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2. RİVAYETLERİN DEĞERLENDİRİLMESİ

2.9. MÎKAT (İHRAM YERLERİ)

Segundo Roberto de Souza (2007), a sustentabilidade vem assumindo papel cada vez mais importante para o mundo corporativo e para os negócios das empresas do setor da construção.

Ao longo destes últimos anos vem se esboçando um cenário em que as exigências da sociedade civil, de investidores, financiadores e consumidores obrigam as empresas a levarem em conta o impacto de suas atividades em todo seu entorno.

Em particular no setor da construção estas exigências começam a se acentuar devido ao alto impacto ambiental e social das atividades de fabricação de materiais, projeto, construção e uso e operação de edificações, empreendimentos e obras pesadas.

Este movimento vem consolidando o conceito de Sustentabilidade Corporativa, enquanto uma visão de negócios de longo prazo que incorpora à estratégia e aos objetivos econômicos da empresa, as dimensões sociais e ambientais.

A Sustentabilidade incorpora também os valores da ética, transparência e comunicação, assim como as boas práticas de governança corporativa, tendo como resultante um diferencial focado no desenvolvimento sustentável e no compromisso com as gerações futuras.

A preocupação com desenvolvimento sustentável ganhou impulso a partir da Eco 92, quando governo, empresas e sociedade civil passaram a se empenhar em desenhar

instrumentos que levassem em conta as dimensões sociais e ambientais, ganhando impulso maior a partir de 2000.

A Eco-eficiência é uma das práticas da sustentabilidade, por meio da qual as empresas buscam produzir mais com menor utilização de energia, água e materiais, seja graças à melhoria de eficiência nos processos produtivos existentes, seja por abordagens inovadoras em projeto, materiais, equipamentos e construção. Pode-se destacar neste sentido a inovação dos projetos de edificações visando à redução do consumo de energia, o reuso e a economia de água, a gestão de resíduos de obra, a coleta seletiva e reciclagem do lixo, etc..

Outro mecanismo que vem ganhando corpo no setor diz respeito à certificação ambiental de empreendimentos, feita por organismos estrangeiros e que avaliam o desempenho do empreendimento com base em normas reconhecidas internacionalmente, e conhecido como o movimento dos “green buildings”.

A abordagem do Ciclo de Vida do Produto passa também a ser incorporada nas práticas sustentáveis. Ela mede o consumo de recursos ambientais e a geração de gases e resíduos durante todo o ciclo de vida dos materiais e componentes empregados na construção, passando pela extração da matéria-prima, transporte, fabricação, aplicação e uso final dos materiais e componentes nas obras. Para tanto, faz-se necessário elaborar um inventário para cada material e componente, contendo o uso de recursos naturais e energia, o desperdício e as emissões em cada etapa do processo. No caso da construção, esta tarefa

é complexa e exaustiva, devido à enorme gama de materiais empregados e da diversidade regional de sua produção.

Outra preocupação importante para uma empresa que busca a sustentabilidade diz respeito à Gestão da cadeia de fornecedores. Esta ação deve envolver tanto a adoção, por parte de construtoras e órgãos contratantes, de exigências ambientais para a compra de materiais, produtos e equipamentos, como a qualificação e o desenvolvimento de fornecedores e empreiteiros de serviços visando à implementação de práticas de responsabilidade social junto a seus colaboradores.

Outro foco de atuação é o Envolvimento das partes interessadas (“stakeholders”), conduzido por um processo em que a empresa interage com todos os agentes que tem participação direta e indireta nos seus negócios e empreendimentos: investidores, acionistas, agentes financeiros, cliente final, sociedade, comunidade, vizinhança dos empreendimentos, governos, fornecedores e colaboradores.

A adoção dos Relatórios de Sustentabilidade, mostrando o desempenho econômico, social e ambiental da empresa de forma integrada, é a evidência objetiva – demonstrada por meio de ações e indicadores – de que a empresa adota as práticas de sustentabilidade e as comunica às partes interessadas.

