, triunfando, deste modo, sobre a resistência à mudança entre

informações contrapostas. Além da repetição, a imagem se altera mais facilmente quando a mensagem penetra a resistência por estar impingida de força ou autoridade incomum.

Seja por meio da quantidade ou da qualidade, a veiculação da mensagem tem o papel de tornar as imagens mais claras e certas, consolidando a percepção “positiva” dos indivíduos, visto que estes, freqüentemente, lançam mão da estereotipagem para facilitar a sua interpretação do mundo.

Bloom e Reve (1990) defenderam que uma sinalização proposital nos produtos, utilizando alguma simbologia conhecida, pode ser tão importante – na comercialização de um produto – quanto são as características tangíveis. O desafio é encontrar a combinação simbólica certa que permita ao consumidor formar sua melhor avaliação acerca daquele produto.

Segundo afirmaram Papadopoulos e Heslop (1993, cap.1), a imagem de um produto pode ser construída por diferentes mensagens, inclusive as comunicações passivas apresentadas nos diversos atributos de um produto, tais como design, marca, nome do produtor e país de origem. Estes “ícones” ou “imagens” são características “agregadoras de conceitos” ou ainda “simplificadoras de idéias” durante o processo de cognição mental realizada pelo indivíduo para que este possa inferir sobre o valor do objeto em análise.

Na presente Dissertação, empresas reconhecidas e com imagens difundidas serão abordadas por este trabalho e questionadas sobre as razoes que as levam a utilizar tais sinais. Neste momento, entende-se que sua autoridade e insistência em orgulhosamente exibir a identidade nacional poderá causar uma transformação de imagem de todo o conjunto de empresas brasileiras.

Assim sendo, considerando o tema explorado neste estudo e o fato exposto de que as mensagens recebidas pelo indivíduo são capazes de alterar as imagens internalizadas pelos consumidores – resultando presumivelmente na criação de valor superior às empresas brasileiras – se faz também necessária a reflexão por parte das empresas acerca das mensagens que estas transmitem sobre o seu produto, principalmente em termos de qualidade. Caso não haja um cuidado, a associação da imagem brasileira a uma empresa desqualificada pode ajudá-la em um primeiro momento, mas poderá desautorizar o valor da utilização da Identidade Nacional.

Segundo Dichter (1964, p.422) o termo imagem traduz-se em aura, reputação, melodia e símbolos que são associados a produtos, personalidades políticas e nações. Imagem é, portanto, a mística que faz emanar sentimentos que produzem efeitos sobre as ações das pessoas, inclusive ocasionando a venda de produtos por critérios que transcendem a superioridade de um produto sobre o outro (p.423).

Questionar qual o valor da Identidade Nacional se revelou instigante para o pesquisador deste trabalho, tendo em vista que ser perceptível para os brasileiros a imagem do Brasil, que por muito tempo poderia ter recebido mais desdém que elogios, agora evidencia sinais de recuperação.

Visando, portanto, aprofundar o conhecimento sobre a força do uso da imagem do Brasil – que traz aspectos positivos e negativos em seu bojo – a já referida pesquisa (PROENÇA-DE-GOUVÊA, 2005), realizada paralelamente a este estudo, procurou quantificar a relação que o brasileiro tem com a imagem do país e de seu povo. Mediu-se, então, a favorabilidade da percepção geral do brasileiro em relação ao próprio Brasil e aos brasileiros como um todo.

Em uma escala Likert com notas variando de 1 a 9, a nota média apurada foi de 6,21 para o brasileiro. Os brasileiros que pior avaliam seus pares são os de origem oriental (5,79), os de classe E (5,90) e os sem estudo (5,97), assim como os nascidos no estado do Mato Grosso (5,82) e de São Paulo (5,97). Por outro lado, o compatriota é mais bem avaliado pelo indivíduo natural do Piauí (6,63), do Espírito Santo (6,62) e de Roraima (6,50).

O Brasil, por seu turno, supera o meio escalar (5) por pouco, sendo avaliado de forma ainda pior e recebendo nota média de 5,21. Este dado melhora quando consideramos apenas a avaliação dos brasileiros naturais dos estados de Rondônia (6,71), Piauí (6,56) e Amapá (6,22), ou se considerarmos isoladamente aqueles com apenas o ensino fundamental completo (6,41), os pós-graduados (5,98) ou os autodeclarados negros (5,96).

Isso sugere que a imagem do Brasil pouco supera a média. Pode-se inferir que hoje, por este prisma teórico, esta estratégia agregaria muito pouco valor às empresas que a utilizam. Se a brasilidade for percebida como algo indiferente, o cliente – por desconsiderar os benefícios intangíveis – só perceberá que obtém

maior valor quando acreditar que está adquirindo qualidade relativamente superior a um preço mais baixo (GALE e BUZZEL, 1987, p.111).

Boulding (1966) alertou para o cuidado necessário com a associação positiva da imagem, sendo este zelo algo importante porque o indivíduo mantém registro sobre as diferentes imagens, mas as armazena classificando-as – conforme o filtro constituído pela escala pessoal de valores – como melhores ou piores, sendo algumas delas imagens de maior valor. A este respeito Bloom e Revê (1990) alertaram ainda que:

[...] os clientes precisam ser informados e persuadidos sobre a superioridade das características do produto e precisam ser convencidos de que estão obtendo maior valor por seus dólares comprando um produto em lugar de outro. (BLOOM e REVE, 1990, p.58).

Neste sentido, revela-se de fundamental importância que os produtos declarados como brasileiros sejam, antes de tudo, percebidos como detentores de uma qualidade superior, possuindo maior valor. Caso contrário, prejudicar-se-á a imagem simbólica nacional, por sua associação com objetos de baixo valor.

Considera-se, portanto, que – para o sucesso do Marketing de Identidade Nacional – aprimorar a imagem do país junto aos seus próprios concidadãos é uma etapa de comunicação tão necessária quanto é a comunicação seletiva da identidade nacional. Pelo caminho da qualidade, há exemplos bem-sucedidos de melhoria da imagem de um país, como o Japão que levou 30 anos para adquirir prestígio no mercado americano (GEE, 1993).

Benzer Belgeler