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Müzakereden birlikte yaşama sürecine: Türk-Arap İlişkilerini Geliştirme Konusunda Metodolojik Bir

A periodização em si leva os/as seus/suas idealizadores/as quase automaticamente pa- ra a universalização de ênfases temporais e locais. Propomos, primeiro, como alternativa a imagem guia de camadas ou sedimentações de experiências, não no sentido meramente adit i- vo, mas no sentido de uma presença potencial que pode ser ou não marcante em certos mo- mentos da vida de Wesley – e, certamente também, da igreja que surgiu do metodismo nas- cente ou primitivo.307 A metáfora da sedimentação descreve, então, um processo de significa- ção intersubjetiva e contínua. Neste sentido, a transmissão cultural religiosa, é, por um lado, uma construção que não somente repete a tradição e, por outro lado, sempre uma re- interpretação, re- composição e re-construção dessa mesma tradição. O novo nunca foge ple- namente do antigo, e o antigo não serve plenamente para explicar e compreender o novo. Te-

Bedeutung. Stuttgart: Christliches Verlagshaus Stuttgart, 1990. p. 39-40.

306 Donald ENGLISH. From Wesley´s Chair. London: Epworth Press, 1979, p. 91; apud Unmasking Methodist

Theology. MARSH, Clive et al. (eds.). New York & London: Continuum, 2004, p. 148.

307 Um exemplo de uma “linguagem do aditivo” transparece em Ulrich JAHREISS. Estudos sobre o Metodismo: I O movimento metodista primitivo; II. O projeto metodista: missão = evangelização + ação social; III. Como o metodismo chegou às Américas. Recife, PE: Sede Regional da REMNE, 1995, p. 29-49 (Coletânea Nordestina Vida e Missão n. 3).

mas surgem e desaparecem segundo a sua importância contemporânea e compõem, desta for- ma, o ritmo da teologia sistemática. Essa perspectiva possibilita, por exemplo, compreender as relações entre Jeremy Taylor (1725) e a ênfase tardia na nova criação (1775), ou a relação entre a rejeição de uma religião solitária (1729) e a tentativa de entender as razões da injustiça social (econômica, étnica ou econômica, 1743 e 1770) sem precisar construir uma causalidade direta ou imediata. Permite-nos, também, não enfatizar ou isolar ou escolher somente um ra- mo espiritual ou doutrinal (puritanismo, pietismo, anglicanismo, misticismo), mas a entender o fenômeno da recepção ou do desenvolvimento paralelo de temas. Por exemplo: o múltiplo uso da imagem do “caminho da salvação”, da peregrinação e da viagem tanto na tradição pu- ritana, na tradição mística, na teologia oriental, na tradição anglicana e, em termos ainda mais gerais, na herança cultural inglesa (no caso, como reflexo da cultura celta e seus monges pe- regrinos) e sua complexa interação. A idéia da sedimentação nos faz pensar em mais um desa- fio: ela veste-se de forma lingüística, e, às vezes, se usa uma linguagem mais sedimentada, cu- jos sentidos já são bem ocupados e fixados pelas suas subjacentes compreensões. Assim, a tentativa de tornar as inovações comunicáveis, de repente, não esclarece o assunto, mas, o en- cobre. No caso de John Wesley, suas múltip las relações com os mais diversos setores da soci- edade, sua preferência pelo texto Bíblico e pela cristandade antiga, devemos esperar como re- sultado uma sedimentação complexa e, provavelmente, também antagônica.

Neste sentido, fala James W. Fowler, ao lado da apresentação heróica ou irônica, de uma terceira possibilidade de construir biografias, uma perspectiva “teológica”. Os “estágios da fé” valorizam, numa perspectiva psico-social, cada momento, ou melhor, cada fase da vida como importante. O individuo, interagindo com o seu redor, recebe-se, encontra-se, é criado e cria-se. Mas, para Fowler, as biografias heróic as e irônicas não fazem suficiente sentido de uma vida, porque elas desconsideram um outro elemento fundamental para a auto- compreensão de pessoas e dos caminhos idos por elas. Fowler propõe uma “perspectiva teo- lógica” a partir da “práxis de Deus”. Ele estuda Martin Luther King e Thomas Merton e chega à conclusão que eles são

...símbolos, sinais e articuladores de algo muito mais primordial e vasto. De forma, que nem a perspectiva heróico ou irônica sabem perceber, eles são formados por uma story e nascendo dessa story eles carregam em si o Espírito de Deus que cria, governa e liberta. Nas suas profundas lutas cheias de graça vemos a combinação entre uma individualidade única e de algo novo na história, dádiva de Deus. [...] Deus abre caminhos onde não

há nenhum caminho.308

A dimensão psico-social explica muitos aspectos da individualidade. A perspectiva sociológica e histórica abre outros horizontes. E agrega-se a elas uma perspectiva que relacio- na as escolhas com base nas experiências da providência divina, da graça divina, da reconcili- ação e da vocação. “E esta novidade abre, como, nos melhores casos as parábolas sempre fa- zem, novas trilhas de ser.” 309 Colocamos ao lado da metáfora da sedimentação, a metáfora do tecido, do ser tecido pelas e do tecer das relações psico-sociais e relações entre Deus e o ser humano. Providência e responsabildiade como os fios básicos da vida humana.

Essa visão inter-relacional tem também seu significado para a construção contemporâ- nea de uma soteriologia latino-americana. Partimos da proposta de Robert J. Schreiter e sua reflexão sobre a construção teológica entre o local e o global310 que foi refortalecida por Vol- ker Kuester311. Substituímos, porém, o conceito de uma “nova catolicidade” por “nova cone-

xidade”.312 Pronunciamos, dessa forma, a relação entre os diversos sem destacar um ou outro como o centro; nessa perspectiva, o diálogo é estabelecido entre teologias locais sob a percep- ção de que as diversas localidades envolvidas nesse diálogo não são tão isoladas umas das ou- tras como talvez até hoje se imagine. Imaginamos uma série de teologias locais em conexão, menos numa perspectiva cross-cultural, mas intercultural, etno-social, gênero-social, eco- social construindo caminhos e desafiando sistemas fechados ou sistemas no processo do auto- fechamento.

2.3 Aspecto histórico-teológico: a necessidade da superação da