O Brasil vive um momento extremamente rico em oportunidades para as empresas do setor da construção que queiram se diferenciar e assumir práticas de sustentabilidade em seus negócios, empreendimentos e obras. Trata-se de uma questão de visão estratégica e decisão empresarial que resulta em ganhos tanto para a empresa quanto para seus clientes, a comunidade, a sociedade e as gerações futuras.

2.5.2.1. Sustentabilidade Econômica

Um objetivo central de grande parte dos projetos de construção civil está em completarem-se as obras com custos mínimos. A construção sustentável, porém, estimula uma revisão do conceito de custos, em que as variáveis ecológica, cultural e social devem ser levadas em conta, assim também como o período de vida útil do empreendimento em questão.

Os custos de uma edificação não se restringem ao custo da obra em si, devendo ser calculados, por exemplo, os gastos da operacionalização e manutenção. Estes últimos

tendem a ser, ao longo dos 60 anos de vida útil média de uma edificação, seis vezes superiores ao custo inicial da construção.

Nesse sentido, as edificações sustentáveis apresentam um grande atrativo, Ao atenderem a princípios ecológicos – como, por exemplo, a redução no consumo de energia – tendem também, a longo prazo, a princípios econômicos.

Uma boa gestão de todos os aspectos de planejamento, construção e uso podem reduzir o custo de uma edificação ao longo de sua vida útil, sem que necessariamente sejam necessários mais investimentos no processo inicial de projeto e construção.

2.5.3. Construção sustentável e a obra

Novas tecnologias reduzem impacto ambiental

Segundo Vanderley John (2007), sabemos que o futuro da humanidade está em risco. Consumimos mais do que o planeta consegue fornecer. Se não houver uma mudança radical, as condições de vida no planeta se reduzirão. O pior é que metade da humanidade vive na pobreza e pouco contribui para o desequilíbrio ambiental.

Precisamos enfrentar problemas ambientais como mudança climática, buraco na camada de ozônio, geração de resíduos, escassez de água, consumo de recursos naturais não renováveis. Para isso temos que mudar técnicas de produção, padrões de consumo, e rever nossos conceitos, substituindo o desenvolvimento insustentável pelo sustentável.

Mas isso não é uma tarefa simples. Tampouco pode ser feita sem a participação de todos. Inclusive da construção civil, setor que está no centro desse problema, pois consome matérias-primas naturais, que precisam ser extraídas, transportadas, processadas, gastando mais energia e poluindo mais. A extração de madeira e de minerais como a areia destrói grandes áreas da natureza. A construção e demolição de edificações geram enorme quantidade de resíduos. Os edifícios consomem energia elétrica e água. Além disso, o setor também tem problemas sociais, como a baixa remuneração dos trabalhadores, impacto na qualidade de vida da vizinhança e uma elevada informalidade, como por exemplo, na venda de materiais de construção sem nota fiscal, com baixa qualidade, existência de operários sem registro, etc.

O conceito de construção sustentável busca apresentar resposta para esses problemas. Reduzir sistematicamente os impactos ambientais e melhorar os resultados da

construção por meio da mudança de processos, técnicas e, até, de hábitos de construção. Trata-se de preservar as condições de vida no planeta para as gerações futuras.

Novas tecnologias aparecem, como aquecedores solares, tanques para retenção de água de chuva, reuso de águas servidas, equipamentos de tratamento de esgoto, lâmpadas eficientes, proibição de produtos que contêm compostos perigosos (solventes e fibras inaláveis, por exemplo).

O dia-a-dia dos trabalhadores da obra também será transformado e valorizado. O controle para a redução de desperdícios, que depende da participação e de sugestões da equipe de obra, deverá se generalizar. Por outro lado, se tornará comum a separação dos resíduos gerados no canteiro para a reciclagem, reduzindo os impactos ambientais e o desperdício de recursos. Controle de ruídos, poeiras (inclusive nas ruas vizinhas), uso racional da água e energia, segurança no trabalho serão atribuições novas que valorizam a equipe.

Práticas de construção sustentável também trazem como conseqüência, melhoria das condições de trabalho e de vida dos trabalhadores, pois a qualidade de vida de todos os seres humanos está no foco dessas práticas. No médio prazo, espera-se que as melhorias de produtividade venham a significar melhores salários para todos.

Benzer Belgeler