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Keywords : Seismic Isolation, Control Algorithms, Artificial Neural Network, Fuzzy Logic, Genetic Algorithms

VII- Hasar Yapıcı:

1.11. Literatüre Bakış

Uma das primeiras atividades sistemáticas desenvolvidas pelo grupo constituiu-se no projeto intitulado Avaliação ambiental preliminar, quanto ao potencial de contaminação, nas garagens e postos de abastecimento de combustíveis da Prefeitura do Município de São Paulo. O trabalho tinha como objetivo o treinamento da equipe, a atuação preventiva em áreas municipais, quanto ao atendimento à Resolução do Conama 273/2000 e SMA 5/2001; além de verificar os conflitos e dificuldades de integração advindos dessas ações. Foram avaliadas 34 unidades municipais possuidoras de garagens e postos de abastecimento de combustíveis, identificando-se 8 áreas suspeitas de contaminação, para as quais foi indicada a realização da investigação confirmatória e apresentação do plano de intervenção.

Uma das áreas classificadas como área contaminada suspeita, Garagem Prates, situada no Bom Retiro, onde havia registro de ocorrência de vazamento de óleo, nos anos 90, e previsão de mudança de uso, foi selecionada como projeto piloto, realizando-se a avaliação confirmatória e a análise de risco. Na área foram encontrados níveis de criseno acima dos valores aceitáveis, caracterizando uma via de exposição por emissão volátil em ambiente aberto, mas que não se completava devido ao recobrimento do solo por pavimento em bom estado. No entanto, para a execução de qualquer movimentação no terreno deveria ser exigida a utilização, pelos trabalhadores, de equipamentos de proteção individual especiais.

Esse projeto resultou, também, na elaboração do curso Manipulação Segura de Produtos com Potencial de Contaminação do Ambiente e da Saúde

ministrado, em 2004, aos funcionários da Subprefeitura de São Mateus, pela equipe técnica do GTAC e profissionais que atuavam na Seção Técnica de Produtos Perigosos do Decont-3/SVMA. Uma cartilha foi elaborada, como material didático do curso, em quatro fascículos, que criou alguns personagens: a Ecolídia, a Regina Cicla e o Nico Ciente.

Os primeiros estudos de casos práticos referentes a parcelamento de solo (desdobro) e aprovação de mudança de uso, sob a análise do GTAC, advindos das determinações do Decreto 42.319/2002, exigiram pareceres técnicos, que demandaram grandes discussões, principalmente quanto aos procedimentos

internos e de integração com outros órgãos municipais e estaduais. As secretarias diretamente envolvidas nos debates eram a de Planejamento, Saúde, Coordenação das Subprefeituras e as próprias Subprefeituras. Nesses debates despontavam o desconhecimento da questão da contaminação, os diferentes enfoques de cada setor e a dificuldade de se estabelecer ações de cooperação. Essa situação é descrita por Marker (2003, p.11).

[...] Frequentemente existem conflitos entre as secretarias de meio ambiente por um lado e de planejamento e habitação por outro, em função das diferentes atribuições e interesses destas entidades. Não é raro que as restrições ambientais entrem em conflito com os objetivos do desenvolvimento urbano [...].

De acordo com exigências legais, foi instituído um grupo intersecretarial para a elaboração de uma proposta para a regulamentação da Lei 13.564/0328. A minuta

de regulamentação, finalizada em agosto de 2004, procurou solucionar os principais conflitos, existentes à época, entre a legislação municipal específica, além de propor procedimentos básicos para análise dos processos, que tratavam da questão nos órgãos envolvidos. A regulamentação efetiva da Lei dependeria do encaminhamento da minuta de regulamentação, para a Secretaria de Governo e posterior envio à Câmara Municipal, o que não ocorreu até o momento.

No grupo intersecretarial estavam representadas as seguintes Secretarias: Verde e Meio Ambiente, responsável pela sua coordenação, Habitação, Coordenação das Subprefeituras, Negócios Jurídicos, Planejamento, Saúde e Serviços; todas com participação efetiva. A Sehab estava representada pelos Departamentos de Parcelamento do Solo (Parsolo) e de Aprovação (Aprov). Os procedimentos, propostos para aprovação de empreendimentos ou intervenções em terrenos com potencial de contaminação, suspeitos de contaminação, ou contaminados estão representados em um fluxograma (Figura 3.6), elaborado a partir das discussões do Grupo.

As exigências solicitadas ao interessado, durante todo o processo de análise técnica do Município, eram emitidas mediante um “Comunique-se” (comunicado publicado no Diário Oficial). Quando a área era confirmada como contaminada, o Departamento de Aprovação (Aprov) exigia parecer técnico da Cetesb o qual poderia incluir restrições de uso a serem incorporados ao pedido de aprovação do projeto

pelo interessado. No período de 2003 a 2006, os responsáveis pelos imóveis classificados como contaminados eram comunicados e a análise prosseguia na Cetesb, devido à experiência daquela Companhia no tema e à sua complexidade. Com contínuo treinamento especializado da equipe técnica do GTAC, a partir de 2007, segundo Ramires (2008) todos os imóveis abrangidos pela legislação municipal passaram a ser analisados, pelo GTAC/Decont, em todas as etapas constituintes do processo de gerenciamento.

Segundo Ramires (2008), a partir do final de 2005, por demanda da Sehab os procedimentos relacionados aos processos de solicitação de certidão de diretrizes foram alterados. Nestes casos, o interessado passou a apresentar a Avaliação Ambiental Preliminar ao GTAC/Decont/SVMA, enquanto o prosseguimento normal da análise ocorria junto à Sehab. Entretanto, a emissão da certidão ficava condicionada ao parecer ambiental da SVMA.

A mesma autora comenta que o fluxograma de procedimentos nunca foi utilizado na sua totalidade, pois não havia exigência legal, já que a sua regulamentação não se efetivou. A Sehab, mediante o Aprov, além disso, se mostrou arredia quanto à sua implementação, pois isso alteraria procedimentos internos, impraticáveis do seu ponto de vista, devido a sua dinâmica e ao número de processos a serem analisados.

As solicitações para mudança de uso, abrangidas pela legislação estadual (Lei 9.999/1998 e Decreto 47.400/2002) são analisadas pela Cetesb que emite parecer técnico final, acompanhado do plano de intervenção. Esses documentos são encaminhados ao GTAC/Decont que, no caso de discordar das ações propostas, poderá solicitar estudos complementares e modificações no plano de intervenção (Ramires, 2008).

É importante apontar que, no geral, o início de todo o processo de gerenciamento dessas áreas, se caracteriza por alguma forma de intervenção, solicitada pelo proprietário ou empreendedor. Essas solicitações são protocoladas, comumente, em Sehab ou nas Subprefeituras e tratam do parcelamento do solo, de reformas até as mudanças do tipo de uso do terreno com execução de novas construções.

O GTAC também desenvolveu um método para identificação e priorização de áreas potencialmente contaminadas, de acordo com as atividades poluidoras desenvolvidas, elegendo como piloto o perímetro da Operação Urbana Diagonal Sul

(Ramires et al, 2008). O trabalho partiu da análise do Cadastro de Contribuintes Imobiliários (CCM), de 2004, da Secretaria Municipal de Finanças, com 54.870 contribuintes, dos quais foram selecionados 644, contidos no perímetro e passíveis de contaminação. Deste total 204 atividades industriais com maior potencial de contaminação foram priorizadas29, sendo 129 áreas vistoriadas, em 2005. As vistorias demonstraram que 40% das áreas estavam desativadas e 18% subutilizadas.

Áreas públicas com passivos ambientais (antigos aterros, usinas de compostagem e incineradores) estão também incluídas nas ações municipais. Dentre elas destaca-se a contratação pela SVMA dos estudos ambientais para subsidiar a implantação do Parque Jardim Primavera (Ramires et al, 2008), a ser tratado no Capítulo 8.

A integração efetiva das Subprefeituras e outras Secretarias (Habitação, Desenvolvimento Urbano, Saúde, Serviços, Infra-estrutura, Negócios Jurídicos, Esportes, etc.) ao sistema de gerenciamento dessas áreas poderá contribuir para a difusão do tema na Administração Pública e nas suas populações do entorno, favorecendo o debate sobre as decisões de intervenção.

O aprimoramento da gestão urbano-ambiental desses passivos implicará o aumento do número de áreas confirmadas como contaminadas e, conseqüentemente, do custo envolvido e a necessidade de maiores investimentos e de aperfeiçoamento das tecnologias e estratégias para promover a sua requalificação.

Os avanços de atuação verificados serão importantes no processo de revisão do Plano Diretor, destacando-se a necessidade de inclusão das áreas potencialmente contaminadas, na revisão da Lei 13.564/2003 e sua necessária regulamentação, a fim de especificar os procedimentos intersecretariais e, até interinstitucionais, e nos fluxos das ações entre as diversas instâncias, na tentativa de minimizar os conflitos existentes.

A publicidade registrária das áreas contaminadas é uma grande conquista para a sociedade, no entanto, independente da sua importância para a gestão ambiental será fundamental garantir o direito aos municípios de emitirem, também, a referida declaração, quando comprovada a capacitação técnica da sua equipe.

115 Sim A.C. O.A. solicita ao empreendedor Parecer Técnico CETESB A.P. A.S. Legislação Estadual (?) O.A. Impede o início de obra e encaminha processo a SVMA A.S. Não SVMA informa O.A. Preliminar A.P. AS “Área Contaminada?” SVMA solicita e analisa Investigação Confirmatória Sim Não Não Apresentação do Parecer Técnico, com eventuais restrições de

uso da área ao O.A.

O.A. declara a solicitação apta à aprovação parecer técnico da CETESB SVMA solicita e analisa Avaliação Preliminar Comunicação e Participação da População Deferimento Sim Consulta prévia, diretrizes ou solicitação de aprovação de projeto, licenciamento ou regularização O.A. verifica no cadastro AS ou AC ou na Lista de Áreas / Atividades Potencialmente Contaminadoras SVMA informa ao O.A

AP – área potencialmente contaminada; AS – área suspeita de contaminação; AC – área contaminada; AO – órgão de aprovação

Figura 3.6: Fluxograma dos procedimentos propostos, em 2004, para o gerenciamento de áreas contaminadas no município de São Paulo. Fonte: SVMA (2004).

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Benzer Belgeler